No dia seguinte, nos jornais de Hangleton City a manchete era de que apolícia conseguira capturar o assassino de Billie. Todos na cidade ficaram muito felizes e até alguns ladrões e bandidos se assustaram. A polícia conseguiracapturar alguém tão perigoso? Eles nunca haviam respeitado eles, mas agora estavam com medo.

Já na cadeia da cidade, James dormia com baratas em seu corpo. Os escorpiões na maioria das vezes ficavam longe dele, mas agora estava em seu braço. Se o homem mexesse um pouquinho era atacado pela cauda levantada e pontuda do animal.

Umabatida forte na porta acordou o Sr. Muller que se levantou com esforço. Estava sujo. O escorpião havia fugido ao perceber que ele levantava-se.

A porta se abria e dois homens pulavam, imobilizando James no chão. Não deu tempo de reagir. Ele estavaimóvel e com medo.

– Venha... – e elesse levantaram. Os braços de James eram empurrados contra seu corpo. Eles chegaram numa sala e os homens tiveram que retirar suas calças e sua camisa. Deixaram-node cueca, não queriam ver o pênis dele, se bem que com o que iriam fazer, até que seria legal.

– Vocêirá dizer para o jornal que foi você que matouBillie! – gritou o homem. O bigode mexeu-se assustadoramente.

– Não irei fazer isso! – foram palavras que o Sr. Muller nunca deveria ter dito. Stilt sabia que ele iria negar.

De repente, pegaram uma mangueira enorme. Os homens sorriram maliciosamente e saíram do local. Sem mais delongas ligaram a torneira e começou os gritos. Um jato muito quente erajogado contra o corpo do ser humano. Era uma covardia.

James urravamais que antes de dor.

Os policiais pararam. O corpo queimado do Sr. Muller caiu no chão. A dor era insuportável. Ele não diria que não ou ia acabar morrendo por queimaduras de terceiro grau.

– Eu digo! – estava se contorcendo de dor.

Nesse momento uma moça lindíssima quase deu um grito. Estava na janela, ao lado de fora. Ela olhava e chorava. Aquele homem estava sofrendo muito e não tinha feito nada. Ela olhava desde o inicio para aquela brutalidade. Ao ver que os enormeshomens sairiam com o delegado Stilt, ela subiu rapidamente às escadas, que davam em uma portinha, logo na saída.

O delegado pegou o corpo queimado de James e o levou, junto de seus \"guarda-costas\" até a solitária. Ele então subiu as mesmas escadas em que amulherhavia subido. Lá eraum ambiente arrepiante. Apenas alguns lampiões, como dito antes, iluminavam aquelas escadas. Ele então abriu a porta da delegacia e deu de cara com repórteres do jornal. Ele ficou um tanto vermelho e seu bigode se mexeu um pouco.

– Todos nós já sabemos senhor Stilt. Você está torturando alguém que não fez nenhum crime! – disse uma jornalista com raiva, olhando nos olhos do delegado,que está com o cabelo em pé.

– Vocês não têm provas e... –

Ele foi interrompido rapidamentepor um repórter de cabelos lambidos para trás e um óculos redondo tapando os lindos olhos verdes. Ele era alto, mas não tanto e tinha um sotaque irlandês forte. Falou qualquer coisa que Stilt não entendeu então uma mulher, especializada em tradução disse quase que instantaneamente, ao ver o rosto do delegado.

– Olhe apenas o jornal... – e uma folha, deu para ver que era da primeira página, foi jogada nas mãos do policial, que leu atentamente a manchete.

\" MAIS DOIS ASSASSINATOS OCORREM EM HANGLETON CITY. OS DOIS TÊM ORGÃOS ROUBADOS E UMA MARCA DO DEMÔNIO EM SUAS TESTAS. \"

Os olhos estavam arregalados e o bigode parado. O delegado Stilt estava congelado. Não conseguia mexer nenhum de seusmembros ou a cabeça. Ele entrou nadelegacia rapidamente e trancou as portas. Os repórteres batiam na porta exaustivamente.

Stilt entrou em uma das portas da esquerda, onde estava escrito Luke Badwill.

– Luke, você precisa vir comigo. É imediatamente! – O delegado queria ver o corpo de Billie. Os dois corpos foram achados com marcas do demônio na testa. Ele não havia percebido se Billie também estava com aquilo.

Os dois saíram pela porta dos fundos. Quando a fecharam, deu para se ver uma placa de pedra grande, escrita \"Cemitério\". Ficava bem em frente à delegacia.

Com a expressão fechada, o Sr. Stilt abriu o portão do local, que fez um barulho irritante e logo após, suas pernas começaram a se mexer velozes. Não poderia esperar mais nenhum segundo sem ver o corpo daquele adolescente, chamado Billie. Eles passaram por diversas cruzes, onde estavam enterradas várias pessoas. Stilt conseguiu ver a sepultura de sua mãe e deixou uma lágrima cair de seus olhos e encostar no seu bigode bisonho.

– É aqui... – disse apontando para a cruz logo à frente.

Luke pegou uma pá, ao lado da cruz e começou a cavar. Ele jogava violentamente a pá contra a terra, cavocando. Enfim, depois de quase 30 minutos cavando, a pá bateu contra algo resistente. Um calafrio tomou conta do delegado Stilt por algum tempo.

– Tire o caixão... – disse frio.

Luke ficou com os olhos arregalados. Estava com medo e não queria mexer naquilo.Ao mostrar exatamente a figura do caixão, os dois cavocaram juntos,para abrir um espaço onde pudessem puxá-lo.

– Abra o caixão! – gritou o delegado para seu empregado depois de os dois juntos tirarem o caixão do buraco que haviam feito. O empregado com um esforço enorme fez o que seu patrão mandou e no outro instante estava chorando. Os dois ficaram boquiabertos e com os olhos arregalados.

– Ai meu Deus... – foi à única coisa que Stilt conseguiu dizer, ao ver o corpo do jovem Billie. Lá, em sua testa estava à marca do demônio, a mesma das outras pessoas que foram mortas. Seu corpo parecia estar com lepra. Algumas bactérias quase imperceptíveis se localizavam em váriasregiões do corpo do jovem. Estavam decompondo-o.

– O Sr. Muller não é o culpado... –

O céu tornou-se escuro e sombrio.

Notas finais
Final do Capítulo 3