O Príncipe e A Plebéia
7 Capítulo 7
Quinta — Feira, O pior dia da minha vida. Além de ter sido prova de Física e Química, Todo mundo estava sabendo do beijo que o Nick me deu. Todos olhavam pra mim e faziam fofocas com as outras. Para minha sorte, Lola estava do meu lado. Demorei mais do que o esperado pra fazer as duas provas. Química e Física são mistérios pra mim, mas acho que me sai bem, espero. Eu não vi a hora de chegar Sábado, pra poder pegar o boletim e sair logo daqui. Para o meu desagrado, Natalie veio atrás de mim para me chatear.
- Alexandra! — Ela gritou
- Oi Natalie, a que devo o desprazer? — Disse séria. Eu já tinha percebido que ela não tinha vindo até a mim pra fazer alguma pergunta, era pra me questionar de alguma coisa. Com certeza do Nick.
- Quem te disse que pode beijar o meu namorado?
- Hã?
- É isso mesmo que você ouviu! Ele é meu namorado.
- Espere. — Tentei segurar o riso. — Seu namorado? Mas você não estava com o Eddie?
- Quem te disse isso garota?
- Ninguém. Todo mundo viu! — Disse apontando pra todos os alunos que estavam no pátio. Ela ficou estática, e eu continuei.
— E eu não o beijei, ele me beijou. Agora se ele prefere a mim, eu não tenho culpa. Você não teve competência o suficiente para mantê-lo perto de você. — Aquilo a irritou profundamente, e ela estava pronta pra me dar uma surra. Eu também estava pronta, mas era óbvio que eu era que ia apanhar mais, já que a Natalie é bem mais alta do que eu. Mas, pra minha sorte e azar ao mesmo tempo, Nick a segurou e me encarou por algum tempo, como se eu fosse culpada.
- Tá olhando o quê? Quer me beijar de novo? — Disse pra ele num tom de ironia. Ele se virou e levou a Natalie junto.
Lola chegou em seguida, correndo e gritando :
- Rolou briga?
- Quase. — Disse bufando, indo em direção ao ponto de ônibus.
- Quem contra quem? Quem ganhou?
- Eu contra Natalie, e ninguém ganhou. Graças ao Nicholas. — Bufei novamente.
- Argh, sempre aquele viado. Ah amiga, o Nate dá de dez a zero nele. — Disse ela dando mais uma vez um de seus sorrisinhos. Ah, Lola e sua imaginação fértil.
- Cala a boca, Lola. — Disse entrando no ônibus.
- Ah amiga, desculpa. Não resisti. Mas, fala a verdade. Ele dá de dez a zero no Nick. — Ela sorriu mais uma vez.
- Não. — Disse séria.
- Ah, amiga. Fala sério!
- Não, ele dá de um milhão a zero no Nick. — Disse rindo. Ela também sorriu.
- Ah, tá vendo? Vocês foram feitos um para o outro.
- Tá bom Lola, não começa.
- Desculpa amiga.
- Está desculpada.
Chegamos na casa dela, a mesma coisa de sempre. Fomos para o quarto dela, estudamos para o último dia de prova, Inglês e Filosofia. Eu era boa em inglês, apesar de ter nascido em um país latino e ser alfabetizada no espanhol, Falo inglês fluentemente. Sei ler e escrever também, isso porque meu pai era Americano, e ele sempre me ensinou. Parecia que ele já sabia sobre o filme do Frederick e a viagem. Mas em compensação, Filosofia é um mistério pra mim. Mas a Lola era boa, e ela me ajudava. Depois descemos para jantar, voltamos para o quarto, e nos trocamos para dormir. Lola pegou a revista novamente, só que desta vez, ela não iria mais me perturbar com a história do Nate, mas agora ela estava sonhando com ela mesma.
- Brendan ou Gregory? – Disse.
- O quê você está falando?
- Nada não, coisa minha. — Disse ainda olhando pra revista.
— Sabe... — Disse olhando para revista. — O Brendan combina mais com você, até porque o Gregory tem namorada. — Isso fez Lola sorrir. Ela me bateu com a revista, e rimos à toa. Ela precisava de alguns sorrisos, já que eu não ia está mais lá a partir de sábado, e também por causa do Eddie. Ela ainda gostava dele, mas ela estava superando como ninguém. Ficamos conversando até umas 02h45min da madrugada. Mas nós precisávamos dormir.
- Amiga. — Eu disse.
- Fala amiga.
- Está sabendo do baile de final de ano da escola?
- A formatura?
- Não. — Disse me sentando. — Da festa, depois da cerimônia de formatura.
- Ah, sim. Estou sabendo. Por que a pergunta?
- Você vai?
- Não. — Disse também se sentando. — O Eddie vai está lá. É ele que está organizando a festa com a galera.
- Hum.
- E você, vai?
- Não. Esqueceu? — Disse fazendo uma careta
- Ah tá, a viagem. Mas... — Ela hesitou e olhou para a revista de novo.
- O quê foi amiga, pode falar. — Disse chamando sua atenção.
- Você nem vai ficar pra formatura?
- Ah meu Deus! — Eu tinha me esquecido totalmente da formatura. Como eu ia fazer agora? Eu tinha combinado com a minha mãe que eu iria pegar o boletim e em seguida, iria pra Londres.
- Lola, posso usar seu telefone? — Perguntei timidamente. Ela fez uma careta séria, afinal, eu iria fazer uma ligação internacional.
- Vem. — Disse ela me puxando pra descer a escada. Por sorte, a mãe dela me deixou fazer a ligação. Disquei o número que a minha mãe tinha me dado lentamente para não errar. O telefone chamou duas vezes até ela atender.
— Alô?
- Mãe?
- Oi filha, tudo bom?
- Mais ou menos.
- Ah, o que houve?
- Ah mãe, nada de mais. É que... Eu posso ir pra Londres depois?
- Depois, quando? — Seu tom de voz alterou.
- É que vai ter a formatura.
- Ah meu Deus, Alex! — Ela praticamente gritou no meu ouvido. — Caramba, você foi lembrar disse agora?
- Mãe, não é minha culpa. Eu pensei que não ia ter.
- Ah, então você quer ir pra Londres depois da formatura?
- Isso.
- Tudo bem, pode ficar mais um pouco.
- Aaaaah mãe, valeu. — Fiz um sinal de positivo pra Lola, que fez a festa.
- Sabe quando vai ser a formatura? — Eu olhei pra Lola e fiz a mesma pergunta, ela disse e eu passei pra minha mãe.
- Terça — Feira.
- Tá bom, Domingo estarei aí.
- Mas mãe e o filme?
- Eu não posso perder a formatura da minha filha.
- Tá bom mãe, beijos
- Beijos filha, te amo. — Disse desligando.
Agradeci a Dona Samantha, que voltou para seu quarto dormir e abracei a Lola.
- Eu vou pra formatura!
- Você vai pra formatura! — Disse me abraçando e pulando junto comigo. Quando olhamos para o relógio, já era quase cinco horas da manhã.
- Lola, vamos logo dormir. Daqui a pouco já é hora de ir pra escola.
- É mesmo. — Disse aos risos. — Ainda bem que é o último dia de prova.
- Pois é. — Disse subindo as escadas. Logo que chegamos no quarto, deitamos na cama e pegamos no sono.
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