O Que Eles Veem Em Você?
49 Droga de Inglês.
Notas iniciais
Como vão vocês?
Deixa eu agradecer aqui a JuhLocks pela recomendação, muito obrigada querida, adorei. ;)
Creio eu que vocês irão gostar deste capitulo.
Boa leitura!
POV Annabeth
Fechei o zíper do jeans e saí do carro com todo o glamour de uma pessoa que não fez nada para estar ali. Claro, era a festa do time de basquete, então logo a torcida estaria no meio. Mas eu, sendo ex de Percy, e odiada por boa parte das líderes de torcida, estava me sentindo um pouco deslocada.
Megan, com seu lindo batom vermelho, me puxaram para dentro da casa de Nico (casa esta que ela já deveria conhecer muito bem, principalmente o quarto dele). Thalia já estava aos cantos agarrando Luke (já que o achava sexy com a jaqueta do time também. Espera, quando que a Thalia não acha o Luke sexy, mesmo?).
O som de música eletrônica fazia meus ouvidos doerem e quando eu mal percebi Megan já estava com uma garrafa de Heineken na mão, e já havia me dado outra obrigatoriamente. Sentamo-nos num canto numas almofadas brancas enormes enquanto discutíamos sobre o time de vôlei e o fim do campeonato de basquete.
Mal percebi quando Nico e Percy estavam na nossa frente, sorrindo de forma angelical para nós duas.
-Ah, perceberam que existimos! – exclamou Nico, ajeitando sua jaqueta preta – E isto contando com o fato que a festa é para o time. Realmente demais.
-O que você quer que eu faça? – Megan perguntou com um sorriso de lado – Fique atrás de você te bajulando que nem estas meninas?
-Seria bom, contando com o fato de que você é minha namorada – Nico gritou para que ela ouvisse mesmo com o som alto – Quer dizer, a festa é nossa e nós temos que ir atrás de vocês. Foda isto.
-Somos difíceis – disse sorrindo enquanto olhava para Percy, este que olhava diretamente para mim, não sabia se o olhar era de desejo ou pura incredulidade. Ficava mais com a segunda opção já que até eu estava incrédula comigo mesma. Aquela cena no estacionamento foi ridícula e pedante. Eu estava com Percy e ponto. Will havia sumido.
Porque isto foi tão difícil de raciocinar na hora?
-Então, o Percy não está muito com clima para festas nem eu sei por que – Nico bebeu um gole de cerveja — Vocês que estão aí quietinhas poderiam então fazer o imenso favor de cuidar da criança?
-Vai tomar no...
-Com certeza – Megan sorriu, pulou de um puf para outro deixando Percy no meio.
-Pronto muito bem acompanhado – Nico deu um selinho em Megan – Você me deve esta.
-Vai tomar no...
-Tchau, Nico – sorri de lado, enquanto sentia a mão de Percy roçar na minha automaticamente. Megan e ele começaram a ter uma conversa animada sobre algo que nem mesmo eu entendia. E lá estava eu, bebendo minha cerveja alemã, sentindo-me uma total estúpida por ser tão besta a ponto de deixar Percy escapar entre os meus dedos.
-Ah, a Annabeth pode te ajudar nisto – virei-me na mesma hora. O que tinha eu? – Ela tirou total na prova final de Inglês.
-Oi? O que tem eu?
-É que o Percy ficou na última etapa com vermelho em inglês. Eu acho que seria super legal se você estudasse com ele. Quer dizer, você tá fera em redação contemporânea, não é? – sorri sem graça. Eu era foda em redação contemporânea.
-Ah, mais ou menos.
-Mais ou menos nada. 100 em redação, fala sério – sorri de lado – Vocês moram no mesmo prédio, sua prova é semana que vem, não é? Percy, você com certeza vão ir bem com a Annie te ajudando. Vai por mim.
Megan saiu à procura de mais cerveja, e eu mais uma vez fiz meu sorriso envergonhado. Percy bebeu mais um gole de Heineken (pelo visto era a principal bebida por ali, ninguém se importava porque era cerveja alemã), e chegou muito perto do meu ouvido. O que me fazia sentir sua respiração quente em meu pescoço.
-Você pode ir lá em casa todos os dias? – perguntou ele com a voz arranhada- Eu prometo me comportar e deixar... — engoli em seco, sentindo os pelos dos meus braços se eriçarem – Você me ensinar tudo de Inglês.
