O Primo perdido
21 N.O.M.s
Quando finalmente conseguiu se afastar do campo, depois da cerimônia, onde foi entregue a taça para o time da Grifinória, encontrou Peter, que estava sorrindo, aquilo parecia que fazia ser coração se partir em mil pedaços, Hydra achava que não merecia alguém tão bom.
— Parabéns meu amor, essa vitória também é sua! – Disse ele a abraçando.
— Eu vou subir para a torre, eles vão fazer uma festa, você sabe... – Disse ela tentando disfarçar que estava sem jeito.
— Claro, te vejo amanhã. – Peter a beijou e saiu em direção ao castelo. Hydra se sentia arrasada, completamente culpada por ter deixando Olívio a beijar e o pior ter retribuído... Então sentiu uma mão em seu ombro.
— Eu não queria Hydra, me desculpa, eu estava emocionado... – Dizia Olívio ainda com os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar de emoção pela vitória. – Eu fui tomado pelo momento, pela emoção, ai eu te vi e eu meio que lembrei de tudo, que eu lutei com você por isso, que eu te deixei por isso... Me desculpe, por favor, me desculpe...
— Eu te entendo Olívio, mas você não podia... A gente não podia... O Peter...
— Eu sei que não, eu juro que sei que não, me desculpe por favor! – Ele parecia a ponto de chorar novamente – Olha, eu falo com Peter, ele é um cara legal, ele te merece, eu fico feliz de você ter encontrado alguém assim, eu não queria atrapalhar, eu juro.
— Não, eu preciso falar com ele, não você.
— Eu conto, afinal a culpa foi minha.
— Eu que devo satisfação a ele sobre isso, Olívio, eu conto. – Disse Hydra decidida.
— Hydra, eu juro que eu não queria, mas, quando se trata de nós dois, sinceramente, eu acho que nunca vai existir um nada, eu acho que sempre vai existir um carinho pelo menos, algo, mesmo que lá no fundo, eu pelo menos acho que sim, mas não se preocupe, eu realmente sinto a mesma coisa que você só agora, uma bela lembrança, não estou sofrendo nem nada e quero ajeitar o erro que cometi, mas não adianta negarmos que provavelmente vai existir para sempre algo mesmo que adormecido lá dentro, porquê talvez vá, não sei, não é isso que queremos e nem precisamos agora mais, eu sei.
Antes que pudessem falar mais, o time os puxou para dentro do vestiário e os dois disfarçaram qualquer problema.
A festa na sala comunal foi ainda maior e melhor do que a anterior, durou a noite quase inteira e até Percy participou (até dar duas horas da manhã e ele falar que todos deveriam dormir, mas pouco ouviram).
Hydra passou os dias seguintes evitando Peter, se sentindo tão culpada que seu corpo doía, mas no jantar, não podia mais esconder.
— Hydra o que houve? Você está esquisita, não veio me ver hoje. – Disse Peter se sentando ao seu lado.
— É o cansaço de... – Hydra desistiu de contar a mentira que pretendia e chamou Peter para conversar, eles foram até uma sala vazia.
— Então? O que houve Hydra, você está me deixando nervoso. – Disse Peter encostado na mesa.
Hydra não aguentou falar, começou a chorar descontroladamente e contou o que aconteceu no campo no dia do jogo. Peter ficou parado por alguns minutos, branco, petrificado, sem falar nada e nem piscar.
— Por favor fala alguma coisa... – Chorava Hydra.
Mas ele não disse nada, apenas saiu correndo da sala, Hydra tentou ir atrás dele sem sucesso, parou em um degrau de uma das escadas depois de procurá-lo por uns vinte minutos e chorou novamente.
— Hydra, o que houve? – Era a voz de Jorge que se sentou ao seu lado seguido de Fred.
— Eu fiz tudo errado... – Hydra chorava tanto que não conseguia falar, encostou a cabeça no ombro de Fred e chorou enquanto Jorge acariciava sua mão. Depois do que pareceu mais ou menos meia hora, contou tudo o que aconteceu.
— O Olívio fez isso? Vocês se beijaram? Bem, não é nenhuma surpresa... – Disse Jorge em um tom pensativo.
— Não foi culpa sua Hydra, o Peter está nervoso agora mas ele deve perceber isso depois... — Disse Fred a cosolando.
— Como a gente não viu isso? – Perguntou Jorge baixinho para Fred que deu o ombro como quem dizendo "não faço ideia".
— Eu retribui, Fred, eu deixei me envolver, eu... Eu... Eu segurei a nuca dele, igual eu fazia antes, eu fiz isso! – Mais uma vez, Hydra chorava, inconsolável.
