O Que Eles Veem Em Você? 2
52 Forever.
Notas iniciais
Não era fácil voltar para Nova York.
Sempre que via a linha de arranha céus na cidade que nunca dorme Percy sentia algum tipo de aperto no coração, como que se aquele lugar não lhe pertencesse mais de alguma forma. Definitivamente ele não podia ficar muito tempo na cidade, nem muito tempo perto dos seus pais. E aquilo lhe deixava ainda mais triste e vazio.
Mas naquela vez foi diferente, quando voltou para a casa de Atena e Poseidon em que morou por quase um ano tudo estava diferente. Porque ao contrário dos muitos momentos vividos ali Annabeth não estava mais numa estranha depressão por causa da morte do pai, e não o odiava.
Annabeth era sua namorada, mais uma vez. Depois de tanto tempo e de tanta convivência e de tanto querer, ela era finalmente sua. E isso só o deixava ainda mais confuso, como poderia se sentir tão feliz e vazio ao mesmo tempo?
A parte boa era que ele se sentiu um pouco nostálgico. Poseidon e Atena não poderiam nem sequer desconfiar que eles estivessem juntos novamente. Os garotos eram perigosos demais para as “inocentes garotas”.
Foi extremamente fácil fingir que estavam brigados, que Annabeth não suportava Percy e que Percy não aguentava a metida a sabe tudo da Annabeth. Na sala extremamente luxuosa da casa dos pais, sentados no sofá branco e olhando os dois discutindo igual cão e gato. Poseidon e Atena estavam sorrindo, como se aquilo fosse o mais certo a se esperar.
–Vocês podem parar de discutir agora? – perguntou Poseidon, tão calmo que parecia até mesmo zen. Annabeth tinha aberto a boca para falar algumas coisas bem ruins para Percy quando foi parada ao meio – Eu sei que não é fácil a convivência entre vocês em Durham, mas vocês conseguiram por quase um ano já. Agora vocês não enganam ninguém, são maduros o suficiente para resolver seus problemas sozinhos. Não vamos nos meter na briga de vocês.
–Mas... – Percy ia começar a argumentar como não suportava mais morar com Annabeth e como elas deveriam para outra casa quando o pai apenas o parou com a mão.
–Sem mas, vão guardar as malas – Percy suspirou, o suspiro mais falso que Annabeth já ouviu em toda sua vida. E por isso ela teve que esconder a risada com a mão na boca.
Os dois pegaram suas malas, subindo aquelas escadarias enormes que iam até um quarto andar.
Eles pararam um do lado do outro, já que seus quartos eram exatamente adjacentes. Annabeth deu um sorriso de lado enquanto olhava para ele, e abriu a porta do seu quarto entrando rapidamente.
Percy finalmente conseguiu rir. Jogando a mala num canto do seu antigo quarto e rindo do teatro muito bem bolado por ele e Annabeth. Deitado na cama riu da própria bobeira dos dois. Sentou-se na cama alguns minutos depois, olhando para seu quarto de um ano atrás.
A camisa de basquete da escola, o quarto azul, os troféus de campeonatos e fotos de algumas modelos. Pensou o quanto uma pessoa poderia mudar em um ano, de repente nada daquilo era sua vida mais. As coisas ficaram estranhamente sérias.
Observando as paredes do quarto, não percebeu que Annabeth tinha entrado no quarto. E estava encostada perto da porta. Ele deu um sorriso em sua direção. Daqueles que a costumava fazer molhar a calcinha. E de fato, ela mordeu a parte de dentro da boca pensando em coisas não tão puritanas.
–Eles realmente acreditaram? – perguntou Annabeth, sentando-se ao seu lado na cama. Percy ainda estava um pouco nostálgico pelas coisas do quarto, mas deu uma risada enquanto pensava na expressão de satisfação dos seus pais.
–Acho que sim – sussurrou ele, e depois riram mais – Como eles acreditaram no meu suspiro?
–Você realmente é um péssimo ator.
–Mas sempre consegui disfarçar que estava bêbado, ponto pra mim – Annabeth riu.
–Às vezes você só é um bom ator quando está tonto...
–Isso é uma boa teoria — os dois riram. E Percy não se incomodou mais de estar tão diferente do ano passado. Talvez não estivesse pior... Diferente da escola, agora Annabeth estava ali com ele.
–Você sabia que eu tenho algumas coisas muito divertidas aqui — murmurou ele, tão baixo e tão perto do seu ouvido que fez Annabeth se arrepiar. Percy se levantou, indo até a última gaveta onde normalmente colocava suas cuecas.
Esticou o braço até o fim da gaveta, no fundo. E Annabeth estava sorrindo confusa, as sobrancelhas arqueadas. Quando finalmente percebeu o que era, ela não conseguiu disfarçar o rubor, avermelhando-se até na ponta da cabeça.
Percy deu uma risada aconchegante com a sua reação.
