O Que É Amor?

1 I just havent met you yet...


Notas iniciais
Oláaaa *-* venho com uma fanfic NejiHina que vai ser bem curtinha. Inicialmente, era pra ser uma one-shot, mas não achei que conseguiria organizar minhas idáias numa one, então resolvi fazer uma fanfic de poucos capítulos. Nessa fanfic, vou usar Hyuuga Yumi como mãe do Neji e Hyuuga Kou como mãe da Hinata. Peço desculpas se houver algum erro, eu mesma betei e sempre me escapa algo. Do mais, espero que gostem, boa leitura!

Desde pequena eu sinto um sentimento inexplicável pelo meu primo. Agora, com 20 anos, eu não sei se já sou capaz de explicar tamanho sentimento que aperta meu coração. Também não acho que seja explicável, independente na minha idade. Acho que a única coisa que posso fazer é rotular. Mesmo que rotulasse como amor, ainda anão saberia explicar o que é isso. O que é amor? Como ele aparece, e quando vai embora? Já que não havia... Já que não há chance nenhuma de estar com ele, já que era e ainda é proibido, eu quero saber como esse sentimento vai embora.


–xx-


– Hinata, esse é o seu primo, o nome dele é Neji. – eu me lembro de poucas coisas daquele dia, mas a apresentação de sua mãe é algo que nunca vou esquecer, porque foi aí que te encontrei, afinal.


Eu me escondia atrás da barra da saia da minha mãe, que você se recusava a chamar de tia. Você também sempre se recusou a me tratar como parte da família. Mas, em todo caso, nunca fomos uma família normal mesmo.


– Mãe, porque me trouxe aqui? – você estava furioso, e olhava pra mim da mesma forma, mas não podia ser diferente, não é? – Você sabe que o papai não gosta dessa gente.


Você levou um belo puxão de orelha, e se não fosse tão intimidador, eu realmente teria ido cuidar do seu novo vermelho causado pela titia. Eu era muito nova para entender porque o papai não estava lá comigo, já que poucas vezes eu saía só com a minha mãe. Eu era muito nova para entender muita coisa, mas não gostei de ser chamada de “essa gente”.


– O nome dela é Hinata.


Eu só me lembro de prestar atenção em outra coisa a não ser sua cara emburrada quando ouvi minha mãe dizer meu nome. Eu fiquei vermelha, e você revirou os olhos. E queria ter lembranças legais como a gente brincando no parquinho, rolando na grama e até fazendo piquenique. E apesar da minha memória ser igual a de um peixinho, esse não era o problema dessa vez. Você realmente não tinha sido legal comigo aquele dia.



–xx-


– Mamãe... – já haviam se passado quatro anos desde que eu te vira pela primeira e única vez. Eu não te culpo, já que minha família sempre foi isolada dos parentes paternos, eu só não imaginava por que.


Eu não ligava muito, já que não dá pra ter saudade daquilo que não conhece. E como eu não conhecia boa parte da minha família, eu não sentira falta. Mas eu te conheci, então você era um caso a parte.


– Hm? — minha mãe estava realmente concentrada em fazer um bolo de chocolate aquela tarde, mas doces não eram o forte dela.


Apesar desses quatro anos, eu não me esqueci de você. Eu queria saber por que minha mãe nunca mais tinha me levado pra te ver. Sabe, apesar da primeira impressão não ter sido muito boa, poderíamos nos conhecer melhor.


– Eu queria ver Neji de novo. – eu me lembro de ter me odiado por ter feito aquele pedido. Não gostava de pedir coisas que dariam algum trabalho pra mamãe. Ainda mais isso... Ela tinha me dito que você morava longe e que não ia te ver com frequência. Mas achei que depois de quatro anos, já tinha passado há muito tempo de “frequência”.


– Você ainda se lembra de Neji? – mamãe deu um sorriso simpático ao dizer isso, mas ela me parecia meio triste. Eu devia ter te esquecido?


– Claro que lembro, ele é meu primo e...


– Filha, tem uma coisa que você não sabe sobre a família de Neji. – ela nunca tinha me interrompido antes, então devia ser sério.


– Sobre a nossa família. – eu tentava não excluir nosso grau de parentesco.


Eu não tive uma boa impressão sobre o balançar de cabeça da mamãe quando eu disse aquilo. Ela estava negando o que, realmente? Até me passou pela cabeça que não fossemos primos de verdade. Mas eu me lembrava de você, éramos bem parecidos pra falar a verdade. Não tinha como não sermos parentes. E aquela ligação que me impedia de te esquecer? Com certeza era familiar.


– Filha, acho que você não vai mais poder vê-lo. – aquilo me pegou de surpresa, mas eu não interrompi, esperei que ela me explicasse. Eu sempre admirei muito a minha mãe, ia ouvir tudo o que ela tinha pra me dizer com toda a atenção do mundo. – O nome de seu tio, o pai de Neji, é Hizashi. Nós namorávamos antes de conhecer o seu pai. Vou simplificar, não quero encher sua cabeça de besteiras. Nós estávamos numa fase ruim há um tempo, nosso relacionamento não estava funcionando. Eu tinha certeza que Hizashi não era o homem da minha vida, e eu sempre fui muito romântica. – minha mãe sorria com as lembranças, mas eu me lembro do tom dela soar pesado, culpado. – Então eu conheci o seu pai, e o que senti por ele é algo que você vai entender quando crescer e encontrar o amor da sua vida. Não culpo Hizashi por querer cortar relações com o seu pai. Os dois, na verdade, são muito orgulhosos. Mas mesmo casado com a Yumi, que é uma mulher linda e adorável como você conheceu, Hizashi ainda acha que foi traído. Esse sentimento de traição é a impressão que ele deve ter passado sobre nós ao Neji. Seu primo é três anos mais velho que você, e pelo que eu pude ver, é muito parecido com o pai. Eu queria muito que seu pai e seu tio se reconciliassem, de verdade. Mas não acho que seja possível. Eu te levei aquele dia por impulso, não achei que quisesse vê-lo de novo depois da forma que foi tratada.


Eu ainda processava tudo muito mal na minha cabeça. Será que você não gostava de mim por ser filha de uma mulher que fez seu pai sofrer? Eu era uma criança, e naquela época, sentia algo forte por você, mas sempre achei que nossa ligação fosse familiar. Acho que pra você nem esse tipo de relação estaria de acordo. Você fazia jus à impressão que seu pai tinha sobre a nossa família. Eu não te culpo, nunca te culpei.


– Entendi – e foi a única palavra que eu disse, não queria trazer problemas á minha mãe, e era muito medrosa para ir falar com o meu pai sobre. Também, só tinha dez anos, quem iria me ouvir?


Eu compreendi que não podíamos nos ver, e ao longo dos anos fui me acostumando que não teria a sua presença por perto. Mas acho que o destino resolveu nos unir de novo, não é?


Continua...



Notas finais
Espero que tenham gostado! Palmas? Pedras?