O Que Eles Veem Em Você? 2
3 Garota Irritante.
Notas iniciais
Eu quero agradecer as três recomendações que ganhei tipo, no terceiro capítulo! Os leitores ItalyRay, Amanda Castro e Thalia são uns lindões e eu adorei as recomendações de vocês!
Enfim gente, boa leitura!
Percy chamuscou a boca e consertou os óculos. Porque Annabeth estava toda molhada, nem ele sabia. Não estava chovendo. Só sabia que não havia gostado nenhum pouco da chegada de sua nova “irmãzinha”.
-Olá ricaços de New York! – gritou Annabeth ao entrar – Estava dando uma ronda. Adorei a casa nova. Acredito que seja só por enquanto... Quatro andares não cabem todo mundo né? Fala sério. Piscina? Quadra de Tênis? Mãe, cadê o exagero que você merece?
Percy revirou os olhos. Ela não precisava ficar jogando na cara que Atena e Poseidon estavam jogando dinheiro fora. Até ele sabia disto, mas é interessante elogiar quando se gasta tanto dinheiro fora.
-Você está algumas horas atrasada, querida – Atena disse polidamente, como se não quisesse brigar – Aconteceu alguma coisa?
Sim, ela estava vadiando por aí pensou Percy. Sentando-se novamente na mesa e voltando a ler o livro chato proposto pela professora de Inglês. Annabeth andou lentamente até a cozinha, sorrindo como uma boba.
-Eu ainda estava tentando processar o fato que a minha mãe me puxou para esta merda de cidade de novo sem me falar nada e como em dois dias a minha vida toda mudou contra a minha vontade. Também estava fazendo uma listinha de como jogar esta mansão a baixo nestes meses que eu ficar aqui antes de sumir da sua vida totalmente e você me ver de novo só quando eu morrer de cirrose ou câncer no pulmão – Atena ficou séria. Poseidon arqueou uma sobrancelha e Percy sorriu sarcástico, obviamente já esperava uma resposta como aquela.
Atena pigarreou e foi com ela pela cozinha, agarrando-a pelo braço.
-Eu tenho que dizer infelizmente que isto não irá acontecer tão cedo. Pelo menos nestes meses que ficar aqui você terá uma mãe que se responsabilizará por você, um padrasto e um irmão mais velho que farão o mesmo...
-Espera. O irmão mais velho é o Percy? Certeza que pode chama-lo desta forma? É um incesto meio feio isto... – Annabeth riu – Ah, e é típico de irmãos mais velhos te xingar no casamento da mãe na frente de todo mundo. Foi muito saudável, adorei.
-Espera. Xingar no casamento...? – Percy coçou o pescoço. Annabeth estava começando a complicar a sua vida e a sua pose de bom moço. Isto ele não aceitaria.
-Quem se importa, não é mesmo? — ele fechou o livro – O que você acha de eu apresentar o quarto da Annie, hein? Eu tenho certeza que ela vai adorar a coloração de bege que escolhemos para ela...
-Bege? Que porra...
-E pai! Que falta de educação! Dá oi para sua mais nova filinha! – Annabeth engoliu em seco de raiva. Poseidon pigarreou enquanto trocava a página do jornal.
-Ela não é minha filha, Percy. – foi a primeira coisa que Poseidon disse. Fazendo Annabeth ter um respeito venerável por ele – Espero que se sinta bem aqui, é tudo que queremos pelo menos por enquanto. Quanto ao seu quarto, reforme-o do jeito que quiser. E quanto ao meu filho... Ele não é seu irmão mais velho.
Atena mordeu o lábio inferior com raiva enquanto olhava para Poseidon, este que sorria de lado como se falasse “Deixe comigo”. Annabeth sorriu.
-Obrigada, Poseidon, por ser o único compreensivo nesta casa – ela sorriu falsamente sociável. Percy a pegou pelo braço forte enquanto a puxava com força, um falso sorriso alastrou-se por sua feição. Ele abriu a porta do quarto da loira e simplesmente a deixou lá, sem falar nada.
-Ei! – reclamou Annabeth, com raiva – Que bosta de quarto é este? Vomitaram na parede do quarto e fizeram esta cor?
Percy se virou com um sorriso de lado.
-Sim, e o vômito foi meu – Annabeth o mandou tomar no cú com a mão e ele respondeu da mesma forma. Batendo a porta do quarto atrás de si. Expirou fundo ao chegar ao seu quarto, finalmente um pouco de paz.