–Você é um pervertido – murmurou ela, os olhos vidrados nas coisas na mão dele. Percy voltou a se sentar do seu lado.
–São relíquias incomensuráveis e que eu não me livraria por nada.
Annabeth olhou para outra direção, envergonhada. De fato, ali estavam algumas coisas interessantes. Algumas calcinhas de diferentes épocas de Annabeth, uma que ele tinha lhe dado numa festa no primeiro ano, outras que ela deixou no seu apartamento no fim do seu namoro e outras até mesmo de presente.
Todas de renda azul. Era uma brincadeira deles.
Numa outra mão, Percy tinha uma foto. E não era qualquer foto, foi uma foto que ele tirou dela no sitio de Zeus, dois anos atrás. Ela estava definitivamente sexy, numa janela e atrás dela a lua, estava basicamente sem roupa nenhuma. Percy não podia contar às vezes que se masturbou vendo aquela foto.
–Acho que elas vão ficar para sempre aqui – sussurrou ele – Pra lembrar as coisas que fazíamos quando éramos adolescentes, às vezes meio bobas.
Ela sorriu de lado, negando com a cabeça as loucuras que eles faziam.
–Meu estoque de calcinhas azuis está definitivamente em falta – comentou Annabeth – Acho que estão todas com você.
Percy sorriu ainda nostálgico, voltou com as calcinhas e foto para o mesmo lugar de antes. E Annabeth ainda sorria pensando nas loucuras que eles fizeram no ensino médio. Mesmo assim não queria voltar para aquele tempo, tinha... Algumas coisas que eram melhores agora.
Ele pegou na sua cintura, de uma forma que ela sabia que ele a queria, muito. Aquilo estava bem melhor agora. Os lábios de Percy eram quentes e confortadores, e ele usava a língua com muito mais proeza do que antigamente.
Annabeth revirou os olhos quando ele passou a boca no seu pescoço, mais perto da sua nuca. Respirando forte ali. Ela passou a mão por sua cintura, jogando-o encima da cama. O sorriso dele era definitivamente a melhor coisa, era típico Perseu, de quem tinha feito algo errado e não se arrependia nenhum pouco.
Annabeth tirou seu vestido de renda branco, rebolando um pouco no final. Percy abriu um sorriso de lado e não tirava os olhos da sua mão, exatamente onde ela passava no contorno do seu corpo.
Não era nada azul, realmente. E nada nenhum pouco parecido com o que ela usava com 16 anos, era uma lingerie branca. Cheia de pregas e mais sexy do que a sanidade de Percy lhe permitia olhar.
Seus peitos estavam saltados naquele corpete, e a calcinha era definitivamente minúscula, minúscula de uma forma que era praticamente desnecessária.
–Annabeth... – sussurrou, arqueando uma sobrancelha na sua direção – Você se veste assim normalmente agora? Porque eu nunca mais vou conseguir te imaginar com nenhuma outra roupa.
Ela sorriu, passando a língua pelo lábio inferior. Chegou mais perto à sua direção, passando uma perna para cada lado do seu corpo e sentando no seu colo.
–A gente não namora há muito tempo – sussurrou ela, jogando todo seu cabelo loiro e longo para um lado – Algumas coisas mudaram...
Percy arqueou as duas sobrancelhas, assentindo enquanto tentava captar cada detalhe do seu corpo. Annabeth rebolou mais no seu colo, sentindo sua ereção mais que evidente. E de fato ele não parecia estar muito bem controlado.
–Droga, você tá muito gostosa — ele beijou a parte desnuda dos seus seios, e Annabeth deu um meio sorriso, empurrando-lhe pela cama e o fazendo deitar propositalmente.
Ela se levantou, e ele percebeu logo de cara que Annabeth queria ditar e mandar no sexo daquela vez. Nada contra, ele estava se divertindo bastante com aquilo até. Suas unhas de gato passaram pelo abdômen trincado dele, levantando a blusa cinza que ele usava e o fazendo contrair-se a cada toque.
Depois lentamente ela desceu sua calça jeans lavada. Observando a ereção por baixo da cueca box.
–Annabeth – sussurrou ele, morrendo de êxtase.
–Eu tive uma ideia – ela falou bem baixo, dando um sorriso um tanto perverso. Ele olhou para ela, tentando entender o que estava acontecendo. Pegou sua blusa cinza, e a enrolou como se fosse uma corda – Mãos.
Um sorriso malicioso cresceu em seu rosto, e ele estendeu os dois pulsos. Ela pegou as duas mãos e prendeu na cabeceira da cama com a camisa. Ele mordeu o lábio inferior, esperando o que ela faria em seguida. Estava deitado com uma ereção um pouco maior que o normal e tudo aquilo sem nem sequer ter começado a transar ainda.
Ele não sentia tanta falta assim do seu Percy do colegial, definitivamente. Aquela era a garota ideal, perfeita, cheia de atitude e extremamente sexy – segura de si mesma. Percy estava mais excitado pela ideia de ser dominado por ela do que pelos toques não correspondidos.
