O Prometido
3 Regras loucas... E um cavalo.
Notas iniciais
Esse capítulo é pra Carol Cruz. Acho que agora você não fica tão curiosa assim. Acho.
Aproveitem.
Depois de alguns minutos eu estava em um SUV dirigido por um cara vestido com uma roupa de surfista. Ele tinha o que eu pensei serem olhos tatuados, mas quando o da mão direita piscou para mim percebi que não eram tatuagens. Eram olhos azuis, dezenas deles salpicados pelo corpo. Ele percebeu que eu estava olhando e resmungou algo que não entendi.
Saímos de Nova York dez minutos depois de partirmos. Eu não levava nada, a não ser minha mochila escolar, meu lanche e a roupa da ginástica. Percebi que estávamos indo para Long Island, onde supostamente minha mãe tinha morrido.
Ninguém disse uma palavra toda a viagem. Meu estômago começou a roncar no meio do caminho, e percebi que já era meio dia e pouco. Abri um Doritos que tinha na mochila e dividi com todos. Grover foi o último a se servir, e acabou comendo no pacote e o pacote.
Fiquei entediado e comecei a murmurar a letra de But it's better if you do. Todos cantaram também, e acabamos perdendo a noção do tempo. O carro parou no meio do nada. Achei que o pneu tinha furado, mas não. Todos desceram do carro e foram em direção a um pinheiro no alto de uma colina. Quando cheguei ao topo quase tive um infarto. Um dragão roxo enorme estava enroscado no pinheiro, guardando um treco dourado que parecia um velocino.
Minha boca secou. Eu fiquei olhando a pele dourada, até ser puxado por Katie, que me avisou sobre o velocino: Não tocar ou o dragão te mata. Acatei essa exemplarmente bem. Só essa.
O vale era incrível. Parecia ter sido feito para um filme sobre Grécia antiga: Um pavilhão ao céu aberto, um anfiteatro, Uma arena e uma pista de bigas misturados com chalés, campos de morangos, uma casa de veraneio azul claro com detalhes brancos e alguns quilômetros para a esquerda havia uma cidade romana feita de mármore branco.
Katie tampou minha boca com a mão. Ela parecia mais linda, como se o acampamento a fizesse ser mais viva, mais brilhante.
Desci a colina de mãos dadas com ela. Todas as crianças (cerca de duzentas) estavam vestidas com camisetas laranja. Haviam crianças, adolescentes e alunos em idade universitária. Fiquei assustado de começo, até o momento que todos vieram e se apresentaram. Foi uma avalanche de nomes: Jason, Harley, Nyssa, Drew, Piper, Leo, Jake, Michael, Clarisse, Chris, Nico, e mais uns cento e poucos que eu não lembro.
Eu estava ouvido um barulho de cascos que estava me deixando louco. Eles tinham cavalos? Quase estava perguntando onde estavam us estábulos quando vi o cavalo. E ele não era um cavalo. Era um Centauro. A parte de cima parecia a do meu professor de piano. A de baixo, um cavalo branco. Quando ele chegou mais perto meu coração desabou. Ele me olhava com um olhar curioso e crítico, como se estivesse se perguntando: Será que valeu a busca?
Todos os campistas se afastaram para abrir caminho. O centauro me rodeou umas duas vezes até falar alguma coisa. Ele se virou para Annabeth e perguntou onde eles haviam me encontrado.
– Katie o encontrou e nos avisou. – Ela disse me olhando com pena.
Não entendia o porquê de ela me olhar como se estivesse morto, ou como se escolhesse se levava rosas ou margaridas pro meu velório. Isso me enraivecia de tal forma que nem percebi que estava sendo empurrado por Katie acampamento adentro. Só notei que eles haviam me levado ao conjunto de chalés e estava em frente a uma construção toda rosa.
Não pude me segurar, acabei soltando um Que porra é essa? A garota do cabelo repicado, Piper, riu. Ela chegou perto de mim e disse ao meu ouvido: “Não se preocupe, eu também tive esse pensamento quando cheguei aqui, só não disse nada”.
– É sério, que coisa é essa? Um cemitério de francesas frufru? – soltei um pouco maldosamente.
– Não! – ela exclamou assustada. Ele voltou para meu ouvido e disse – é um cemitério de Barbies mesmo. – Gargalhei com ela. Quando estava quase chorando de rir percebi que todos estavam nos olhando sem entender nada.
Caminhamos pelo que achei serem umas duas horas. Tudo era perfeito! Os morangos eram doces, o lago limpo, os bosques cheiravam como bosques: limpos e vivos. Tudo estava em mais perfeita ordem. Ao longe, podíamos ver Quíron ensinando arco e flecha a uns garotos louros. Quase arranquei para a colina que eles estavam, mas Annabeth me segurou.
– Nada de armas ainda, mocinho!
Olhei para ela sério. – Como se eu fosse pegar um arco e uma aljava e sair matando semideuses como uma marmota!
– Isso já aconteceu– ela disse, olhando para Piper, que ficou vermelha.
– Foi um acidente, eu já disse! – Piper protestou.
O cara louro, Jason abraçou Piper e a beijou. Eles conversaram um pouco e depois ele saiu correndo colina abaixo na direção do Quíron.
Percebi que o dia já estava terminando. O sol já estava sumindo no mar deixando-o avermelhado. Na baía, um trirreme grego estava atracando, e dele saíram uns dez garotos em idade universitária, todos rindo e brincando. Fiquei pensando quanto tempo ficaria no acampamento, quanto tempo ficaria sem ver meu pai.
Uma corneta de concha soou distante e melancólica.
– Vamos Hal, é hora do jantar– Katie segurou meu braço e me levou ao pavilhão aberto feito de mármore com mesas e bancos de metal.
O cheiro era incrível! Havia de tudo: churrasco, pizza, macarronada, pão, frutas variadas e uma ala de coisas vegetarianas e outra coisitas variadas. Enchi meu prato com peito de peru defumado, salada de brócolis (todos me olharam estranho quando peguei salada), e uma fatia enorme de pão amanteigado. Para sobremesa peguei uma maçã e alguns morangos.
Sentei-me junto com Katie o que fez todos arfarem assustados. Um deles soltou um comentário, algo como O Sr. D vai matar esse cara!.
Não entendi o porquê desse comentário, mas quando passei meu braço pelo pescoço dela minhas mãos ficaram amarradas em vinhas.
– Ai caramba! – grunhi, retirando meu braço do pescoço da Katie. As vinhas se retiraram do meu braço, e vi um sujeito me olhando bravo. Ele parecia um anjo que cresceu em um cassino, sua pele era manchada, ele vestia uma camisa havaiana de leopardo e bebia Coca Diet.
– Mocinho, comporte-se, esse é seu primeiro dia de acampamento! – o gorducho disse me olhando com um ar de reprovação.
– Cara chato! – murmurei e fui me sentar na mesa do chalé 11. Bem, eu meio que comi em pé, pois a mesa estava lotada. Todos levaram seus pratos até a fogueira, o que pensei ser um “ritual para os deuses”, então fui junto. Chegando lá, peguei uma fatia enorme de peito.
– Ei, mãe, me reclame logo, ok? Eu quero saber para quem eu devo fazer essas coisas estranhas– empurrei o peito. Assim que ele caiu no fogo, eu senti um cheiro de perfume adocicado e jasmim. Voltei para a mesa e comi pouco feliz.
Sentia saudades de casa...
Notas finais
Reviews? Mereço? Por favor, comentem, eu preciso muito da opinião de vocês.
Beijos.
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