O Psicopata Mora Ao Lado
1 Emily Thorn
Notas iniciais
As pessoas, são fáceis, muito fáceis de se manipular.O mundo está repleto de pessoas assim.Todas do mesmo jeito; Amam. Ponto fraco. Perdoam, outo ponto fraco. Mas, se eu fosse ficar falando de todos os pontos fracos , teria que escrever uma outra fic. Talvez até uma fic de auto-ajuda.E vamos combinar? eu não sou esse tipo de pessoa. Pessoas que tem bons conselhos para dar. Pois bem, tudo começou na minha infância.
Meus pais tinham uma relação complicada,acho que nem eles mesmo sabiam o que sentiam um pelo outro.Todos os dias eles brigavam, meu pai saía de casa, e ia beber em algum lugar. Minha mãe ia para a casa da mãe dela, e eu ficava em casa sozinho. Uma criança de cinco anos sozinha, no meio da favela. Minha mãe voltava uns 30 minutos depois de ter saído, já meu pai, muitas vezes passava dias fora de casa. Meus amigos? Todos marginais. Drogados, bêbados,traficantes. Com uma criação dessas, não é de se espantar, no que eu me tornei.
Em várias dessas saídas do meu pai, ele havia dormido com muitas prostitutas, chega em casa fedendo a sexo. Isso me dava muito nojo dele. Como ele podia fazer isso? e a pior era a minha mãe, ela o aceitava,não pior, ela o amava.Todas as noites, quando ele voltava, ela o abraçava, o beijava e dizia, que tudo iria ficar bem.
A minha unica salvação naquele bairro era uma garota. Seu nome era Emily. Emily Thorn. Ela tinha a mesma idade que eu quando a conheci. Tínhamos 11 anos. Ela morava na casa em baixo da minha . Ela era a única pessoa com quem eu conversava. Até que certo dia nós fomos á um parque que era perto de casa.
– Não seria bom se a gente vivesse juntos para sempre?- ela perguntou.
–Mas, nós podemos- respondi
– é? e como Marcos? — percebi a expressão de dúvida no rosto dela.
– Case-se comigo- ela empalideceu, ficou branca como a neve. Mais branca do que ela já foi, um dia! se é que isso é possível.
– o que? só temos 11 anos
– De que importa a nossa idade? Nós seriamos tão felizes juntos.
– De que importa a nossa idade? Seremos Felizes até o fim dos dias.
– tá- ela respondeu
– tá o que? — perguntei só para aborrece-la.
– Eu aceito me casar com você!- ela deu o sorriso mais lindo que eu já vi em minha vida.
– Sério?- perguntei abismado
– serinho, serinho.
Nós nos abraçamos enfim, eu seria feliz, pelo menos uma vez na minha vida, até eu morrer.
– Vamos fugir, para nos casar?
–pode ser- ela falou, mas ainda assim, observei uma insegurança nos seu olhos.
– Que tal sábado?- perguntei
– para mim tá bom- novamente percebi insegurança nos olhos dela, até que ela me perguntou- você sabe alguma coisa sobre fugir?
– Não- respondi, ela ficou mais branca do que estava, comecei a achar que ela ia passar mal.- Mas, e daí? Não estou do lado da minha mulher?
– quem lhe disse isso?- ela respondeu com um risinho- Ainda não sou sua mulher!
– Mas você não aceitou ser minha mulher?
– Não, quer dizer, aceitei,mas você ainda não me pediu formalmente.
Me ajoelhei para ela, pequei uma folha de uma planta do parque e fiz duas pequenas alianças. e perguntei:
– Emily Thorn, você aceita ser minha esposa?
– Claro que aceito, seu bobo.
E assim nós nos casamos, eu roubei um selinho dela, e ela logo corou . Depois minha mãe me chamou pelo portão de casa.
– depois a gente se ver- falei, logo depois acrescentei- minha mulher.
– Até sábado, meu amor.
E assim sai.
A tá ok. Já está na minha hora tenho que ir. Vou tomar um banho de sol agora. até mais!
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