O Professor

8 Capítulo 8 - McLaggen


Marie pegou o telefone e discou o ramal de Hermione.

— Senhorita Granger? Desculpe-me não esperar que a senhorita me chamasse, mas o senhor McLaggen deseja vê-la, ele alega urgência.
A mulher esperou um momento e em seguida desligou.

— A senhorita Granger lhe atenderá em alguns minutos senhor, ela pediu que aguardasse.
Cormack apenas balançou a cabeça e se afastou um pouco.

— Quem é o gostoso? — Ele ouviu Susie perguntar baixo, porém audível.

— Se chama Rony Weasley, é o novo namorado de Hermione. — Respondeu Marie em sussurros.

— Vi McLaggen te perguntar quem era e você disse que não sabia. — Susie falou em tom de acusação.

— Ora, não interessa a ele. Até onde eu sei eles terminaram, além do mais, o gato me pediu sigilo com um jeitinho tão doce que ficou impossível não atender.

— Ah minha nossa, ele é lindo de doer os olhos.

— E quente, muito quente. — disse Marie.

— Como você sabe Marie? Consegue adivinhar o desempenho dos homens pelo olhar agora?

— Não meu amor, mas conheço o desempenho deste pelo que eu ouvi daqui de fora. – Ela disse em tom de confidência. — Grave o que eu digo este escritório, nunca mais será o mesmo.

Hermione estava recostada em sua cadeira quando McLaggen entrou em sua sala. Ela até tentou manter a expressão séria e compenetrada de uma verdadeira profissional, porém não conseguia desmanchar o sorriso do rosto. McLaggen parou de frente para sua mesa com uma expressão de raiva.

— Quer falar comigo Cormack?

— Sim. — Ele disse com rudeza. — O que o Weasley estava fazendo aqui?

— Como é que é? — Hermione arqueou uma sobrancelha.

— O Weasley. O que ele estava fazendo aqui, ou melhor, o que vocês estavam fazendo de tão importante que você não poderia me atender?

— Você quer mesmo que eu responda esta pergunta Cormack?
A resposta dela assustou a ambos. Ela mesma não tinha noção de que poderia ser tão altiva ao tratar de um assunto tão intimo, mas Hermione conseguiu manter a expressão passiva.

— Eu não acredito Hermione! Você está transando com o Weasley?
A pergunta soou com um nível de incredulidade tão grande que Hermione riu.

— Não Cormack, claro que não.
Por um momento viu alivio nos olhos dele.

— Ele veio até aqui para brincarmos de casinha.
O homem arregalou os olhos.

— Isso é absolutamente inadmissível. Onde você acha que está em um bordel?
Hermione levantou em um pulo, com os olhos faiscando de raiva.

— Modere seu tom quando falar comigo McLaggen, até onde eu sei você ainda não passa de um advogadozinho que trabalha no subsolo.

— Ah, agora é McLaggen? Sei que você é superior a mim na inteligência Hermione Granger, mas parece que seu bom senso não está tão aguçado.

— Não venha querer me dar lições de moral senhor Eu namoro uma atriz pornô. Você não tem nada haver com minha vida.

— Claro, tinha que ser por isso. Você ainda não conseguiu superar, certo? Mas não precisa afundar sua vida deste jeito Hermione...

— Afundar minha vida? Afundar minha vida? Você não tem ideia do que está dizendo seu filhinho de papai egocêntrico. Acha mesmo que tudo gira em torno de você, não é? Mas eu tenho uma surpresa, você e sua coelhinha da Playboy não tem nada haver com isso.

— Quer que eu me convença disso de que maneira? Se você começou a agir como louca depois que terminamos, se jogando na cama do primeiro que aparece e agindo sem escrúpulos. Onde estão seus pudores?

— Meus pudores ficaram na sua cama Cormack, eu os deixei lá. — Ela gritou enraivecida — E se eu estou agindo como louca, não é por que terminamos, não tem nada haver com isso.

— Como não Hermione? Quando namorávamos você não era assim. Você não fazia isso.

