O Príncipe E A Plebeia.

17 ‘’O casamento - Parte II’’


Notas iniciais
Desculpem qualquer erro e vamos lá... Capítulos finais rs :/

O hospital de Gothan City estava lotado de pacientes, muitos convidados para o casamento de Shayera e John que havia acontecido na mansão de Bruce Wayne, estavam agora em observação. Shayera que estava grávida foi a primeira a ser atendida e Graças aos Céus estava tudo bem com mãe e bebê, assim como os outros convidados, todos estavam bem, exceto Bruce que havia sofrido uma fratura na cabeça, Diana, dois policias que haviam sido os primeiros a atender o chamado da polícia e Selina Kyle que estava em cirurgia.

– O senhor tem alguma resposta? – Perguntou Clark no momento em que viu o Policial entrar no hospital. O homem parecia muito cansado, tinha em torno de uns 40 anos e estava completamente desnorteado, aparentando muito mais idade que na verdade tinha, seus olhos estavam vermelhos e ele parecia muito inquieto assim como alguns de seus homens que estavam muito preocupados com os outros policiais que estavam internados em estado grave no hospital também.

– O jardim em torno da mansão... – Ele disse apertando seus olhos entre os dedos. – Estava com algumas dinamites enterradas... – Ele disse aquilo olhando para frente e depois encarando seus próprios pés. – O esquadrão antibombas esta lá agora, desativando as bombas, escavando o jardim da mansão, FBI está lá também, vasculhando os cômodos da casa a procura de algo em que nos leve atrás de algum culpado, mas, apesar disso tudo, foi uma sorte, poucos feridos. – Ele disse forçando um pequeno sorrindo olhando para a frente, encontrando sua esposa que estava sentada a alguns bancos a frente de onde Alfred, Shayera e John estavam.

– O senhor já sabe quem possa ter feito isso? – Wally perguntou em seguida, o ruivo estava tão preocupado, tão cansado. Pelo corpo havia alguns arranhões, marcas de queimaduras, mas assim que chegou ao hospital, logo me seguida recebeu a alta, assim como seu marido Clark.

O policial negou com a cabeça.

– Vocês precisam fazer alguma coisa, minha irmã, ela está em estado grave, sabia? – De repente Wally explodiu. – Minha outrs irmã podia ter perdido o bebê que ela esta esperando... Uma moça perdeu uma perna lá... – Clark tentava acalmar o ruivo.

– Wally, por favor! – Gritou o moreno. – Você não vê que ele esta sofrendo também? Respeite!

Clark murmurou um pequeno ‘’sinto muito’’ e olhou feio para Wally.

– o senhor me desculpe, eu estou tão nervoso, me desculpe... – Wally despejou as desculpas para o policial.

–Tudo bem, ainda não fazemos ideia de quem possa ter sido, provavelmente alguém que odeie Bruce, não sei... Vamos continuar investigando, mas primeiro, com licença... – Disse o policial se afastando e indo até o balcão de informações.

– Sabe Clark, o filho deve esta aqui, foi trazido logo após Diana e Bruce, o filho dele teve o braço amputado por uma das bombas, pegar esse louco será uma questão de honra para ele agora.

***

– Coisas boas não podem continuar a acontecer com você, não é? – Bruce ouviu uma voz que fez algo dentro de si acordar, ele ainda estava muito cansado e desnorteado da explosão, seus ouvidos haviam sido afetados também. Seus olhos se abriram para a luz e tudo o que ele pode ver foi branco, um branco que chegaria a secar seus olhos. Demorou ainda alguns segundos para que a luz se ajustasse a seus olhos.

– Você sabe que ela me pertence, de corpo e alma... Ela é meu sangue e ela pertence a mim... – Essa voz continuava a martelar em sua mente, mas ele não conseguia mexer sua cabeça, não conseguia mexer seu corpo, não conseguia sentir suas pernas, ele estava entrando em pânico.

– Você tem ódio de mim? Mas você irá fazer a mesma coisa que eu fiz com ela, você a usou, você a forçou a transar com você, usou o corpo dela e agora vai abandonar Diana, você é tão safado, Bruce... Você vai perder a Diana, sabe por quê? Por que ela vai me amar, do mesmo jeito que ama você, eu vou envenenar ela contra você de todos os modos que eu conseguir e por último eu vou tirar aquela criança sua, e vou fazer dele meu filhinho também...

A voz continuava lá, na sua cabeça, fazendo ele se desesperar, querendo se debater, querendo se levantar e proteger sua princesa e seu filho.

A imagem de um velho com barba branca, dentes amarelados e tortos, com olhos azuis tão escuros que poderiam chegar a negros, o deixavam aterrorizantes ainda mais quando se podia ver a perte interna da arcada dentária do homem, com um grande buraco no meio da bochecha esquerda – A facada – Bruce se lembrou, Diana havia feito àquilo quando tinha apenas 9 anos, aqueles olhos eram tão profundos, aquele sorriso tão psicótico, aquele homem tão louco.