Tirou a blusa e deitou na cama, amanhã era sábado, mas ele ainda não podia imaginar como as coisas deram uma enorme reviravolta. Annabeth havia chegado. Calypso também, mas já estava indo embora. Suas inscrições para faculdades estavam chegando e o fim do ano também. Era muita coisa, e se ele não tivesse um psicológico forte e tranquilo, provavelmente estaria enlouquecendo numa hora daquelas.
Rolou a porta de vidro da sua varanda enquanto ficava descalço, desarrumou seus cabelos mais longos do que deveriam ser e encostou-se ao batente da varanda.
-Então somos vizinhos de varanda também? Fala sério – ele ouviu a voz de Annabeth e suspirou fundo. Também sentiu o cheiro do cigarro e fez uma careta para ela – Qual é, sou uma viciada mesmo e esta aqui é a minha varanda agora, sabia?
-Eu só queria um momento de paz, longe de você e das suas provocações – ele viu Annabeth revirar os olhos.
-Cara, só tem vinte minutos que estamos juntos... Eu ainda vou te encher muito o saco – ela sorriu maquiavélica – Você está o típico filhinho de papai que eu adoro enfiar dentro do lixo.
Percy mordeu a língua de raiva, mas nem isto o fez calar a boca.
-E você é a típica rebelde sem causa que dá uma de viciada em nicotina só para chamar a atenção dos pais – Annabeth o olhou com raiva, como se ele estivesse tocando numa ferida aberta.
-Melhor ser viciado em nicotina do que na magrela da Calypso, né? – Percy respirou com raiva. “Magrela” ele se lembrou de ter chamado Calypso daquela forma um ano atrás, agora Annabeth cutucava a onça com vara curta.
-Se você acha que vai fazer estes vexamezinhos seus e me deixar encrencado está muito enganada. Eu vou fazer questão de acabar com a sua vida no colégio, em casa e em qualquer lugar que você esteja – Annabeth sorriu diabolicamente.
-Isto é realmente sensacional, porque vou fazer o mesmo com você – Percy mandou o dedo do meio para ela novamente e fechou a porta de correr da varanda atrás de si. Urrou de raiva e jogou sua bola de basquete na parede que dividia com Annabeth. Ouviu um “Ui” sonoro do outro lado do quarto e ficou com mais raiva ainda.
Seus próximos meses seriam realmente sensacionais.
(...)
Percy acabou sendo jogado no chão totalmente molhado. Quando acordou percebeu que um par de olhos cinza o fitava com divertimento.
-Mamãe mandou te acordar, irmãozinho – Percy coçou os olhos e mordeu novamente a língua para tentar calar a boca. Respirou fundo e jogou os cabelos para trás com as mãos.
-Porque você jogou um balde de água em mim? – ele se levantou, tendo a total certeza que estava apenas de cueca e que sua “irmãzinha” estava na sua frente, ele estava literalmente pouco se fudendo, não tinha vergonha alguma dela, e se ela tinha dele era realmente sensacional porque ele queria muito deixa-la envergonhada. Parecia estar funcionando porque os olhos pareciam diabólicos, mas as bochechas totalmente coradas.
-O que você queria que eu fizesse? Estou de bom humor em não empurrar sua cama até o precipício – ela sorriu de lado enquanto jogava o balde no chão – Ah, eles querem ter uma “conversinha importante” conosco, então coloca uma bermuda e vá à cozinha para conversarmos civilizadamente neste maravilhoso sábado de sol com a família perfeita.
Ele fez uma careta perante a ironia, enquanto a matava com o olhar. Levantou-se rapidamente e pegou uma calça de moletom qualquer que estava em seu armário. Olhou-se no espelho e suspirou, estava um tremendo horror.
Penteou os cabelos para trás do jeito que deu e vestiu uma blusa branca e simples, descendo as escadas de dois em dois.
-Alguém chamou? – perguntou Percy com um sorriso enquanto olhava para todos tomando café calmamente, menos Annabeth que estava com a cabeça apoiada na mão totalmente impaciente. Raios de sol vinham de todo o lugar e formavam um bom contraste com a mesa de madeira polida.
-Sente-se queridinho – Atena disse sorridente enquanto tomava outra xícara de café. Annabeth revirou os olhos e bateu o pé no chão ritmadamente informando que estava realmente impaciente.
