O Prometido
19 Fogueira caseira... E uma nova semideusa...
Notas iniciais
[Anteriormente...
– Contei a história do anel para ele. – ela respondeu.
Papai sorriu
– Isso é mesmo verdade? Eu-eu sou imortal? – perguntei confuso.
Um sorriso abriu no meu rosto, e eu peguei Ártemis no colo, pulando pelo tapete do quarto enquanto papai me encarava lesadamente. Ele desceu logo depois, resmungando.
– É verdade sim... Hal me põe no chão! – Art gritou. Eu respondi diferente...
A beijei com paixão enquanto ela puxava minha cabeça para mais perto de si. Quando o ar faltou nós nos separamos ofegantes. – Quer saber? – Art disse. – Não precisa me por no chão.
Eu ri e dei um selinho nela. Desci as escadas com ela no colo e vi papai na cozinha bebendo água com o telefone na mão. Ele sorriu por detrás do copo quando viu Art no meu colo.
– Treinando pro casamento? Não seria ao contrário? – ele perguntou inclinando a cabeça.
– Faltam três anos ainda. Ano que vem eu faço o pedido formalmente. – falei e Art riu. – Quem era?
– Casal J². Eles não vêm pra fogueira. Vão ficar se curtindo já que os pais da Jane foram viajar pra Atlanta.
– Only Gods knows what they will do! – cantarolei e todos nós rimos.
– Vamos preparar a fogueira logo, demora umas duas horas pra ela ficar boa. – papai disse.
– Eu pego a lenha. – disse e coloquei uma deusa que protestou muito no sofá.
– Eu pego as guloseimas. – Ela disse emburrada. E gritou me atentando – Não vou dividir meu chocolate com o Hal!
Oh-oh! Pensei.
– Eu pego o querosene e os fósforos. Eu acho. – papai disse perdidinho.
Ele não parecia filho de Atena quando ficava perdido em uma conversa. Soltava mais Hã?s que o Percy.
5, 56 minutos depois...
– Ai meu dedo! – Gritei quando uma farpa entrou no meu polegar esquerdo quando fui descarregar uma braçada de lenha no chão.
– Que foi bebê chorão? – Ártemis perguntou em voz infantil.
Não resisti.
– Entrou uma farpa no meu dedo. Beija pra sarar? – fiz beicinho pra ela.
Ela beijou meu dedo. – Ainda tá doendo?
Assenti manhoso – Minha bochecha. – ela beijou.
– Onde mais?
– Minha boca tá latejando de dor! – disse em tom catastrófico.
Art me beijou forte e papai chegou bem nessa hora. – Olha a safadeza aqui em! Vou por fogo em vocês!
– Mais fogo ainda! Mô, ele tá pedindo uma coisa perigosa, não? – falei rindo.
Ela assentiu timidamente, mas com um sorriso sacana no rosto.
– Hal, prepara a lenha em um montinho pra eu poder ascender – papai pediu.
– É pra já senhor coruja! – bati uma continência e papai jogou a caixa de fósforos em mim.
2 horas, 15 minutos e 42 segundos depois...
O fogo já ardia de verdade a pelo menos dez minutos quando Erika e Apolo chegaram. Os dois davam diabetes só de olhar! Agarrados como se tivessem sido soldados um no outro. Pera, eu to falando sobre eu e a Art. Bom, o casal Nirvana chegou de mãos dadas como dois Pôneis Malditos. Eu e Ártemis estávamos esparramados no sofá (mentira! Ela tava sentada no meu colo namorando comigo.) quando eles chegaram com um saco enorme de doces variado da Doce America.
– Credo, vocês dão diabetes! – Erika disse jogando um saco de jujubas na minha cara.
– Mana, você era mais santa! – Apolo disse. Ártemis apenas sorriu e assentiu.
– E você era mais galinha querido irmão. – Ela falou mandando beijos para ele.
– E o casal J²? – ele perguntou depois de mostrar a língua pra Art.
– Se curtindo na casa da Jane. – disse.
– Take, take, take, take it all! – papai entrou na cozinha cantando e parou quando nos viu. – Ah... Oi crianças!
– Oi né... – respondemos em uníssono e caímos na gargalhada.
37 minutos depois...
–... E então ela morreu. – Erika terminou a história.
– Valeu pela indireta. – falei enquanto tirava um salgadinho do espeto e passava pra Di com um selinho de bônus.
– Morri de medo! – Ártemis disse abocanhando o salgadinho.
– Eu te protejo – disse pra ela e a abracei.
– Ah, cara! O Grande O era menos meloso! – Apolo disse fazendo uma careta quando Ártemis chutou a canela dele.
– Não fala dele! Eu o odeio. – ela falou brava com ele.
Apolo abraçou a Erika com carinho. Eu abracei minha deusa por trás como naquela mesma tarde. Um tremor passou por seu corpo, e aquilo me excitou um pouco.
– Hal, larga sua namorada. Façam isso lá em cima. – papai disse sério dando o nó na gravata (ou tentando). Ele estendeu a gravata pra mim.
– Aonde vai? – perguntei tomando a gravata dele, pondo no meu pescoço e começando a dar um nó descente.
– Lançamento de Morte Súbita. Não perco nem que Apolo e Ártemis pisem nesse quintal! – e piscou para mim e colocou a gravata no pescoço.
– Traz um pra mim também. – disse.
Papai assentiu e foi embora cantarolando. Não era lançamento de livro coisa nenhuma.
– Eba! Casa livre hoje. Di quer dormir aqui? – perguntei.
– Haley! Você era mais comportado com a Katie! Francamente! – Erika exclamou escandalizada.
– Di, pode ficar se quiser. Erika quer dormir lá em casa? – Apolo perguntou em seu melhor tom de loira burra.
Erika corou – Claro.
– Ok, posso contar uma história sobre o Rafa? – cortei.
Todos assentiram confusos e Rafa abriu um sorriso brincalhão. Ele sabia o que viria.
Apertei o abraço na minha deusa. – Bom, aconteceu nas férias, no Central Park. Eu estava andando pelo centro com uns amigos que eu fiz na casa de repouso. Tinha um barulho estranho vindo do Central Park. A gente resolveu dar uma olhada, né. Bom, lá tava acontecendo a Parada Gay, né. A gente foi andando até o Harlem e encontramos uma pessoa... – apontei pra Apolo. – Quase sem roupas. Bem, a visão foi horrível, meus olhos quase queimaram. Essa criatura loira chamada Rafael que tá passando a mão na coxa da Erika vestia apenas calça e cueca brancas... – fiz uma pausa e olhei para Erika. Ela tinha ficado vermelha por tentar não rir. – E elas estavam molhadas. E ele foi descarado ao ponto de tentar abraçar os garotos do grupo.
– E você gostou do meu abraço, né Hal? – Rafa me cortou sorrindo e pescando uma jujuba amarela do saco de doces.
Dei um sorriso amarelo pra ele e mostrei o dedo do meio. Apolo ficou vermelho e caiu na gargalhada.
E então o ar começa a brilhar cinzento...
Notas finais
Masenfim, o que acharam? Posso fazer maratona hoje?
Beijos
Fale com o autor