– Olá garanhão. – Disse Charlie sorrindo. – Tudo bem, tudo bem... Você não precisa responder, nem ao menos se levantar para um abraço, afinal, você é meu genrinho querido, hihi. – Ele disse sorrindo. – Olha essa vacina aqui... – Ele praticamente esfregou uma vacina no nariz de Bruce. — Ela te imobilizou todo. – Charlie começou a rir baixinho – Você vai morrer... Vai morrer... Vai morrer... – Ele começou a cantarolar. – Mas quem diriiiiiiiiiia, o famoso Bruce Wayne se casou com uma vagabunda, órfã... Sabia que ela já deu pra mim? A é, ela não parava de chorar, era sempre a mesma coisa, só sabia chorar, mas era tão gostoso, ela era tão apertadinha... Ela ainda é, não é? – Charlie sorriu mostrando ainda mais os dentes fazendo o buraco se abrir ainda mais.

Ele se afastou de Bruce, e voltou segundos depois com um travesseiro.

– Diana é minha... Minha. Você já percebeu o quanto aquela morena é gostosa? – Ele riu. – E depois de tudo ela vai voltar a fazer tudo o que eu gosto, vou ensinar ela tudo o que faz o pequeno Charlie feliz... – Charlie segurou o travesseiro com as duas mãos. – Adeus meu querido, mas não se preocupe, Alex e Diana estarão comigo... Eu vou cuidar tão bem deles, vou dar tanto carinho para eles...

E então o travesseiro foi colocado contra o rosto de Bruce, o apertando, o sufocando, tirando a esperança e o ar de Bruce.

***

2 SEMANAS ANTES.

– Nós deveríamos ter mais filhos – Disse Diana sorrindo ao ser abraçada por Bruce.

– O que eu acho dessa ideia? – Disse o moreno sorrindo contra os cabelos negros de Diana. – Eu acho maravilhoso, talvez mais uns 3, no mínimo! – Disse Bruce fazendo Diana se virar surpresa para ele, em seguida dando um tapinha em seu braço.

– Amor, eu não acho que daríamos conta de quatro crianças. – Ela disse um pouco pensativa.

– Somos uma dupla imbatível, daríamos conta de 200 se quiséssemos você sabe que com você e por vocês sou capaz de tudo. – o moreno sorriu e então se aproximou mais de Diana dando um beijo suave em sua testa, em seguida mais um beijo em seu queixo e por fim, um último nos lábios.

Eles estavam sentados no jardim, Alex dormia no bebê conforto ao lado dos pais, sentados contra uma árvore, sob uma toalha xadrez de vermelha e branca, as comidas espalhadas sob a toalha junto com alguns brinquedos do pequeno e as taças de vinho tinto suave em suas mãos.

– Sou capaz de tudo por vocês também... Tudo. – Disse a morena se aconchegando mais aos braços do marido enquanto ele fazia carinho em seus cabelos.

Bruce nunca havia se sentido daquela forma antes, ele nunca havia se entregado para alguém como havia se entregado para Diana, ela era sua luz, ela o guiava quando sua cabeça ficava muito enevoada, ela o fazia rir quando as lembranças amargas do passado assombravam sua mente.

E havia também seu filho, seu pequeno Alexander, aquela criança que era tão pura, tão alegre, tão cheio de vida e que assim como Diana, havia trazido luz para ele, com aqueles olhinhos azuis tão expressivos, sua vontade de aprender, era tão bom ter alguém para cuidar, proteger... Sua esposa e seu filho eram tudo para ele, tudo...

– Eu topo. – Disse Diana depois de alguns minutos, seus olhos estavam fechados, sua expressão relaxada, ela estava em paz. – Eu topo ter filhos com você, quantos você quiser, mas só se você me prometer que vai ser meu príncipe para sempre.

Ele não pode deixar de sorrir até sua boca doer e então começou a dar pequenos beijinhos pelo rosto da morena que continuou com os olhos fechados, mas que não parava de sorrir também.

– Claro que eu prometo, quando você vai entender que você é a única na minha vida, minha luz? – Ele disse aquilo num sussurro. – Sem você eu morro Diana.

A morena abriu os olhos e se levantou, sentando em uma outra posição, entre as pernas de Bruce.

– Talvez se adotássemos eu não posso ter filhos... – Ela disse abaixando seus olhos para a camisa de Bruce e tentando desabotoar sua camisa.

– Por quê?

– Tenho Lúpus. – Ela disse séria olhando diretamente nos olhos cinzas do seu amado. – Eu não recebi o tratamento adequado quando criança, só depois dos 11 anos, posso ter abortos espontâneos sem parar, um filho meu pode nascer com retardo de crescimento e até mesmo nascer antes da hora, eu não quero trazer ninguém no mundo para sofrer, não quero Bruce...

