O Que Eles Veem Em Você? 2

41 Problemas disfuncionais do sensual Perseu Jackson


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOI. COMO VÃO? Bem, não postei quinta por motivos de família que decidiu ficar na minha casa a porcaria do feriado inteiro, então, não aproveitei nada dele. E por esse mesmo motivo não respondi todos os reviews, era postar ou responder. So Sorry. Dedico o capitulo a linda da Aninha que deu assim uma recomendação sensacional, obrigada gata. OUTRA COISA, capítulo gigante pra compensar okey? Boa leitura!

Percy

O sol veio num momento totalmente inoportuno e eu vislumbrei aquela estrela intrometida enquanto carregava uma caixa de cerveja nas costas, totalmente ciente de duas coisas: 1- o sol queimava as minhas costas com bastante intensidade e 2- valia a pena já que uma ruiva passou babando pela esquina e quase bateu a cabeça no poste.

Entrei na casa com a última e pesada garrafa, olhando para aquela meia dúzia de pessoas que andavam para lá e para cá, ajudando a organizar o que imaginávamos ser a festa do ano. Subi as escadas do primeiro andar indo até a segunda porta à esquerda, também conhecida como o mais novo quarto de Nico.

Era de se esperar que Nico tivesse arranjado essa casa pra gente, quer dizer, nunca vi um lugar tão escuro na minha vida. E em suma, não era nada comparada a casa que deixamos à mercê das garotas e que eu tanto sonhava em voltar, mas era um lugar grande e espaçoso, a vizinhança basicamente não existia e podíamos cumprir então o objetivo da casa: fazer festas.

Sentado, andando para a direita e a esquerda, estava Luke, Nico olhava para o teto com bastante intensidade, tanto que eu também olhei para ver se tinha algo interessante. Porém não tinha.

Sentei-me na poltrona de couro, olhando alternadamente para Luke e Nico.

–Porque caralho vocês estão aqui e não lá embaixo como todos nós – apontei para o meu próprio corpo- meros escravos?

–Porque eu estou pensando – disse Nico quase sussurrante, ainda olhando para o teto. Luke concordou com ele, ainda andando da esquerda para a direita lentamente.

–Você pode pensar trabalhando, se é que você não sabe, mas podemos fazer mais de uma coisa de uma só vez – Luke me parou com a mão, mandando-me calar a boca, arqueei as sobrancelhas esperando-o com alguma resposta, mas nada veio.

–Posso saber por que vocês estão assim pelo amor de Deus? – perguntei já totalmente sem paciência. Era de se esperar que eles ficassem um pouquinho mais animados com a ideia de darmos a melhor e maior festa que a Duke jamais viu.

–Notícias, muitas notícias... – comentou Luke, pensando ainda mais avidamente, suspirei, pensei só um pouco e já sabia do que se tratava.

–O que elas fizeram agora?

–Oi? – perguntou Luke, totalmente em devaneios.

–Perguntei o que elas fizeram pra vocês estarem assim, Thalia deu piti na universidade? Megan começou a abrir mais uma campanha de doações? Porque vocês estão assim? Abram a boca.

–Não tem notícia nenhuma – respondeu Nico – Pelo menos não para mim, estou aqui deitado porque gosto de pensar um pouco às vezes, e ao contrário de você não é qualquer tipo de pensamento raso, são coisas profundas e...

Ele saiu da cama, abrindo a porta do próprio quarto e indo embora. Nunca, em quase vinte anos que conheço Nico, o vi tão estranho. Olhei para Luke, que deu de ombros.

–Bem, eu tenho algumas noticias e acho que você pode me ajudar – ele finalmente parou de andar de um lado para o outro, sentando-se por fim na beirada da cama de Nico – Thalia Grace está investigando, investigando alguma coisa que pode até ser relacionada conosco. Não sei se você sabe, mas metade dos nossos amigos foram nas mesmas festas que ela, e estranhamente foram embebedados pela mesma garota: “Uma punk muito gata”.

