O Príncipe E A Plebeia.
2 Estendendo a mão amiga
Notas iniciais
ME FAÇAM PERGUNTAS: http://ask.fm/fleurbebelleps2
– Shayera e Wally não são meus amigos. – Disse Diana distraidamente, solvendo um longo gole de vinho.
– Como disse? – Bruce estava ao seu lado olhando o céu que estava lindo, limpo e fresco, mas o frio era forte e ambos estavam de jaquetas de frio e
– Você disse hoje cedo, que eles são meus amigos. – Bruce a encarou não entendendo. – Mas na verdade, eles são meus irmãos.
Ambos estavam do lado de fora do apartamento de Diana, já era tarde, mas os convidados continuavam sentados na sala de estar conversando, as risadas vinham até onde eles estavam e Diana foi até a porta de vidro da varanda e a fechou, Diana estava cansada mas Bruce tinha uma proposta para Diana, e isso era algo que eles não podiam esperar.
– Entendo, mas você não se parece com eles. – Disse Bruce segurando sua taça de vinho branco, e virando o corpo meio de lado para melhor visualização de sua princesa.
– Nem poderia, sou adotada. – ‘’Caramba, ela está me contando’’ Bruce tentou manter o rosto impassível. – Meus pais me adotaram quando eu tinha 9 anos de idade, eles me acolheram e cuidaram de mim, mas morreram logo depois em um acidente de avião, é por isso que eu nunca sai do país, tenho medo. – Ela disse a última parte sussurrando. Bruce não sabia daquilo e naquele momento quis abraçar Diana, mas sabia que ela o repeliria – Meus irmãos são muito bons pra mim, moramos nós três aqui, mas Wally e Bruce, o namorado do meu irmão, estão pensando em começar uma vida a dois, deve ser legal pra eles, né? Afinal são 5 anos de namoro!
– E onde está esse Clark agora? – Bruce queria saber de tudo sobre a fascinante vida de Diana Prince.
– Ele é médico cirurgião. Não pode vim hoje, pois está de plantão, mas já que você mora aqui, ainda verá ele muitas vezes. – Disse ela sorrindo.
– Você gosta da sua vida como ela é? – Bruce queria poder beijá-la agora.
– Gosto sim, ela é simples, mas muito batalhada. – Disse ela agora olhando para os olhos de Bruce.
– Eu imagino. Obrigado por compartilhar um pouco da sua vida comigo. – Disse ele levantando a mão para tocar no rosto de Diana.
– Eu não compartilhei nada com você. Apenas te falei alguns fatos que estava errado. – Disse ela fazendo a mão de Bruce caiu ao lado de seu corpo no mesmo instante.
– Você é sempre tão robô? Tão programada para ser fechada e sabichona? – Bruce largou o copo de vinho ao lado da mesa e voltou para ficar de frente para Diana. – Sabe garota eu não sou homem de passar vontade.
– Como você pode falar essas coisas para mim, mal faz 7 horas que nos conhecemos. Não quero saber da sua vontade, não quero que você se aproxime de mim! – Diana continuou com o seu tom de voz mas por dentro queria poder socar aquele rosto lindo, com olhos escuros que pareciam despi-la.
– Neste momento que quero te beijar e tocar nestes belos cabelos negros – Disse Bruce se aproximando dela.
– Ou você é surdo ou o homem mais impossível que vive neste mundo! Dane-se o que quer que seja. A única coisa que quero de você é que suma da minha frente.
– Não e pare de praguejar.
– Ou você fará o que? – Ela o desafiou e soube instantaneamente que estava cometendo um erro. Com um movimento brusco, Bruce a puxou e calou seus protestos antes que ela pudesse emiti-los.
Sua mente se transformou em um redemoinho. Queria empurrá-lo, mas em vez de lutar para escapar ao abraço, viu-se imóvel como uma estátua. A desculpa que lhe ocorreu foi que nada em sua vida a preparara para o prazer que aquele beijo causou.
O mundo deixou de existir para Diana. O que permaneceu foi Bruce e só e o calor que a envolvia como um manto e também o perfume que inebriava seus sentidos.
