O Professor
6 Capítulo 6 - 6. O telefone
Notas iniciais
Hermione estava sentindo-se confusa em relação ao que estava acontecendo entre ela e Rony. Estavam apenas na terceira semana desde que se encontraram pela primeira vez, e nada era o que ela esperava.
Achou no início que Rony sairia com ela algumas vezes, ensinaria-lhe algumas coisas, dormiria com ela algumas noites e então ela estaria pronta para sua vingança perfeita.
Mas aquele ruivo sexy adentrou sua vida como uma bomba e explodiu todas as suas barreiras e certezas.
Deu a ela mais que algumas dicas especiais, estava despertando nela um instinto sexual que ela não sabia existir.
Havia dois dias que nem ao menos se falavam, ele a estava deixando louca com aquele joguinho.
Primeiro parecia que não sentia nenhuma vontade de estar com ela, apenas enganando-a com passeios e beijos, depois a chamava de namorada e a deixava louca na primeira transa, após isso sumia por dias e sequer dava qualquer sinal de vida, no entanto no outro momento aparecia como um raio em sua vida, reclamando posse sobre ela e tirando seu fôlego mais uma vez.
Estava louca de saudades, louca de desejo e era isso que ele fazia com ela. Simplesmente a deixava maluca.
Ali estava Hermione Granger, deitada em sua cama, exausta do trabalho, precisando dormir e não conseguia. E o único e exclusivo motivo para isso tinha um nome: Rony.
Seu corpo vibrava só de pensar nele, só de lembrar-se do gosto dele, do toque dele.
Como conseguiria dormir com o corpo em chamas como se tivessem lhe atirado numa fogueira? E onde estava aquele desgraçado filho da mãe que não aparecia para aplacar sua fome?
Depois de domingo não vira mais Cormack, apenas mandara que entregassem seus pertences na casa de sua nova namorada. Descobriu com muita surpresa que não estava nem ai pelo fato de Padma ter lhe jogado na cara que Cormack morava com ela, na verdade lembrou-se disso apenas por que viu a caixa das coisas dele no canto que deixou.
Com Gina fora fácil, a ruiva aceitou com muito entusiasmo o "namoro" de seu irmão e ainda tentou subornar Hermione para que ela a ajudasse com Harry. "Assim fica tudo em família" disse Gina.
Mas Hermione não lhe contou os detalhes daquele namoro. Não lhe disse que ele tinha um prazo para acabar.
E de repente pensar naquilo lhe deu uma sensação de vazio e abandono, um "que" de choro lhe veio aos olhos e um bolo se formou em sua garganta.
Estava prestes a se levantar e tomar outra ducha fria a fim de aplacar aquela tensão que tomava conta de seu corpo quando o telefone tocou.
Ela bufou e esticou a mão para o aparelho, desistiu de pegar o fone e apenas ligou o viva voz.
"Alô".
"Mione".
Ouvir aquela voz sexy sotaque másculo e recheado de sensualidade mexeu com cada poro seu.
"Oi Ron"
Ela tentou controlar o tremor na voz.
"Olá olhos de mel, desculpe a demora pra te ligar, andei ocupado".
"Tudo bem, você tem direito a uma vida além de mim".
Ela tentou soar engraçada, mas sua voz saiu cheia de ressentimento.
"Senti sua falta linda".
Ela riu pelo nariz.
"Não precisa mentir pra me fazer sentir bem Rony."
"Estou falando a verdade. Não fui te ver por que estou fora da cidade, precisei trazer Tia Muriel para casa, ela passou mal durante o jantar".
Gina havia mencionado algo, mas no momento ela mão prestara atenção.
"Oh, Rony eu sinto muito, como ela está?"
"Melhor agora, ela vai ficar bem. Estou de volta amanhã e pensei em curtimos uma saída juntos o que acha?"
Ela sentiu-se estranhamente feliz demais com o convite.
"Eu adoraria".
Ela falou com mais empolgação do que gostaria de ter passado. Pôde ouvir o ressonar da risada de Rony do outro lado da linha.
"Estou mesmo sentindo sua falta". – Ele disse e ela quase derreteu.
