O Que Eles Veem Em Você? 2

5 A ex-namorada fantasma.


Notas iniciais
Olá!
Como vão vocês?
Pessoal, que drama o último capítulo, hein? Nico e Megan ainda namoram! Foi só uma briga e o pessoal começou a chorar nos reviews. Calma lá, hein. kkkk
Enfim, boa leitura!

Enquanto se olhava ao espelho Annabeth se perguntava coisas como: Porque a vida é assim? Ou, porque a sociedade é tão padronizadora? Em meio a estas perguntas ouviu uma buzina soar alto em seus ouvidos.

Respirou fundo. Aquelas não eram perguntas interessantes para uma garota de 17 anos. Filosóficas demais, retóricas demais. Era uma alusão a sua falta de foco e integridade como aluna. Faltando poucos meses para se formar devia estar perguntando “Para que faculdade vou?” ou “Como estou em tal matéria?” Mesmo assim, ela sabia de alguma forma madura que havia saído de um colégio muito bom para se preocupar com coisas deste tipo.

-Annabeth! Percy vai te matar! – gritou Atena do primeiro andar. A loira revirou os olhos e pegou sua mochila jogando-a nas costas.

Saiu correndo sem dar tchau para ninguém mesmo ouvindo Atena e Poseidon lhe darem um adeus em coro. Revirou os olhos quando viu Percy com seus óculos de grau no banco de motorista, totalmente impaciente.

Seu Maserati era o mesmo do ano passado e isto não era novidade para Annabeth, já que ela tinha noção do grande amor de Perseu por aquele carro azul marinho. Entrou no banco de passageiro sem olhar para os grandes olhos verdes repreendedores. O moreno não falou nada, apenas acelerou, e isto foi o suficiente para a loira.

-Qual é, RBD? Nem estamos atrasados – Percy revirou os olhos.

-Primeiro: Você também terá que usar este uniforme. E segundo: Agora existe uma coisa no colégio que se chama assiduidade, temos que chegar minutos antes da aula realmente começar para nos “confraternizarmos” e “não atrasarmos a primeira aula” – ele imitou a voz da diretora metida a marcho, quase fazendo Annabeth rir.

-Boa sorte, eu nunca vou usar isto – ela olhou com nojo para a calça vermelha e a blusa branca de botões por baixo de uma gravata vermelha e preta, o brasão do colégio estampado na blusa.

-Vê se não dá tantos problemas. Estamos no fim do ano e a última coisa realmente saudável num ambiente escolar são brigas com o diretor – Annabeth arqueou a sobrancelha, rindo com escarnio.

-Até parece que você pode me dar moral sobre comportamento escolar – Percy olhou rapidamente para ela, dando de ombros enquanto virava a esquina.

-Pense o que quiser – respondeu ele bravo.

Annabeth revirou os olhos novamente enquanto olhava pela janela a tão conhecida Nova York. Olhou novamente para Percy que parecia realmente bravo, quase gargalhou. Não sabia exatamente porque tinha um extinto selvagem em atormentar a vida do garoto. Talvez porque não esperava chegar à Nova York, naquele casamento, e encontrar um Perseu tão maduro e superado quanto à relação dos dois.

Talvez, Annabeth tivesse que reconhecer que não era tão madura quanto Percy, e isto a aborrecia profundamente. Era triste como ela batia em algo com a rebeldia e ele respondia com a razão, uma inversão de papeis angustiante.

Talvez ela não gostasse do fato de Percy estar tão seguro de si e ao mesmo tempo indiferente com o fato de estar tão bem fisicamente. E, era triste o fato como Percy estava tão recatado, diferentemente daquele com que se apaixonou, o garoto explosivo e inconsequente havia ido embora no lugar de um reservado e levemente misterioso. Annabeth não gostava disto pelo fato dele estar bem mais atraente.

Chegaram ao colégio e assim que Percy parou e se virou para falar com Annabeth, percebeu que ela já havia ido embora e evaporado como gás. Ele franziu as sobrancelhas, mas abriu a porta do carro, olhando para um Nico emburrado que vinha em sua direção.

-Ei – Percy disse colocando a mochila atrás das costas e alguns cadernos na mão, os óculos caindo por seus olhos.

-Ei – murmurrou Nico enquanto seus cabelos negros caíam em seu olho.

-Aconteceu alguma coisa? – Percy arqueou a sobrancelha, Nico deu de ombros.

-Megan.

-Brigaram? – Percy sorriu de lado enquanto os dois andavam para dentro do prédio um do colégio. Nico suspirou.

-Sim, mas não foi uma briga do tipo “Ai, você é o pior namorado do mundo eu não quero mais te ver” — ele imitou a voz de Megan perfeitamente bem e isto fez Percy gargalhar sem querer, Nico acabou sorrindo de leve também.

-Foi coisa séria? – Perseu fez uma careta – Do tipo que eu vou ter que ficar longe dela no intervalo para ficar com você?

