O Professor
13 Capítulo 13 - O Avião - Parte 2
Notas iniciais
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Valeu.
Rony retirou com cuidado as mãos debaixo do cobertor e levantou-se.
Hermione estava tensa, suada, ofegante e apenas o encarou impossibilitada de abrir a boca, se falasse, iria brigar com ele na frente de todos no avião.
Isso só deu vantagens a Rony, pois ele segurou o braço dela de maneira carinhosa, mas que a obrigou a levantar.
O homem ficou de costas para a aeromoça o tempo inteiro, se ficasse de frente, a mulher acabaria tendo um surto com a visão.
“Venha amor, vou levar você até o banheiro”.
A Aeromoça abriu caminho para que ele passasse e ele o fez andando ainda de costas e trazendo Hermione, aparentemente mole com ele.
“Rony…”
Ela tentou retrucar, mas ele com agilidade pôs-se atrás dela enlaçando sua cintura,escondendo a ereção aparente.
“Não se preocupe amor” – ele sussurrou audivelmente com a voz rouca que a acendeu de novo – “Você vai ficar bem, eu vou cuidar de você”.
Ela engoliu seco,enquanto a aeromoça abriu um sorriso encantada com a cena, sem sequer imaginar as perversões por trás daquelas promessas.
Ela se deixou apoiar pelos braços fortes dele. Não poderia mesmo começar uma briga na frente de todos, pois era muito grande o risco de soltar o motivo, e não seria agradável gritar que estava furiosa por seu namorado tê-la praticamente obrigado a um orgasmo sensacional.
Enraiveceu-se de si mesma, estava furiosa e ainda assim, deliciada.
Rony passou ainda agarrado a sua cintura pelas poltronas dos advogados que pareciam compenetrados em um relatório.
Cormack os viu, notou de súbito a expressão de Hermione, tentou falar, mas Rony adiantou-a e o loiro não conseguiu dizer nada a tempo.
Chegaram ao banheiro, Rony abriu a porta e sem deixar que ela pudesse retrucar qualquer coisa, meteu-se lá dentro com ela.
O lugar era pequeno, para duas pessoas era quase claustrofóbico, mas ainda assim ela recostou-se na parede tentando sair de perto dele.
Ele trancou a porta e virou-se para ela, com um sorriso malicioso e perigoso brincando nos lábios.
“Ronald Weasley…”
Ela começara, a voz irregular e cortada por solavancos de respiração. Mas Rony não a deixou continuar, sabia que pagaria caro pelo que fizera, Hermione depositaria toda sua fúria quando conseguisse recuperar o bom senso, teria de ir pensando em algo muito bom para fazer com que ela o desculpasse, mas no momento não queria saber. Estava no limite do desejo e precisava dela.
Depois, só depois pensaria nas conseqüências.
Sem querer lhe dar tempo para pensar, Rony avançou sobre ela como um predador, encurralando-a entre um minúsculo espaço entre a pia e o vaso de modo que ela tão pequena e frágil perto dele não se moveria se ele não quisesse.
“Depois você pode me tirar o fígado olhos de mel, mas agora… Agora vai ser minha, eu preciso de você, como preciso de ar”.
Ela fechou os olhos, entorpecida pela voz, pelo calor que ele emanava, pelo hálito quente banhando seu rosto…Amaldiçoou a si mesma pelo pouco ou nenhum controle que tinha de seu corpo quando estavam juntos.
Rony colou seu corpo ao dela, mostrando-lhe o quanto necessitava como lhe disse e a beijou.
Hermione perdeu a consciência naquele beijo fulminante, era sempre assim quando provava dos lábios dele, perdia o controle e por mais errada ou inusitada que fosse a situação, tudo parecia tão certo.
Ela achava que estava ficando louca, como transar no minúsculo banheiro de um avião poderia ser correto? Ok, transar no estacionamento ou no escritório também não foi, mas isso não deveria justificar a situação.
O problema é que ela precisava justificar a situação, pois não podia livrar-se dela, nem queria livrar-se dela. Se Rony parasse o que fazia ela certamente explodiria.
Fechou os olhos com força quando a boca desceu de seus lábios para seu pescoço, deixando rastros quentes onde encostava.
As mãos dele apertavam possessivamente sua cintura como se buscasse mais do que ela poderia lhe dar
Rony tinha consciência de que Hermione já não tinha mais a lingerie inferior que bastava que ele elevasse seus joelhos e se perderia dentro dela, mas estava tão excitado que temia atingir o clímax assim que a penetrasse. Antes ele queria ouvi-la gemer de prazer mais uma vez.
Ele nunca foi um amante egoísta, sempre gostou de dar prazer as suas parceiras antes de seu próprio, mas com Hermione, era mais que o simples orgulho de ouvi-la no ápice, era a necessidade de ouvi-la gritar seu nome e saber que ele lhe dera prazer e que era nele que ela pensava em seu momento mais sublime.
Incitou-a do modo que sabia, da maneira que a conhecia. Ouviu-a sibilar nervosamente e a cada som que Hermione emitia levada por suas caricias ele se sentia mais vivo, mais feliz, mais potente… Quase um deus.