— Ainda assim, não foi sua culpa Hydra, era só o calor do momento provavelmente. – Disse Jorge.
Ela tentou mais uma vez achar Peter, mas não teve sucesso, pensou em ir até a sala comunal da Corvinal, mas achou que iria pegar mais uma detenção se fizesse, então decidiu ir direto para a cama, sem falar com ninguém, ficou deitada ali fingindo estar dormindo e chorando por horas até pegar no sono.
Na manhã seguinte, procurou Peter no café, mas ele não estava, decidiu então muito envergonhada ir até os amigos dele perguntar.
— Oi Jenono.
— Oi Hydra, você veio da ala hospitalar? – Disse ele sorridente interrompendo a conversa com os amigos.
— Ala hospitalar? Do que você está falando?
— Você não foi visitar o Peter? – Perguntou Marilee espantada.
— O PETER ESTÁ NA ALA HOSPITALAR? – Gritou tão alto que várias pessoas viraram para olhar.
— Sim, ele brigou feio com aquele seu ex namorado ontem, aquele Wood, acho que os dois estão lá. – Respondeu Jenono assustado.
Hydra saiu correndo tão rápido que todos na sua frente pareciam apenas borrões, ao chegar na ala hospitalar, encontrou Madame Pomfrey que disse que era muito cedo para visitas.
— Madame Pomfrey, eu imploro, eu faço qualquer coisa que você quiser, mas por favor deixa eu entrar ai.
Depois de muita luta, finalmente Hydra conseguiu entrar e viu Peter que estava deitada em uma das macas sozinho (nenhum sinal de Olívio) ele não a viu se aproximar, ela sentou ao seu lado e então ele virou ela soltou um gritinho, seus lábios estavam inchados e o olho roxo.
— Peter o que houve? – Disse ela espantada.
— O seu, o seu... – Ele não conseguia falar.
— O Olívio fez isso? — Perguntou Hydra espantada.
— Sim, mas eu deixei ele bem pior, ele ficou inconsciente a noite quase inteira, só teve alta agora pouco.
Hydra abriu a boca em choque.
— Peter, por quê?
— Por que? Porque ele te beijou Hydra! ele me desrespeitou e te desrespeitou! – Gritou ele com raiva.
— Peter, aquilo não foi nada, eu gosto é de você, Olívo vai sim ser sempre especial, mas ele é um amigo especial e só... Além disso, a culpa não foi só dele.– Hydra começou a chorar, mas Peter ainda tinha o rosto contraído de raiva.
— Hydra, eu não posso namorar alguém que beija o ex namorado, eu sinto muito, por mais que eu te ame, mas eu não posso! Como eu vou confiar em você assim? – O coração de Hydra bateu tão forte, novamente a facada que sentira o dia que Olívio terminara com ela voltava, ela chorou mais ainda.
— Eu... Peter, eu não quis beijar o Olívio...
— Eu preciso de um tempo para pensar, por favor... me respeite nisso, por favor... – Ele também parecia querer chorar.
Hydra saiu correndo antes que pudesse chorar mais, achou a primeira sala vazia e se trancou nela, estava perdendo aula de feitiços mas não se importava, só queria ficar sozinha e chorar naquele momento.
Finalmente, um aluno abriu a sala e Hydra saiu correndo, decidiu que iria tentar assistir a aula seguinte, de Transfiguração.
— Hydra o que houve com você? Você sumiu no café, não foi para a aula de feitiços, ninguém sabia responder onde você estava. – Perguntou Angelina preocupada sentando ao seu lado, mas Hydra não conseguia responder nada.
Durante toda a manhã seus amigos tentaram sem sucesso falar com ela, ela não respondia absolutamente nada e também não prestou atenção em nenhuma aula.
— Talvez ela esteja doente... – Disse Alicia.
Hydra não foi ao almoço, subiu para a sala comunal vazia e se jogou em uma poltrona, logo percebeu que na verdade a sala tinha mais um habitante, Olívio Wood, que estava quase tão machucado quanto Peter sentado em uma poltrona no canto, ela decidiu ir até ele.
— O Peter não devia ter te atacado, isso foi errado dele! – Disse ela se sentando.
— Eu mereci. – Ele tentou sorrir – Está tudo bem com você? Não me leve a mal, você é sempre bonita, mas você está com a aparência péssima.
— O Peter pediu um tempo... – Disse ela quase chorando.
— Ele é um idiota então. – Olívio de forma calma – Você não teve culpa, ele já descontou a raiva dele em mim, agora isso? Ele vai acabar perdendo você se continuar assim, igual eu te perdi...