Arqueei uma sobrancelha, Thalia sempre foi uma menina bastante esperta. Mas não havia mais segredos a serem descobertos, claro que entre várias e várias aspas, já que as histórias que as garotas sabiam tinham vários “poréns” escondidos.

–O que ela está procurando? – Luke apontou para mim.

–Boa pergunta, eu conheço Thalia suficientemente bem para saber que ela não está curiosa em relação ao que aconteceu ao México, acho que, aliás, ela não quer tocar no assunto. Mas existem outras coisas que ela pode querer fazer, eu fiquei sabendo dessas últimas dela depois do dia que Nico apresentou sua candidatura.

–Talvez ela quisesse arranjar um jeito de Nico desistir da presidência, ou alguma informação que o fizesse perder as eleições – comentei, e Luke assentiu, mas parecia um pouco relutante. Decidi não perguntar o que estava acontecendo, cada um tinha alguns pensamentos estranhos demais para serem divididos.

Nico voltou segundos depois, e socou a parede com tanta força que o pedaço em que ele fez aquilo trincou e a tinta caiu. Abri a boca, tentando entender o que caralhos estava acontecendo. Luke tinha a mão no queixo, observando Nico sem entender.

–Ela falou que se eu ganhasse as eleições podia desistir dela... E eu nunca a vi falando tão sério na minha vida, aliás, nunca a vi tão séria na minha vida. Ela me tratou como um total desconhecido, e mesmo depois de eu ter falado algumas coisas bem verdadeiras ela não se deixou abalar, acho que... Sinceramente acho que ela me odeia.

Olhei para Luke, e em uma fração de segundos nós entendemos o que estava acontecendo.

–Você disse que tinha esquecido a Megan, que o que ela tinha falado o fez perder toda a afeição por ela. Foi o que você disse – repetiu Luke antes de dar uma pequena risada – Você ficou me podando, falando que não era mais para eu pensar na Thalia. Fez a mesma coisa com Percy, e de repente...

–Eu a esqueci, tá legal? – Nico começou, sem paciência – Só acho que ela foi bastante esquisita e fria e eu estranhei isso.

–Você estranhar quando uma pessoa é fria? Achei que era o seu adjetivo favorito – caçoei, Nico não convenceu nem a minha vó, quem dirá seus melhores amigos. Era claro e límpido como o céu sem nuvens que o jeito que Megan o tratou deixou-o totalmente desconcertado. E a ideia de realmente não terem mais nada, talvez ele ainda não engolisse essa.

–Você podia fazer que nem nós e simplesmente admitir que...

–Não tem nada para admitir, a Lily tá aí? Eu preciso de alguma distração – sorri, cruzando os braços.

–Lá embaixo na cozinha – respondi enfim. E o vi andando rapidamente para lá, eu entendia o que ele queria e sabia que não ia dar certo.

Até porque, desde que desprevenidamente me deixei levar pelos olhos cinza de Annabeth Chase num corredor... Tão bem lembrado sinto-me estranhamente frustrado. Ela veio e me provocou totalmente, fomos precocemente interrompidos e desde então não importava com quem eu transasse, a mais gostosa que fosse... Eu não conseguia mais... Era estranho, mas eu não conseguia mais...

–... Tipo um orgasmo, essa que é a sensação – desfoquei do chão, olhando para Luke e percebendo que tinha perdido a conversa totalmente.

–Anham, ei Luke eu vou dar uma saída e eu já volto, tudo bem? É rápido.

–A festa vai começar daqui a pouco.

–Eu sei, e só quero... Só quero tentar uma coisa. Tudo bem? – saí o mais rápido que pude, com uma ideia tilintando na minha cabeça como um sino às seis horas. Desci as escadas rapidamente e vesti uma blusa normal cinza, sai andando o mais rápido que pude até a esquina, entrei no Maserati e acelerei aos meus normais cento e cinquenta quilômetros, e no que normalmente demoraria quase uma hora para chegar veio na minha visão em meros quinze minutos.

