O Príncipe Solitário.

11 Capítulo 11- Surpresa!


Capítulo 11

Surpresa!

Sonhos podiam até se realizarem, desejos podia se tornar reais quando corríamos atrás deles, mas o que acontecia naquele momento na minha vida não fora o que de fato um dia planejara. Eu sonhava com o dia em que pudesse me casar com Yamcha, quem sabe ter filhos, construir um lar estável e feliz. Porém isso estava no passado por completo. Havia compreendido que meu sentimento por ele não se comparava com o que eu sentia por Vegeta. O amor que nutria por aquele sayajin irritante era muito maior e genuíno, estávamos ligados por algo muito além de uma compreensão razoável. A partir dali passei a acreditar em destino.

Entrei no meu quarto depois de um dia meio estressante de trabalho no laboratório e ele já me esperava, encontrava-se sentado a minha escrivaninha e observava algumas fotos antigas, as quais eu estava com Goku e os outros, inclusive Yamcha.

– Achei que iria treinar até tarde hoje? – me aproximei dele e o abracei pelas costas.

– Você mudou bastante.

– Eu sei – ri e peguei uma foto em especial. – Uau! Eu nem lembrava mais dessa foto.

Era a foto do dia do casamento de Goku e Chichi.

– Kakaroto não parece muito à vontade nessa foto.

– E com certeza não estava! – ri novamente e lembrei nostálgica daquele dia, pois como em poucos momentos todos os amigos estavam reunidos. – Goku se casou achando que casamento era algum tipo de comida.

Vegeta arqueou uma sobrancelha, meio confuso e resolveu pegar outra foto.

– E por que obrigou não esse verme a se casar com você?

– O quê? – atônita, pisquei várias vezes. – Já expliquei porque não nos casamos, Vegeta!

– Acho que você é muito independente para ter feito isso.

– É mesmo, senhor “sabe-tudo”?

Sentei em seu colo, obrigando-o a deixar de lado aquelas fotos antigas e a me beijar.

– E o que mais sabe sobre mim, heim?

Ele sorriu meio sem jeito, mas não ficou em silêncio como na maioria das vezes em que eu o indagava.

– Acho também que está ganhando peso.

Assustada com aquilo fiquei petrificada por alguns minutos e sem respirar. Como assim? Eu estava gorda?

– Bulma? – Vegeta me observou especulativo. – O que você tem?

– Eu... eu... eu ... estou gorda? – quase não consegui falar.

– Mas... continua bonita se isso lhe deixa mais aliviada.

Então corri para o espelho do banheiro para olhar meu corpo minuciosamente.

– Como é possível??

– Acalme-se, Bulma! Não ligue para isso, isso não mudará você!

Suas palavras me surpreenderam e me senti meio emocionada, de algum modo era bom ter um homem sincero como Vegeta ao meu lado, pois sabia que mentiras não eram de seu aspecto.

– Eu sei... – eu sabia o que se passava comigo.

– Você é linda não importa quantos quilos ganhe – ele se encostou na pia ao meu lado e cruzou os braços. – E acredite... esta é a primeira e a última vez que me ouvira falando isso, então nunca se esqueça.

Abri um sorriso e me convenci, logo o abracei com carinho e o beijei intensamente.

– Eu preciso contar uma coisa muito importante, Vegeta.

– Conte.

Vegeta esperou que eu contasse, mas não consegui. O que havia para lhe falar fora muito delicado, talvez não me compreendesse inteiramente.

– Eu... eu o amo... – e desisti no último segundo.

Sem titubear, ele me segurou com força e desabotoou minha calça rapidamente, tirou minha blusa e abaixou minha calçinha. Quase todos os dias fazíamos amor, ou melhor, quase todas as noites. Às vezes somente dormíamos juntos, principalmente quando Vegeta mal falava comigo pela casa e treinava até tarde, então durante a madrugada chegava de mansinho e deitava ao meu lado na cama, abraçava-me e falava achando que eu não estava ouvindo que eu “era a sua princesa”.

Não havíamos falado sobre compromisso desde a nossa conturbada reconciliação há dois meses, na verdade não conversávamos com muita freqüência e ao invés disso me chatear, pelo contrário, ficava bem relaxada e mesmo, sentia que Vegeta também ficava mais à vontade. Em algumas ocasiões eu relatava como havia sido meu dia e contava sobre coisas interessantes da Terra e ele somente prestava atenção em mim, jamais perdendo seu lado austero. Desse modo, damos um início ao nosso relacionamento, sem pressão, sem pressa ou grandes tropeços.

– Vegeta... ahr... – respirei fundo quando ele se abaixou diante de mim. – O que vai faze...

Ele afastou minhas pernas e afundou o rosto ao meio do meu sexo, provando-me de uma forma diferente. Sempre me surpreendia com aquele sayajin! Como ele podia ser tão diverso e ao mesmo tempo tão autentico? Entretanto mais nada importava quando se tratava de estar ao seu lado.

Naquela noite fizemos amor ali, na pia do meu banheiro e depois dormimos juntinhos na minha cama e um pouco antes de amanhecer, Vegeta saiu do meu quarto sem me acordar.



– Bom dia, mamãe! – dei um beijo em seu rosto ao entrar no amplo jardim.

– Bom dia, querida! – sorriu cuidando de algumas flores.

– Acho que hoje vou tomar um pouco de sol na piscina.

– Ótimo, meu bem, está fazendo um dia muito bonito.

Enquanto caminhava na direção da piscina, senti a minha cabeça girar muito forte e desmaiei.



– Bulma!... Bulma!... Está me ouvindo?

Alguém me chamava e uma luz ofuscava meus olhos.

– O quê... o quê... onde estou? – perguntei ainda grogue.

– Está em seu quarto. Não se recorda do que aconteceu, Bulma?