— Sinto muito Cormack, mas não posso fazer nada se você não conseguia despertar estas coisas em mim.
Aquilo lhe pareceu um tapa no rosto.
— Você disse que precisava de uma mulher mais experiente, mais liberal. Vou confessar que no dia em que terminamos eu encarei aquilo como uma ofensa. Mas hoje eu sei que você tinha razão. Você realmente precisava de uma mulher experiente por que você não sabe conduzir uma transa. Não sabe como libertar uma mulher.

— Você ainda está recalcada por eu ter lhe dado um pé na bunda. — Ele disse com ódio. — Agora acha que se esfregar com este playboy russo e agir como uma vagabunda vai derrubar meu ego.
Em qualquer outro momento ela teria até chorado com a força daquelas palavras, mas desta vez ela riu. Riu alto.

— O playboy russo adora meu lado vagabunda Cormack e foi me esfregando com ele que eu finalmente soube o que é um orgasmo. Eu agradeço todos os dias por você ter me dado um pé na bunda, agora faça um favor a si mesmo e pare de se rebaixar. Vai atrás da sua coelhinha para ver se ela te ensina alguns truques novos. E outra coisa, acho bom você parar de se intrometer na minha vida, creio que já deve ter percebido que o playboy russo tem o dobro do seu tamanho. Agora cai fora.
Ela viu a face de McLaggen ficar rubra.

— Acha que ganha o que tentando me atingir desta forma? Acha que vai ganhar minha atenção?

— Não quero sua atenção McLaggen, na verdade, a única coisa que quero de você é distancia, então, por favor, volta para o seu buraco no subsolo e me deixa trabalhar em paz.

— Trabalhar? Se você chama o que aconteceu aqui na sua sala de trabalho, então você mudou de profissão.

— Talvez eu mude de profissão quando estou com Rony. — Ela disse com veneno.

— Será que você não vê que ele está usando você para se exibir?

— Rony não é como você Cormack, ele não precisa se provar ele não precisa provar nada para ninguém. Agora chega desta conversa, saia da minha sala ou vou chamar a segurança. — Ela levou a mão ao telefone, ameaçando-o.
Ele estreitou os olhos para ela.

— Estou muito decepcionado com você Hermione.

— Vai à merda Cormack.
Ele arregalou os olhos, nunca vira Hermione falar um palavrão antes.

— Este russo te modificou mesmo, não foi?

— Totalmente. — Ela abriu um sorriso.
Derrotado, ele limitou-se a baixar a cabeça e deixar a sala.

Hermione saiu da sala minutos depois do louro, precisava respirar. Estava extasiada pelos sentimentos contrários que experimentara. Desde o êxtase perigoso e proibido nos braços de Rony, até a raiva de Cormack.
Recostou-se na mesa de sua secretária e Marie a olhou com um olhar malicioso.

— O nível de seus clientes anda subindo senhorita Granger.
Hermione sorriu.

— Se todos os meus clientes fossem como Rony Weasley eu estaria perdida.

— Se todos os seus clientes fossem como Rony Weasley eu trabalharia de graça.
Ambas gargalharam com gosto.

— De onde saiu aquele Apolo?

— Dos meus sonhos. — Disse Hermione com um ar perdido.

— Está de quatro por ele, não está?

— De quatro, de lado, de frente, como você imaginar. — Ela disse sem conseguir segurar a língua e Marie arregalou os olhos.

— Nossa senhora. Santinha Granger se revelando.

— Você não tem noção do que aquele homem é capaz.

—Tenho uma vaga noção Granger de que aquele homem é sensacional.
Hermione arqueou a sobrancelha divertida.

— É mesmo? Você descobriu por si mesma ou alguém te contou.
Marie gargalhou, havia uma pontinha de ciúmes nas palavras dela.

— Quem me dera ter a sorte de descobrir por mim mesma, mas não querida. Foi a porta do seu escritório que me contou.
Hermione ficou rubra.

— Marie! Você ficou ouvindo atrás da porta?