-Não, claro que não. – admitiu Nico – Foi uma coisa envolvendo as faculdades, e o futuro. Eu não quero falar sobre isto. Conversar não vai me ajudar em nada.

-Tem certeza? – Percy encostou-se à parede enquanto Nicolas abria seu armário, deixando algumas coisas dentro dela e pegando outras, olhou para a porta em que tinha uma foto de Megan com ray ban nos olhos e um sorriso enorme, suspirou. – Deus, você é um maldito apaixonado.

-Cala a boca. Você que está caidinho pela californiana – fora a vez de Perseu arregalar os olhos.

-Calypso nem está aqui.

-Eu não estava falando dela – respondeu Nico olhando para ele por cima da porta do armário. Percy semicerrou os olhos, sem saber de quem o outro moreno falava. Nicolas acabou suspirando e fechando a porta – Hoje a gente vai escolher o novo capitão do time. Já achou alguns testes maneiros? — o dos olhos verdes olhou para trás, Clarisse gesticulava como uma louca em sua direção, mas ele entendeu que era para encontra-la na redação. – Ei, você está me ouvindo? Já achou algum teste?

-Os melhores – Percy riu, focando em Nico mais uma vez – Achei diretamente da parte mais criativa e maléfica do meu cérebro.

Nico riu enquanto andava para trás, indo para sua sala.

-A melhor fonte!

Percy riu também enquanto andava para o lado oposto, indo para seu armário e desarrumando os cabelos enquanto olhava seu horário estupido com aulas chatas atrás de aulas chatas.

-Ah não, você?!

Ele fechou os olhos com raiva. Contou até três. Não era possível, definitivamente improvável, que justamente Annabeth Chase fosse sua vizinha de armário. Pelo segundo ano seguido.

-Como se fosse bom te ver – ele respondeu fazendo uma careta. Abrindo seu armário rápido e tirando suas coisas ainda mais rapidamente – Aliás, você deveria estar sei lá, fumando por aí.

Annabeth sorriu maleficamente.

-Não sou tão viciada em nicotina assim – Percy arqueou a sobrancelha. Gritando em sua mente “Não é possível que não tenha mais ninguém para passar neste corredor!” – E que merda de coisa é esta de “limite de área” desde quando não podemos ir e vir por este colégio?

-Desde a reforma do corpo docente, uns sócios filhos da puta disseram que a média do colégio estava caindo, e então decidiram tirar o diretor e colocar uma retardada no lugar – ele organizava seus livros no armário, agora com mais avidez já que odiava aquela história de “reforma” desde o começo do ano – Ela impôs vários limites, uniforme, e tem vigias em todos os lugares. É uma bosta.

-Este lugar é uma ditadura do caralho – Annabeth sussurrou enquanto jogava sua mochila nas costas – Você pode me informar, por favor, porque fizeram uma merda de uma reforma no horário escolar e eu não estou entendendo nada?

Percy abriu a boca para falar que não tinha reforma no horário escolar. Quando se lembrou de que Annabeth nunca conseguiu ler os horários. Os prédios e os corredores para ela sempre foram um mistério. Ele decidiu não comentar nada, já que ela era uma garota orgulhosa que não aceitaria sua ajuda senão nestes aspectos.

-Olha, sem mistério. Cada prédio tem quarenta corredores e cada setor tem 10 corredores. Tudo bem, aqui é o prédio um. Como você pode ter percebido no seu horário são vinte setores, ou seja, temos até a letra T. E são cinco prédios. Matemática rápida agora: vinte dividido por cinco?

-Quatro – respondeu ela como se estivesse morrendo.

-Então A, B,C e D no prédio um. E, F, G e H no prédio dois. E assim por diante. Você tem que ir ao 5-T7. Ou seja?

-Corredor sete do setor T no prédio cinco – respondeu ela um pouco mais animada. Percy ajeitou os óculos se sentindo muito inteligente, mesmo que até as crianças de 10 anos já soubessem a divisão de prédios e corredores do colégio. Annabeth assentiu enquanto olhava para o moreno, só que apenas olhava. Sem malicia.

Ela ajeitou suas coisas e deu um “tchau” rápido, andando até o fim do corredor vazio, Percy voltou a ajeitar suas coisas no armário enquanto se sentia bem consigo mesmo.

-Ei, Jackson – chamou Annabeth fazendo-o se virar, ele arqueou as sobrancelhas, um gesto nato de perguntar “o que há?” – Valeu.

Ela sorriu. Genuinamente. Sem malicia, malvadeza ou algo do tipo. Apenas um sorriso normal sem dentes. Annabeth se virou e foi embora, e Percy virou-se mais uma vez para o armário, feliz. Era interessante aquele sorriso genuíno, para Perseu, uns dos sorrisos mais bonitos que já vira.

(...)

Porque ele sentia que tinha algo errado? Talvez pelo fato de que todos falavam da mesma pessoa e que ela simplesmente não estava em lugar algum. Talvez pelo fato que esta tal pessoa tão comentada fosse sua “irmã” e ex-namorada.

