O Quase Fim
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Encarei o mundo desértico, ninguém a vista, nem mesmo um acampamento militar, queria correr, mas acho que ficaria sem forças, tudo o que tenho é uma mochila, com dois pacotes de biscoito, uma lanterna e um pano, no qual eu estou me cobrindo agora, a grama aqui está meio alta, eu acho que aqui deveria ser alguma zona rural, porque ali á frente tem uma casa, em ruínas, parece ser de fazenda, não demora muito para eu pegar a minha mochila e caminhar até lá, para no meio do caminho, avisto um soldado, ele não deve estar muito feliz, como todos os outros soldados, ele está revistando a casa, me escondo em meio a grama alta, afinal não estou afim de ser explodida.
Esperei em torno de meia hora, até que o soldado sai com uma cara feliz, talvez porque tenha achado comida, o vejo carregando um saco, talvez de arroz, ele some por um tempo e depois aparece com mais dois soldados, eles saem do local, cheios de comida, espero mais alguns minutos, por segurança, não voltaram mais, tento a sorte e vou até a casa para ver se deixaram alguma coisa.
A porta já não existe mais, quer dizer, metade da casa não existe mais, passo pela sala, onde tem um sofá rasgado e algumas poltronas, uma televisão quebrada e estilhaçada no chão, resolvo nem tocar, mas pego um pouco do pano que sobrou do sofá, ele é vermelho, antigo, alcanço a cozinha, uma geladeira está caída no chão, abro-a, nada além de teias de aranha e poeira, abro os armários do balcão, poeira, e um copo roxo de plástico, meio quebrado, mas dá pro gasto. Abro o armário, onde, suponho que a família armazenava a comida. Acho uma garrafa de água, vazia, mas pego, para quando achar um rio, armazenar, nada de comida até agora. Abro outros armários, e pra minha sorte acho um saco de cereal na metade e macarrão instantâneo, entendo porque os soldados não pegaram, a dieta e rígida lá, eu tenho um pouco de medo, quer dizer, quem não tem. Saio da cozinha, não há nada lá a mais, subo as escadas de pedra, encontro um corredor, três portas, provavelmente dois quartos e um banheiro, entro na primeira que vejo, o quarto de casal, tem uma cama de casal de cabeça para baixo, uma cômoda e uma estante vazia, abro as gavetas, um lençol rasgado, já é algo para se aquecer e uma faca, algo para se defender, pego os dois, já é ótimo pra mim, saio da casa, atrás da casa tem um lugar de pedras com uma churrasqueira pela metade, com metade eu quero dizer grelha, talvez dê para fazer uma espécie de fogão, só que aquilo não vai caber na minha mochila cinza, enrolo a grelha no lençol que havia pegado.
Já é final de tarde e bom, eu estou encostada em uma árvore na beira de um rio, estava pensando em como faria fogo, como dormiria, se eu dormisse, e se fizesse fogo onde iria cozinhar, se eu tiver sorte, consiga encontrar uma nova casa, o que é meio impossível.Talvez se eu dormi, eu “sonhe” com alguma coisa.
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