Notas iniciais
Estão gostaaaaaando? *-*

- Como meu pai está Doutor? – Pergunta Bruce quando o Doutor Paul sai do centro cirúrgico. Com uma aparência cansada, o médico gorducho simplesmente não consegue olhar nos olhos do herdeiro de seu grande amigo.

- Sinto muito Bruce, mas seu pai... Ele, ele não resistiu. – Disse o homem tão alto quanto Bruce que neste momento tirou os óculos e enxugou as lágrimas que caiam.

- Eu sinto muito. – Disse Diana segurando na mão de Bruce e a apertando.

- Ele estava num estado muito avançado de câncer e o acidente também ajudou bastante, ele já estava muito cansado e fraco. – Disse o doutor com pesar. – Eu sinto muito filho, sinto mesmo... – Aquilo deixava Diana com lágrimas nos olhos. – Você sabe o quanto eu gosto de você Bruce e o quanto seu pai fez pelos meus filhos, minha mulher e eu , eu sou... Era... Muito ligado a ele. – O Doutor colocou a mão gorducha no ombro de Bruce. – Eu sinto muito Bruce, no que você e sua mãe precisarem, vocês podem contar conosco.

- Muito obrigado Doutor, mas minha mãe está em Miami, eles estavam se separando, eu.. – Bruce estava cansado – Eu... Eu não sei o que fazer agora...

- Tudo bem, pode deixar comigo – Disse Diana segurando a mão de Bruce. – Vamos informar a sua mãe, vamos resolver tudo. – Disse ela.

- Com licença. – Disse o doutor se afastando da área de espera.

- Vamos resolver tudo, você está me ouvindo? – Disse Diana se posicionando de frente com Bruce e colocando suas mãos em seu rosto para que assim Bruce pudesse ver a verdade em seus olhos. – Eu não vou te abandonar, nem agora e nem depois. – Disse ela por fim.

E assim eles o fizeram, ligaram para Martha Wayne e contaram a notícia, apesar de ambos estarem se separando, Martha ainda amava muito Thomas, e Bruce então contou a ela que seu pai somente se separou de sua mãe para poupar-lhe o sofrimento que o câncer traria na vida de ambos.

- Quando nos casamos, prometemos que cuidaríamos um do outro na saúde e na doença, eu o amava tanto – Dizia Martha aos choros.

Martha Wayne era uma mulher linda, forte e simpática, mesmo com 50 anos era maravilhosa, cabelos loiros e curtos, rosto forte, lábios grossos, olhos tão penetrantes quanto Bruce, estatura média e mesmo assim parecia uma criança ao lado do filho que agora a amparava em seus braços enquanto ela soluçava. Estava usando calça social e uma blusinha de seda branca, e mesmo com a simplicidade de Diana, a mulher logo a abraçou e chorou em seu colo.

- Eu o amava tanto, tanto... E agora, o que será de mim? – E aceitou o lenço de Bruce que entregou assim que ela voltou a chorar.

-Mamãe, por favor, seja forte. – Pedia Bruce com os olhos vermelhos e inchados. – Temos que dar essa notícia a todos.

***

A notícia da morte do dono das Wayne Interprises abalou o mercado financeiro, e mesmo depois de várias semanas Diana ainda não havia respondido o pedido de casamento de Bruce.

Bruce por outro lado havia sumido, desaparecido da vista de Diana assim como Martha. Então Diana havia decidido que seguiria a vida sem ele, pois é.

Era sexta feira, dia de maior movimento no café, Diana acordou 6h da manhã, tomou um banho, arrumou seu quarto, tomou um café da manhã reforçado e partiu para o trabalho, Shayera ainda estava dormindo, assim como sua cachorrinha Nina, que mal levantou sua cabecinha quando Diana passou por ela apressada.

O emprego de Diana, em parte, era fácil, servir mesas, fazer pedido, fechar conta e usar um avental ridículo amarelo, fora isso era moleza. A faxina era destinado a cada um uma vez por semana, o dia em que Diana tinha que chegar mais cedo era segunda, e sábado e domingo era sua folga. Ela contava com isso. Fora que servir mesas não contava com seu cérebro e enquanto isso ela estudava para a prova super difícil que teria que fazer na faculdade naquela noite.