Percy se sentou ao lado da loira e viu que ela estava sem maquiagem, seu cabelo liso estava totalmente desarrumado e ela usava apenas uma blusa preta (sem sutiã, ele teve que perceber isto) e um moletom que pendia em sua cintura. Suspirou de raiva.
-Annabeth me acordou e disse que vocês queriam conversar... Aconteceu ãh... Alguma coisa? – Annabeth revirou os olhos novamente, sussurrando um “filhinho de papai” que só Percy ouviu.
-Sim, eu e Poseidon queríamos nos retratar quanto algumas coisas que foram ditas ontem – Poseidon a olhou com a sobrancelha arqueada, Atena suspirou – Tudo bem, eu quero me retratar por algumas coisas que disse ontem. Fui um pouco precipitada quanto à relação de vocês. Eu e Poseidon concordamos que vocês dois tiveram uma relação antes de nós e não podemos jogar algo paternal entre vocês dois, é ridículo.
Annabeth franziu o cenho, quase rindo.
-Você está querendo dizer que...?
-Se vocês voltarem a namorar, estamos totalmente liberados quanto a isto. Somos uma família moderna e estamos bem com os relacionamentos modernos – Percy cuspiu o café que bebia na cara de Annabeth (não sabemos se propositalmente) e engasgou uma ou duas vezes. A loira o olhou como se estivesse atirando nele com o olhar.
-Oi? Namorar? – foi a vez de Percy franzir o cenho e quase rir. Annabeth revirou os olhos — Olha para este garoto...
-Eu nunca vou ficar com uma pirralha como ela! – Annabeth o fitou com raiva. Percy revirou os olhos – E, aliás, eu já estou namorando. Não sou do tipo que trai.
Atena sorriu de lado para Poseidon, como se falasse: “Viu?”.
Annabeth levantou-se colocando as duas mãos na mesa, sorriu o mais falsamente que já viu na vida para todos a mesa.
-Foi muito bom estar com vocês, mas agora eu tô vazando – ela disse. Atena riu sarcástica, estava começando a pegar a maldade da filha.
-Vazando para onde? Só se for para o seu quarto. – Percy prendeu o riso enquanto Annabeth arqueava as duas sobrancelhas, enraivecida.
-Oi?
-Hoje teremos um dia em família. Só nós quatro, será super divertido – ela sorriu – Olha só o tamanho desta casa, como você disse, um tremendo exagero. E ela é exagerada para você não sair dela.
Percy quis rir ainda mais, mas apenas segurou a risada enquanto via Annabeth morder o lábio inferior com raiva.
-Eu não vou ficar com a mamãe família perfeita, o padrasto “sou legal” e o irmão filhinho de papai. Chame outra filha para preencher estes quatro lugares – Atena bateu a mão com raiva, levantando-se também.
-Você vai ficar aqui e não irá discutir. Se você passar aquela porta, qualquer janela ou muro pode ter certeza que vai ir para sua mais nova escola segunda com um olho roxo. Não acho que é esta a impressão que você quer, não é?
Percy riu. Fazendo Annabeth o olhar mortificadamente. Ela urrou de raiva e saiu em passos pesados escada a cima. Atena suspirou e afundou o corpo na cadeira.
-Essa coisa de sábado em família era brincadeira, né? Tipo... Hoje é sábado – ele percebeu o quão idiota saiu sua frase, mas não ligou. Percy esperava ansiosamente poder ir ao cinema com os amigos, ou ir à pista de skate com Nico e Luke. Tudo menos ficar em casa.
Atena o olhou cética.
-O que? Não, teremos sim um dia todos juntos!
-Não pode ser uma terça em família? – perguntou o moreno fazendo uma careta – Ou talvez quarta?
Atena se levantou, revoltada.
-Até você, Percy? Faça-me o favor!
Ela urrou de raiva e saiu para o seu quarto em passos pesados. Poseidon e Percy se entreolharam. Alguma semelhança? Bem, já era óbvio quem Annabeth havia puxado. Percy sorriu de lado e se sentou ao lado do pai.
-Eu nunca vi o senhor falar tão pouco – Poseidon riu, cortando uma fatia de queijo.
-Meu filho, nesta briga eu não entro – ele disse – Desde, é claro, que esteja envolvendo você. Sei como adolescentes são e não te quero preso a uma Annabeth “irmã”. Nós viemos depois de vocês como um casal, aliás, vocês tem prioridade.