"Também estou". – Se pegou dizendo sem querer.
"Mione". – Ela o ouviu chamar com aquela típica voz de garoto que vai pedir algo pra mãe. – "Não vou suportar esperar até chegar em casa".
Aquilo a atingiu em cheio.
"O que quer dizer com isso Rony?"
"Quero dizer que estou louco demais de saudades de você para agüentar até amanhã".
Hermione engoliu em seco.
"E isso significa que...?"
"Significa que eu estou aqui, num quarto escuro, que fica ao lado do quarto da minha tia-avó, falando baixo para ela não ouvir tentando lhe dizer que estou estourando de tesão por você e louco por não te ter por perto".
"Rony..."
Foi tudo o que ela conseguiu dizer quando uma onda de desejo louco a atacou.
"Você alguma vez já se satisfez sozinha?"
Ele disparou e ela sentiu o peito ribombar.
"Como é que é?"
Ele continuou com a voz mais calma do mundo.
"Você já se tocou? Você entendeu o que eu quis dizer Hermione." – Ele finalizou como se estivesse sendo obvio o suficiente.
"Que tipo de pergunta é essa?"
Ela parecia indignada.
"Vamos lá Hermione, ataque de puritanismo agora? OK, não importa se você já fez ou não, toparia fazer agora?"
"Rony pelo amor de Deus, onde quer chegar?"
"Vou ter que ser mais claro que isso minha linda?" – Ele perguntou divertido, imaginando qual a cor do rosto dela naquele momento.
"Por favor." – ela disse.
"Ok. Você quer fazer sexo comigo pelo telefone Hermione?"
"O que você disse?"
A Pergunta veio mais recheada de curiosidade que indignação.
"Sexo por telefone Mione... Na verdade é o nome dado para troca de frases de incentivo pelo telefone... Você sabe... Para satisfação solitária, podemos assim dizer. Poderíamos fazer juntos, o que acha?"
"Rony...eu..."
"Liberte-se Mione, não há nada de errado, é muito simples inclusive, basta apenas que me diga o que você gostaria de fazer comigo se eu estivesse ai, e eu faço o mesmo, o resto flui normalmente."
"Mas... Isso é constrangedor não acha?"
"Constrangedor por que? Você está sozinha não está?"
"Claro que estou."
"Perfeito, então ninguém vai te ouvir, só nós dois vamos saber o que se passar aqui e convenhamos, já temos intimidade o bastante para não nos constrangermos com isso".
"Nossa...” – ela disse bastante dividida – “Eu...Não sei Rony".
"Minha querida não fique tão constrangida, que tal fazermos o seguinte: deixemos esta conversa fluir, se você não se sentir confortável, não me incomodarei de parar".
Hermione pensou alguns segundos. Seu corpo já estava em chamas apenas com a voz dele meio metalizada, mas sentia-se presa a pudores dos quais ainda não conseguia se libertar.
"E qual seria o propósito final disso?"
Ele sorriu de leve.
"Academicamente falando, seria estimular você a conhecer seu próprio corpo, e também mostrar a você que mesmo que estejamos longe um do outro podemos nos satisfazer".
"Conheço meu corpo Ronald Weasley".
Ele iniciou uma gargalhada, mas sua voz foi imediatamente abafada, no que ela supôs que ele mesmo a abafou com a mão.
"Você não é tão inocente ao ponto de não ter entendido o que eu quis dizer Mione” – Ele disse com tom de riso – “Aceita ou não?"
"Tudo bem” – ela disse depois de um tempo em silencio. – “Vamos ver como isso se desenrola".
"Tão fria assim senhorita Granger? Nem de longe me lembra aquela mulher quente que eu tive em meus braços ha alguns dias".
Ela enrubesceu na hora.
"Isto inclui deixar-me envergonhada Rony?"
"Não, isto inclui apenas ajudá-la a desenvolver suas fantasias mais insanas através da minha voz.” – ela estremeceu – “Você é linda Hermione. Sabia disso? É linda, quente e excitante. E se eu estou aqui, pendurado neste telefone sem conseguir conter esse desejo louco a culpa é estritamente sua."
"M-Minha?"