Ela fechou as mãos no pescoço dele e por instinto elevou um dos joelhos forçando um contato entre as intimidades.
Ambos gemeram longamente. Hermione começou a espalhar beijos em seu pescoço e Rony estava perdendo o controle.
“Ah Mione…Você me deixa louco sabia?”
“Ron…” – Ela sibilou mais uma vez incapaz de continuar.
“Preciso de você Afrodite…”
Ela tremeu.
Havia um grande conflito de sentimentos. Ela estava por completo enredada naquela teia de êxtase, mas ainda estava furiosa. Porém não podia negar a si mesma que precisa dele tanto quanto o sentia necessitado de si.
Hermione agarrou-se a ele resignada a aproveitar-se do momento já que não tinha forças nem vontade de evitá-lo. Depois, só depois, pensaria no que fazer com Rony Weasley.
Não foi o ato em si que a deixou em fúria, foi à audácia dele em fazê-la correr o risco de se expor, foi o constrangimento, apesar do êxtase, que ela sentiu quando ele continuou o processo de estimulação com a chegada da aeromoça e acima de tudo, era o medo pelo controle absurdo que ele exercia sobre ela.
Em um mês tudo estaria acabado, Rony voltaria para sua vida de farras e acreditaria que ela colocaria sua vingança em prática. Depois disso, eles não ficariam mais juntos, ela não podia simplesmente deixar que ele se apossasse de seu corpo, mente e coração, expondo-os a um ferimento tão profundo e dilacerante quando ele partisse.
Sabia que Rony jamais cogitaria um relacionamento com ela. Por que cogitaria? Todos estes anos, o viu relacionar-se com as mulheres mais lindas que já tinha visto, por que se deteria nela?
Hermione sabia que estava apaixonada, sentia isto desde que transara com ele em seu escritório, possivelmente já estava apaixonada antes, muito antes, mas foi só ali, só depois de experimentar algo novo, guiada por ele e ceder a seus impulsos que percebeu o quanto ele a afetava emocionalmente.
Sentiu um frio gostoso quando Rony liberou seu busto da camisa e da lingerie, deixando seus seios á mostra para seu deleite, arqueou quando ele buscou com os lábios aquela zona erógena do seu corpo.
Sentia-o buscá-la com ânsia e ao mesmo tempo forçar o controle das mãos, ela sabia que ele estava se segurando para brindá-la com o prazer primeiro.
Sorriu internamente, como depois do que havia lhe proporcionado naquele assento, por mais errado e imoral que tenha sido, ele podia pensar que ela ainda precisava de mais estimulo?
Mas com certeza ele o faria, por horas se achasse necessário, então ela teria que tomar as rédeas da situação.
Livrou um dos braços e segurou o queixo do ruivo fazendo-o encará-la para depois de imediato buscar os lábios dele com avidez. Ao colar sua boca na dele, sentiu Rony relaxar todos os músculos então a outra mão já livre subiu para seu pescoço aprofundando o beijo.
Ele levou enlevou a cintura, prensando-a mais, buscando-a mais. Ela resvalou a língua por dentro da boca dele acariciando-o com gosto e o ouviu gemer. Neste instante um estalo em sua cabeça lhe indicou o momento certo de uma vingança.
Decidida, Hermione empurrou o ruivo de maneira que ele foi obrigado a soltá-la. Ele a encarou desesperado, o grau de excitação de Rony era tão alto que ele seria capaz de enlouquecer se ela o rechaçasse naquele momento. Mas não foi o que aconteceu.
O que se seguiu foi que Hermione agarrou em sua camisa com uma força que ela até desconhecia, com um pé chutou a tampa da privada fazendo-a cair, depois recostou Rony onde ela estava, agora ele estava encurralado.
Com um movimento afoito ela lhe rasgou a camisa, não foram só os botões, ela quase destroçou o tecido fino da camisa florida que ele usava tamanha a força que usou. Depois sem muita cerimônia, levou as mãos até sua bermuda e abriu-a sem o menor problema.
“Tire”
Ela disse simplesmente e a autoridade na voz dela deixou claro para ele, não havia escolha a fazer. Rapidamente Rony livrou-se da peça.
Agora ele estava ali, só de cueca na frente dela e isso era extremamente excitante as suas vistas.
Contemplou o corpo dele por segundos antes de subjugá-lo as suas mãos.
Rony tremeu com o contato das unhas em seu peito e fechou os olhos. Logo sentiu os lábios dela subindo por seu peito, seu pescoço. Segurou sua nuca tentando alcançar seus lábios, mas ela o repeliu.
“Não me toque”.
Ele a olhou incerto.
“Revanche”
Ela disse com um sorriso malicioso nos lábios.
Sem pedir permissão, baixou sua cueca e fez com que ele se sentasse no vaso.
Rony estava quieto, impossibilitado de qualquer ação. Viu-a baixar a sua frente e tomar seu membro nas mãos, apertá-lo e soltá-lo. Gemeu.
“Mione”.
“Shhhh… Calado Weasley”
Ele sentiu-a aumentar a pressão.
