O Que Eles Veem Em Você? 2

47 Mais uma vez no último andar


Notas iniciais
OOOOOOOOOI. Falem aí "Juliaaa que loucura você postou dois capítulos declaro amor eterno por você etc etc" mentira gente, não precisem de puxar o saco mas ok podem só falar parabéns e tal ou não falem nada tanto faz. AMEI ESSE CAPÍTULO. ASSIM, fazia muito tempo que eu não fazia um negócio meio percabeth loucuras engraçado romance uma coisa bem primeira temporada entende? ENTÃO, boa leitura.

Annabeth

–Você já imaginou o que seria de nós dois sem um conhecer o outro?

Percy perguntou.

Pensei francamente nessa questão, como seria se a minha vida não tivesse Perseu Jackson. Provavelmente seria uma vida bastante pacata, calma e tediosa. Assim que eu chegasse à Nova York seria uma garota normal, saudável, provavelmente sem complicações sobre a vida. Meus pais teriam mais chances de estarem juntos e a minha mãe teria falido.

Não era uma cena tão ruim de imaginar, mas depois pensei em todas as coisas que eu e ele tínhamos vivido. Se ele não estivesse lá em todos os piores momentos da minha vida, provavelmente já teria morrido. E de qualquer forma, mesmo com todos os problemas, não conseguia imaginar minha vida sem ele. Sem aqueles olhos verdes maravilhosos perto de mim.

–Impossível, não é? – ele indagou por fim. E eu ri, era realmente impossível pensar numa coisa daquelas.

Por exemplo, se não fosse por ele nunca veria aquele pôr do sol maravilhoso, e nunca teria a chance de vê-lo daquele jeito, o vento batendo nos seus cabelos e ele brilhando esplendorosamente pelos raios poentes de sol.

–Acho que nós temos certo quê por altura – respondi, estávamos sentados em cadeiras de praia (nem eu entendia, sinceramente) encima de um prédio de três andares na parte industrial da cidade. Percy riu.

–Gosto dessa ideia de ver as coisas panoramicamente – ele coçou os cabelos, bebeu o resto da sua cerveja – Por mais que eu não consiga aplicar na minha vida, não tanto quanto você.

Mordi o lábio inferior. Mesmo em prédios bastante altos, e uma propensa chance de sermos pegos, aqueles momentos eram os quais eu me sentia mais segura. De alguma forma, na minha cabeça tudo estava bem porque estávamos juntos.

Olhei para as nossas mãos entrelaçadas, e percebi que não tinha jeito. Nunca iria parar de gostar dele. Respirei fundo, tinha que falar o que deveria ser dito. Tirei sua mão da minha, e ele olhou para mim com uma sobrancelha arqueada.

–Não vou conseguir ser só sua amiga – estava ansiosa. Não tinha pensado em falar aquilo em voz alta, Percy olhou para a sua garrafa de cerveja me deixando numa situação ainda pior do que já estava. Depois do que pareceram séculos seus olhos encontraram os meus.

–Nem eu – respondeu, e colocou sua garrafa no chão. Minha respiração estava descompassada, não conseguia parar de olhar em tudo que ele fazia. Ele pôs a mão na minha nuca, seus lábios roçando nos meus – Eu te amo.

Fechei os olhos, aquilo parecia tão certo. Aquele momento era um das outras centenas de momentos perfeitos que ele tinha me proporcionado, o sol estava quase se pondo, e nós dois estávamos de novo encima de um prédio.

Sua língua finalmente encostou-se à minha e nos beijamos. O beijo de Percy era perfeito, sempre foi, e cada beijo que se passava parecia ter mais sentimento em tudo que fazíamos. Desde o nosso primeiro beijo até este parecia que tudo crescia exponencialmente, o amor, à vontade, a paixão. Era estranhamente sonhador dizer que se um dia ficássemos juntos para todo o sempre poderíamos morrer desta paixão infinita que não parava de crescer.

Nos separamos ofegantes, estava na ponta da minha língua responder que também o amava quando alguém nos gritou lá da rua.

–Saiam do meu prédio, seus moleques! – gritou um cara com uma vassoura do meio da rua, olhei para Percy tentando entender alguma coisa e ele se levantou rapidamente.

–O faxineiro do prédio.