Estacionei o carro, dando uma olhada na casa pequena e aconchegante na minha frente, peguei na chave que abria a porta da frente e girei lentamente, empurrando a porta e dando uma olhada no lugar aparentemente vazio.

Fechei a porta em seguida, e dei alguns passos silenciosos até a cozinha, que também estava completamente vazia. Dei meia volta e deparei com a pessoa que esperava achar, que gritou num susto e pôs a mão no peito.

–Pelo amor de Deus, Percy! Que susto do caramba! – Rachel parecia cada vez mais adaptada ao local, o que era uma tristeza já que não era ali que ficaria. Ela parou com a expressão assustada e deu um sorriso malicioso – Porque você veio aqui no meu único fim de semana em Durham? Não conseguiu ficar sem me visitar, não é verdade?

Dei um sorriso igualmente malicioso, olhando para o sofá com algumas roupas masculinas.

–Aproveitou bem alguns universitários?- perguntei apontando para as roupas. Ela olhou ligeiramente para a blusa e a cueca deixadas no sofá e olhou com desdém para o local.

–Mais do que você pode imaginar – seu sorriso era totalmente satisfeito, também sorri.

–Conseguiu fazer seja lá o que queria fazer?

–Sim, e você sabe que tinha um pretexto para eu vir até aqui, quer dizer, eu tinha que verificar se não estão com algum tipo de espionagem sobre vocês. Isso faria o plano ir por água abaixo.

–O mais interessante é... – sussurrei, encostando-me ao batente da porta da cozinha – Eu ainda não sei todos os detalhes desse plano, e sabe, às vezes fica difícil confiar numa pessoa que não confia em mim.

Rachel revirou os olhos em resposta.

–É melhor assim, acredite. Quando colocarmos a cereja no bolo você vai concordar comigo de que é melhor assim. E Annabeth? Conseguiu finalmente falar com ela, ou vai continuar dando uma de covarde?

Desencostei-me do batente, ofendido.

–Oi? Covarde?

–Sim, covarde. Pois deveria ter falado com ela na semana que chegou, aliás, devia ter falado com ela em Nova York mesmo.

–Tenho que te lembrar toda hora que a culpa dela estar com raiva de mim é sua?-ela riu.

–Você que fez a idiotice, eu só tive que usá-la em meu favor por alguns segundos, entende? Você há de convir que eu não tinha realmente outra saída.

–Vejo que você também já se perdoou por ter feito aquilo.

–Há alguns dias, sim.

Ri, parecia brincadeira de criança, mas ela realmente tinha feito algum tipo de merda, por mais que se continuássemos naquele caminho, íamos realmente perder tudo que nos era de direito. E isso eu não podia deixar acontecer, nunca quis que acontecesse.

Olhei para o rosto brincalhão e sardento de Rachel, e depois meu olhar percorreu seu decote demasiadamente agudo, e pensei realmente que se não fosse ela, mais ninguém conseguiria.

–Eu vim aqui porque preciso de um favor um pouco mais... Pessoal – ela deu um meio sorriso, olhando pro relógio.

–Espero que seja rápido, daqui a pouco eu vou pegar um avião de volta a Nova York — ela arqueou uma sobrancelha. -Você está se esquecendo de me contar alguma coisa?

Suspirei.

–Eu e Annabeth demos uns amassos no corredor da universidade –passei a mão pelos cabelos, bagunçando-os ainda mais – Eu estou tentando transar com outras garotas para tentar tirar essa frustração mas...

Ela deu um grande sorriso em resposta, para a minha surpresa e desespero.

–Você não consegue mais gozar com nenhuma outra garota? – sua gargalhada perpassou por toda a casa, e eu, irritadíssimo decidi levantar para ir embora.

–Obrigada por me ajudar em vários nada, Rachel. Simplesmente vim aqui à toa.

Ela pegou no meu pulso, ainda rindo. Mas eu estava bastante com raiva para poder olhar em seu rosto.

