Notas iniciais
OLÁAA DE NOVO!! Bem, como o prometido o outro capítulo. Boa leitura!

Thalia saiu feliz do corredor dos dois garotos mais estranhos dos últimos tempos. Saiu andando pelos corredores sem rumo, apenas para conhecer melhor o lugar.

Tinha um mapa de sala e um GPS no telefone, não se perderia com essas coisas em mãos em nenhum lugar do mundo. Ao descer incessantemente dos corredores chegou exatamente onde queria, em uma das entradas da praça central.

Sorriu de lado, olhando para a grama verde e bem aparada, as flores de todas as cores e aquela multidão de alunos. Sentia-se, pela primeira vez, realmente uma universitária.

Seu telefone bipou, enquanto andava vagarosamente pela praça deu um meio sorriso ao ver quem lhe mandara a mensagem, o nome “Leo Valdez” piscava na sua tela como um lembrete de que já haviam acontecido coisas boas desde que chegara à cidade.

“Uma bela moça no segundo quadrante da praça. Belas botas, aliás”

Thalia olhou para os lados, sorrindo e tentando achá-lo. Seu coração bateu descompassado de susto ao sentir duas mãos em seus olhos.

–Seja bem vinda – sussurrou Leo em seu ouvido, quase como uma música sua voz grave – Já está se sentindo como um ratinho no labirinto? Ou uma joaninha no meio desta praça? Você se impressiona com as analogias destes estudantes...

Thalia riu, virando-se para vê-lo melhor.

–Aqui é legal – ela tentou não demonstrar o quão impressionada estava com o campus, “Prédio com a torre mais alta que eu já vi? Normal” “Praça que parece os campos de Nárnia? Normal”

Ele sorriu de lado, olhando para algum ponto fixo do lugar e depois voltando seus olhos castanhos para a morena a sua frente.

–Meio dia vai ter o que eles chamam de “cerimônia de abertura” é tipo algumas apresentações que acontecem no começo do ano, como uma boas-vindas aos calouros. O campus inteiro vai estar lá, inclusive você.

–E você já está se sentindo íntimo assim para ditar meus próximos passos? – ela perguntou, arqueando as sobrancelhas. Leo gelou. Thalia riu – Eu vou estar lá.

Leo riu logo em seguida, aliviado.

–Assim você me assusta, garotinha.

Thalia deu de ombros, abriu a boca para falar, mas foi interrompida quando viu Percy e Luke a poucos metros dela. Ali, parecia que era como uma terrível aparição. Ela não queria que nenhum dos dois soubesse da existência de Leo.

Luke olhava diretamente para ela, como se estivesse tentando falar algo com os olhos. Pela sua expressão, deveria ser algo bem sério. Percy, ao seu lado, deu uma cotovelada em sua costela.

–Ei, perdeu algo? – perguntou Leo, rindo e apertando seu nariz delicadamente, depois olhou na mesma direção que ela.

De repente tudo havia virado gelo. A expressão de Leo ficou séria como Thalia nunca antes havia visto, e a de Percy não parecia também as melhores.

–Você conhece eles? – Leo perguntou sério. Sua expressão congelante.

–Algum problema?

A pergunta foi como um balde de água fria, Leo voltou a sua extrovertida e usual expressão. Deu um beijo na bochecha de Thalia e ajeitou sua mochila caqui nos ombros.

–Claro que não, eu tenho que ir – ele foi tão rápido quanto havia chegado. Assim como Percy e Luke que já não estavam por ali.

Thalia forçou as sobrancelhas, sem entender grandes coisas do que estava acontecendo. E ao meio dia, foi até onde Leo havia proposto.

Encontrando lá uma cena mais confusa que a anterior.

POV Annabeth

Minha cabeça coçava enquanto minhas mãos tremiam. Sim, eu estava nervosa pelo meu primeiro dia de aula. Eu poderia estar parecendo infantil? Talvez. Mas por favor, era a carreira da minha vida. Se eu fosse boa mesmo naquilo e se eu conseguisse ir bem aos próximos quatro anos...

Seria como um sonho virando realidade.

Eu já estava em encantos com o prédio, era a coisa mais bem feita do mundo. O perfeccionismo da arquitetura, aqueles arranha-céus que eram as torres do campus... Só por ele já dava para perceber porque tinha um dos melhores cursos do país.