Jogou a bandeja na mesa enquanto olhava para os lados, incomodado. Um ano atrás estaria amando toda aquela falta de privacidade, a popularidade e os olhares pelo rabo de olho. Agora só sentia repulsa e uma vontade enorme de enfiar a cara dentro do seu pudim de chocolate.

Thalia riu pelo nariz enquanto bagunçava seus cabelos.

-Poxa, Percy, uma garota fantasma está mais popular que você – ele olhou ao redor. Nico havia sumido. E aquela conversa de ter que se sentar em outro lugar no intervalo? Suspirou enraivecido.

Também estava com raiva de Luke. Ele simplesmente havia sumido nos últimos tempos. Todo aquele treino para passar na faculdade... Percy ficava bobo de como os adolescentes estavam loucos por uma vaga no lugar que queriam.

-A Annabeth está aqui, ela veio comigo. Eu não sei onde ela se enfiou, mas pode ter certeza que ela está em algum lugar, vai ser fácil de achar porque ela é a única sem uniforme da escola e com um cigarro na b... – ele não terminou, acabou recebendo um tapa na cabeça de leve que o fez olhar para trás com raiva.

-Bom dia, grupo maravilha – cumprimentou Clarisse fazendo todos revirarem os olhos – Como vão os maricas e as fofinhas hoje?

-Cala a boca – Thalia disse enquanto comia seu pudim. Clarisse riu, olhando com escárnio para Percy. Ele ainda não sabia como ela conseguia ser tão boa atriz, ninguém nunca adivinharia que ele e ela são amigos desde o fim do ano passado.

-Jackson, Jackson, que jogo baixo! Espalhar o boato de que uma garota está no colégio por popularidade!? Uau. Nunca achei que você seria tão desesperado – Percy revirou os olhos.

-Cala a boca, eu não espalhei merda nenhuma.

-A ex-namorada chapada voltou? Ah vá – Clarisse riu – Grupo maravilha, vocês estão declinando. E onde está o Green Day e o surfista dourado?

-Deixa o Nico e o Luke em paz – Megan murmurrou cabisbaixa, só naquele momento Percy percebeu o quanto ela parecia triste. Muito diferente do seu habitual. Clarisse riu.

-Tá depressiva, princesa de Long Island? Só não vai inventar que seu ex-namorado voltou para a cidade, hein — de uma hora para outra todos do refeitório calaram a boca, Clarisse olhou para frente enquanto franzia o cenho.

Percy sentia um puta de um dejavu. Ele já havia vivido aquela cena alguma vez. Annabeth estava na porta do refeitório, com suas calças jeans largas e o blusão preto. O cabelo agora liso e desarrumado balançou levemente enquanto ela andava.

Todos seguiam seus passos com os olhos. Ela assoviava e pegou uma maça no balcão do cardápio. Voltou a assoviar enquanto dava três mordidas enormes na fruta, passou reto pelo refeitório e jogou a maça na cabeça de Percy. Fazendo-o fechar os olhos de raiva novamente.

Então simplesmente foi embora. E assim que a porta se fechou um grande alvoroço começou. Clarisse riu alto.

-Ai, isto vai ser sensacional! – ela saiu rindo enquanto Percy colocava as mãos no rosto. Porque ele sentia que tudo seria uma grande merda a partir daquele momento?

(...)

Aquele lugar era estranhamente sombrio e misteriosamente interessante. Provavelmente o mais legal da escola. Percy tirou os óculos e os enfiou dentro da mochila, olhou para os lados e percebeu que não tinha monitores em lugar algum.

Entrou na redação e apenas viu Clarisse concentrada numa tela de computador, seus olhos esbugalhados de tanto beber café. Uma jornalista nata.

-toc, toc- disse Percy enquanto entrava. Ela não tirou os olhos da tela, apenas o chamou para sentar do seu lado com a mão. O moreno assim fez – Você se superou hoje, aquela cena no refeitório? Digna de Oscar.

-Eu não estava atuando. Achei que não tinha chances da Annabeth voltar – ela pigarreou enquanto se virava para ele – Tenho algo para falar de muita importância para mim e para você. Algo que descobri tem pouco tempo e eu estou querendo me matar por não ter dado importância ao assunto.

-Sério? Sobre o que exatamente? – Percy se ajeitou, curioso. Clarisse suspirou.

-Sobre eu, você, Annabeth e o ano passado.

Notas finais
Se eu fosse vocês daria uma relida no fim da primeira temporada, tem algumas coisas que vocês podem não ter dado importância e que voltarão na segunda temporada ~olha o mistério~. Mas é sério, alguém se lembra da pessoa anônima que enviou fotos comprometedoras da Annabeth para a Clarisse?
Enfim, deixem seus reviews! Tem muito fantasminha nesta fic ultimamente e isto não é legal.
Beijos e até o próximo!