O Que Eles Veem Em Você? 2

34 Os ataques sexuais de Percabeth.


Notas iniciais
Oláaa!!! Tudo bem com vocês meus queridos leitores? EU ACHO. ASSIM, SÓ ACHO que vocês vão gostar desse capítulo. Boa leitura!

Annabeth pegou as chaves no seu bolso enquanto ofegava. Havia se esquecido do quão cansativo poderia ser aquela subida. Abriu a porta que rangeu assim como de costume, e sorriu ao ver aquela vista depois de anos.

O topo daquele prédio era a coisa mais especial para ela naquela cidade, ela só havia descoberto em outro estado, num lugar totalmente diferente. Mas era.

Seus olhos se encheram da água quando viu um lençol vermelho cheio de poeira, e alguns cigarros. Eram resquícios de um passado que parecia tão distante agora, mas na verdade só havia se passado dois anos.

Sentou-se na beira do prédio, não tinha mais medo de cair. E se caísse, ela sabia que iria ser a melhor forma de morrer. O vento batia no seu cabelo, e seus olhos mais uma vez se encheram da água ao se lembrar de tantas coisas que na época ela não sabia que eram tão especiais.

Seu coração bateu descompassado e ela estava com aquela sensação incomoda de quando você sabe que alguém está te olhando. Fechou os olhos e sorriu.

–Oi – ela disse antes de olhar para o lado. Percy tinha o cabelo também para o lado devido ao vento. Seus olhos verdes estavam tão límpidos que ela não pode deixar de encará-los por algum tempo.

Na sua mão tinha um lençol vermelho, porém novo. E um maço de cigarros. Annabeth sorriu, limpando uma lágrima do seu rosto. Percy somente a encarava, sua mente parecia nebulosa de milhões e milhões de pensamentos.

–Aqui me enche de nostalgia, era como se eu mergulhasse em milhões de sensações antigas de novo.

Ele se sentou do seu lado, os dois firmando as mãos no muro que se sentavam.

–Você me trouxe aqui quando os meus pais se separaram – Annabeth olhava para frente, seus olhos refletiam as luzes de Nova York – E eu me senti acolhida de novo. Por você. Você sabe por que aqui é o nosso lugar? O nosso lugar mesmo?

Percy também olhava para frente.

–É perigoso, proibido e libertador. Igual eu e você. Eu não consigo fingir que não sinto nada, eu posso tentar e parecer convincente para todo mundo, mas é horrível porque eu não consigo convencer a mim mesmo. Eu fico com outras garotas, e tento ver o quão perfeitas elas parecem, ficar feliz com isso porque estou com elas. Mas eu não consigo, porque elas não são você.

Annabeth abaixou a cabeça, chorando.

–Desculpa, Sabidinha.

–Eu não acredito que você se meteu em encrenca a esse ponto, a ponto de não querer e não poder ficar comigo porque sei lá o quê. Porque você fez isso? Percy...

–Eu não me arrependo do que eu fiz – ele olhou para ela – Você não sabe o que é e eu não posso te contar, mas foi como se eu tivesse feito igual você. Viajado o mundo inteiro e perceber o quão medíocre é a minha vida. Eu sei que me meti em encrenca, mas eu não me arrependo.

Annabeth enxugou o choro.

–O que é, Percy? Me conta logo para eu poder te ajudar.

–Eu não posso.

Annabeth assentiu, saindo do muro e voltando ao terraço, Percy fez a mesma coisa. Os olhos cinza focaram no lençol e o cigarro, e imaginou se aquilo poderia continuar certo. Talvez não. Percy percebeu e deixou o lençol cair no chão.

–Não fica em dúvida – ele disse – Eu te amo.

Annabeth não conseguiu ter um tempo de reação, seu coração bateu descompassado quando sentiu os lábios dele perto do dela, o coração dele batendo pertinho do dela, tão forte que parecia que ia rasgar seu peito ou algo assim.

Suas mãos foram para os seus cabelos, e os dois se separaram quando o ar faltou. Annabeth juntou sua testa com a dele, suas mãos ocupadas desabotoando a calça jeans. Os dois caíram no lençol, rindo. E todos os problemas foram esquecidos.