Eu era muito boa naquilo que eu gosto em Nova York, no meu pequeno mundo de bajuladores. Mas aqui era eu e eu, não importava quem era a minha família e o que eles representavam. Se eu não fosse realmente boa, iria embora.

Era a primeira vez que eu era posta a prova, então sim... Estava sendo racional em ficar nervosa.

Olhei para a papelada nos meus braços, em minha mão estava os meus horários com as minhas salas, um pequeno mapa do campus onde eu conseguia me situar brevemente. Olhei novamente para o número da sala.

Sim, estava correto.

Dei um passo para dentro do que seria o meu futuro, e minha visão se encheu de coisas confusas. Ao contrário do que eu esperava não havia duzentos alunos sentados esperando o professor.

Nem sequer havia professor.

Quer dizer, haviam sim alunos sentados, mas quem lecionava a frente eram outros alunos. O que me deixou meramente confusa.

Eu já sabia que estava atrasada (eu sempre faço isto no meu primeiro dia de aula, de acordo com meu histórico, mas juro que não é premeditado). Então estava preparada para os olhares em minha direção.

–Ah, mais uma – riu um dos que pareciam ser alunos lá na frente. Era um garoto louro de aspecto magro, parecia um pouco cansado, com olheiras ao redor dos olhos – Continuando... No papel tem os convites da festa e também mais algumas informações necessárias. Nós somos os representantes do curso no campus, então qualquer problema vocês podem nos comunicar.

Enquanto o ouvia prestei atenção nos detalhes da sala, eram quase cinquenta cadeiras, postas no que pareciam degraus. A sala era mais parecida com um auditório do que uma sala em si.

As cadeiras eram acolchoadas e vermelhas, as mesas grandes o suficiente para se pôr um notebook e quem sabe folhas e folhas de desenhos. Sorri já com o pensamento das aulas, como boa novata.

Sentei ao lado de um garoto que parecia já um veterano. Sorri educadamente e ele me respondeu apenas com um olhar.

–Você sabe onde está o professor? – perguntei sussurrante, ele olhou rapidamente para mim.

–Pergunto a mesma coisa – ele deu um pequeno sorriso, desfazendo já a primeira impressão de prepotente que havia tido dele. Assenti, continuando a olhar para frente. Um papel chegou a minhas mãos por uma garota que tinha um lenço na cabeça, e parecia mais do curso de humanas para falar a verdade.

O veterano cheio de olheiras continuava a falar e falar sobre a república oficial do curso, era irritante sua prepotência, como se fosse superior a todos nós apenas porque tinha mais um ano de curso.

O garoto do meu lado sussurrou novamente:

–Será que estas olheiras são pelos estudos ou pelas festas? – ri levemente, olhando para frente – Porque se for pelos estudos estou começando a ficar assustado.

–Pelos seus relatos sobre a república me parece ser por festas, fique tranquilo – nós dois rimos. E ele acabou revirando os olhos.

–Veteranos são assim mesmo, arrogantes – nós dois paramos de conversar quando um homem de meia idade que aparentava ser meu professor atravessou a sala, ao olhar para todos aqueles alunos acabou por revirar os olhos.

–Vocês não se cansaram de mim? – ele perguntou e pôs sua pasta preta na mesa – Sai todo mundo, porque se vocês não se cansaram de mim eu já estou farto de vocês!

Ri, assim como todo mundo. Os veteranos fizeram o mesmo ao saírem todos da sala em passos rápidos.

–Te amamos, Mr. Duchannes! – gritou o loiro cheio de olheiras.

–Sai logo daqui! – gritou Mr. Duchannes, rindo. Acomodei melhor na cadeira, esperando uma ótima aula. Ele apoiou-se na mesa de madeira no canto superior da sala, olhando para cada um dos novos alunos –... Sejam bem vindos ao curso de Arquitetura. Eu sou o professor de Desenho Avançado.

–Ei, meu nome é Zachary, aliás – o garoto ao meu lado se apresentou. Sorri educadamente.

–Annabeth.

Notas finais
E aí? Pescaram alguma coisa da cena do Leo com os meninos? Deixem seus reviews, comentem sobre os dois capítulos! Beijos e até o próximo!