Ao longe ela ouviu alguém gemendo. Reconheceu, vagamente, como sua própria voz, mas isso não tinha a menor importância. Tudo o que importava era a carícia daqueles lábios firmes e devoradores, a língua que penetrava sua boca, o calor que cada vez mais subia por seu corpo.
O beijo parecia não ter fim porque nunca era o bastante. Assim como as pressões dos corpos um contra o outro.
Lentamente, Bruce foi se soltando de Diana, com a respiração acelerada, Bruce passou suas mãos por sobre o frágil rosto de sua princesa.
Ela não conseguia raciocinar, a última vez que fora tocada daquela maneira, Diana tinha 8 anos, e havia sido por seu pai, seu próprio pai, um homem que, pela lei e pelo amor, tinha que cuidar de uma criança, e não abusar, mas ela simplesmente não conseguia, e por esse motivo, se trancara em seu mundo.
Quando sua respiração se normalizou, Diana conseguiu voltar ao normal e virando a costas para Bruce disse:
– Eu realmente preciso que você vá embora agora. – Disse ela segurando as lágrimas.
– Tudo bem, mas eu te magoei de alguma forma? – Ele não estava entendendo.
– De maneira nenhuma, amanhã eu acordo cedo para ir a um lugar e ainda tenho que revisar algumas matérias. – Disse ela colocando os dedos sobre os lábios e relembrando do sabor de Bruce.
– Tudo bem, mas eu ainda não falei sobre minha proposta com você. Posso voltar aqui amanhã? – Perguntou ele.
– É...Tudo bem.
– Boa noite – Disse ele se aproximando de Diana, fazendo os olhos dela se cerrarem e os lábios se entreabrirem, mas Bruce apenas a beijou na bochecha. – Até amanhã.
Disse ele se afastando, Diana viu ele entrar novamente no apartamento, se despedir de todos os convidados, agradecer a Shayera pelo maravilhoso jantar, as risadas de alguma piada, e então ele se virou para ela novamente e por apenas alguns segundos, seus olhos se encontraram, mesmo ambos estando tão distantes um do outro, ela pode sentir uma onda eletrizante lhe subir as pernas e Diana soube que faria o que aquele homem quisesse, seria só ele pedir.
– Droga, eu não posso me apaixonar por esse cara! – Disse ele se sentando na cadeira para olhar o céu e terminando de tomar o vinho que ainda estava em sua taça.
***
– Tudo bem, eu posso te ajudar nisso – Disse Diana quando Wally tentou desastradamente levar 10 taças de uma vez para a cozinha. – Do modo como você é desastrado Wal, tenho certeza que essas belezuras não conseguiram chegar à cozinha sã e salva.
– Como você é engraçada Di! – Disse Wally passando algumas taças para Diana que o seguia até a cozinha.
– Parem de brigar crianças, temos muito serviço, e a senhorinha, venha até aqui e me ajude com essa louça. – Disse Shayera que estava colocando os pratos na máquina de lavar.
– Tudo bem eu guardo! – Disse Diana.
– Eu estava louca para podermos ficar a sós e você me contar o que tanto Bruce conversou com você! – Shayera estava visivelmente curiosa.
– Bom, nada demais, só me contando como é ruim ser novo na vizinhança, sabe como é. – Disse Diana sem graça.
– Sei, sei. – Shayera não acreditou muito na história.
– Já que você não quer se abrir comigo, eu tenho algo para te contar! – E depois disso deu um gritinho histérico. – John me convidou para ir ao cinema.
– Que ótimo Shay, quando?
– Amanhã à tarde, vamos assistir a algum filme romântico, mas confesso que só penso em beijar aquela boca carnuda dele!
Diana não pode deixar de rir da felicidade da irmã, fazia muitos anos que Shayera não se envolvia emocionalmente e sabia que John era um amor de pessoa, pois era muito amigo de Clark e Clark sempre falava muito bem dele.
– Parabéns! Já sabe que roupa vai usar?
– Tem razão! OMG! Eu não tenho uma roupa bonita para usar!
– Claro que tem! E eu já sei qual é. – Disse Wally se aproximando das irmãs. – Quem quer chá?
