O Quase Fim
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Acordo com a chuva me molhando, finalmente eu tinha dormido, não conseguia parar de pensar que eu poderia morrer, mas eu peguei no sono, finalmente. Agora meu problema é essa chuva. Pego minhas coisa e tento achar um abrigo.
Estou começando a ficar estressada, eu estou andando a mais de 2 horas, essa é a impressão que eu tenho, eu não tenho relógio para saber. No momento estou passando por um campo de trigo, como eu disse, essa é uma área de zona rural, mas eu acho que estou muito longe da casa dos donos desse campo de trigo, enfim eu tenho que seguir, eu não sei exatamente pra onde eu estou indo, no momento eu não sei onde estou, o continente é grande, eu quero chegar a uma cidade grande, lá tem prédios. Qual é a chance de você encontrar uma pessoa em 1000 no mundo? Acho que nem tenho chance. Eu queria cozinhar esse macarrão, não da pra ficar comendo só biscoito.
Ando até ver um rio, caminho até lá,na verdade um ribeirão, atravesso o rio, tem areia aqui,a partir de uma curva, vejo uma cachoeira, há várias grutas. Entro em uma. Tem umas pedras pego elas e formo uma “mini-parede de pedras em círculo” Lembro da grelha que peguei, coloco ela em cima e logo penso em cozinhar, o problema é, onde cozinhar e como fazer fogo.Argila. Sim, dá pra fazer um recipiente com argila.Subo mais um pouco e logo encontro a tal da argila, pego um bocado e levo para a gruta em que eu estava. Abro a mochila, mas há algo diferente, um pacote de biscoito sumiu, quem haveria pegado? Não havia ninguém ali, nem mesmo um animal. Um medo subiu a minha cabeça, eu estava tremendo. E se foi algum soldado? Mesmo com o medo, eu começo a moldar. Quando termino, decido dormir um pouco estou muito cansada.
Madeira caindo no chão. Acordo desesperada. Minha visão ainda está borrada, vejo uma sombra á minha frente, logo ela foca e é uma pessoa. Arrastando-me desesperadamente pra trás, consigo alcançar o bolso da minha mochila e pegar minha faca.
–N-ã-ã-o me machuque. – Falei com medo, e colocando a faca em direção ao jovem.
–Calma moça, você está dormindo aproximadamente á uma hora, desde quando eu cheguei, belo pote você fez em. – Disse o cara, pegando o pote de argila.
–Ei, me dê isso! – Eu disse tirando das mãos dele
–Tudo bem, mas eu vou acender o fogo aqui tá? – Ele disse pegando a madeira e colocando em baixo da grelha.
– Eu nem te conheço! E você já roubou meu biscoito! – Eu disse sentando mais perto do circulo.
–Biscoito? Eu não roubei biscoito nenhum! E meu nome é Mark. – Ele se apresentou, depois disso silêncio absoluto, ficamos naquilo por uns cinco minutos – Então, qual é o seu nome? Tipo, você não falou nada.
–Quantos anos você tem? Você pode ser um serial killer! – Eu disse, e ele riu.
–Dezesseis, fica tranqüila, não vou te matar – Ele disse terminado de acender a fogueira. Com o isqueiro que ele tinha. – Agora que você tem as informações, pode me dizer ao menos, seu nome?
–Jessica, meu nome é Jessica. – Eu disse. -Hã e obrigada por acender a fogueira.
–Vou te chamar de Jess, é melhor. – Mark disse. – De nada.
– Ta bom, né. – Eu disse, peguei a água e o meu copo roxo. – Quer água?
–Hm, não. Você tem algo que podemos cozinhar?- Ele disse, enquanto eu bebia a água, eu peguei o macarrão e entreguei á ele. – Como a gente vai cozinhar isso? Não temos uma panela.
–Quem disse? – Dei o pote á ele e ele sorriu.
–Gostei de você Jess, é inteligente. – Ele pegou o pote e colocou no fogo junto com a água e o macarrão.
Enquanto ele cozinhava, eu peguei o resto da argila e fiz uma ponta afiada, tinha um galho pra fora da fogueira, eu peguei e encaixei.
–Eu fiz uma lança. – Eu disse.
–Sério? Deixa eu ver. – Ele falou, pegando na lança. – Isso da pra pegar um peixe, Jess você é incrível! – Ele saiu da gruta e eu o segui.
–Peguei! –Ele gritou, com um peixe na mão.
Voltamos e ele colocou na grelha, é, comemos peixe com macarrão.
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