"Sim, sua. Você é inacreditavelmente sexy".
"Rony..." – ela sibilou fraco, seus desejos tomando o controle de suas ações lentamente.
Ela sentiu quase que imediatamente os bicos dos seios ficarem rígidos e um ardor insuportável habitava seu ventre.
"Tudo o que eu desejei nestes dias longe de você foi tocar sua pele de novo. Sua pele quente e deliciosa, completamente despida sob meus dedos. Você está vestida Hermione?"
Ela perdeu mais um pouco dos sentido.
"Parcialmente" – ela disse já rouca.
Ele sorriu imaginando como seria o parcialmente. Ele não precisaria de muito incentivo da parte dela para conseguir seu próprio clímax, já estava duro como uma pedra e pronto, precisava apenas de alguns segundos de uma manobra frenética que ele conhecia muito bem, porém era nela que pensava. Libertaria Hermione dos medos e pudores, um a um, até que não restasse mais nada que a impedisse de ser sexualmente livre.
"Dispa-se querida".
Ela sentiu-se tremer sob a ordem que ele lhe deu. Sentiu vontade de controlar seus atos, mas não pôde, foi automático, simplesmente levou as mãos ao no do robe que vestia e o retirou, depois num único puxão fez a camisola deslizar para o chão.
"E então?"
"Estou...despida" – ela disse com dificuldade.
"Boa menina,” – ele disse com tom safado na voz. – “Posso imaginar Mione, posso ver você, consegue sentir minhas mãos sob sua pele? Explorando-a? Vamos Mione, sinta, copie meus movimentos.”
Ela instintivamente levou a mão ao pescoço.
"Onde você está se tocando?"
"No meu pescoço". – ela disse fraco.
"Desça as mãos querida, faça o caminho que eu faria. Eu tocaria seus seios com gentileza, como eles merecem ser tocados".
Ela seguiu as ordens dele e sentiu um arrepio frio cortar-lhe o dorso quando tocou o bico túrgido do seio direito.
Repetiu o gesto com a outra mão e deixou um gemido rouco escapar.
"Isso minha menina” – ele disse com a voz cada vez mais carregada – “Agora sinta-se, sinta como sua anatomia é perfeita, como sua pele é macia, eu gostaria de prová-la Hermione, inteira. Gostaria de deslizar minha língua nos seus seios perfeitos".
Ela roçou as coxas numa agonia delirante.
"Rony..."
"Está gostando Mione?"
"S-sim..." – estava cada vez mais difícil falar.
"Minha nossa, você é deliciosa Mione, sabia disso? Eu fico louco só de me imaginar deslizando para dentro de você. Você consegue ver? consegue sentir? Estou ai Mione, estou sobre você. Faça o caminho com suas mãos querida, faça por mim".
Sem conseguir se conter ela o fez.
Desceu o dedo indicador lentamente pelo ventre e tocou seu próprio sexo com cuidado, como se apenas o estivesse conhecendo agora. Forçou um pouco o clitóris, pressionando-o e arfou.
"Ah...Rony..."
"Sim Mione sou eu... Mesmo distante, eu estou ai. Estou com você. Toque-se e será como se eu estivesse te tocando, por que eu estou nos seus pensamentos e não há nada de errado nisto. Experimente o que eu experimento minha querida, por que eu também me deixo dominar por você, mesmo quando estou sozinho. Agora curta-se Hermione".
Ela deslizou o dedo nos lábios do seu sexo, estava inteiramente molhada, o que fez com que o deslize dos dedos ficasse ainda mais delicioso.
Sua intimidade pulsava, pedindo que seus dedos afundassem mais, mas ela se conteve em manter o passeio.
"Onde você está se tocando minha linda?"
"Você... você deve fazer... uma idéia".
Ele sorriu.
"Isso Hermione, conheça seu corpo. Tenha domínio sobre ele. Ele lhe pertence, e você faz com ele o que quiser. Quero que sinta prazer Hermione, está sentindo? Quero te dar prazer".
"Meu Deus..."
Ela balbuciou quando o ritmo dos seus dedos se alteraram.