A blusa de Annabeth foi para longe, seu sutiã desabotoado com agilidade. Os beijos estavam cada vez menos tenros e mais urgentes, o vento frio havia se dissipado. Percy trocou as posições, ficando por cima de Annabeth enquanto tirava sua calcinha o mais rápido que podia.

Havia quase três anos que não fazia isso, pelo menos não sóbrio. E por um momento ficou nervoso como se fosse virgem novamente. Mas olhou para Annabeth, e ela sorriu daquele jeito que ele amava.

Era tão certo que ele não conseguia mais pensar em outra coisa.

Lentamente, ele se introduziu nela, seu coração batendo rápido em contraponto com as lentas estocadas. Os gemidos de Annabeth começaram a preencher o local, o rosto de Percy se escondeu entre seus seios, as estocadas ficando mais rápidas e mais fortes.

As unhas de gato de Annabeth arranharam suas costas e pescoço, descendo para sua bunda e acompanhando o ritmo. Os dentes de Perseu saíram do seu pescoço até o seu colo, dando chupões entre os seus seios.

Os movimentos ficaram mais e mais urgentes, Annabeth revirou os olhos, os gemidos dos dois ficaram mais e mais altos. E os dois chegaram ao orgasmo, suados e ofegantes.

Percy sorriu contra o seu peito.

–Perfeito – ele sussurrou, depois de alguns segundos. O corpo suado dos dois era como uma antiga sensação, mas certa. Muito certa. Annabeth fez carinho nos seus cabelos, olhando para o céu, onde exatamente ali conseguia ver as estrelas em Nova York.

Annabeth pegou o maço de cigarros que estava do lado, Percy sempre trazia para ela.

–Ei – ela sussurrou, ele olhou para cima divertido e brincalhão. Annabeth riu e pegou o maço de cigarros – Eu não fumo mais.

Percy arqueou as sobrancelhas e sorriu. Sim, algumas coisas podiam mudar.

Algumas horas depois

–Caramba, onde vocês se meteram?- Thalia praticamente havia gritado – Sério, Atena está a ponto de chamar o corpo de bombeiros.

Annabeth revirou os olhos, sorrindo.

–Só estava dando uma volta pela mata.

Thalia semicerrou os olhos, cruzando os braços em seguida. Se não estivessem na propriedade de Zeus Oympus Annabeth já sabia que a punk iria dar seu precioso piti, gritando sobre como ela poderia ser irresponsável e tudo o mais.

–Você acha que meia hora de diferença vai fazer você e Percy passarem despercebidos?

Annabeth fingiu pensar.

–Na verdade sim, eu acho.

Thalia parecia absurdamente ofendida.

–Ah, é mesmo? Então você acertou, porque é exatamente o que aconteceu – Annabeth gargalhou, juntamente com Thalia – Mas olha só, você não me engana e vai ter que contar tudo assim que a gente sair daqui. Tem a porcaria do jantar de Hera agora e nós temos que ir. E você está suja de poeira, que horror, parou numa tribo indígena pra fazer ritual no meio da mata?

Annabeth não ouvia mais Thalia. Seus olhos pararam nos verdes de Percy, que estava devidamente limpo e bem vestido. Os cabelos negros penteados para o lado, como um bom filho prodígio. Estava com uma blusa social branca que ia até seus cotovelos e os jeans perfeitamente engomados. May Castellan parecia impressionada com a conversa inteligente de Perseu.

–Eu acho melhor eu tomar um banho, então – Annabeth falou, contornando a sala de jantar e subindo as escadas até o seu quarto. Separou um vestido azul marinho, depois de alguns anos aprendeu a gostar da cor, era curto e comportado, mas tinha um decote nas costas que muitos rotulariam como provocativo.

Depois de tomar um longo banho cachearam novamente seus cabelos, que iam grandes até praticamente a cintura em mechas loiras claras e escuras. Sua maquiagem era leve e quase invisível, seu salto preto com partes pontiagudas de ferro foi à última coisa que separou. Assim que abriu a porta do quarto assustou-se ao ver Percy encostado no batente. A mão pronta para bater na porta. Seu sorriso aumentou.

–Sua mãe mandou te chamar – ele comentou, sua mão esquerda passava lentamente pela barba mal feita enquanto seus olhos percorriam o corpo de Annabeth.

