O Que Está Além de um Olhar...
25 Capítulo 25
Notas iniciais
— Incrível né... – balbuciou Rodrigo andando distraído pela rua segurando a mão de Luciana.
— O que, como café tem um cheiro forte, porque eu juro que eu ainda acho que estou cheirando a café depois daquele banho todo. – a moça riu brincalhona ao responder, ainda lembrando de todo incômodo com Ciça durante o jantar com os pais de Rodrigo, ou ela estava certa, o cheiro estava impregnando nela, ou mesmo sem admitir Luciana estava ainda totalmente insatisfeita com o que havia ocorrido.
— Bom... – Rodrigo parou na frente dela, brincando a segurar a mão da namorada no ar. – Eu sempre gostei de café, e talvez. – induziu o rapaz com um imenso sorriso enquanto a olhava. – O aroma misturado com teu cheiro nem fique tão ruim assim. – afirmou Rodrigo em meio a um sorriso que era pura travessura.
— Hum perfeito né. – Luciana arqueou uma sobrancelha com ironia. – Sabe o que eu sei mesmo. – ela fala lhe roubando um selinho rápido.
— Ham que. – ele perguntou desatento em encará-la.
— Que o senhor nunca perde a oportunidade pra uma gracinha, né Rodrigo, bonitinho né. – Luciana esclareceu abusando de sarcarmo.
— É. – o rapaz fingiu pensar. – É que assim já é tão difícil te dobrar, imagina se eu perder as oportunidades que eu tenho, né. – Rodrigo se aproximou todo alegre.
— Detesto esse teu jeito convencido sabia. – Luciana o encarou sisuda por segundos.
— E eu adoro, essa tua carinha de brava sabia. – ele disse em um tom todo alegre tocando a ponta do nariz dela. – Mais também nem era disso que eu tava falando, é que às vezes a felicidade é tão simples, tão fácil de encontrar, ih não sei por que em muitos casos a gente insiste em procurar ela no lugar errado até. – Rodrigo explica do que realmente falava.
— É porque, nós humanos já somos tendenciados a ouvir o bichinho da burrice. – a morena brinca sorrindo alegremente. – Mais hoje eu também tenho certeza de que estou muito feliz só porque to andando no meio da rua com você. — Luciana sorri olhando pro céu.
— Também to Lu, e fazia muito tempo que eu não me sentia assim. – Rodrigo concordou quase flutuando por tanta felicidade.
— Ela é linda... – divagou ela se perdendo em olhar para o céu estrelado, contemplando a enorme lua cheia que brilhava radiante.
— É até é, mais com certeza não mais que você, jamais. – declarou Rodrigo a puxando para um beijo antes que ela tivesse qualquer reação.
— Olha que desse jeito eu me apaixono ainda mais por você. – Luciana diz tentando também amenizar toda declaração dele. – E olha que eu nem sei se dá. – ela confessa seu total envolvimento com o rapaz.
— Eu te amo demais Lu. — ele afirma a beijando com ternura.
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— Então é aqui mesmo, tem certeza. – Rodrigo questiona com um ar de frustrado ao parar em frente ao portão da casa de Luciana.
— É, muro azul é aqui mesmo. – Lu confirmou sorrindo bem- humorada.
— A gente se vê amanhã... – os dois disseram quase em uníssono, fazendo com que logo depois um sorriso sem graça se formassem em seus rostos.
— Tá boa noite. – Rodrigo acrescentou meio que rindo da situação.
— Com certeza, um beijo e muito boa noite pra você. – Lu afirmou sorrindo o puxando pela gola da camisa.
— Um só. – ele suspirou atentamente a encarando, reclamando do beijo sútil dado pela amada. – Acho que eu preciso de ao menos mais um pra aguentar até amanhã. – garantiu Rodrigo sorrindo abobado e se aproximando de Luciana para um beijo carinhoso e empolgado.
— Olha que meu pai pode tá olhando hein. – Lu disse se separando dele a respirar com dificuldade, fazendo Rodrigo em sobressaltos olhar para os lados, e além do portão da casa de Luciana.