Em sua mente só conseguia vislumbrar o corpo nu e perfeito de Rony sobre o seu, o toque aveludado da língua macia sobre sua carne, o roças das peles, o calor que emanava dele. Era possível sentir seu cheiro. Ela lançou a língua sobre os lábios e foi possível também sentir seu gosto.
"Queria estar dentro de você, te fazendo minha, possuindo seu corpo, sua alma, com força Hermione, com intensidade e com carinho".
"Ai... Rony... eu..."
Ela estremeceu diante do primeiro sinal do orgasmo que chegou quando ela ousou deslizar um dos dedos para dentro de si mesma.
Não conseguiu se conter, não mais. Aquela voz sexy e dominadora sussurrando delicias eróticas em seu ouvido e as lembranças do amor selvagem que ele lhe fazia quando estavam juntos fez seu corpo vibrar, uma dor aguda e viciante lhe transpassou todo o corpo concentrando-se na sua virilha.
Hermione aumentou o ritmo dos dedos dentro de si, enquanto imitava um gesto anterior de Rony em estimular o clitóris com o polegar enquanto ele ainda lhe sussurrava leves obscenidades no ouvido".
"Vou lhe manter presa na cama Hermione e vou fazer repetir cada gesto usando minhas mãos, vou amar você sem te dar trégua e uma noite não vai ser o suficiente".
"Minha nossa... Rony!"
Ele ouviu o gemido dela sair mais rápido e mais forte e também mais entrecortado e soube que estava chegando o clímax.
“Continue querida, mais rápido, mais forte. Vamos Hermione, eu quero ouvir você. Quero que goze pra mim, vamos minha menina, quero que grite por mim".
Ele aumentou a intensidade das palavras e os dedos de Hermione pareciam obedecer ao incentivo e a velocidade que ele empregava.
Ela sentiu o ventre tremer e as mãos perderam o controle ora fazendo os movimentos dos dedos serem mais frenéticos ora fazendo apenas pressão e então Hermione sentiu o orgasmo arrebatar-lhe a sanidade.
O gozo veio profundo e estarrecedor e ela gritou, permitiu-se dar um longo, alto e delicioso gemido de prazer.
“Ah Rony... Rony... minha nossa...”
Rony também estremeceu, deixou-se enredar pela mesma onda de prazer que ela apoiado apenas na imaginação que tinha.
A imagem de Hermione gritando de prazer sobre os próprios dedos chamando por ele era absurdamente erótica, ele não precisou mais de nada.
"Mione...” – ele gemeu ofegante – “Ah Mione..."
Nos próximos segundos, tudo o que se pôde ouvir foi a respiração pesada e descompassada de ambos.
"Hermione..." – Ele chamou quando recuperou a voz.
Ela estava arriada na cama, olhos semi cerrados, completamente mole.
"Hum..." – ela gemeu em vez de responder.
"Você foi fantástica".
Ela sorriu.
"O que achou linda?"
"Maravilhoso" – ela disse.
"Você foi perfeita Hermione, céus, você é sexy até pelo telefone.
Ela riu mais alto.
"Nossa Rony...” – ela ofegou – “Céus, eu estou com um sono absurdo".
Agora foi ele que gargalhou.
"Ah linda, efeitos colaterais de um bom orgasmo".
"Gostaria que estivesse aqui" – ela disse sincera.
"Também gostaria” – ele disse – “Faria mais uma coisa se eu te pedir?"
"O que seria?"
"O travesseiro da sua cama, ele ainda tem meu cheiro?"
Ela estranhou a pergunta mas respondeu.
"Sim, por quê?"
"Bom, então abrace-o, durma abraçada a ele, durma despida. Como se estivesse comigo".
Ela sorriu.
"É uma boa maneira de aplacar a saudade, e quanto a você?"
"Eu? Bem, eu me arranjo."
"De que maneira?"
"Quer mesmo saber?"
"Sim ruivo, eu quero saber."
"Roubei uma camisola sua na ultima noite que estivemos juntos, portanto, não se preocupe, dormirei sentindo seu cheiro."
"Ronald!" – ela protestou.
Mas ele apenas riu.
"Boa noite Hermione, sonhe comigo".
"Pode apostar que vou ruivo.
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