Já haviam se passado 5 minutos desde que James Muller chegara ao ponto e parara de engatinhar pelos túneis da prisão de Hangleton City. Seu corpo exausto se mantinha da mesma maneira por aquele longo tempo. Ele suava e seu corpo inteiro latejava.


– Acabou... – pensou em voz alta, olhando a água subir e ficar na altura de seu estômago. Ele não queria morrer desse jeito.


Com um movimento rápido de suas mãos na água ele sentiu algo muito afiado rasgar devagar sua mão direita. Uma dor intensa pareceu surgir do nada e um fino rastro de sangue foi largado na água.


Seu rosto pareceu ficar pálido. Com a mão esquerda ele tentou se aproximar do local em que havia achado a ponta afiada e depois de alguns instantes, a mão sentiu uma picadinha. Ele apalpou o local e os olhos iluminaram-se.


– Só pode ser isso! – exclamou ansioso e incrédulo.


Ela continuava na água. A água subira até a altura de seu peito. O coração do jovem James disparou. Ele ofegava.


James posicionou o membro superior esquerdo estrategicamente e depois de tomar fôlego o puxou com toda sua força. Um pedaço da pedra saiu. Era enorme. Só tinha uma ponta, de metal, muito resistente. Ele conseguiu puxar a rocha que era igual ao ferro (resistente).


A respiração dele tornou-se insuportável. Não conseguia mais. O corpo parecia ter parado. Ele ergueu-se e ficou de joelhos. A água já passava de seu pescoço.


\" Eu não irei desistir agora! \"


Com a mão cortada, fortes pancadas foram desferidas na tampa, tentando abri-la. Ele deixara a ponta de metal para rasgá-la. Mas não havia funcionado.


Após alguns momentos pensando, James Muller sabia que não poderia mais esperar. A água já atingira sua boca. E então, ajeitando a pedra, lançou a mão direita com violência sobre a tampa e para sua surpresa ela abriu-se. Um homem mostrou seu rosto e uma arma de fogo foi apontada para o rosto do encharcado Sr. Muller.


– Imbecil, pensou que iria fugir? – perguntou o homem. O outro, dentro do túnel reconheceu-o na hora. O bigode mexeu-se bisonhamente enquanto ele falava. Sr. Stilt! – Levante-se ou eu coloco uma bala em sua cabeça!


Os dois estavam de pé, um na frente do outro, com uma mão estendida, carregando uma arma de fogo. O coração do ser que estava sendo mirado disparou.


– Por você ter feito isso, eu tenho um castigo muito bom... – começou ele, sorrindo. O chapéu de policial tapava um pouco do seu rosto. –... a morte!


O dedo indicador, posicionado para puxar o gatilho hesitou. Na verdade o Sr. Stilt inteiro hesitou. Então, James percebeu. O dedo se movia lentamente e quando chegou ao ponto máximo que arma podia aguentar, uma faca foi cravada pelas costas em seu peito. Exatamente no meio. James se jogou atrás de uma caixa ao seu lado.


O corpo do Sr. Stilt desabou no chão.


Morto.