Percy riu do jeito que o pai falou. Poseidon raramente falava como um pai, na maioria das vezes como um amigo mais velho. Percy o adorava por isto.
-Eu e Annabeth... Não existe mais. Nunca vai existir – Percy pigarreou – Foi uma paixãozinha adolescente que já passou há muito tempo. Sabe, estas coisas não voltam nunca.
Poseidon arqueou as sobrancelhas.
-Será? Eu e Atena também erámos uma paixãozinha adolescente, veja o que aconteceu 25 anos depois – Poseidon se levantou, arrumando a blusa- Pense nisto.
Percy olhou para um ponto do chão, pensando. O que todos queriam dizer? O que a vida queria dizer? Ele sentia que tinha algo de importante que estava perdendo, alguma sensação ou pensamento talvez. Sentia que algo não estava correndo do jeito que teria que ser, como se o destino tentasse coloca-lo num caminho que ele lutava muito para não ir.
Suspirou fundo, cansado, a última coisa que queria era pensar.
Quando Atena apareceu com uma Annabeth de biquíni amarelo e um bico no rosto em frente ao quarto de Percy, ele sabia que as coisas sempre poderiam piorar. O moreno suspirou enquanto encostava o corpo no batente da porta.
-Estou muito bem aqui no meu quarto sozinho, Atena. Obrigada por passar- ele se virou, pronto para bater a porta. Atena, porém, foi mais rápida.
-Dia na piscina! Todo mundo vai adorar! Seu pai já está nadando, você deveria ir também – ela lhe deu uma piscadela – E faz bem para a pele, eu sinto que você está muito pálido.
-Você falou a mesma coisa comigo – Annabeth disse murmurando. Atena abriu os braços.
-Vocês dois estão pálidos! Parecem até que viram um fantasma.
-Claro, ele!
-Ela! – falaram em uníssono, depois se entreolharam com raiva, enquanto Atena parecia entender o que acontecia por ali, ela balançou o dedo indicador, repreendedora.
-Vamos lá, é hora de pegar uma cor– Atena disse enquanto ia para a piscina saltitando. Percy e Annabeth murmurram com raiva, como se não quisessem ir para lá de jeito nenhum.
-Essa mulher é uma chata – Annabeth disse descendo as escadas em passos pesados. Percy colocou uma bermuda e os óculos escuros, provavelmente ficaria na piscina o resto da sua vida se dependesse de Atena.
O triste é que não estava tão sol assim. Ainda era Janeiro, e o sol era aquele tipo de sol frio que não esquenta ninguém. De um jeito ou de outro, a piscina era de água quente e Percy não tinha desculpa senão se sentar na espreguiçadeira e esperar o dia passar.
Pegou o livro do trabalho de inglês, ficando com raiva de si mesmo por parecer mais filhinho do papai do que Annabeth havia falado. Esta que estava com uma blusa na cabeça para tampar o sol do seu rosto, ela usava uma calça larga que nem Dona Atena conseguiria tirar e a parte de cima do sutiã amarelo que sua mãe havia a obrigado a usar.
O sol ao meio dia começou a ferver e até Percy sentia suas bochechas ficarem vermelhas.
-Ei, você tem protetor solar? – perguntou Annabeth com aquele mesmo tom de voz ignorante. Percy sorriu de lado.
-Se você pedir por favor, quem sabe – Annabeth revirou os olhos.
-Por favor – disse ela com voz afetada – Seu idiota.
Ela se sentou a sua frente, Percy pegou o protetor solar e tirou o ray ban escuro dos olhos. Quando passou o creme pelas costas de Annabeth sentiu um dejavu forte, havia feito a mesma coisa um ano e meio atrás quando estava no clube um dia depois de ter transado com Annabeth bêbado numa festa. (Longa história)
Porém, era broxante a forma como não sentia nem 1% do que sentiu antes, era como se ela fosse realmente a sua irmã, ou talvez pelo fato de que Annabeth era a mulher mais irritante com quem ele já havia se relacionado e isto não deixava as coisas interessantes.
Ele não se aproveitou, ou fez as massagens nas pernas como na última vez, foi definitivamente broxante. Annabeth não parecia magoada, na realidade, como sempre, ela parecia indiferente.
