O Quanto Eu Te Odeio

5 4. Visitas Indesejáveis.


--Três meses depois--

Magali se arrastou para o banheiro, seus olhos ainda estavam fechados. Quando saiu do banheiro, ela encontrou Do Contra sentado no sofá.

— Bom dia. — ela sorriu.

— Bom dia.

— Ah, DC. — chamou. Seus olhos cravaram no corpo do rapaz.
— Continue. — ele pediu malicioso. Magali pigarreou.
— Chegarei mais tarde hoje, portanto, não farei o jantar. Então, se vire. — ela disse sorridente. Do Contra girou o próprio corpo.
— Virei. — ele abriu os braços rindo.
— Hahaha. — a gulosinha riu sem humor. — Vai pro circo. Se quiser carona, seja rápido. — ela fitou o relógio da cozinha. — Daqui a 10 minutos estou saindo.
— Pode deixar, mãe. — Do Contra soprou um beijo enquanto Magali entrava no quarto.

***

Magali entrou em casa dançando uma música imaginária. Ela parou quando ouviu alguns barulhos desagradáveis vindos do quarto de Do Contra. A gulosinha teve vontade de entrar no quarto e dizer que o apartamento não era um motel, mas ela desistiu. Magali definitivamente não queria ver o que ele estava fazendo, muito menos com quem estava. Decidiu não atrapalhar. Afinal, seria muito chato interromper o momento do casal. E no fim das contas, Do Contra não era má pessoa. Ele não merecia ser interrompido.

Magali chacoalhou a cabeça tentando se livrar de todos aqueles pensamentos inúteis. Ela tomou um banho relaxante e procurou algo comer. Em segundos estava sentada no sofá assistindo televisão. Na verdade, ela estava trocando de canal a cada segundo.

Os sussurros e gemidos cessaram. Magali resistiu à tentação de levantar e ver o que tinha acontecido.

— Keika, espera. — Do Contra gritou. Uma garota morena saiu do quarto. Seu cabelo preto estava um pouco bagunçado, os olhos castanhos selvagens encaravam Do Contra enquanto calçava o salto alto. Assim que ela terminou, correu para a porta.
— Boa noite. — ela acenou para Magali.
— Boa. — a gulosinha sorriu. Do Contra correu atrás da moça enquanto vestia uma calça jeans. Ele alcançou a mulher quando ela estava preste a abrir a porta.
— Espera. — disse agarrando a cintura da moça.
— Me solta, ou eu espalho para todo o mundo. — ela respondeu, lançando um olhar ameaçador para o rapaz. Sem pensar duas vezes, ele soltou Keika. — Humpf. — ela fechou a porta com força. DC suspirou, se jogando no sofá.
— Fez merda, né? — Magali riu.
— Não tem graça. — Do Contra bufou.
— O que aconteceu? — a gulosinha o abraçou.
— Você vai rir. — ele respondeu cabisbaixo.
— Não vou, não. — ela beijou a bochecha do rapaz.
— Sei que vai.
— Ok. Não quer contar? Eu já sei mesmo. — ela cruzou os braços. — Seu broxa.
— Não brinca com isso, garota.
— Broxou. — Magali riu alto.
— Não brinca. — Do Contra rosnou irritado.
— Eu não acredito que você broxou. — gargalhou.
— Ah é? — Do Contra agarrou os pulsos da garota, deitando-a no sofá.
— Para DC. — ela riu baixinho. — Eu estou falando sério. Sai. — ele ignorou totalmente. O rapaz se aproximou. — Idiota. — a gulosinha gritou, empurrando-o.

Magali levantou irritada.

— Eu vou te pegar. — ele mordeu os lábios.
— Não ouse levantar deste sofá. — ela ameaçou com um copo de plástico.
— Um copo? — o rapaz riu, arqueando uma sobrancelha.
— Nunca subestime um copo de plástico.
— Sei. — gargalhou. A moça arremessou o copo no rapaz, acertando em cheio a testa de DC.
— Ah, precisamos pintar o apartamento. — ela acenou enquanto entrava no quarto. — De amarelo. E antes do Natal. — gritou fechando a porta do quarto.
— Não gosto de amarelo. — ele gritou em resposta, massageando a testa.