O Que Eles Veem Em Você? 2
36 A festa reveladora.
Notas iniciais
Ninguém na ilha de Manhattan levava uma vida meramente desinteressante, caso não houvesse glamour o suficiente na sua própria vida, claro que ele estava atrás do glamour daqueles que a detivessem, e isso que fazia o Palace Hotel tão cheio naquela noite de glória. Os novos nomeados como cidadãos honorários e melhores investidores do estado estavam todos reunidos, os ternos bem engomados e os vestidos de grandes marcas em damas da socialite.
Na frente do Palace, vários fotógrafos encobriam a cerimônia tirando fotos dos famosos socialites da cidade, incluindo é claro Poseidon e sua família, os tradicionais investidores da família Jackson.
Perseu, Luke e Nico e suas famílias foram os primeiros a chegar ao local, as barbas mal feitas e a certeza de que eram vistos como “garotos rebeldes” da elite nova-iorquina faziam todos os fotógrafos voltarem suas atenções e flashes para os garotos.
Eles entraram no Palace que estava cheio de pessoas de quase todas as idades, muitos conhecidos do tempo de colégio – filhos de outras figuras importantes da cidade. E é claro, os mais velhos e ignóbeis ricos que faziam da vida apenas festas e premiações.
Era de longe a coisa mais insuportável de ser filho de uma família importante, mas Percy não se importava há anos. Era como quando você vai ao supermercado com a sua mãe, mesmo sem querer, a verdade é que você se acostuma tanto que simplesmente releva.
Ele, Luke, e Nico ficaram no canto mais afastado do lugar, como sempre faziam. De vez em quando um ou outro amigo de escola vinha trocar uma palavra, que eles respondiam muito educadamente, e isso era o máximo que se misturavam com aquelas pessoas.
Luke rodou a taça de champanhe na sua frente.
–Parece que isso aqui ficou ainda mais chato depois que começamos a morar em Durham... – ele parecia olhar para todos os lados, a procura de alguém... Mais precisamente de uma punk que ainda não havia chegado.
Nico bufou. Os vitrais das janelas ao seu lado parecendo ainda mais brilhantes desde a última vez que foi ao local. Ele gostava de festas, mas as festas da elite não tinham muita graça. Ouvia-se apenas um ruído por trás da música de jazz, os ternos elegantemente e esplendorosamente caros eram a coisa mais interessante da festa.
Percy abriu a boca para responder Luke, quando uma mão passou sensualmente por suas costas, parando em seu quadril. Ele deu um meio sorriso, se virando. E tomou um baque quando viu quem era.
–Precisamos conversar, queridinho...
Annabeth não queria fazer aquilo, ela e Atena estavam num ataque de pânico, ela deu um pequeno olhar para sua mãe, que estava linda. Um vestido branco e longo contrastava com seus cabelos castanhos, além é claro dos seus olhos cinza idênticos ao da filha que estavam duros e gélidos de preocupação. O salto dourado era altíssimo, muito mais alto do que Annabeth qualquer dia conseguisse pôr o pé.
–Tudo bem, mãe? – Annabeth perguntou. Atena olhou rapidamente para filha, e bufou em seguida.
–Claro que não! Poseidon tinha que ter vindo comigo, ele é o meu marido. É um absurdo eu vir sozinha. Ah, vocês tem que fazer o nome Pathernos... Fala sério. Eu não ligo de ser vista como uma Jackson.
Annabeth pensou em ser uma Jackson, uma irmã de fato de Percy. E sua careta foi como se tivesse comido maracujá azedo.
–Bem, eu ligo – respondeu ela, olhando rapidamente para a mãe. A limusine parou, e Atena a encarava, talvez entendendo a constatação da filha. Parecia muito mais confiante depois disso.
–Então vamos, as poderosas Pathernos vão chamar a atenção de todos – respondeu a mãe, saindo da limusine e sendo seguida por sua filha. As duas andaram pelo corredor que ia dos carros até o Palace, parando algumas vezes para fotos.