Mordi o lábio inferior e sorri, desta vez extremamente confiante. Ele separou-se de mim e sorriu da forma mais maliciosa que conseguia (ou seja, o seu sorriso normal. Que sempre foi uma mistura de malícia, cafajeste e de garoto problema. Sempre gostei deste sorriso). Megan chegou quebrando qualquer tipo de contato visual que estávamos tendo.
E é isto aí, agora eu era a professora de Percy Jackson.
*
Peguei meus livros especiais que eu pensei que poderiam ajudar Percy. Tomar nota vermelha é uma droga (eu sei disto porque tomei em todas as matérias ano passado, em todas as etapas). Então quando você tem alguém legal para te ajudar (eu) as coisas ficam bem mais fáceis.
Assim que bati na porta do apartamento dele Poseidon atendeu o mais rapidamente possível, dando o seu sorriso cafajeste que me fez lembrar o de Percy e ao mesmo tempo ficar meio confusa. Será que ele estava achando que eu era a minha mãe ou o que?
Vi Percy que estava no sofá se levantar, ele veio em direção à porta o mais rápido que pode, mas não mais rápido do que o comentário de Poseidon.
-Difícil ter que ajudar estes malandros a estudar, não é Annabeth? – sorri de lado.
-Que nada, é um prazer, Poseidon.
-Sei sim – ele olhou para o filho que tinha o boné para trás, então o colocou de volta para frente. Percy colocou para trás – Definitivamente deve ser um prazer.
-Pai... – sussurrou Percy com raiva – Ah, Annabeth, Atena não está em casa, não?
-Sim. Ela tá tomando um banho – Poseidon passou por mim e abriu a porta do apartamento na mesma hora. O fogo deles era maior do que os de adolescentes, fala sério. Fiz uma careta pensando no que viria a acontecer agora. Percy me puxou pelo pulso e fechou a porta. Era impressionante como ele estava inapropriado para estudar. Usava um boné para trás e uma regata preta do The Strokes, estava com o jeans rasgado nos joelhos e descalço.
-Por onde vamos começar? Dissertação, gramática...? – Percy que estava andando pelo corredor se virou de uma só vez, quase me fazendo trombar com ele – Você que sabe, professora.
Eu senti que sua expressão não era a das mais ingênuas, assim que o pro-fe-sso-ra saiu de sua boca, vi que seu sorriso malicioso começou a crescer. Imagino se ele já tenha tido uma queda por alguma professora. A de Educação Física, talvez.
Entramos na sala que eu julgo ser a sala vaga, que na minha casa é uma biblioteca. E na casa dele é apenas uma sala. Com uma grande mesa de madeira encostada na parede, algumas revistas de carros, e infelizmente, algumas revistas Playboys que Percy saiu correndo para guardar.
-Eh... Me Desculpe – ele parecia verdadeiramente corado. Alguém viu o capitão de basquete com uma Playboy! Chamem a Clarisse! – O meu pai...
-Que bom que você é um garoto normal e se masturba vendo estas vadias dando o corpo por dinheiro. Definitivamente, bom saber que você é realmente americano – dei um sorriso de lado, um tanto malicioso, um tanto maldoso.
-Você me pegou
-Não é a primeira vez – ele olhou para mim e sorriu de lado. Então indicou a mesa de madeira onde nos sentamos e começamos enfim a estudar.
Percy definitivamente não era uma pessoa burra. Seu dom para a absorção de informações é realmente impressionante. O que me faz pensar que os pais conhecem mesmo os filhos. Como Poseidon disse, a nota vermelha era pura malandragem.
-Não tem como eu prestar atenção na professora de Inglês com aquela verruga horrorosa no rosto dela – eu quase ri. – Sério, ou você não olha ou você olha e fica traumatizado.
-Eu nunca gostei de nenhuma das minhas professoras, sabia? Sempre gostei mais de professor – Percy arqueou a sobrancelha, rabiscando o papel com o lápis.
-Sério? Por quê?
-A maioria dos professores eu tinha uma queda – ele riu e eu coloquei a mão no queixo, tinha certeza que minhas bochechas estavam coradas – A maioria dos professores de Los Angeles eram bem bonitos, se você quer saber.
-Agora eu sei por que você quase tomou bomba três anos seguidos.
-Eu estava pouco me lixando para a escola.
-E porque agora não? — ele arqueou a sobrancelha. Pigarreei.