Ele pegou na minha mão e invés de irmos pela porta normal pegou a saída de emergência, pela esquerda. Saímos correndo pela escadaria do prédio.

–Se pegássemos o caminho da esquerda ele ia conseguir nos pegar, e eu não quero bater em faxineiros decentes – disse Percy enquanto corríamos igual loucos. Assim que chegamos ao saguão do prédio vimos o faxineiro subindo as escadas. Saímos correndo e Percy deu um empurrão na porta.

–Voltem aqui, criminosos! – gritou o faxineiro enquanto descia os degraus atrás da gente. Porém estávamos fora do prédio e saímos correndo, virando o quarteirão à esquerda.

Depois de chegarmos ao carro, que ficava a uma quadra do prédio, Percy finalmente parou. Estava ofegante e cansada, aquilo tinha sido muito divertido, mas muito perigoso. Comecei a rir, gargalhar. Aquelas coisas só aconteciam com a gente, era impressionante.

Percy também deu uma risada.

Ele abriu a porta do seu carro e eu entrei também, deu uma arrancada bastante brusca pra longe dali. Fiquei rindo enquanto olhava para a janela do carro, lembrando-me das outras trilhões de vezes que quase fomos pegos.

No ritmo normal de Perseu com seus mínimos 150 quilômetros por hora, estávamos na frente de casa vinte minutos depois. Ele estacionou o carro e saiu, pensei no que poderia acontecer com aquela cena encima do prédio. Simplesmente seria ignorada? É o que mais fazíamos ultimamente, nos ignorávamos.

Também saí do carro e percebi que Percy estava com a mão na porta, olhava para um ponto qualquer bastante focado. Cheguei perto dele, sorrindo.

–Tudo bem? O faxineiro te traumatizou? – ri, e ele olhou pra mim e também deu uma pequena risada.

–Não é sobre isso que eu estou pensando – respondeu.

Fiquei séria, não imaginei que ele poderia tocar no assunto. Eu ia perguntar sobre o que então pensava quando ele me puxou pela cintura, arrancando-me um beijo bastante... Avassalador. Rapidamente me pressionou contra a porta do carro, suas mãos como sempre nos meus cabelos, puxando-os de leve.

Separamo-nos ofegantes, ainda estava tentando entender o que tinha acabado de acontecer.

–Estava pensando se era certo fazer isto – sussurrou. Os olhos ainda fechados. Caramba, ele era um maldito, eu sabia que complicava as coisas para ele, mas Percy também não simplificava em nada.

–É muito certo – comentei, puxando-o de novo para um beijo. Seus dedos passaram por debaixo da minha blusa, e eu tive que recuperar o discernimento e me lembrar de que estávamos praticamente na rua.

Empurrei-o levemente, sorrindo enquanto andava em direção a casa. Tateei meus bolsos atrás de chaves, e quando a coloquei na porta fui abraçada por trás, recebendo beijos nos pescoços que me arrepiou por completa.

Tentei encaixar a chave, mas não estava conseguindo com todos aqueles beijos, Percy ria no meu ouvido. Ele me virou, pressionando-me contra a porta e me beijando de novo. Ri enquanto o beijava, aquilo estava estranhamente engraçado.

A porta se abriu e eu quase caí no chão. Mas então algo aconteceu: no sofá, agarrados, estavam Thalia Grace e Luke Castellan. Fiquei um tempo parada, sem saber o que estava acontecendo.

–Ok, que tal começarmos com as explicações? – perguntei revoltadíssima.

Thalia estava odiando os garotos mais que tudo, os odiava, só falava mal deles. E agora estava agarrada com Luke? Éramos péssimas amigas que não contam nada uma para a outra.

Ao meu lado, Percy se segurava para não rir. Olhei para ele não acreditando no que ele estava fazendo. Aquilo não era engraçado, Thalia era uma mentirosa.

–Você e Percy? Nós voltamos dois anos no tempo ou é impressão minha? – ela saiu do sofá, vindo à minha direção.

Foi como ter levado uma bofetada na cara, coloquei meu dedo indicador na frente dela, negando.

–Eu não chamo os garotos de “narcisistas malditos e metidos”.

Luke ria.

–Ei! Que ofensa! – comentou ele e Percy também começou a rir.

–Você é uma péssima amiga, achei que você gostava do Zac! – abri a boca não acreditando no que Thalia estava falando.