As duas estavam realmente muito bonitas. Annabeth usava um vestido azul marinho tão escuro que quase parecia negro. Todo brilhante e longo, uma fenda saía até a sua perna, além é claro do decote habitual. Seus cabelos estavam presos num coque mal feito que deixava algumas de suas mechas cacheadas soltas. A maquiagem leve tinha de máximo um delineador bem definido, que fazia um belo contorno por seus olhos cinza.
Ao chegar ao Palace, Atena logo foi em direção a Poseidon, e Annabeth claramente foi salvar Thalia das garras do pai e de Hera, em que ela parecia praticamente que ia vomitar de tanto nojo.
Thalia estava da forma que sempre se vestia – preto. Usava um salto enormemente negro, com pontiagudos dourados. Seu vestido era até que fofo, sem decote, mas extremamente curto e colado, até mesmo simples. O que ressaltava naquilo tudo era provavelmente sua maquiagem extremamente pesada, os olhos azuis gélidos ficavam perigosamente atraentes envolta da maquiagem escura, além é claro do batom preto que não era exatamente o estilo das mulheres dali. Os cabelos dela estavam revoltados e soltos, que iam até o seu ombro, além obviamente das mexas roxas que não eram nada clássicas.
Annabeth a achou especialmente bonita naquela noite.
–Tentando impressionar um Castellan? – perguntou Annabeth sussurrando em seu ouvido, atrás dela. Thalia se virou aliviada ao ver que sua amiga estava ali. As duas saíram do grupo extremamente chato de Zeus e foram para um canto da premiação.
–Bem que eu queria, eu não acho os meninos em lugar nenhum. E Poseidon e Hades estão logo ali, o que quer dizer que já chegaram.
Annabeth deu de ombros, mas de vez em quando também olhava para os lados atrás de um par de olhos verdes mar, invés disso encontrou outros olhos verdes, muito mais claros e límpidos. Megan estava impecável entre o grupo de socialites alguns anos mais velhas que elas. Usava um vestido vermelho que era indiscutivelmente o tipo dama fatal. Sua pele morena contrastava muito bem com o vestido longo da mesma cor, que tinha um leve decote nos seios e deixava seus braços livres, era sem manga. O tecido era leve e seu salto preto foi escolhido com muito bom gosto.
Além é claro, da boca perfeitamente tingida de vermelho, e seus cabelos que sempre foram lisos agora com pequenas ondulações, totalmente jogado para um lado, Annabeth ia comentar o quão Megan parecia com a própria mãe quando olhou para Thalia a olhando com nojo e se lembrou de que haviam brigado algumas horas antes, pelo que Percy havia falado.
Queria falar o quão boba aquela briga parecia, por mais que Megan a tivesse atingido em cheio ao achar que havia beijado Nico (por mais que as evidências todas demonstrassem que sim e Annabeth estivesse realmente bêbada, tinha certeza que não havia beijado Nico). Mas Megan parecia muito bem em se afastar de suas amigas e virar intima dos garotos, e Annabeth era muito orgulhosa para fazê-la voltar.
Depois de alguns minutos finalmente viu Percy, branco como papel – parecia praticamente um zumbi. E atrás dele estavam Luke e Nico. O que Annabeth mais odiou, e que fez sua boca crispar de ódio, era quem estava mais precisamente ao seu lado, enrolando-se no seu braço.
Rachel Elizabeth Dare parecia muito feliz em acompanhar Percy pelo salão.
Todos os olhares pareciam ter se voltado para a situação, pelo menos os olhares das várias pessoas que estudaram com eles, Annabeth viu de relance Megan parar de conversar com suas amigas socialites e abrir levemente sua boca tingida de vermelho para a situação, além de outros colegas de escola. Por isso, Annabeth decidiu não parecer pronta para uma briga.
Virou-se para Thalia, respirando fundo.
–O que os dois estão fazendo juntos? – sussurrou com um pouco de ódio – Eu sei que não sou namorada dele nem nada, mas ele podia ter no mínimo ficado sozinho numa festa em que eu estou presente.
Thalia olhou para ela vagamente, de forma que não parecia estar realmente olhando para a Annabeth de carne e osso, e sim para uma fantasmagórica Annabeth Chase.
–Ele não parece muito confortável com aquela situação, olha... Ele está muito branco. E Luke, atrás dele, não para de olhar para os pés. Ele sempre faz isso quando está nervoso.
