O Prostíbulo

1 O início do fim.


Notas iniciais
Here we gooo! ~

Queimava. Ardia. Seus olhos ferviam e sua mente insana almejava por algo que nunca havia de conseguir; paz. Era a sensação de liberdade que todo homem experimentava a cada fornicada. Isso não era o bastante, as ancas que lhes eram oferecidas por um preço que não valia nada, assim como as almas daquelas pobres donas de finas anáguas. Enfim, a luminescência de seu pensamento o cegou arduamente. “Maldição!” pensou. A mulher que ele havia deixado na casa imunda e indigna já não aguentava mais aquela vida de servidão e escravidão de um amor sujo e corrupto; infiel. E ela lhe veio a cabeça, sentada, tricotando, esperando a morte. Estava no tempo de mais uma fornicada? Oh, sim, estava.

“Fornico para comer e como para fornicar de novo”, era a frase que lhe vinha à tona, a cada movimento brusco de seu quadril, a cada tato naqueles seios fartos da prostituta, que gritava e gritava, se contorcia abaixo de seu corpo robusto, forte. E mais taças de vinho eram jogadas de baixo da cama, inúmeras garrafas vazias do rum que o perseguia por tantos anos. Diversos outros homens com a mesma vida, nobres até, sujeitos á luxúria, fadados a uma vida menosprezada pelas mulheres que os amavam inteiramente. Um festival de gemidos e esperma. E a mulher que cuidava do filho, ainda, calada.

Cansada, um dia, após outra saída repentina do marido, ela pensou em toda sua vida menosprezada e limitada á caminhadas no campo de casa, na casa da mãe e seu quarto. Decidiu por si só. Arrancou seu corpete, sua anágua, apertou seu espartilho e seus seios se ergueram. Empinou seu nariz, ilharga e cabeça. Soltou seu cabelo sedoso e ondulado, com cheiro natural de carvalho, ao meio dia. Deixou sua pele macia mais branca, como porcelana. Ressaltou as maçãs rosas da bochecha e seus enormes lábios foram preenchidos com a cor vermelha do pecado do amor. Fez um carinho na cabeça de seu pequeno uma última vez. Olhou para a porta que outrora lhe causara medo. Andou até ela, determinada. Suas ultimas palavras antes da silhueta extremamente provocante desaparecer porta à fora foram “Agora é a minha vez”.

Notas finais
É isso, gente. Miúdo. Mas espero que tenham entendido a época em que a mulher começa a trair o marido também. Lembrando que não sou a favor do adultério, nem nada. Na verdade nem sou tão feminista assim. Só queria deixar a questão de sempre, se o homem faz por que a mulher não faz também? Se ele trai, por que ele é foda e quando ela trai, ela é uma vadia? Well well ~
Até a proxima. :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!