–Se lhe convir, eu tenho a solução para os seus problemas.

Olhei finalmente para seu rosto, mas tirei meu pulso da sua mão, cruzando os braços em seguida.

–Ah é? E eu posso saber exatamente qual é o seu plano maravilhoso? Já que você ultimamente está cheia deles e não pode me contar.

–Bem, mas este eu posso te contar sem culpa alguma. Você está com um probleminha que é “desejo”, mas é um desejo especifico numa garota, Annabeth Chase. Então para você hum... – ela olhou para baixo – Amansar a fera. Acho que o mais interessante seria você se masturbar pensando em vocês dois transando, pode dar certo.

–Eu não me masturbo há muito tempo – sussurrei, envergonhado. Realmente pensando no passado, sempre tinha uma garota para fazer este trabalho por mim. Rachel deu um sorriso ainda mais largo, olhando em minha direção.

–Então creio que você deva fazer o mais direto e eficaz e ir atrás de Annabeth Chase. A garota cobiçada.

(...)

Ouvia o barulho embaixo dos meus pés vibrar o chão, os gritos começarem a ficar tão altos que era quase impossível se ouvir, o som de bebida e as luzes ecoando no lado de fora da casa, que por sua vez estava cheia de gente drogada e bêbada, muitos doidos para entrar na casa.

Ainda arrumava (ou tentava) ajeitar meu cabelo, que estava muito ocupado sendo ele para ficar calmo e penteado. Então desisti passando os dedos e os bagunçando ainda mais, olhei no relógio. Já era meia noite, também conhecido como hora de aparecer na festa.

Olhei novamente no espelho, os jeans claros e meio largos, a blusa preta inegavelmente salientadora dos músculos dos meus braços e o tênis da nike desgastado. Eu não ia mudar nem melhorar então abri a porta do quarto, trancando-o em seguida e colocando a chave no meu bolso.

Dei um passo e quase tropecei numa pessoa claramente bêbada demais para se lembrar até do próprio nome, ou como se andava. Desci as escadas cheia de gente que me cumprimentava às vezes, e fui até o meu lugar favorito na casa: a garagem.

Ela estava cheia de gente junto à mesa de ping pong. Nico e Luke havia aparentemente sumido. Cumprimentei um cara que eu não me lembrava do nome e ele sorriu de volta, satisfeito.

–Percy Jackson! –falou entre o som e a gritaria, quase berrando e eu ouvi apenas um som tímido do meu nome – Chegou em boa hora! Tem uma garota que está fazendo todo mundo beber no jogo, você precisa vencê-la!

Ri, olhando para a multidão de pessoas e passando entre elas.

–Abram caminho! Tá na hora de alguém ensinar esta garota como realmente joga! – Ri, já com um copo de cerveja na mão. Todos abriram caminho e eu cheguei finalmente na mesa –Tudo bem, quem será a digna de atenção do rei do Beer Pong!

Sorri, e uma garota se virou em minha direção com o sorriso vitorioso. Mas não era qualquer garota. Annabeth Chase olhava em minha direção com o sorriso vitorioso.

Engoli em seco, meu sorriso falhou por alguns segundos. O que caralhos ela estava fazendo ali? Claro que havíamos a convidado, porém a sua presença era certa de não acontecer. Rapidamente recuperei minha expressão chocada, sorrindo lentamente em sua direção.

–Então você é a garota que está tentando me destronar? — ela olhou em direção ao quadro negro na parede, contendo o número de vitórias dos maiores ganhadores do jogo.

–Acho que já destronei – respondeu Annabeth, seu tom malicioso e divertido me fazendo quase ir às alturas. Olhei em direção ao quadro, ela tinha exatamente uma vitória a mais que a minha no jogo.

Pegou um copo de cerveja e sorriu de lado.

–Estou acabando as minhas jogadas, tentem me destronar. Se achar que conseguem – seu tom malicioso e calmo fez alguns garotos babarem em sua direção. Ela pegou um copo de cerveja e foi andando em direção a casa. Passei a mão pelos meus cabelos, ainda confuso e estranhamente excitado.