-Bem, porque agora eu tenho uma faculdade para entrar. Arquitetura não é tão fácil assim, sabia? – ele deu de ombros.
-Você consegue. Quer dizer... Pelo menos a sua redação vai ficar fenomenal. E pelo menos também você tem algum curso que quer seguir.
-Você não sabe ainda o que quer? – Percy mordeu o lábio inferior.
-Não faço nem ideia. Quer dizer... Eu não tenho aptidão para nada a não ser basquete, e tenho dificuldade em leitura, interpretação, dicção, matemática, ciência... Ah, e não sou bom em história.
-Você é ótimo em geografia, eu sei que você sabe o nome da maioria das capitais dos países em todo mundo.
-Nossa, que interessante. Eu posso ser um mochileiro.
-Ou um agente de viagens. Criar sua própria empresa...
-De turismo! – exclamamos os dois rindo. Percy pôs as duas mãos nos olhos enquanto ria ainda mais.
-Que merda cara, seguir a mesma profissão que o meu pai? Isto é falta de personalidade tremenda. Eu prefiro ser um mendigo a ficar de herdeiro naquela Olympus.
-Eu concordo com você – expirei fundo – E duvido que algum dos outros tenha o mínimo de carinho por tudo aquilo. Estamos loucos para sair da “aura Olympus”.
-Mais do que nunca... Realmente – concordou Percy. Eu sorri e olhei em seus olhos, o verde mar que viram verde esmeralda com tanta facilidade. Senti meu coração bater mais rápido quando novamente ele devolveu os olhares, alterando-o entre os meus olhos e meus lábios.
-Melhor continuarmos... Agora dissertação, que tal?
*
Jogar banco imobiliário era a coisa mais chata que poderia se fazer num sábado a tarde. Quer dizer, de todos os jogos, será que tem mesmo que ser Monopoly? Sério gente? Empresa? Fala sério.
Joguei os dados e mais uma vez ele foi no mínimo do numeral possível. Dois. Expirei cansada e passei o braço por cima de todo aquele tabuleiro. Todos me olharam revoltados.
-Fala sério gente... Estamos mesmo jogando Monopoly? Sendo que está passando um filme super legal de mitologia grega ali? – perguntei revoltada. Luke revirou os olhos.
-Mitologia grega? O que vai falar? Guerra de Tróia? Ninguém merece aula de história – Levantei-me e peguei o controle da TV. Esta era a parte boa de estar na casa de Megan, era fácil e rápido pegar tudo. Já que tinha poucos móveis. Coloquei no filme.
-Não. É super legal. É tipo um menino que descobre que é filho de um Deus no século XXI. Muito legal.
Luke se jogou no sofá enquanto esperávamos acabar a propaganda. Das escadas de cima Percy as desceu igual um maluco, com alguns papeis na mão e a barba rala. Eu nunca o vi estudar tanto na sua vida. E ficava feliz por isto.
-Eu acho que sei qual tipo de oração subordinada é esta – ele passou a mão no rosto. Dei-lhe um sorriso.
-Você sabe que se você acertar está praticamente sabendo tudo de gramática, né? Bem melhor que muita gente que não veio no vermelho.
-Tipo eu – disse Luke. Nico assentiu.
-E eu. Na realidade eu comprei minhas maravilhosas notas – todos nós o olhamos surpresos. Ele colocou as duas mãos ao alto – É mentira gente. Eu que sou muito inteligente mesmo.
-Cala a boca – Percy disse. Então veio para o meu lado. Mostrou todo o seu raciocínio e eu sorri quando o mesmo chegou a sua resposta. – Então, está certo? Diz que tá vai...
-Sim. Percy, está tudo ótimo! – e estava mesmo. Melhor até mesmo que o meu raciocínio na atividade – Você com certeza vai passar nesta prova.
-Obrigada – ele deu um beijo na minha bochecha. O que a fez ficar corada. Olhei para os outros e todos eles tinham as piores das expressões maliciosas. Revirei os olhos. Panacas — Mas lembra daquele texto com o tópico sobre acessibilidade? Eu o fiz ontem à noite. Acho que ficou muito bom.
Levantei-me na mesma hora, eu estava gostando de dar aula para Percy. Ele era hiper esforçado e muito fácil de ensinar as coisas. Fui embora com olhares travessos. Suspirei fundo e fui ver a redação de acessibilidade.