Hydra olhou para Olívio e viu que ele estava realmente triste pela situação.
— Você não me perdeu, eu sempre estive aqui para você... — Disse Hydra ao seu lado olhando para o chão.
— Ele provavelmente vai mudar de ideia Hydra, eu sei de primeira mão como é mudar de ideia sobre você. Como eu te disse ontem, Hydra, eu quero que você saiba que eu acho que sempre vou gostar, mas não estou sofrendo, não estou mais triste com isso, eu estou de verdade feliz por você e o Peter, eu gosto de você como uma lembrança linda, eu me concentrei tanto no quadribol que nem tive tempo para pensar nisso antes direito, mas é verdade... – Sorriu Olívio.
— Obrigada Olívio, eu também sinto exatamente a mesma coisa por você. – Disse Hydra o abraçando, os dois então ficaram abraçados por alguns segundos.
A conversa com Olívio fez Hydra se sentir um pouco melhor, de modo que a tarde conseguiu contar tudo a seus amigos.
— Ele provavelmente vai voltar logo, você sabe disso. – Disse Alicia durante a aula de trato de criaturas mágicas.
— Ele é um idiota se não! – Afirmou Fred.
— Obrigada gente, só quero esquecer isso por agora.
Alguns dias se passaram, Peter saira da ala hospitalar e Hydra sofria toda vez que o via (já com o rosto recuperado) na mesa da Corvinal, a notícia de seu possível término correra solto e junto com a ainda euforia da taça de quadribol, era um assunto muito comentado por todos, Amee Goat em especial parecia radiante tentando sentar perto de Peter.
— Você está bem? – Perguntou Fred.
— Sempre. – Mentiu Hydra, parecendo séria e encarando a mesa da Corvinal enquanto comia.
Amee sentara ao lado de Peter, acariciando seus cabelos sempre que ele não olhava, apesar de ele afastar sua mão sempre que perecebia.
— Você está fazendo nevar. – Disse Fred.
Hydra observou que pequenos flocos de neve caiam em cima deles enquanto ela mexia com a varinha, não era neve de verdade, é claro, mas isso significava que Hydra estava com muita raiva, ela geralmente fazia esse feitiço quando estava com raiva. Quando era criança, fazia inclusive sem a varinha.
— Desculpa meninos, é só que... essa Amee, ela não tem noção, né? – Perguntou ela.
— Mais do que o Olívio, talvez... – Disse Jorge, baixinho.
Era quase o meio de Maio e os N.O.M.s se aproximavam rápido, Hydra não falara mais com Peter desde o dia na ala hospitalar e cada dia isso doia mais, mas ela não podia se dar ao luxo de não se preparar para os exames que estavam tão perto. Fred e Jorge sempre tentavam animá-la contando piadas na sala comunal.
— Vocês são muito especiais para mim! – Disse Hydra sentada em uma poltrona próxima a lareira para Fred e Jorge que sentaram ao seu lado.
— Você também é Hydra. – Respondeu Fred.
— Posso te fazer uma pergunta? – Disse Jorge baixinho
— Claro!
— Você ama o Peter? Ou você gosta do Olívio?
Hydra ficou confusa com a pergunta e procurou Olívio com o olhar, ele estava conversando alegremente com alguns amigos no outro canto da sala.
— Eu acho que eu vou sempre gostar do Olívo de alguma maneira, não sei, pelo menos essa é a impressão que eu tenho e que ele também pelo que ele me disse. Ele foi meu primeiro amor de verdade, meu primeiro namorado de verdade, mas eu não o amo mais, não daquele jeito que eu amava, romântico sabe? Não, eu realmente amo o Peter, eu não sinto mais desejo pelo Olívio ou paixão, tudo isso eu sinto pelo Peter, além do amor, é claro, ele me faz mais falta do que eu imaginei, eu acho que eu não dei o valor que ele merecia antes, quando eu o tinha... e agora... – Respondeu Hydra pensativa.
— Eu entendo, mas não se preocupe, você sabe que o Peter provavelmente vai voltar logo, né? – Perguntou Jorge.
— Eu espero que sim... – Disse Hydra, se esforçando para não voltar a chorar.
— E se não voltar... Temos sempre aquela lista...
— NÃO ME FALA NA LISTA!!! – Interrompeu Hydra.
— Ok... Um rapaz não pode nem fazer mais um ourinho honesto por aqui! – Disse Fred, fingindo estar indignado.
Jeniffer, tomando as dores do irmão, também evitava falar com Hydra, o que fazia ela se sentir cada vez pior.