–Eu já estou pronta — respondeu ela depois do que pareceram segundos, mas já havia se passado alguns minutos. Ela fechou a porta atrás de si e acompanhou Percy pelo corredor, agora estava praticamente da mesma altura que a dele.

Quando Annabeth ia pôr o pé no primeiro degrau da escada foi literalmente atacada por Perseu, que a pressionou contra a parede e pôs seus braços acima da cabeça. Seu beijo urgente foi de tirar o fôlego.

Ela se separou dele ofegante.

–Meu Deus – ela falou, passando a mão pela boca que começava a latejar devido aos chupões. Percy a encarava com aqueles olhos verdes escuros, cheios de malícia – Você deveria parar de brincar com fo-

Mais uma vez foi atacada por um beijo veroz, e dessa vez decidiu não ser apenas atacada como atacou também, suas mãos passaram pelo tórax de Percy por cima de sua blusa social, e ela o empurrou para a parede oposta, o beijando e mordendo seu lábio com força, os deixando tão inchados quanto os dela.

Os dois se separaram novamente quando o pulmão clamava por ar. Annabeth ficou a centímetros de Percy, os dois se encarando como faziam antigamente. Não era como se algo tivesse mudado, apenas talvez o fato que pareciam explodir todo o fogo guardado dentro de seus corpos depois de tantos anos juntos, mas sem se tocar.

–Seu cabelo está desarrumado – Annabeth deu um meio sorriso enquanto ele passava a mão no cabelo e desamarrotava a blusa, ela por sua vez voltou com seu vestido para baixo e arrumou os cabelos. A boca inchada, entretanto, não era fácil de disfarçar.

Desceram as escadas ainda arrumando a roupa aqui e ali, e ficaram felizes em saber que parecia que ninguém tinha de fato reparado. Depois do jantar de classe em família todos acabaram formando grupos, e é claro que os jovens ficaram unidos num canto da sala.

Annabeth olhava para baixo de vergonha sempre que olhava para Percy, que por sua vez sorria malicioso.

–Vocês dois podem ser mais óbvios? – Megan perguntou, acabando por revirar os olhos. Annabeth abriu a boca para falar alguma coisa, mas a morena continuou – Sério, eles só não perceberam porque são realmente uns bobões.

Luke deu uma risadinha.

–Megan tem razão, antigamente vocês conseguiam disfarçar melhor.

–Eu não sei do que você está falando – Percy respondeu seriamente. Pegou outra taça de champanhe na mesa ao lado. Os olhos de Luke pareciam ter faiscado divertidamente.

–Ah... Não?

Thalia cruzou os braços também.

–Ei Megan, acho que seu pai tá te chamando ali – Megan que ainda não falava com as garotas pela briga no show do Franz Ferdinand, apenas foi até a direção do seu pai – Annabeth, vem aqui pegar um doce comigo.

–Mas eu...

–Vem. Agora. – Thalia falou entredentes.

Ela deu de ombros, indo até ela. Nico pegou também mais uma taça de champanhe, riu antes de bebê-la, olhando revezadamente para Luke e Percy que o olhavam como se fosse louco. Ele bebeu toda a taça antes de falar:

–Então isso quer dizer o que eu estou pensando?

Percy mordeu o lábio, que ainda doía pelos beijos vorazes de Annabeth Chase, não era como se ele conseguisse fazer o contrário depois da noite que teve.

–Sim. Talvez – Perseu passou seus olhos pelo vestido curto de Annabeth, que conversava rindo com Thalia do outro lado da sala – Sim, na verdade. Não seria a gente se nós não ultrapassássemos as regras de vez em quando, e eles falaram que nós não podíamos ficar com elas em Durham, aqui não me parece à Carolina do Norte. Eu não sei vocês, mas Annabeth vai ser minha essa viagem inteira, independente do que nossos pais achem disso.

Notas finais
GENTEE, que tal os fantasminhas aparecerem e darem reviews para incentivar a autora?? Eu ficaria super feliz. E obrigada de coração a todos vocês que comentam e tudo o mais. De verdade. É importante saber que tem pessoas que gostam tanto a ponto de falar sua opinião e enfim, obrigada mesmo. Beijos e até o próximo!