Fui atrás dela, passando das centenas de pessoas e ouvindo a música eletrônica ecoar nos meus ouvidos e entrar no meu cérebro inundando-o de ritmo, na escuridão do lugar ficava difícil achar qualquer pessoa. Mas Annabeth estava como que cravada em meu olhar, foi quase óbvio encontra-la.

Ela dançava com algum cara qualquer, usava um vestido preto que realçava todas as suas curvas, era tão curto que quase dava pra ver sua calcinha. As pernas torneadas estavam sendo seguradas por esse cara idiota e avulso enquanto ela rebolava exageradamente provocativa, era perceptível sua bunda roçando no rapaz. Alguns outros caras também pararam para olhar a cena, se divertindo com o corpo curvilíneo a mostra de Annabeth Chase.

Suspirei de raiva, olhando para o lado e puxando uma garota qualquer pelo cabelo, a beijei a principio à força, mas depois ela deixou o suficiente para que eu levasse nossa agarração a outro nível.

Abri os olhos, indo em direção a Annabeth que ainda ria e dançava com o cara a sua frente, muito ocupada seguindo a batida para olhar em minha direção. Deixei a garota qualquer por lá mesmo, indo lentamente em direção à loira, meu sangue fervendo e a vontade de bater naquele cara avulso crescendo a cada passo que eu dava.

As pessoas se afastavam quando eu passava, ciente que era o dono da festa. E eu, com um sorriso de escárnio, olhei em direção ao cara que eu infelizmente conhecia. Tanto que o convidei.

–Você poderia me deixar dar uma palavrinha com a loira?! – gritei para o cara, que ao olhar em minha direção e ver meu rosto parou rapidamente com a dança.

–Claro! Boa festa Jackson!

–Obrigado – respondi, olhando para Annabeth que rapidamente olhou em minha direção, depois deu meia volta e continuou dançando. Peguei no seu braço com demasiada força, ainda morrendo de ciúmes e ao mesmo tempo excitação ao vê-la dançar daquele jeito- Porque você não fica? Ou pode dançar com todos os garotos menos comigo? O que tem de diferente em mim?

Ela olhou rapidamente nos meus olhos. Verde no cinza, ansiava por eles há dias. E então, ela fez algo que me surpreendeu, começou a dançar comigo, assim como fez com todos os outros garotos.

A música eletrônica foi subitamente substituída por um rap ritmado, a voz do rapper falando coisas maravilhosamente indecentes. Annabeth bebeu toda a sua cerveja e jogou o copo no chão, e eu fiz a mesma coisa com o meu.

Minhas mãos passaram indecentemente da sua cintura para as suas pernas, enquanto sua cintura seguia o ritmo da música e roçava-se no meu pau. Passei seu cabelo para o lado, respirando no seu pescoço e a fazendo arrepiar.

–Eu duvido que você estava assim com ele, não desse jeito. Não assim – minha mão foi para cima do seu peito esquerdo, que tinha batidas fortes e rápidas quase furando seu peito. Ela se virou, olhando nos meus olhos e depois saiu, o mais rápido que conseguiu.

Não pensei nem por um segundo e a segui, ela estava andando para o jardim, quase virando a esquina, corri para poder alcança-la e segurei sua mão.

–Não aceito saídas conscientes da minha festa, Chase!

–Foi um erro eu ter vindo – ela balançava a cabeça, falava um pouco enrolado e eu desconfiava que estava tonta – Eu... Eu... Caramba! Minhas amigas sumiram!

Ela gritou de raiva, olhando de um lado para o outro. Fui calmamente a sua direção.

–Eu te levo pra casa – falei, sem pensar duas vezes. Annabeth olhou em minha direção, desconfiada — Qual é! Tá achando que eu sou estuprador também?

Ela suspirou.