— Isso é ridículo dela. – Disse Angelina, que agora se aproximava de Hydra e dos gêmeos e viu que a menina olhava com tristeza para Jeniffer, que estava com Rita e Laura sentada em um canto oposto da sala comunal.
— Você ficou sem falar com a Hydra porquê ela terminou com o cara que você queria que ela namorasse e ele nem era seu parente, como você pode julgar a Jeniffer? – Disse Fred.
— Pior, foi porquê ele terminou com ela! – Completou Jorge.
— Não foi bem assim e não foi esse o motivo. – Disse Angelina, lançando um olhar feio para os meninos.
O sábado chegou e com ele a aula com o professor Snape.
— Desajeitada, esqueceu de mexer a poção para a esquerda, já é o segundo erro que comete essa semana, sem contar com as semanas passadas, Srta. Malfoy, se não melhorar, deixarei de lado nossas aulas – Disse Snape do jeito cruel e severo de sempre parado atrás de Hydra que mexia em um caldeirão que borbulhava em azul.
— Não profesor, eu prometo que eu vou me concentrar mais, eu prometo.
— Semana que vem, é a sua última chance! – Pode ir e faça essa patética desculpa para poção desaparecer antes.
— Evanesca. – Disse Hydra apontando a varinha para o caldeirão e fazendo com que a poção desaparecesse de vista.
— Semana que vem, iremos pegar mais uma poção que cairá no N.O.M e eu quero nada menos que ótimo, entendido Srta. Malfoy?
— Sim, Professor Snape.
Hydra saiu da sala desgostosa em direção a sala comunal, estava subindo as escadas, quando deparou com Peter, seu coração bateu forte e seu estômago estava tão embrulhado que parecia que ela ia vomitar, ela pensou em passar batido correndo antes que chorasse de novo de saudades dele, mas Peter a chamou quando ela começou a se apressar para sair.
— Hydra, espera – Disse ele –, vem aqui comigo por favor?
Peter a levou até uma sala vazia onde ela se sentou e ele também a sua frente, os dois ficaram se olhando por muitos minutos até Peter falar.
— Os gêmeos vieram falar comigo, o Olívio veio falar comigo, minha irmã veio falar comigo, até meus amigos vieram falar comigo... – Disse ele calmamente olhando para Hydra.
— Sobre o que? – Perguntou ela nervosa.
— Que eu estou sendo tolo e radical, uma criança, que a culpa não foi sua, etc... Mas sinceramente o que mais me marcou foi algo que o próprio Olívio disse.
— O que ele disse?
— Que pensou por muito tempo que cometeu o erro de se separar de você por achar que era o melhor no momento e depois viu que sentia sua falta, o momento já tinha passado, ele não te conseguiu de volta e depois passou a entender que realmente gostava de você, mas não daquele jeito mais, mas que sempre seria uma amiga para ele e uma lembrança boa e que você estava melhor comigo e que eu seria um idiota se deixasse esse momento passar e me arrepender, porquê dava pra ver que a gente provavelmente pertence um ao outro... – Hydra engoliu essas palavras – Ele disse que hoje em dia já superou tudo isso...
— Ele disse isso? – Perguntou Hydra surpresa.
— Sim. – Peter se levantou e se sentou ao lado de Hydra.
— Me desculpa, Peter eu não sou assim, eu não traio, eu não saio beijando caras enquanto estou com alguém, só, aconteceu... eu realmente não queria... eu não planejei, eu não quis beijar ele, só você...
— Eu acredito em você, eu acho que eu só fiquei louco de ciúmes, só isso, eu te amo tanto Hydra e o Olívio, bem, eu te vi por quase um ano com ele, o amando, chorando por ele depois, confusa por causa dele, eu não sei, eu só fiquei com ciúmes e medo de me machucar com isso. – Disse Peter, olhando para o chão.
— Eu não quero nunca te machucar Peter e nem ficar com o Olívio... Promete que vai confiar em mim? – Perguntou Hydra sorrindo e mexendo no cabelo de Peter.
— Eu prometo. Promete que não vai mais beijar seu ex?
— Eu prometo! – Disse Hydra rindo e chorando de alegria ao mesmo tempo.
Peter a beijou e os dois ficaram ali naquele sala por muito tempo, o coração de Hydra estava alegre novamente, os dois falaram o quanto sentiram falta absurda um do outro, tudo parecia finalmente se encaixar, toda dor parecia finalmente ter ido embora. Jeniffer também passou a voltar ao completo normal com Hydra, falando que sempre entendeu e acreditou nela, mas que sentiu a dor do irmão e ficou com raiva.
Com o fim do campeonato de quadribol, o final de Maio se tornou exclusivamente para o pânico dos exames.