Annabeth voltou a olhar para aquele grupo nojento. Seu coração bateu descompassado quando viu Rachel indo a sua direção. Era uma bosta, tinha virado amiga dela no fim do último ano, contando com o fato que não sentia muitos sentimentos por ninguém. Nem aversão ou no mínimo carinho.
Mas agora, enquanto olhava para a pompa nojenta da ruiva, sabia que não conseguiria ser amiga dela em seu estado normal nem em um milhão de anos.
–Olá Annie – os olhos cinza de Annabeth faiscaram ao ouvi-la chamar por um apelido de que não gostava nenhum pouco. Sua mão se fechou em punho ao ver a mão de Rachel descer suavemente pelo abdômen de Percy – Pelo jeito já viu de quem estou acompanhada, o saudosíssimo Sr.Jackson
Annabeth crispou os lábios, tinha noção que o sangue do seu corpo estava todo concentrado em sua cabeça por conta do ódio que sentia.
–Vejo que estão realmente apreciando a companhia um do outro – comentou a loira, olhando cinicamente para Percy que evitava encontrar com seu olhar.
–Ah, mas é claro. Nós continuamos conversando depois da formatura, não é mesmo Percy? E devo lhe dizer, não será a última vez que me verá nos braços de Perseu.
Ela deu uma risada que só ela havia visto a graça, Annabeth bebeu outro golpe de champanhe um pouco rápido demais. Aquela era a garota que Percy meio que teve todas as suas primeiras vezes, o primeiro amor, a primeira transa, o primeiro beijo, o primeiro tudo. Era a única pessoa que Annabeth realmente se sentia intimidada. Talvez por causa do seu maravilhoso porte atlético, ou seus cabelos ruivos naturais tão raros de se achar quanto pandas fofinhos.
Mas o que mais a fazia pensar era sua personalidade, ela conseguia de forma estranha emanar algum tipo de poder sobre as outras pessoas, como se fosse uma sereia que conseguia das pessoas tudo que quisesse. Annabeth não gostava desse tipo de pessoa, manipuladora.
–Você não deveria dizer nada Rachel, você disse por que quis – e ela deu seu melhor sorriso falso – Mas não tenho nenhum interesse em saber da sua vida particular, se não for lhe pedir muito espero que não volte a falar comigo. Sua presença, sinceramente, não me agrada.
Thalia deu um sorriso malvado, arqueando uma sobrancelha para Rachel. Ela, que estava quase tão vermelha quanto seus cabelos, talvez não esperasse tanta honestidade assim logo de cara. Rapidamente sua expressão se recompôs.
–Bem, Percy, vamos? Estamos fazendo alguns planos para uma viagem no fim do ano. Espero mesmo que Percy tenha lhe contado, será divertidíssimo. Eu e ele vamos ali falar com o meu pai, com licença.
Rachel saiu em passos deslizantes, como uma cobra. Thalia olhou para Luke como se ele fosse um bicho dentro de uma caixa, e ela tivesse que descobrir o que era.
–O que foi? – perguntou Luke, cruzando os braços.
–Porque ele está com ela? – respondeu Thalia, arfante. Luke deu de ombros, parecendo calmo, mas Annabeth sabia que não porque ele continuava olhando ligeiramente para os pés.
–Isso eu acho melhor você perguntar para o Percy, o que você acha?
Annabeth concordava com ele, tinha quase certeza que Perseu era o único culpado desse infame e trágico começo de festa. Ligeiro como um leopardo Annabeth se lembrou da formatura novamente, já que Rachel havia citado. Lembrava-se bem que ela e Percy haviam conversado realmente em particular, por mais que ela não se lembrasse dele ter compartilhado o assunto da conversa mais tarde.
Sua sobrancelha se arqueou. Será que era realmente possível que Rachel e Percy estivessem mantendo contato depois de todo esse tempo? Era possível que numa remota e vaga ideia Percy e Rachel pudessem realmente estar fazendo planos? Como namorados?
A ideia que passou na sua cabeça lhe encheu de nojo, e quando a premiação começou, no hall ao lado, ela precisou sair para tomar um ar. Colocou a mão na testa. Se tudo aquilo fosse realmente verdade estava fazendo um papel de digna trouxa com Percy. Seus pensamentos foram afastados por duas mãos gélidas em seus ombros. Thalia a olhava preocupada.