— Hum engraçado. – protestou o rapaz ao perceber o sorriso zombeteiro nós lábios da morena.
— Ele bem que deve ter tentado esperar a gente, mas provavelmente caiu no sono pelo sofá mesmo. – Luciana tenta amenizar a brincadeira. – Mais sério, tá muito tarde mesmo, tenho que ir. – ela relembra.
— Tá certo, até amanhã. – rendeu-se ele a sorrir docemente.
— Agradece tua mãe de novo pelo jantar tá, e diz que eu pedi desculpas pelo o que houve. – Luciana recordou com chateação o episódio vivido com Ciça.
— Imagina esquece isso, mas pode deixar que eu falo sim. – Rodrigo suplicou que ela encerrasse tal assunto.
— Ok, então tchau e me manda uma mensagem de boa noite quando chegar, só pra mim não ficar preocupada. – a moça pediu em troca.
— Pode deixar. – Rodrigo sorriu em consentimento lhe dando um beijo rápido.
— Tchau. – proferiu Lu com um último sorriso entrando sem muita pressa pelo portão de casa, sendo observada com atenção por Rodrigo que em puro estado de alegria a esperou entrar para logo depois ir embora dessa vez somente tendo como companhia a imensa e brilhosa lua cheia.
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No dia seguinte Lu contava com detalhes tudo o que havia ocorrido no jantar com a família de Rodrigo.
— Ah mãe, a Ana e o Miguel são pessoas ótimas, Lívia então nem se fala a gente se deu bem desde o primeiro momento quando se conheceu. – dizia ela colocando mais água no café que estava passando, já com seu aroma se espalhando pela casa. – Eu fiquei desconfortável óbvio, não queria causar problemas pra eles. – relembra Lu insatisfeita.
— É realmente situação desagradável minha filha. – Sueli concorda ajeitando a mesa. – Mais será que a Ciça fez de propósito. – a professora quis saber.
— Não sei, mas a questão é que eu fiquei numa saía justíssima, não fui ali pra brigar com ninguém, nem com a Ciça e muito menos ainda com a família do Rodrigo, ainda mais depois de tudo. – fala Luciana desapontada com o ocorrido.
— É mais você fez bem em não revidar Luciana. – afirma Sueli.
— Ai minhas costas, que desespero, ai meu santo. – Jorge vinha entrando pela cozinha cheio de reclamações.
— É Jorge deve estar na hora de pedir aposentadoria mesmo, já que emprego que é bom você não arruma. – Sueli aproveita para dar uma dura no homem.
— Oh Sueli nem vem tá. – Jorge senta para tomar café sem paciência para escutar a esposa lhe aporrinhando. – Já disse que eu tenho outros planos, não vou mais procurar emprego. – Jorge diz taxativo.
— Enquanto isso eu que pague as contas sozinha. – reclamou ela também sentando.
— O que acabou comigo foi aquele maldito sofá. – praguejou Jorge.
— Também agora todas as noites fica nele pra vigiar a Luciana. – disparou Sueli irônica, e Lu apanhou sua xícara para o café a rir da discussão alfinetada dos pais.
— Aliás, bom dia minha filha é bom ver que mesmo de madrugada você voltou pra casa. – Jorge falou meio sisudo.
— Que nada Jorge, ela chegou foi hoje de manhã mesmo. – Sueli rebate, fazendo o homem se remexer impaciente na cadeira sentindo sua dor nas costas piorar.
— Bom dia pai. – ela replicou entre um sorriso. – E nem liga pra minha mãe que ela tá é querendo te provocar. – explica de imediato a moça a rir.
— Ai menos mal. – Jorge suspirou aliviado.
— Foi só um jantar com a família do Rodrigo, pai sem drama. – pediu Luciana tomando seu café.
— E eu também repito, não confio é naquele moleque. – disse Jorge com seriedade, Sueli e Luciana apenas continuaram seu desejum matinal em silêncio sem contrário-lo mais ainda.
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