— Oh não, não foi necessário, era alto o suficiente para eu ouvir daqui.
Hermione ficou mais vermelha.

— Oh, por favor, me diga que ninguém mais ouviu. — Ela implorava com o olhar.
— Não, mais ninguém ouviu. – Ao ver sua chefe se aliviar ela interrompeu. — Porém recomendo que dê um jeito neste chupão, ou não ter ouvido seus gemidos será um mero detalhe em alguns minutos.
Hermione arregalou os olhos.

— Chupão? Onde?

— Bem aqui.
Marie apontou a marca.

— Droga! — Hermione olhou em um pequeno espelho a mancha vermelha. — O que eu vou fazer?
Marie sorriu.

— Deixa que eu cuido disso. — Hermione arqueou a sobrancelha para ela — O que? Eu sou perita nisso, viu? Já tive que esconder muitos chupões para papai não ver.
Ambas gargalharam enquanto a secretária pegava um estojo de maquiagem para reparar a mancha no pescoço da chefe.

Cormack estava furioso quando chegou ao andar de baixo. Puxava o ar com força para tentar controlar os impulsos.
Sim, ele tinha plena consciência de que deixara Hermione, ao escolher Padma. Não havia sido uma decisão fácil, afinal, Hermione era a mulher certa para casar. Uma mulher de família, estruturada, inteligente, bonita e bem sucedida. Certo que para ele, acostumado a obscenidades ela mais parecia uma boneca inflável na cama, apenas ansiosa em fazer o que ele queria, sem ousar, sem tomar atitudes.

O relacionamento deles sempre fora frio, mas a verdade é que ainda assim seus pais teriam aprovado mais um casamento com Hermione Granger que com Padma Patil, mas ele precisava de emoções mais fortes as que Hermione poderia lhe oferecer. Lembrou-se da apreensão que sentiu o dia inteiro antes de encontrar Hermione para lhe dizer que havia terminado. Que queria o fim do noivado, mas aquela situação não poderia se sustentar mais, já tinha quatro meses que se encontrava com Padma e desejava cada vez menos Hermione. Eles quase não dormiam mais juntos e o mais incrível disso é que ela nem reclamava.

Esta lembrança o enfureceu mais ainda. Estiveram dois longos anos e tudo o que conseguira era sexo frio e gozo rápido, muitas vezes imaginando cenas eróticas que via nos filmes, ou recordando suas transas com Padma. Nem sabia ao certo se Hermione realmente atingia o clímax ou fingia chegar lá.
Conhecia a fama de Rony de garanhão. Ele já saíra com as mulheres mais desejadas da região e todas elas caiam de amores por ele, como ele podia ter se interessado por Hermione? Logo ela que era tão reprimida e plástica naquele assunto.
A menos que não fosse mais.

E era isso que o enfurecia, o fato de saber que Hermione provavelmente havia desabrochado como mulher e que isso ocorrera nos braços de outro homem. Não admitiria que Rony Weasley tivesse lhe colocado para trás desta maneira. Como ele conseguiu fazê-la baixar aquele muro de pudores? Ele não entendia, muito menos aceitava.
Ele até poderia estar com Padma, mas de alguma forma Hermione o pertencia e ele não se deixaria vencer desta maneira.

Encontrou Rony ainda na entrada do prédio, ele conversava alegremente com Harry, irmão de Hermione. Parecia já ter se enturmado à família.
Harry falava com um grande sorriso, e dava tapinhas amigáveis nas costas do homem ruivo, a inveja aflorou mais forte no coração de Cormack. Harry sempre o tratara com distância, mal conversavam enquanto ele foi noivo de Hermione. Neste momento Cormack sorriu com malicia e raiva, o que diria Harry se soubesse que Rony estava prostituindo sua irmã? Por que era isso que ele estava fazendo, quando a convencia a transar na própria sala.

Ele julgava o relacionamento de Rony e Hermione da pior maneira possível, tomado por um sentimento de posse e egoísmo, e achava que todos pensariam da mesma forma. Viu quando Harry se afastou e Rony se encaminhou até seu carro.