–Vem pro banheiro, lava um pouco as bochechas – as duas foram para lá, que continha um espelho para se maquiarem logo no começo, depois era separado por uma parede de pedra granito para os sanitários do outro lado. Foi para lá que Annabeth e Thalia foram.
A punk abriu a boca para falar quando ouviu o barulho de salto e fechou a boca na hora. Depois de alguns trinta segundos, ouviu outra pessoa entrando.
–Ora, se não é Megan O’Connel – Annabeth e Thalia arregalaram os olhos e se esconderam no lado contrário da parede, ouvindo atentamente.
–Vê se não enche Rachel. Não estou com paciência para os seus sibilos hoje – Annabeth deu um meio sorriso, ela sempre gostou quando Megan decidia pôr as garrinhas de fora.
–Se eu fosse você não me tratava tão mal, haja vista que posso ser uma amiga muito melhor das que você vem tendo ultimamente- Megan ficou alguns segundos sem responder, e Thalia e Annabeth trocaram olhares preocupados.
–Eu não sei do que você está falando querida, pelo jeito você teria que se esclarecer antes de tentar me agredir com suas palavras.
Rachel deu uma de suas risadinhas mórbidas que Annabeth nunca tinha ouvido no ano anterior, e um súbito de raiva cresceu na boca do seu estômago. Quem era ela para ficar xeretando na amizade dela com Megan? Uma nada comparada ao tempo que conhecia Meg.
–Estou falando que as suas melhores amigas parecem muito bem sem você, não é mesmo? Todos estão falando como elas estão íntimas e você, ignorada. Pelo jeito o conceito de amigas inseparáveis não inclui você, não é mesmo? – Rachel deu uma risadinha de novo.
–Iss-isso é uma calúnia – a voz de Megan havia perdido totalmente a confiança, ela parecia uma pobre coitada e Rachel uma serpente pronta para dar o bote. Annabeth já conseguia ver o quão manipuladora a ruiva poderia realmente ser.
–Será mesmo, Megan? Olha, foi legal você ter defendido a Thalia e Annabeth outra hora com o Percy, mas elas não fariam nem um por cento em troca e você sabe disso. Quer dizer, provavelmente se alguém falasse mal de você Annabeth não te defenderia e Thalia provavelmente falaria ainda mais mal. Eu não quero ser sua inimiga, o meu único defeito é gostar muito do Percy. E você sabe o quão aquelas duas podem julgar as pessoas somente por você gostar muito de alguém, não é?
Thalia estava tão vermelha de raiva que chegava quase num tom roxo. Annabeth estava convicta que Rachel era uma cobra manipuladora, a única coisa que não conseguia entender era como ela conseguia ir exatamente na ferida de Megan.
–Se você quiser, se você tiver realmente algum interesse. Bem, nós podemos ser realmente amigas. Amigas de verdade. Eu não iria te largar nessa festa, pelo menos – Annabeth estava com o coração na mão, se Megan falasse “Tudo bem Rachel, vamos infernizar a vida das duas como duas cobras” aí ela teria talvez uma das maiores decepções de sua vida.
Quer dizer, era Megan. Era sua melhor amiga desde que havia nascido, e elas nunca se separaram, mesmo nos momentos mais difíceis. Saber que ela, Annabeth, poderia ser a chave que destruiria tudo. Aquela ideia a horrorizava em pedacinhos.
–Rachel, você é muito honesta – começou Megan, e Annabeth já sentia as lágrimas nos olhos – Uma honestidade que eu não conseguiria ter se tivesse as ideias malévolas que você tem. Eu até poderia ser sua amiga, se você não se demonstrasse tão imatura em relação à Annabeth. Sabe, acredito que o seu único defeito é gostar muito de um garoto que não está nem aí pra você. E disso, minha querida, eu não faço a menor ideia de como é a sensação. Eu nunca, nunca vou deixar de defender as minhas amigas, mesmo que elas não me defendam da mesma forma. Porque um dia elas estiveram lá para mim, mesmo que inconscientemente. E você, Rachel, não passa de uma cobra venenosa que está tentando separar um grupo muito unido, que nem você nem ninguém vai conseguir separar.