Annabeth rebolou encima da sua ereção, sentindo que ele estava começando a ficar incontrolável, claro que se ele quisesse poderia se desvencilhar da camisa e pegar em Annabeth do jeito que bem quisesse, mas Percy parecia estar se divertindo bastante naquela situação.
Ela arranhou todo o seu pescoço, passando pelos seus peitos, onde chupou seus mamilos com força e ardência, fazendo Percy contrair todo seu abdômen trincado, depois desceu os beijos lentamente até perto da barra da cueca, sempre olhando em sua direção que tinha os olhos focados também nela, em cada movimento, em cada sutileza, e principalmente nos cinza escuros de seus olhos.
Ela provocou bastante, como estava fazendo desde o começo. Arranhou sua virilha e beijou lugares perto da sua intimidade, sem de fato toca-la. Percy estava começando a mexer demais o quadril, e se controlava como louco para não tirar suas mãos da cama e agarrar Annabeth.
Finalmente ela tirou sua cueca, revelando um pênis já ereto, e extremamente envergado. Ela mordeu o lábio inferior, olhando para Percy que tinha já os olhos semicerrados e a respiração lenta.
Ela começou beijando sua glande, com bastante calma e sugando um pouco, sentindo todo o seu liquido que ali estava, depois passou pela sua base, lambendo de leve e o mais lentamente possível, por último beijou seus testículos, sugando o mais leve possível.
Percy já subia seu quadril, inquieto com o toque. As veias dos seus braços estavam sobressalentes pela força que ele fazia para não desvencilhar suas mãos. Annabeth estava se divertindo bastante.
Ela começou então a chupar sua glande com mais força e a masturba-lo. Por fim Percy percebeu que tinha tirado suas mãos da cabeceira da cama e estava com elas nos cabelos de Annabeth, que sugava seu pênis e massageava seus testículos.
O que ele mais odiava (ou amava, dependendo da interpretação): eram os seus olhos, sempre nele, sempre faiscando de desejo. Aquilo o deixava maluco.
–Para- sussurrou ele – Eu vou gozar.
Annabeth foi diminuindo o ritmo, agora o pênis totalmente ereto. Percy passou as mãos pela sua cintura, mas foi frustrantemente interrompido.
–Eu mando hoje- sussurrou Annabeth em seu ouvido, fazendo-o lamber os lábios e ansiar pelo momento seguinte. Annabeth se levantou, passando a mão pelo seu próprio corpo e retirando todas as peças incômodas, Percy tentava não fazer nada, mas sentia que não podia ficar mais tempo sem penetra-la senão iria gozar ali mesmo.
Era um inferno, o inferno mais prazeroso que Percy já tinha vivido. Annabeth beijou seu abdômen, e lentamente sentou encima do seu pau, ditando o ritmo das estocadas e a força da penetração.
Percy fechou os olhos, sentindo espasmos em todo o seu corpo. E juntos gemeram o mais baixo que podiam, Annabeth rebolava e sentia todo o seu pau duro dentro dela, suas mãos apoiavam na cabeceira da cama enquanto ela subia e descia num ritmo acelerado e intenso.
Fechou os olhos, sentindo um aperto no abdômen e que começava a se contrair com muita força, apertando o pau do seu namorado. Percy respirou fundo, movimentando seu quadril involuntariamente de encontro com o corpo de Annabeth.
Os dois se entreolharam, sabiam que estavam muito perto. Annabeth tirou suas mãos da cabeceira, movimentando loucamente enquanto sentia que estava cada vez mais perto.
Percy deu um urro, e eles chegaram. Tão intenso que os dois fecharam os olhos, cheios de espasmos, sentindo seus músculos contraírem e o prazer intenso assolar seus corpos.
Annabeth desabou encima do corpo do namorado, as pernas bambas e a respiração voltando ao normal.
Percy beijou sua testa, sentindo que eles poderiam ficar ali para sempre. Se pudesse ficava somente numa cama com Annabeth, transando e transando até morrer. Mas infelizmente não era assim que funcionava a vida, daqui a pouco tudo estaria diferente.
–Sabidinha- sussurrou Percy, e Annabeth que tinha a cabeça apoiada em seu peitoral acabou por sorrir.
–Sim
–Você confia em mim, certo? – Annabeth levantou sua cabeça lentamente, seu coração voltando a bater rápido.
–... Sim... – ela pensou em várias teorias para aquela conversa estar acontecendo. E começou a ficar preocupada.
–Então nunca, nunca se esqueça de que eu te amo... Independente de tudo que possa acontecer, eu te amo.
Annabeth por fim deu um sorriso, seu coração voltando a bater normalmente.
–Não vou me esquecer disto, prometo.
Os dois ficaram mais um tempo juntos, abraçados. Percy apertando seu corpo contra o dele como se quisesse poder protegê-la para sempre. Infelizmente depois de algum tempo tiverem que se separar, havia uma festa sanguinária para comparecerem.
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