— Ei Ronald! — Ele chamou disposto a comprar briga com o ruivo. Rony se virou tranquilamente.

— Fala Mack. — Ele disse com deboche.

— Preciso falar com você.

— Já está falando. O que você quer?

— Creio que você saiba que eu quase me casei com Hermione.
Rony arqueou a sobrancelha.

— Sim... E?

— E que eu quero saber o que está rolando entre vocês dois. — Ele disse com ar superior.
Rony fez uma expressão inexplicável e aproximou-se dele. Cormack recuou um pouco assustado, mesmo que fizesse um esforço absurdo para manter sua dignidade e não fugir correndo.

— Bem, creio que estamos namorando.

— Esta é a sua concepção de namoro? Expor a mulher que você está desta maneira?

— Expor Hermione? Eu estou expondo Hermione? Qual é o seu problema cara, você anda por ai agarrado com uma coelhinha da Playboy, anda com um adesivo tamanho família no vidro traseiro do carro da sua namorada trepando com outro em um filme com se isso fosse algum troféu e vem me falar de expor a namorada?

— Isso... Isso não tem nada haver... Hermione é diferente...

— Sim, eu sei que ela é diferente. Ela é linda, inteligente, maravilhosa, sensual e é mulher, não vejo nada de errado nisso. Agora você... Seu problema é outro. Você não enxergou o que tinha antes de perder e agora está se mordendo por que ela conseguiu encontrar o que não tinha com você nos meus braços. Eu sinto muito cara, mas vai ter que se acostumar.

— Isso não tem nada haver. Fui eu quem terminou com ela e...

— Sei que foi você, sei que você foi idiota o suficiente para fazer uma grande merda como esta, e vejo nos seus olhos o quanto está arrependido agora, mas isso não é problema meu cara.

— A qual é Rony, corta essa cara, sei que você deve estar querendo algo além de só namorá-la, conheço a sua fama, Hermione é toda santinha, ela nem faz o seu tipo.

— Não faz meu tipo? — Rony soltou uma sonora gargalhada. — Mas você é mais burro do que eu pensei. Tem certeza que se formou em Harvard, por que eu acho que o seu diploma é forjado. Hermione faz todo o meu tipo, ela é a mulher mais quente e sensual com quem eu já tive o prazer de dividir a cama meu amigo. Você é um grande tolo, destes que tem petróleo no quintal de continua vivendo em casa de papelão. Não se deu conta da grande mulher que tinha e a perdeu.
Rony riu de novo.

— Está na sua cara McLaggen, você está arrependido até os ossos, como pôde ter sido imbecil o suficiente em trocar Hermione por Padma? E agora tem de lamentar não é mesmo? Deve ser horrível acabar uma transa e ter que virar de lado por que a sua parceira não consegue articular duas frases com sentido. Sou um grande felizardo, não tenho este problema com Hermione. O sexo é perfeito e o depois ainda mais.
Ronald aproximou-se mais de McLaggen e o homem se encolheu ainda mais.

— Olhe aqui Mack. — Ele disse isso e pousou rudemente a mão no ombro esquerdo do homem. — O fato é que Hermione é minha agora e vai ser muito melhor para você se ficasse longe dela. Pelo menos se preza sua imagem diante dos jurados, não creio que será uma imagem muito agradável esse seu rosto de moleque bundão quando eu amassar o seu nariz.

— P-posso lhe processar por ameaça Weasley.
Rony gargalhou.

— É claro que pode. Mas pode ganhar? Seria interessante ver minha namorada arrasando você nos tribunais. Até mais Mack.
Rony o soltou com brusquidão e deu-lhe as costas, sumindo estacionamento adentro.

Hermione percebeu com rapidez que as palavras de Cormack a atingiram tão pouco que ela as esqueceu em segundos. Rony povoava todos os seus pensamentos e cada recanto da sua mente. Lembrou-se do ex-noivo apenas quando o viu de relance ao sair do escritório.
Mas logo os pensamentos ruins da briga foram substituídos pela maravilhosa sensação de ansiedade. Rony lhe prepararia uma surpresa e ela mal podia esperar para saber o que experimentaria desta vez.