Sentou-se ao lado dele enquanto continuava com um moletom de frio acima da cabeça.
-Essa casa é uma bosta – ela murmurrou mais para ela do que para Percy, mesmo assim ele ouviu e ficou revoltado, fechando o livro que lia.
-Foda-se se é uma bosta, você está aqui e não na rua e agradeça sua mãe por isto – Annabeth arqueou a sobrancelha.
-Eu preferia estar na rua – respondeu ela enraivecida – Aliás, eu nem disse para você. De uma forma ou de outra como eu sou obrigada a te aturar nestes próximos meses saiba que a minha última casa era de frente para o mar, eu tinha os amigos que queria, a casa que queria, o quarto que eu amava e de uma hora para outra uma mulher saiu do nada e me tirou de lá, então acho que eu sim preferia estar na rua do que com esta mulher.
-E eu acho que você é uma ingrata porque aqui você tem pais e lá tem um hospital – explodiu ele com raiva, os olhos de Annabeth se arregalaram e Percy pode ver até um pouco de indignação.
-Quem você acha que é para cuidar da minha vida deste jeito? Da licença, eu não pedi para você opinar sobre nada – ela se levantou, assim como Percy, os dois se encaram de uma forma nada apaziguada.
-Bem, eu estava aqui na casa que eu queria, de frente para quadra de tênis que eu quero, com o quarto que eu quero e aí chega uma garotinha chata com um discurso metido tipo este que eu estou dando agora e começa a importunar a minha vida. Aí você fala que preferia ficar na rua. Eu te digo uma coisa: Todos nós preferíamos.
Annabeth bufou, aumentando a altura na ponta dos pés, mas mesmo assim ficando apenas no nariz de Percy.
-Olha aqui seu moleque... –
-A água está ótima pessoal! Vocês deviam entrar! – exclamou Atena nadando de um lado para o outro com Poseidon. Percy suspirou e pegou seu livro, saindo dali enquanto via Annabeth o acompanhar com o olhar.
-Ah, Annabeth! – gritou ele, a loira se virou e viu apenas Percy mandando o dedo do meio, ela revidou e se sentou com raiva na espreguiçadeira. Odiava muito aquele menino.
(...)
-O que? – gritaram Percy e Annabeth em uníssono.
-Você só pode estar brincando! Segunda? Você não estava zoand...
-Eu não vou levar esta garota! – replicou Percy, cortando Annabeth ao meio. Atena suspirou enquanto cozinhava algo que nenhum dos dois sabia dizer o que era. Naquele momento todos aclamavam por Poseidon e uma comida congelada. Atena agora havia pegado totalmente a manha dos garotos e estava séria.
-Eu fiz sua matricula dois dias atrás, e foi até fácil contando com o fato que eles já tinham seu histórico. O diretor me ligou hoje...
-No domingo? Que broxa, não tem nada melhor pra fazer não — exclamou Annabeth, fazendo sua mãe a olhar repreendedora.
-Ele disse que você já poderá ir para aula amanhã! Isto é realmente sensacional. Você vai fazer isto.
-Eu não tenho material.
-Tem sim, da sua última escola. Eu vi na sua mala...
-Você mexeu nas minhas coisas!?
-Claro! Você demorou cinco horas para chegar depois das suas malas, lembra? – Annabeth revirou os olhos, sentindo-se uma ridícula por estar naquela casa – E então vocês irão juntos para o colégio amanhã, como nos velhos tempos, vai ser ótimo.
-Eu não vou levar ela para lugar algum! – exclamou Percy – Ela tem o próprio carro! Aliás, porque ela tem que ir pro colégio? Ela é tipo um animal, não tem mais capacidade de racionalizar. Sem ofensas, só estou constatando algo óbvio.
-Filhinho do papai
Percy urrou de raiva, odiava quando falavam isto dele. Talvez porque fosse, talvez porque era a coisa que mais queria não ser. Só sabia que iria esganar Annabeth Chase na primeira oportunidade.
-Você vai leva-la porque temos que economizar gasolina, dinheiro não cresce em árvore.
-Por aqui sim- murmurrou Annabeth quase fazendo Percy rir. Ele revirou os olhos enquanto subia as escadas. De volta ao colégio? Annabeth? De novo? Ele se lembrava de como foi da última vez e não estava animado a reviver nada.
Notas finais
Deixem seus reviews! Sem fantasminhas!
Beijos e até o próximo!
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