Reconheci a voz da médica da minha família e me preocupei de imediato.

– O que aconteceu comigo? O que eu tenho, doutora?

– Acalme-se. Está tudo bem. Você desmaiou repentinamente no jardim, mas agora eu já sei o que está acontecendo.

– Eu estou doente? – pelo fato de não estar me sentindo muito bem, continuei preocupada.

– Está grávida, Bulma! Grávida de dois meses e uma semana.

– Ah! – tentei disfarçar meu nervosismo, pois já sabia que esperava um filho.

– Ouh... grávida! – vi mamãe despencar no chão com a notícia.

– Meus parabéns, Bulma! E não se esqueça de fazer todos os exames necessários para o acompanhamento da sua gravidez – a doutora arrumou seus equipamentos e assinou uma receita para me entregar. – Tome esse remédio se tiver muitos enjôos... Boa noite Sr. Briefs!

Observei a médica sair ao passo que papai entrava no meu quarto, deparando-se com mamãe desmaiada.

– O que aconteceu aqui?

– Mamãe... desmaiou.

– Por que motivo? – ele a ajudou a se levantar.

– Nossa Bulminha... terá um bebê!

Arregalei os olhos e temi a expressão inquisitiva de papai.

– Por acaso o pai dessa criança... é o Vegeta, Bulma? – sua indagação foi direta.

– Ahn... – sem conseguir falar, balancei minha cabeça em positivo.

– Acho que somente uma mulher com personalidade como a sua para conseguir entender o Vegeta!

Eu tive medo de papai me julgar ou me dá sermões, mas acho que não era segredo o meu envolvimento com Vegeta.

– Espero que esse filho traga muitas felicidades a vocês dois, querida – papai beijou-me na testa e depois saiu com mamãe, deixando-me sozinha.

– Grávida... Estou grávida do Vegeta! – devagar acariciei minha barriga ainda reta. – Ele nunca vai aceitar esse filho mestiço... Isso ferirá o seu orgulho de príncipe dos sayajins... Uma hora vou ter que contar isso para ele.



O dia passou rapidamente, porém não quis sair do meu quarto por nada, as fases dos enjôos haviam me assolado finalmente e isso me deixou com mal-estar.

– Bulma? – Vegeta me chamou e me encontrou sentada no chão próximo a privada. – O que há com você?

Fitei seu rosto preocupado e especulativo e soube que fora o momento certo de falar sobre a gravidez.

– Eu estou bem... só meio enjoada – me levantei e lavei meu rosto. – Vegeta... precisamos conversar, eu sei que não fazemos isso com... frequência, mas... eu preciso falar uma coisa.

Virei e o encarei de modo sério, naquele segundo um leve calafrio percorreu meu estômago.

– Lembra quando disse que eu estava ganhando peso?...

– Você está esperando um filho meu!

Atônita, por pouco não tive um ataque de apoplexia. Como ele sabia? Como podia saber que eu estava grávida e de um filho dele? Por Kami-Sama, o que estava acontecendo ali?

– Com... com... com... como você soube? – senti todos os meus músculos retesarem.

– Sei que vocês mulheres humanas sagram todos os meses sem morrerem – ele virou de costas para mim e continuou. – E... você não sangra a mais de dois meses, então deduzi que... algo estava acontecendo... e também... ouvi no dia que você falava com a esposa do Kakaroto sobre uma possível gravidez.

– Isso foi a mais de um mês! – falei bastante abismada ao lembrar da ligação que fiz para Chichi.

Então, um silêncio constrangedor ficou no ambiente e sem jeito fui para meu quarto e deitei na minha cama.

– Bulma?

– Sim?

Estranhamente Vegeta deitou-se ao meu lado e olhou para mim sem demonstrar raiva ou rejeição, na verdade seu rosto estava bem neutro.

– Eu não me importo que você não tenha me contado sobre isso.

– Não contei nada... porque tinha certeza que iria rejeitar esse filho, Vegeta.

– No início não gostei de saber que poderia ter um filho mestiço... mas depois me lembrei que o filho do Kakaroto é muito mais forte do que o próprio Kakaroto mesmo sendo um mestiço... De alguma forma a mistura das raças deu um resultado muito poderoso – assustadoramente um sorriso surgiu em seus lábios. – “Meu filho” pode ser muito mais forte que o mimado do Gohan.

– Então é por isso?? – levantei em um pulo e o fitei colérica. – Você só não rejeitou esse filho que espero, porque acha que ele pode ser mais forte que Gohan??

– Por que outro motivo eu iria querer ter um filho com uma humana? – ele disse com uma frieza que me doeu no coração.

– Eu não acredito no que estou ouvindo! – lágrimas desceram dos meus olhos. – Você e sua rincha idiota com o Goku sempre! Pois fique sabendo que esse filho será somente “meu”!!!... Eu não quero que você o odeie caso ele não nasça tão poderoso quanto você ou Gohan ou Goku!!

– Ótimo... eu não tenho tempo a perder... e não pretendia ter um filho com você!

Assim, sem mais nem menos Vegeta saiu do meu quarto pela janela e meu coração pareceu ser perfurado por um milhão de agulhas ao mesmo tempo e minha alma doía de uma forma imensurável. Meus dias felizes com o meu príncipe haviam terminado.



Notas finais
Olá a todos ou à todas que leem minha singela "fic", muito orbigada pelos comentários, vocês não sabem como isso dá um grande estimulo para um autor. Desculpem por não postar com mais frequência, mas é como disse algumas vezes, faço faculdade e meu tempo é corrido, porém fiquem tranquilos que irei até o fim com essa fic e quem sabe eu possa estar escrevendo outras sobre Bulma e Vegeta... Beijos carinhosos!!! E aproveitem o capítulo...