A Casa estava lotada e os clientes falavam muito alto, Diana atendia dois clientes ao mesmo tempo até que sua visão se recaiu sobre a mesa mais escondida e distante que havia no local. Seus olhos congelaram e suas mãos começaram a tremer derrubando uma bandeja de sopa no chão, fazendo um enorme barulho e uma enorme confusão já que a sopa foi jogada por todos os cantos sujando a maioria dos clientes que estavam próximas dela naquele instante.

- Sua destrambelhada – Disse um freguês. – Não está prestando atenção não?

- Hm... Me desculpe senhor! – Disse ela se abaixando para juntar os cacos dos pratos e dos copos.

- Cadê o gerente? – Perguntou um outro senhor.

- Eu realmente sinto muito. – Disse ela com vontade de chorar.

Alguns dos clientes ainda estavam reclamando quando ela levou a bandeja para dentro.

- Ei, o que tá acontecendo? – Perguntou uma colega do trabalho dela, Ana. – Você tá bem? Tá branca...

- Estou sim, é que eu ainda não almocei. Droga, os clientes ficaram muito bravos. – Disse Diana colocando a mão na testa e fechando os olhos. – Olha, eu preciso que você va até lá fora e dê uam olhada no cara que esta sentando na mesa 14, tudo bem? – Pediu Diana. – Enquanto isso eu vou refazer os pedidos.

- Tá, ta tudo bem, mas antes tome um copo de água. – Pediu Ana.

A moça era bondosa e carinhosa, com 24 anos, tinha um filho de 3 anos e por isso que aguentava toda a humilhação do emprego. Era a gerente do café e assim como Diana era constantemente assediada por Fabricio, o dono do estabelecimento. Era alta e magra e suas feições eram obstinadas e fortes, com os cabelos castanhos claros, tinha olhos exóticos e aspirava a beleza, mas não se deixava iludir com os homens, já havia sofrido muito e ajudava Diana no que ela podia.

Quando Ana voltou, Diana já estava recolocando as sopas na bandeja.

- E ai? – Diana só faltou pular no colo de Ana pra que ela contasse logo.

- Diana, não havia ninguém lá. – Os olhos da morena se arregalaram.

- Tem certeza?

- Claro, eu ainda fiquei um tempo lá acalmando os clientes e limpando o chão, não havia ninguém lá.

- E você olhou para a mesa certa? – Perguntou a morena com convicção.

- Absoluta, mesa 14, no fundo. Não havia ninguém lá – Disse ela simplesmente. – Por quê?

- Por nada, Ana. Muito obrigada. – Disse Diana por fim, não dando um sorriso muito convincente.

A tarde passou rápida, o senhor misterioso ainda povoava a cabeça de Diana e toda a vez que ela pensava nele suas mãos tremiam e ela suava frio e ela ainda teve que ouviu os gritos de Fabrício quando ela chegou no final do expediente.

‘’Droga, menos 60 reais no final do mês’’ Pensava ela, com amargor, pois Fabricio havia dito que o prejuízo sairia de sua conta no final do mês.

No final do expediente, Diana vuou para casa afim de tomar um banho, comer algo e ir para a faculdade.

Ela correu direto em direção ao banheiro, parando apenas para comer uma maça e fazer um carinho em Nina e já foi tirando a roupa no meio do caminho indo para o chuveiro. Mesmo sendo apenas alguns segundo, a água quente tirou completamente o cansaço de suas costas e Diana esfregou compulsivamente seus braços e pernas exaustivos. Se secou e por último se enrolou na toalha e foi em direção ao quarto.

Chegou lá, fechou a porta, tirou a toalha e rumou para o guarda roupa em busca de roupa limpa para ir até a faculdade.

- Eu sabia que você era linda, mas agora, pode ter certeza, minha opinião mudou para perfeita. – Disse a voz do homem que atormentara a cabeça de Diana durante algum tempo.

Diana sentiu o ar faltar, se arrepiou toda e virou o corpo de frente ao homem que estava sentado em sua cama para poder ver aquele olhar malicioso e aquela boca grossa se curvar em um sorriso sarcástico.

‘’Pronto, fudeu’’ Pensou Diana.

Enfim, ela conseguiu pronunciar algumas palavras.

- O que você está fazendo aqui? – Disse ela sem se mover...

CONTINUA...