– Eu!
– Eu também.
– Tudo bem, já está tudo arrumado né? – Perguntou ele pegando uma chaleira para esquentar a água.
– Só falta terminar de colocar as louças no armário. – Disse Shayera empilhando os pratos.
– Certo, eu vou preparar o nosso chá enquanto Clark ainda não me liga.
– E eu vou pegar meu notebook pra nós escolhermos qual filme é apropriado para Shayera ter seu primeiro encontro com John.
E assim, todos colocaram as mãos a obra.
***
– Eu não posso me envolver, não posso! Que droga... – Bruce estava agora em seu apartamento na cobertura, com um copo de gim e sem camisa.
Bruce não sabia o que mais podia fazer, ele não podia se apaixonar por Diana, ele não servia para ela, ela era muito perfeita para ele estragar ela assim, ‘’Droga’’, mas agora era muito tarde e ele já estava envolvido por aqueles olhos azuis brilhantes, aquela pele bronzeada!
– Não, hoje eu não vou ficar na mão, talvez se eu encontrasse outra moça para participar dos meus planos, pagaria a ela uma quantia um pouco menor e teria menos problemas. – Disse ele se sentando na enorme cama box e tirando o tênis e depois a calça, ficando só de cueca box azul marinha. – Hoje eu já não quero saber de mais nada.
Pegou o celular e discou alguns números.
– Renatinha, querida? – Esperou a resposta.
– Já tem planos para hoje? – Esperou mais uma vez pela resposta enquanto tirava com apenas uma mão o caríssimo relógio do pulso e colocava ele sobre a cama. – Então nos vemos aqui em casa, digamos em 30 minutos? – Esperou. – Certo, e Renatinha, você sabe que eu gosto de tirar suas calcinhas com o dente né? – Riu com a resposta dela. – Vermelha, eu sempre escolho vermelho minha gostosa! – E com isso desliga o telefone.
***
Sentada em sua cama, Diana simplesmente não conseguia dormir, seus pensamentos voltavam novamente para aquele beijo que a pegou tão desprevenida, aquelas mãos grandes e fortes passeando por sobre o seu corpo, ela deveria sentir medo, mas no lugar do desespero e lágrimas, ela sentiu desejo.
Um desejo tão forte e puro como ela jamais havia sentido por outro alguém e aquilo há havia assustado.
Já era muito tarde, mas o sono não vinha, então Diana resolveu voltar aos estudos, se levantou da cama e foi até sua mesinha, quando o seu celular toca:
– Alô?
– Diaaaaaaaaaaaaaaaaaaana. – Disse uma voz de homem chamando seu nome em um tom meio cantando.
– Bruce? É você? – Ele estava cochichando.
– Claro que sim, minha princesa, veeeeeeeeeeeeem aqui! – Dizia ele.
– Aqui onde Bruce? Você está bêbado? – Perguntou ela?
– Só se for bêbado de paixão, sua linda. – Disse ele em um tom meio grogue. – Aquela vagabunda levou o meu relógio, vem cuidar de mim Diana! – Pedia ele gritando do outro lado da linha.
– Ta bom, onde você está? – Perguntou ela saindo do quarto e fazendo o caminho até a porta da sala enquanto Bruce pensava.
Nesse momento ela percebeu que passaram a noite toda conversando e ela nem ao menos sabia qual era o número do apartamento de Bruce Wayne.
– Aqui no último andar a porta esta aberta, eu estou te esperando – E assim ele desliga o celular.
Já fora de seu apartamento, Diana aperta o botão do elevador, ‘’Droga, estou só de camisola’’ subiu os outros 3 degraus que estava faltando ouvindo aquelas horríveis músicas ambientes de elevadores até chegar no apartamento máster.
O último andar era o top, havia apenas um apartamento e este era o exclusivo e maior, claro, para Bruce Wayne sempre o melhor, sempre o mais moderno, ‘’Playboy ridículo’’.
Mas tudo mudou quando ela abriu a porta que estava encostada e encontrou Bruce nú no meio da sala de joelho e chorando.
(CONTINUA...)
Fale com o autor