*
-Annabeth, fala sério, é isso? – ele jogou o lápis na mesa, revoltado – É a coisa mais fácil que eu já vi na minha vida.
-Pois é. Nenhuma matéria é tão difícil assim, sabia? – ele sorriu levemente.
-É a professora – senti minhas bochechas corarem. Eu ficava patética perto dele. Senti meu celular vibrar e o peguei rapidamente.
“Onde você tá?”
Era Thalia, franzi a sobrancelha e respondi.
“Na casa do Percy, que foi?”
“Nada. Eu só fiz uma aposta com o pessoal de que você estava na casa dele. Ganhei”.
Revirei os olhos. Thalia era ridiculamente ridícula.
“O que você quer? Eu estou o ajudando aqui, sabia? E quem está me atrapalhando? Você”.
“Olha o mau humor. Eu só espero que você volte com ele rápido, ok? Está na cara que vocês querem voltar. 24 horas por dia juntos, fala sério”.
-Quem é? – Percy sorriu de lado enquanto jogava mais uma vez o lápis na mesa. Ele parecia fazer de propósito. Todo este charme. Estava mais uma vez com um boné para trás, e mais uma vez com uma regata preta de bandas. Só que agora era do Nirvana.
-A Thalia me enchendo o saco – falei enquanto digitava a resposta.
“Não enche o saco. Estou estudando, tchau”.
-O que ela está falando? – ele começou a rabiscar alguma coisa que eu não consegui ver no caderno, sorri de lado enquanto lia a resposta dela.
“Você está todo o dia sozinha neste apartamento com ele. Por favor, pare de estudar e comece a trepar, ou então te deserdo como amiga”
-Ah, só algumas besteiras – bloqueei o celular – Nada demais.
-Sim, sim – ele começou a rabiscar com mais fervor, o que me fez ficar curiosa e olhar para o lado. Mas delicadamente ele afastou ainda mais o caderno – Eu vou pegar uma coca. Você quer?
-Com certeza – ele se levantou de uma só vez. Mordi o lábio inferior e peguei furtivamente o caderno para decifrar os rabiscos. Mas não eram rabiscos nada, era uma frase muito bem escrita.
“Eu te amo. Volta comigo?”
Respirei fundo e fechei os olhos. Colocando o caderno no lugar.
-E então? – pulei na cadeira de susto. Percy tinha duas latinhas de coca cola na mão. Senti meu coração bater mais forte do que eu queria, vi que ele olhou para os pés, um tanto tímido – Eu não estou falando de voltar a namorar, talvez namoro em si não dê certo. Mas eu gosto de ficar do seu lado, e você sabe que nós ficamos bem juntos. Eu te adoro, Annabeth.
-Eu também te adoro, Percy – levantei de uma só vez, tanto que fiquei um pouco tonta. Fui a sua direção e peguei uma coca- cola, puxei seu rosto em minha direção pelo queixo. Seus olhos verde esmeralda me fitando, eu vi o que ele sentia. Apreensão. E eu sabia de quê, ele morria de medo de que tudo desse errado novamente. Bebi um gole da lata.
-Eu tenho uma condição – sorri de lado enquanto o mesmo levantava uma sobrancelha – Eu quero que você me beije agora, neste...
Não precisei terminar minha frase. Seus lábios mais que rapidamente encontraram os meus, e sim, nós dois nos dávamos muito bem juntos. Empurrei-o para a parede, beijando com mais avidez. Suas duas mãos pararam nas minhas costas enquanto sua língua descia para o meu pescoço. Separei-me dele com dificuldade de respirar.
-Percy... – sussurrei enquanto fechava os olhos. Ele abriu os dele me deixando com as bochechas vermelhas – Eu senti sua falta.
-Eu também senti a sua – ele me beijou novamente. E realmente? Eu não sei quanto tempo ficamos daquele jeito. Mas de alguma forma eu sentia que ele precisava daquilo, eu precisava daquilo. Foram três beijos em um mês separados. Isto era muito pouca coisa. Não percebi quando tínhamos ido para o sofá, parecia ter se passado minutos, mas quando vi no relógio havia uma hora e meia que estávamos nos beijando.
-Nossa – ele respirou fundo procurando ar. Sorri envergonhada. Ele fechou os olhos rapidamente, como se tivesse esquecido de algo de extrema importância – Você quer comer alguma coisa? – arqueei a sobrancelha um tanto sarcástica. Ele sorriu maliciosamente – Algo que está na cozinha.