– Ei.... Xiu... – Ele disse abraçando a morena e a colocando contra o seu peito. – Vamos cuidar disso, se você quiser nós não tentamos, temos o Alex, não é? Já temos o nosso bebê, se você se sentir pronta para tentar um dia, então nós tentaremos, enquanto isso, eu cuido de você e do pequeno, enquanto eu tiver vocês, eu tenho tudo.

***

Naquele momento em que o ar faltava de seu pulmão Bruce chorou, porque ele soube que iria perder tudo, o crescimento do pequeno, os braços carinhosos de Diana, Alfred seu mordomo, amigo e parente, seus amigos, sua chance de fazer Diana rir todos os dias, a chance de ver seu filho ser ainda melhor que ele.

Charlie ria, sim, tudo estava indo como ele planejava, ótimo, agora ele pegaria Alex no berçário onde estava sendo monitorado, e depois pegaria Diana, ele teria sua família, a mamãe, seu bebê e ele o papai...

E então ele forçou ainda mais o travesseiro contra o rosto imóvel de Bruce que em momento algum lutou, ou ao menos emitiu qualquer tipo de som, tudo estava fácil demais

Tudo estava dando certo, ele riu novamente...

***

Sua cabeça latejava sem parar, a sua frente à escuridão era tudo o que ela via e então percebeu que nem mesmo seus olhos estavam abertos, forçou sua memória para lembrar de algo mais, mas era impossível. Sua última lembrança fora estar ao lado de Bruce encarando uma mulher completamente deslumbrante e então, sentiu sua cabeça pender para trás, assim como todo o seu corpo, com uma coisa quente lhe invadindo primeiro as palmas das mãos e então seu rosto como chamas... Até seu corpo ser jogado para alguns metros atrás de si, sendo jogado contra algo incrivelmente duro. Ela não conseguia dizer, mas sabia enumerar cada costela fraturada e cada machucado que ela tinha pelo corpo e naquele momento, tudo doía.

Seus olhos não obedeciam a seus comandos, assim como suas pernas e ela se sentiu presa em alguma superfície gelada, um medo tão primal quanto a própria morte lhe tomou o coração. Tentou respirar melhor, mas isso também era impossível, suas costelas estavam em frangalhos, ouviu alguma voz sobre si, mas sua mente não conseguia registrar as palavras. E então, ela caiu mais uma vez na mais profunda inconsciência.

Abriu os olhos algum tempo depois e percebeu que estava no hospital, o quarto branco, com cheiro de água sanitária fez Diana ter vontade de vomitar.

Seu corpo estava tão dolorido, suas mãos estavam como duas brasas e então depois de alguns segundos ela conseguiu – com um esforço surpreendente – levantar suas mãos de encontro a seus olhos, ambos estavam enfaixados, mas ela soube, suas mãos haviam sido queimadas, tentou se lembrar se alguma chama havia pego seu rosto e se lembrou apenas de cair em uma superfície, suas costas estavam em talas que estavam presas ao seu corpo.

Seu coração se apertou naquele momento, e ela soube que algo ruim estava acontecendo com alguém que ela amava, será que alguém havia morrido naquela explosão?

Seus olhos estavam em lágrimas antes mesmo que ela tivesse tempo de pensar. ‘’ Aquela mulher, ela estava tão próxima de Bruce, e então ela deu apenas um passo e a explosão se voltou para nós... Bruce... ‘’ Diana mesmo sem conseguir, mesmo sem forças, fez de tudo e depois de longos e dolorosos minutos, ela estava de pé, e descobriria nem que fosse a última coisa que ela faria na vida, ela descobriria o que havia acontecido com Bruce.

No momento em que ela enfim conseguiu chegar até o corredor, ouviu um alarme soando e vários enfermeiros passando por ela, sem ao menos percebê-la correndo com desfibriladores, com maca, chamado a polícia, ouviu as palavras ‘’Tiro’’ ‘’Morto’’ ‘’Homem’’ ‘’Policial ‘’Corpo sendo entregue na necropsia’’, ‘’1 pessoa em estado grave’’ ‘’Estuprador’’ fez o coração de Diana falhar uma batida e antes que ela percebesse, ela havia vomitado, ela estava a ponto de desmaiar novamente.

Notas finais
Galeraaaaaa 572 acessos! o/// Quero agradecer de coração a cada um que esteve me acompanhando durante essa história, que foi e esta sendo muito maravilhosa de se escrever, é para vocês! E principalmente aos meus amiguinhos lindos e maravilhosos que comentam em todos os capítulos, sou incrivelmente apaixonada por vocês, de verdade! Nunca respondo, vocês sabem, mas leio todos e guardo no meu coraçãozinho! s2 Quero muitos comentários nesse capítulo, com ideias de vocês, o que vocês esperam do ''possivelmente'' último capítulo? Gostaram do que aconteceu com a Selina? Achei que peguei um pouco pesado, mas enfimmmmmm, Bruce terá que se explicar muito com Diana, não é? Isso, se ele sobreviver... SE. :p Até o próximo :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.