Rachel ficou calada, e Annabeth sorria largamente enquanto percebia que a ruiva poderia ter ficado ligeiramente constrangida.
–Você vai se arrepender e sabe disso, elas não ligam pra você o suficiente. E nem te entende...
–E isto não é da sua conta – respondeu Megan, chispando a boca. Thalia sorriu para Annabeth, as duas ouviram os passos de saltos saindo do banheiro e depois um suspiro cansado de Megan.
Annabeth saiu da parede, juntamente com Thalia. E olhou para Megan com um singelo sorriso. Porém, ao contrário do que a loira imaginou, Meg não deu um sorriso de volta. Não esboçou nenhuma reação positiva, na verdade.
–Ah, agora vocês vão ao banheiro juntas também? – seu tom sarcástico e afetado parecia levemente ressentido, ela pegou sua bolsa de mão e foi embora em passos pesados. Deixando uma Thalia e Annabeth boquiabertas diante da atitude no mínimo controversa.
–Será que Rachel tem razão? – Annabeth perguntou, olhando através do espelho para Thalia – Talvez seja a gente que esteja ignorando ela, sabe? Desde a briga eu não olhei na cara dela, não tentei voltar a conversar com ela, e eu sei que foi você que começou a briga com ela hoje à tarde. Quer dizer, a gente nem tentou se aproximar, e querendo ou não ela é quem está sozinha.
Thalia não respondeu, seu olhar culpado já mostrava tudo. Annabeth não havia olhado daquele ponto de vista, é óbvio que se Megan e Thalia decidissem ignorá-la ela tentaria conversar com outras pessoas, talvez os garotos, assim como Meg fez. A última coisa que pensaria era que as duas poderiam julgá-la por aquilo.
Agora só conseguia se sentir mais e mais culpada, contando com o fato que Megan apesar de todas às aversões continuou firme e forte ao lado delas. E, além disso, quis se arranhar de ódio ao perceber que talvez naquele momento Rachel pudesse ser mesmo uma amiga muito mais fiel do que ela e Thalia estavam demonstrando ser.
Ao voltarem do banheiro, Annabeth viu a chance que lhe parecia mais que bem vinda logo a sua frente. Os garotos e Megan estavam saindo de fininho até a varanda do Palace, obviamente demonstrando a falta total de interesse deles nos próximos premiados.
Annabeth foi sem hesitar até lá, sendo seguida em passos pesados por Thalia. Ao abrir a porta da varanda viu uma rajada de vento em seu rosto, mas não deixou sua pose convicta de lado.
–Será que você pode me explicar que palhaçada é aquela? – Percy se virou para Annabeth, claramente muito preocupado para demonstrar algum tipo de resposta. Ela balançou a cabeça, com ódio de si mesma – Você sempre faz isso, não é? Não me conta tudo... Esse tempo todo, você e a... Rachel? Sério mesmo?
–Annabeth, não é nada disso – Luke começou, mas foi interrompido por Percy.
–Ela é doida, maluca, inventou todas aquelas histórias. Eu acho, sinceramente, que ela está tendo alguns probleminhas psicológicos.
Annabeth abriu a boca para falar, mas estava demasiada surpresa com a desculpa esfarrapada de Perseu para poder falar alguma coisa.
–Sério, Percy? Essa é a sua desculpa? Ela é doida? Ah, e você talvez mais por encobrir a história “inventada” dela!
–Eu estou falando! Rachel é ridícula, a situação dela é... Meu Deus. Ela está fazendo uma cena que eu nunca esperava dela, estou sendo honesto. Eu juro que te explico tudo depois, mas por enquanto a única coisa que você tem que sa-
Percy foi parado. Ficou mais uma vez pálido. Rachel entrou na varanda com um ar de superioridade que fez todos eles se irritarem. Sorriu de lado, e depois olhou rapidamente para cada um deles.
–Pra quê explicar tudo depois, se eu posso explicar agora mesmo – ela deu um meio sorriso maquiavélico – O que vocês acham de saber a verdade sobre os seus bonzinhos namorados que de bons não tem nada?
Fale com o autor