O Prometido

15 Erika+Face+skate=Hal de gesso!


Notas iniciais
Voltei meus amores! Ainda não é quarta, mas eu quero atualizar logo.
PERSONAGEM NOVA! Espero que amem ela, pq né...! Ela é diva!
Aproveitem

Dois dias depois...

Eu estava decididamente enferrujado.

Acordei bem cedo, escovei os dentes, tomei banho, um bem demorado (sem pensamentos pervertidos, estava calor!), me vesti e fui correr um pouco.

Notava que, ao longo do caminho recebia alguns olhares safados de garotas que também corriam. Algumas se faziam cair de propósito, mas eu não ligava, a música estava muito boa. Quando minha lista acabou eu estava em frente a uma lanchonete. Resolvi entrar e tomar um café.

Acabei pegando uma cerveja amanteigada com gengibre, que fez a atendente dar uma risadinha, mas acho que foi pelo fato de eu estar usando uma camisa um pouco apertada. Paguei a conta e saí para a rua.

A bebida me fez ficar enérgico, mais que o normal. Eu voltei para casa e dei umas duas voltas no quarteirão. Entrei em casa e tomei outro banho. Quando saí do banheiro papai estava fazendo panquecas e tentando fazer a calda de mirtilo.

– Precisa de... É precisa – disse quando papai queimou o dedo na frigideira e saiu gritando consigo mesmo.

– Vira pra mim? – ele pediu enquanto mergulhava o dedo queimado na água.

Terminei de fritar as panquecas e comecei a fazer a calda, cantarolando meio feliz.

Papai levantou as sombracelhas – Que alegria é essa, senhor?

– Manteiga acervejada... Cerveja amanteigada! – menti meio confuso.

– Ah, entendo. Onde? – papai quis saber.

– Naquela lanchonete que tem na entrada do parque leste – disse colocando as panquecas na mesa e despejando a calda sobre elas.

Comemos em silêncio. Papai foi ver o telejornal e eu fui escrever (ou tentar). Quando deram 10:00 eu me desencilhei do notebook e fui andar de skate.

Faziam dois anos que não tocava no skate. A ideia veio quando, pelo bate-papo do facebook, Erika me deu a ideia de tentar andar novamente. Me despedi dela, desliguei o note e fui para a parte de trás de casa, onde havia uma castanheira enorme num canto, o canil do Dobby do lado da árvore e cerca de 300m² de quintal limpo e gramado. Pesquei meu skate do meio das traquitanas para cuidar do jardim, fui para a parte com calçamento que era usada para churrascos e festas.

De começo fui bem, até que, dez minutos depois fui tentar pular uma saca de adubo que estava encostado no canto da cerca de madeira branca. O salto foi mal calculado a o skate raspou no saco e enroscou-se nos fios mal tecidos, o skate ficou e eu voei uns dois metros até bater com tudo o lado direito na cerca maciça.

A dor explodiu no meu braço, passando pelo ombro e terminando na clavícula com um chiado no ouvido.

Entrei em casa rindo com o braço direito largado e formigando. Papai estava na sala lendo jornal, e, quando viu o estrago mo meu braço quase teve um ataque.

– Quebrou – falei brincando.

– Hospital! – papai exclamou.

Entramos no carro e eu tive a cara de pau de discutir com ele para ligar o som. Enquanto ele apertava os dedos em volta do volante eu cantarolava, tomado pela adrenalina que havia no meu sangue.

Quando, finalmente chegamos ao hospital, meu braço começou a doer um pouco. Nos corredores eu ficava apontando para meu braço e praguejando em grego.

– Está delirando – disse o médico que me atendeu.

– TDAH – papai falou para ele, que assentiu.

O resto da “consulta” foi uma tortura. Tiveram que pôr meu braço no lugar, enfaixar e engessar. Papai ficava me olhando enquanto eu fazia caretas e xingava tudo na minha frente.