Chegou em casa um tanto atrasada, Rony viria buscar lhe em menos de uma hora. Em menos de uma hora ele a levaria ao paraíso. Tomou um banho demorado, brindando seu corpo com seus melhores óleos aromáticos. Queria estar perfeita para ele.
Escolheu um vestido preto, solto, costas nuas que mal chegava aos seus joelhos. Escolheu uma lingerie branca, semitransparente e altamente provocante, com cintas ligas para compensar a ausência do sutiã. A cinta liga que dispensava o uso de meias, era agarrada apenas a calcinha, dando-lhe um ar ainda mais provocante.
Terminou de retocar o batom rubro, segundos antes de ouvir sua campainha. Seu coração vibrou em resposta. Um sorriso abriu-se em seu rosto e ela se apressou em atender a porta.

Seu sorriso morreu instantaneamente.

— Cormack. — Ela disse com um desanimo tão aparente que lhe gelou a espinha.

— Mione... Eu... — Ele começou, mas não terminou. — Este é o vestido que Harry te deu no natal?
A pergunta saiu tão esganiçada que não escondeu a surpresa dele.
Ela apenas assentiu

— Mas você disse que não gostava dele por que ele era... Curto demais.

— Mas agora eu o acho perfeito. — Ela disse com os olhos estreitos desafiando-o a discordar.
Cormack engoliu seco.

— É fica perfeito mesmo. — A voz era quase um sussurro.
Hermione ficou parada quase dois minutos assistindo-o observá-la. Era delicioso ver a cobiça nos olhos dele. É obvio que ela não o desejava, aliás, a esta altura nem conseguia mais considerar a hipótese de transar com ele de novo, porém, era como uma doce vingança vê-lo salivar por ela.

— Há algo que eu possa fazer por você Cormack?

— Vai sair? — Ele perguntou ainda hipnotizado.

— É evidente, não?
Ele fez uma careta estranha.

— Com Rony, não é?
Ela riu pelo nariz.

— Mais evidente ainda.
Ele deu um muxoxo.

— Por que está tão arisca Hermione? Você não é assim. É a pessoa mais doce que eu conheço.

— Não estou arisca Cormack, estou impaciente.

— Por quê? Ronald não pode me ver aqui? Aposto como vocês brigariam se ele me visse aqui.
O sorriso vitorioso no rosto dele fez o sangue dela ferver.

— Rony não é um homem inseguro Cormack, isto fica para moleques, ele certamente não estragaria um encontro comigo por causa de brigas idiotas, porém eu não garantiria que ele não brigasse com você afinal você está pedindo por isso, não?

— Por que acha que eu quero brigar com o tocha humana? — Ele disse irônico.

— Por que você parece não ter nada melhor para fazer em vez de me cercar. Sua namorada sabe que você anda obsessivo Cormack?

— Seu irmão sabe que você se veste como uma prostituta quando sai com ele?
O próximo som não foi articulado por vozes e sim por gestos, um sonoro tapa no rosto de McLaggen.
Hermione pôs o dedo em riste no meio da cara de McLaggen enquanto ele abanava o local atingido.

— Não volte a me procurar Cormack, nunca mais. Você é doente.

— Só estou preocupado com você.

— Pois por mim pode enfiar sua preocupação... Onde melhor lhe couber. Deixe-me em paz Cormack. — Ela disse maneando a cabeça impaciente.

— Vou deixar Hermione, vou deixar. Vai ser um prazer ver você acabada quando este Weasley achar diversão melhor e te der um pé na bunda. Isso não vai demorar muito e você sabe disso.

— Vai se ferrar Cormack.
Ela disse por fim antes de fechar a porta com um estrondo e se apoiar na parede trêmula se segurando para não chorar. O ruim não era Cormack achar isso, o ruim era ela saber que era verdade, que tudo tinha um prazo para acabar.