–Eu não sei mais o que pensar de você, Percy – respirei fundo, foi como se eu tivesse levado um tapa na cara com acusações tão fortes de Annabeth. E pensei por um segundo se Nico não tivesse razão, ela deveria me escutar, deveria tentar confiar em mim. Não me acusar de todos os tipos de crimes que pudesse. Depois de alguns segundos me olhando, ela finalmente tomou uma decisão – Direto pra minha casa.

–Claro.

Foi até a outra porta do meu carro e eu fui até o banco de motorista, acelerando um pouco menos dessa vez, tentando mesmo que inconscientemente retardar a hora dela ir embora. Pensei em outras coisas, tentando me distrair. Mas algumas coisas vinham no meu campo de visão e pensamento repetidas vezes, o jeito que estávamos dançando e como ela roçava uma perna na outra de um jeito sexy demais pra ser verdade. A pior parte, como inconscientemente ela abria levemente a boca e depois a fechava, como seus olhos faiscavam cinzentos quando olhavam em minha direção.

Era do caralho, eu era apaixonado por aquela garota.

–Chegamos – ela falou, tirando o cinto e pigarreando – Bem, obrigada.

Tirei o meu cinto quando a vi saindo do carro, a segui rapidamente e não deixei que saísse de perto da porta do carro, a pressionei contra ele, sentindo sua respiração com hálito de canela perto de mim.

–Você confia em mim – sussurrei, olhando lentamente em sua direção – Você sabe que eu não sou uma pessoa ruim.

Ela balançou a cabeça, a parte boa dela estar tonta era que não tinha todas aquelas barreiras de ironias e comentários pensados e repensados por parte dela. Era tudo espontâneo.

–Eu não acho que você tenha feito de propósito, se é que isso faz sentido. Acho que... Espero, numa parte idiota da minha mente que tenha uma explicação plausível para tudo isto. Porém você traiu tudo, toda a minha confiança... E, por favor, não é hora para isso. Estou bêbada e falando demais.

–Eu não fiz nada de errado, não conscientemente. Você tem que entender isso, e-eu... Traficar pessoas? Isto é ruim demais, eu nunca faria uma coisa daquelas.

Seus olhos encheram de lágrimas, respirei fundo.

–Eu sei que tem chance de você não se lembrar do que eu falei, e talvez seja justamente por isso que eu esteja falando, mas me desculpe, tudo bem? Desculpe por não ter pensado em um só segundo em confiar em você, mas achei que você ia reagir, bem, do jeito que está reagindo.

Ela olhou rapidamente para os meus olhos, e foi o suficiente para eu saber que ela não estava zangada comigo.

–Eu sempre soube que você era o estilo garoto errado, acho que é isso uma das coisas que me faz gostar tanto de você – olhei em sua direção. Gostar, no presente. Meu sorriso ficou um pouco maior que o normal, e ela acabou percebendo, sorriu também – Eu não estou te perdoando, só estou falando que por enquanto preciso de um tempo... Pra pensar. E depois, talvez, eu te ouça. Se você ainda quiser.

Arqueei as sobrancelhas, pensando naquela “proposta”, era estranho pensar que Annabeth queria dar um tempo, nunca pensei que conseguíssemos ficar longe um do outro.

–Quem te deu essa ideia estupida? – perguntei, quase sibilando a frase. Ela riu, olhando para o lado.

–Megan, por algum motivo também nunca entrou na minha cabeça– ela olhou novamente em minha direção, e depois pegou na minha mão. Seus lábios chegaram perto do meu pescoço, e depois foram para o meu ouvido – Só me beije e podemos continuar fingindo que nos odiamos depois.

Respirei fundo, pensando em todos os motivos para não ficarmos juntos. O fato dela não saber quem sou mais, o fato que nossa família reprova mais que tudo, o fato que pra todo mundo nós nos odiamos, e ri, caramba. Nós voltamos no ponto inicial.

Peguei na sua mão, e ela me puxou pelo caminho da casa, abrindo a porta lentamente. Depois, passou rapidamente para as escadas, e eu a segui, sem saber exatamente o que fazer, mas seguindo meus instintos.