– Quatro semanas e eu acho que estará remendado. Só não force o braço quebrado nem molhe o gesso. Te vejo mês que vem – o médico falou, depois se virou e foi embora.

– Casa, por favor! – supliquei.

– Vamos. Irresponsável.

Bem, eu teria umas cinco semanas de férias antes de recomeçar as aulas. Erika ia todo dia em casa, me infernizava e ia embora cantando Paramore.

– Você sabe que eu amo te infernizar, não sabe? – disse ela um dia em que perdi a paciência e corri atrás dela agitando uma vassoura.

Sentei ao seu lado nas escadas da varanda – Criatura insuportável!

– Cabeça de carvão. – ela retrucou e eu fiz uma careta.

– Vamos entrar, eu preparo alguma coisa pra gente comer – disse e entramos cantando A drop in the ocean.

– Ok, agora é Paramore. Não estraga a música ok? – Erika falou um pouco brava depois que terminamos com um agudo you are my heaven vindo da minha parte.

– Vou tentar senhora! – bati uma continência com meu braço bom – Vira a massa que eu faço a calda.

– Mão na massa! Cannon, não faz isso! – Erika gritou com meu cachorro, que tentava dar um salto mortal da escada.

– Vai na voadora Cannon! – eu gritei enquanto derretia a manteiga.

Liguei a TV em um canal de Rock. Estava tocando I want to break free. Começamos a cantar feito loucos. Erika misturava a massa das panquecas no ritmo da música e eu, de alguma maneira inexplicável, rebolava enquanto mexia a calda.

Quando a música acabou nós colocamos a massa para fritar. 21 guns tocava, eu fazia um microfone com a colher e Erika rolava de rir enquanto Cannon pulava em cima dela. As panquecas queimaram, claro. Acabamos comendo sanduíches de manteiga de amendoim com geléia e comendo a calda de morango com uma colher.

– Último dia de férias! – Erika exclamou, depois completou – o inferno recomeça.

– Pelo menos só faltam dois anos. Depois disso é só faculdade, emprego e família! – encorajei-a.

Erika bufou – Nem lembre, ainda nem sei o que vou fazer. Você já tem alguma ideia?

– Nenhuma, talvez venda doce na frente do mercado. – falei sarcasticamente.

– Nem pense nisso! – Erika ficou brava do nada.

– Bazinga. – falei em tom ingênuo.

– Vadio! É sério, o que você quer fazer?

– Ainda não sei. Acho que tenho tempo ainda. Mas, talvez eu faça História. – falei pensativo e Erika não se aguentou. Começou a gargalhar histericamente. Cannon parou de massacrar uma zebra de pelúcia e ficou olhando para ela com uma cara de paisagem.

Depois de uns dez minutos rolando no tapete da sala, Erika se levantou, enxugou as lágrimas e sentou do meu lado – Preciso ir pra casa professor. Te vejo amanhã.

– Até. – levei ela até a varanda e me despedi. Quando pisou na calçada uma bolota caiu com um estrondo na cabeça dela.

– Amassou? – gritei.

– Palhaço! – ela retrucou.

Quando ela virou o quarteirão, eu entrei em casa e subi pro meu quarto arrumar o material. Coloquei folhas no fichário, separei as matérias, tirei o pacote de Doritos e as camisas de dentro da mochila. O pacote eu joguei no lixo do banheiro. As camisas eu guardei cuidadosamente numa gaveta.

Quando terminei tudo fui tomar um banho.

Lavei os cabelos, derrubei espuma nos olhos, me ensaboei, me enxaguei e me sequei. Saí do banheiro com a toalha amarrada na cintura e fui achar roupas. Tinha acabado de vestir uma cueca quando ouço alguém bater na porta.

“É o papai” pensei. Desci as escadas só com roupas de baixo e fui abrir a porta.

Não era papai.

Notas finais
Quem pode ser???? COMENTEM!
Então, a Erika será amada ou odiada? O que acham que vai acontecer com ela? Ela é mortal?
E, claro, estou sempre aberto a sugestões e dicas.
Beijos!