-Pra mim tanto faz – sorri de lado enquanto o via andar para o referido cômodo. Sorri ainda mais quando vi que parte de sua calça larga pendeu pela sua cintura. Deus, ele ficava mais gostoso a cada dia. Fui a sua direção e percebi que ele estava preparando um sanduíche. – Hey, como você sabia que eu iria ler aquilo? – ele sorriu de lado.
-Annabeth, eu te conheço. Você é a pessoa mais curiosa que eu já vi na vida – dei a língua para ele e Percy a chupou.
-Pode fazer isto mais vezes – sussurrei um tanto extasiada. Ele sorriu de lado.
-Eu vou fazer.
Não demorou muito para engolirmos os sanduiches que ele fez. Eu estava tão feliz que finalmente tínhamos voltado que nem reparei que eu deveria estar na casa de Thalia há 15 minutos. Quando peguei meu celular para me desculpar vi que já tinha uma mensagem.
“Vocês fizeram as pazes, né? Fico feliz. Não precisa passar por aqui, é bom que eu fico com meu Luke. Bjs”.
Sorri de lado enquanto sentia Percy me abraçar por trás. Virei-me e passei meus dois braços envolta do seu pescoço.
-O que minha mãe e Poseidon estão fazendo para não terem voltado até agora, hein? – ele sorriu de lado, agora eu percebia o quanto sua expressão era de homem mais velho. Quando eu o conheci ele tinha 16, acabado de fazer 17. E agora ele tinha quase 18.
-Sabe, eu prefiro não pensar – sussurrou ele – Mas eu estou a fim de fazer algo bem pior – mordi o lábio inferior, sentindo que suas mãos escorregaram da minha cintura para a minha bunda, apertando-as mais contra o seu corpo.
-Sei – passei a mão por baixo de sua camisa, sentindo os músculos das suas costas e sentindo também o quanto eles se contraíam ao meu toque. Com agressividade e mais que rápido ele me sentou encima da mesa onde estudávamos. Jogando tudo que estava ali no chão. Percy pegou nas minhas duas pernas e as rodeou por sua cintura. Mordi seu pescoço e seu queixo, subi por seus lábios e mordi o lóbulo da sua orelha. Sua mão adentrou minha calça jeans e ouvimos a porta abrindo.
Joguei-o para o lado enquanto o ouvia sussurrar um “droga”. Tentei me recompor da forma que pude, e também pegar alguns cadernos e coloca-los na mesa, enquanto agachava ao chão, pude ver que havia uma excitação formada em Percy. Arqueei a sobrancelha.
-Não me diga que ficou um mês sem transar? -sussurrei olhando para cima. Ele semicerrou os olhos, como se ofendido. Mas quando iria responder a porta do escritório abriu.
-Olá estudantes – foi minha mãe que a abriu com uma delicadeza distinta. Arqueei a sobrancelha enquanto a via com um vestido que ela praticamente nunca usava. Só em casos muito especiais.
-Poseidon estava tentando achar minha gaveta de roupas int...
-Mãe, eu realmente não quero saber – a parei com a mão.
-E então achou o vestido. Acredita que ele adorou? – ela disse a última parte como se fosse algo surpreendente – Sua vó que me deu esta porcaria e Poseidon adorou.
-É fofo, Atena – Percy piscou para ela. Minha mãe colocou a mão no peito, como se emocionada.
-Você é lindo, filho. Annabeth, volte a namora-lo – olhei para a minha mãe como se ela fosse louca. Ah é, minha mãe é louca. Mesmo assim, depois eu sorri da forma mais maliciosa possível. Ela entendeu – Parabéns, querida. Vê se não terminam agora, hein?
Percy riu e eu me apoiei na mesa assim como ele. Minha mãe foi embora e ele mordeu o lábio inferior.
-Nem pense nisso – Percy colocou as duas mãos para cima.
-Não estava pensando em nada malicioso – Ah, não.
-Eu não disse que era algo malicioso, você que acabou pensando nisto – sorri satisfeita – Agora, vamos estudar – Percy fez uma expressão de tédio.
-Odeio esta droga de inglês.
Notas finais
Enfim, muito obrigada as pessoas que estão comentando. Muito legal isto mesmo. Não deixem de comentar.
Beijos e até o próximo!
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