–Você que é uma péssima amiga! Eu te falei que ele estava gostando de outra garota!

–Que outra garota? – perguntou Thalia.

–Ah, então vocês não estão juntos porque ele gosta de outra? – perguntou Percy, cruzando os braços. Minha cabeça deu um nó.

–Claro que não, Percy. Não seja idiota... E, Thalia, que? Você não ouve nada que eu falo?

–Raramente.

–Isso é um absurdo – respondi, estava realmente inconformada. Os garotos não pareciam surpresos com nada daquilo – Vocês dois contam tudo um para o outro, é isso?

–Sim – responderam os dois em uníssono. Sentei na cadeira, queria realmente fazer uma meditação numa hora daquelas, quem sabe pegar alguns incensos e deixar aquele ambiente mais agradável assim como fiz no primeiro dia que entramos aqui, estava na hora de dar uma renovada no mantra.

Todos olhavam na minha direção.

–Você não começou a meditar não, né? – perguntou Thalia.

–Claro que não. Você vai saber quando eu começar a meditar! Que absurdo, você é a pior amiga de todas. Te contei sobre a história da meditação e que você precisa estar com a sua aura centrada e equilibrada, eu pareço estar com a aura equilibrada?

–É... Acho que não – respondeu ela.

Percy se sentou no chão, ainda segurando o riso. Luke olhava para ele provavelmente naquela linguagem telepática deles e também se segurava para não rir. Respirei fundo, com os pensamentos finalmente em ordem.

–Tudo bem. Acho melhor ninguém aqui comentar sobre as próprias confusões. Deixa isso pra depois. A única coisa que acho melhor resolvermos é o fato que Megan e Nico não podem saber de nada.

–Não contamos nada para o Nico, ele tá meio revoltado com essa coisa da Megan – Percy parecia querer falar mais alguma coisa, mas parou por ali – Também acho uma boa ideia não comentar nada com eles.

–Megan iria me odiar mais do que já está odiando – comentou Thalia – Acho melhor deixarmos isso pra depois da festa, onde provavelmente...

–Nico e o namorado de Megan vão ter brigado? Sim, concordo – cortou Luke. Percy riu, ainda pensava num jeito deles quem sabe se resolverem, mas era algo complicado demais. Nico e Megan eram complicados demais.

–Nem pense nisso – me falou Percy, olhei na sua direção e sorri.

–O que foi?

–Eu sei o que você está pensando e não faça nada.

Revirei os olhos.

–Não estou... Tudo bem. Estou. Mas acho que...

–Não. Não faça- Percy riu, percebi que todos olhavam na minha direção como se eu fosse uma alienígena. Luke se levantou e abriu os braços, parecia por fim revoltado. Thalia acabou rindo.

–Vocês leem os pensamentos um do outro? – perguntou Luke – Porque vocês não se casam de uma vez?

Provavelmente eu tinha corado, porque sem querer olhei para o chão como se fosse algo muito interessante.

–Tudo bem, então resolvemos isso depois da festa– Thalia olhava para nós como se fôssemos um animal a ser estudado. Não entendi o que tínhamos feito de errado.

–Nós vamos ver muitas coisas na festa- respondeu Percy, sorrindo. Ainda estava no chão e quando os outros dois foram embora ele olhou para mim de um jeito bastante malicioso.

–Eles vão continuar o que a gente parou, não é? – perguntei enfim entendendo o que eles queriam. Percy riu e concordou – Vai sobrar pra gente cuidar os preparativos da festa, não é?

Mais uma vez ele riu e concordou. Suspirei e me levantei, era difícil viver numa casa daquelas com o mantra tão obscuro. Decidi que teríamos outras oportunidades para continuarmos seja lá o que iríamos fazer, mais precisamente uma festa inteira.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim. Não sei se vocês perceberam mas tipo vai acontecer DE TUDO na festa, entendem? Acho que vou dedicar uns três capítulos pra ela. OUTRA COISA MUITO IMPORTANTE QUASE ME ESQUECI! Vai ter especial percabeth esse ano de novo! E vai ser hoje, à noite. Leiam. Tem eu mylena arya esse pessoal lindo maravilhoso amigas do core. okey? sério, leiam lá à noite a gente começa com as loucuras. Beijos e até o próximo!