Ela deixou um pé do seu salto na escada, e o outro no meio do corredor, ri enquanto percebia que sentia falta da minha realidade antiga, com Annabeth Chase, e eu me senti parcialmente vazio ao lembrar que nunca voltaríamos a ser o que erámos antes. Não erámos mais adolescentes, não estávamos na escola. A vida sem responsabilidades tinha acabado junto com a formatura.

Fui puxado em meio a devaneios para o quarto de Annabeth, ri e a prensei contra a parede, sentindo seu sorriso malicioso denunciar um que de nervosismo. Peguei no seu rosto, beijando-a com o máximo de ternura que consegui, e foi realmente um dos beijos mais românticos que me lembrava de ter tido com Annabeth, foi doce e delicado, muito diferente do que costumávamos dar.

Respirei fundo, separando seus lábios dos meus. Era maravilhoso ver seu rosto tão de perto, seus olhos cinza me fitando finalmente.

Abaixei lentamente o zíper do seu vestido, vendo-o cair graciosamente por sua pele macia. Ela usava uma lingerie azul, que, combinado com sua pele bronzeada, pode ter feito meus olhos saltarem.

Ela me empurrou lentamente, me deitando na cama. E suas mãos foram retirando cada peça da minha roupa com bastante lentidão, olhando cada pedaço do meu corpo e minhas bochechas coraram levemente.

Olhei ela mesma retirar seu sutiã, acariciando seu seio e depois pegando em minhas mãos, substituindo-a do trabalho. Seus olhos se fecharam quando assim fiz, mordeu o lábio inferior com força e quando os olhos se abriram novamente, estavam enegrecidos de prazer.

Aquilo me fez prestar rapidamente atenção no meu pau, que estava bastante animado por baixo da cueca. E era isso que me faltava, caramba, era isso que faltava em todas elas. Faltavam todos aqueles pequenos detalhes que apenas Annabeth tinha.

Troquei as posições, tirando sua calcinha enquanto com os pés ela tratou de tirar minha cueca. Rocei nossas intimidades, meu pau clamando por um contato mais direto. Annabeth beijou minhas bochechas, depois meu pescoço, por fim, sua respiração ficou lenta e forte no meu ouvido, desci minha boca para os mamilos excitados dos seus seios, chupando-os lentamente.

E assim que comecei os movimentos, primeiramente lentos, chupando seus seios enquanto a ouvia gemer meu nome, seus olhos cinza não desgrudavam dos meus, e fui aumentando gradativamente as estocadas, sentindo seu quadril seguir meus movimentos perfeitamente.

Suas unhas de gato, as que tanto senti saudades, arranharam meus ombros, que logo foram trocados por seus dentes sedentos. Meus urros e seus gemidos começaram a preencher totalmente o local que estava quente e denso.

Estava chegando lá, finalmente, chegando ao orgasmo. E foi o melhor de muito e muito tempo, ouvi Annabeth gemer mais alto, suas mãos perdendo força enquanto revirava os olhos de prazer.

Uma criatura rugiu no meu peito, triunfante. Aquilo era simplesmente certo, não sei explicar como, somente que era.

Annabeth virou meu rosto em sua direção, eu que estava deitado ao seu lado, respirando profundamente.

–Antes de continuarmos – ela sorriu, maliciosa. E eu sorri de volta- Eu só quero te dizer que... Eu posso não me lembrar de ter dito isso e provavelmente nunca mais vou repetir, mas eu sempre te amei por você ser exatamente do jeito que é, meu Percy, somente meu.

Notas finais
Claro que a festa vai continuar, obviamente que ela não acabou para todo mundo, somente para o casal maravilha. E ãhn, percabeth é isso né gente? A Annabeth não resiste muito neste boy magia, e acho que ninguém resistiria, correto? Bem, deixem seus reviews, prometo responder dessa vez já que vou ter mais tempo. Tudo bem? Beijão no core de vocês! Até o próximo!