“Merda, ela quer me matar” – Ele pensou em desespero. Todo seu trabalho por controle estava indo por água abaixo, Hermione estava conseguindo lhe virar a cabeça.
Rony pressionou os lábios entre os dentes tentando retardar o clímax, ela continuava maltratando-o com movimentos intensos e rítmicos.
Quando sentiu a língua dela envolver sua carne ele quase saltou.
“Hermione…” – Choramingou, todo seu controle se esvaindo.
Mas ela não lhe deu ouvidos, continuou brincando com os lábios em sua parte mais sensível. Rony não poderia mais agüentar aquilo, com um movimento brusco puxou sua cabeça.
Ele estava suado, tenso, arfante, parecia ter passado por uma sessão de dor intensa, de alta tortura.
“Sinto muito…” – Sibilou – “Precisa…parar…”
Ela sorriu abertamente.
“Quero você Hermione Granger, preciso de você…”
Ela ficou de pé e sem qualquer carinho levantou seu queixo e obrigou a olhá-la.
“Me quer?”
Ele assentiu com a cabeça parecendo uma criança.
“Prove”.
Ele torceu o cenho.
“O que… quer que eu faça?” – ele perguntou cansado e desesperado.
Ela curvou o corpo sobre ele de modo a sua boca colar em seu ouvido.
“Me diga… me mostre… me faça acreditar…”
O corpo dele reagiu ao sussurro erótico dela, e a reação foi tão forte que ele nem pensou duas vezes antes de levantar e prensá-la de novo contra a parede.
Arrancou a blusa dela por cima da cabeça desalinhando seus cabelos, quase rasgando-a. Tirou sua saia com impaciência.
Agora, ambos nus, o contato era ainda mais eletrizante.
Ele agarrou-a, as mãos estavam em todo lugar.
“Preciso de você…” – ele sussurrou perdido – “Quero você…”
“Diga que é meu…”
Ela pediu já quase inconsciente, com os olhos pesados, aos sibilos
“Todo e completamente seu”.
“Faça-me sua” – ela rogou.
Ele segurou-a fazendo menção de sentar-se com ela, mas ela o segurou.
“Aqui, assim, agora Rony…”
Acabaram-se os jogos, as duvidas e as brincadeiras…
Eles então se fundiram num golpe profundo.
Era uma posição desconfortável, desfavorável e até mesmo atlética, mas eles não se importavam.
Estavam de pé. Meio tortos entre a pia e o vaso. Hermione tinha as duas pernas enlaçadas nele, sem qualquer outro apoio, mas estava totalmente amparada pelos braços fortes.
As bocas se chocavam com desespero, desafiando a necessidade de respirar.
As mãos pareciam multiplicadas, e os gemidos ora soltos ora abafados encheram o local.
Não foi preciso muito para o êxtase brindar-lhes, bastaram alguns movimentos intensos.
Hermione foi a primeira a ser agraciada com um belo orgasmo, a sensação foi tão forte que ela sentiu algo rasgar-lhe a espinha e os tremores foram quase espasmos epiléticos.
Em seguida, segundos depois, Rony entregou-se ao prazer dentro dela, forte, potente, viril.
Nenhum dos dois conteve um gemido selvagem, alto o suficiente para qualquer um próximo á cabine ouvir, mas no momento nenhum dos dois se importava.
Ficaram unidos, mesmo apos aplacarem a fúria do desejo que sentiam, ficaram colados, ofegantes…
Era cada vez mais viciante, mais explosivo e mais maravilhoso.
Quando finalmente recuperou os sentidos, Rony olhou-a, o rosto suado, vermelho e satisfeito. Ele sorriu.
“Eu…” – ele parou, quase disse eu te amo mas as palavras estancaram na garganta.
Ela o olhou, impossível não sorrir, mas seu corpo ainda estava anestesiado.
“Estou exausta” – ela disse arrancando um sorriso abafado dele.
Rony afastou-se uns minutos, deixando-a apoiar-se na pia. Vestiu as roupas, menos a camisa rasgada, depois delicadamente ajudou-a a se vestir.
“Venha” – ele pegou-lhe a mão, tirou-a do banheiro e agarrou sua cintura.
Ambos estavam de uma maneira que denunciava o que tinham feito. Roupas e cabelos em desalinho, respiração ainda ofegante, rostos suados e sorrisos satisfeitos, havia a palavra SEXO estampada em suas testas, além dos gemidos altos.
Com certeza haviam ouvido, mas ele não se importava, certamente Hermione iria se importar quando recuperasse a sanidade, mas agora ele não queria saber.
Levou-a para a poltrona de novo amparando-a nos braços, os olhos curiosos dos outros e os invejosos de MacLaggen acompanharam o trajeto.
Depois que a acomodou no assento ele sentou-se junto e a abraçou.
Ela virou-se sonolenta, e apoiou a cabeça nos ombros largos dele.
Rony sentou-se meio de lado facilitando o abraço e fechou os olhos também.
“Eu vou matar você quando acordar Rony” – ela disse aos sussurros.
Ele sorriu.
“Eu sei olhos de mel, eu sei”.
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