— Anotem, por favor, todos os temas que possivelmente irão cair em seus exames. – Disse a Professora Burbage, durante a aula de Estudos Trouxas – Uso da tecnologia na comunicação trouxa, especialmente, como usar um telefone, escrever cartas e enviar pelos correios e uso do computador.
— Isso vai ser difícil pelo visto... – Dizia Laura, enquanto anotava toda a matéria em um pergaminho.
— Também teremos sobre como a genética bruxa se preserva com o cruzamento entre bruxos e trouxas, meios de transporte trouxa e como usá-los no dia-a-dia e profissões trouxas comuns.
— Tudo isso, professora? – Perguntou Hydra.
— E mais um pouco, Srta. Malfoy.
— Me lembra novamente como seus pais deixaram você fazer essa matéria. – Perguntou Laura, que era a única conhecida que cursava a matéria com ela, enquanto a professora Burbage falava com o resto da turma sobre a matéria.
— Eles não sabem, eu fiz um acordo com a escola, o problema é que eu só comecei esse ano, então eu tenho dois anos de matéria para aprender em apenas um.
— Você realmente deve estar ficando louca com tanta matéria... – Disse Laura, se compadecendo da menina.
— Você nem faz ideia....
À medida que junho se aproximava, os dias foram desanuviando e se tornando quentes, e só o que as pessoas tinham vontade de fazer era passear pela propriedade e se largar no gramado com vários litros de suco de abóbora gelado do lado, e talvez jogar uma partida descontraída de bexigas ou apreciar a lula gigantesca nadar, sonhadora, pela superfície do lago. Mas isso não era possível. Os exames estavam às portas e em lugar de se demorarem pelos jardins, os alunos tinham de permanecer no castelo, e tentar obrigar o cérebro a se concentrar em meio aos sopros mornos de verão que entravam pelas janelas. Até mesmo Fred e Jorge Weasley tinham sido vistos estudando finalmente percebendo que deveriam passar em pelo menos alguns N.O.M.s. Hydra e Peter praticamente viviam na biblioteca, a briga entre os dois foi esquecida completamente e agora eles só pensavam em como seriam os exames.
Nesse meio-tempo, nascera entre os alunos de quinto e sétimo ano um florescente mercado negro de produtos para aumentar a concentração, a agilidade mental e a atenção, mas Hydra não prestava atenção neles, na verdade não prestava atenção em quase nada, vários alunos do quinto e sétimo ano saiam correndo e chorando da biblioteca diariamente.
— Como vocês podem ver – disse a Prof a McGonagall à classe em uma das aulas de Transfiguração enquanto os alunos copiavam as datas e os horários dos exames do quadro-negro –, os seus N.O.M.s estão distribuídos por duas semanas sucessivas. Vocês farão os exames de teoria pela manhã e os de prática à tarde. O exame prático de Astronomia, naturalmente, será realizado à noite.
"Agora, devo prevenir a vocês que os seus exames receberam os feitiços anticola mais fortes que existem. Não são permitidos na sala de exame Penas de Resposta Automática, nem tampouco Lembróis, Punhos-de-Cola Destacáveis nem Tinta Autocorretora. Todo ano, é preciso dizer, aparece no mínimo um estudante que acha que pode contornar o regulamento da Autoridade de Exames Bruxos. Por favor não percam seu tempo tentando e nem envergonhem a nossa casa."
— Professora, quando teremos o resultado dos nossos exames? – Perguntou Hydra levantando a mão.
— Vocês receberão uma coruja em julho.
Hydra sentiu seu corpo todo ficando gelado, seria ruim o suficiente esperar para saber os resultados, pior ainda esperar em casa.
O primeiro exame, Teoria dos Feitiços, estava programado para a segunda-feira pela manhã, Hydra estava de novo com Peter na Biblioteca, os amigos de ambos também estavam por perto nas mesas, todos muito concentrados.
— Peter, qual é a sua primeira prova? – Sussurrou Hydra.
— Poções e a sua?
— Teoria dos Feitiços, quer testar algumas poções comigo e eu testo alguns feitiços com você?
— Tudo bem! – Disse ele alegremente.
Os dois pegaram suas coisas e foram até uma sala vazia, onde Peter praticou algumas poções com a supervisão de Hydra e ela praticara alguns feitiços e transfigurações com a supervisão de Peter.
— Você tem que se concentrar.– Disse ele andando ao redor de Hydra enquanto ela respondia suas perguntas, para a parte teórica dos exames,
— Eu sei, eu sei, é só que é difícil lembrar de algumas coisas. – Hydra estava realmente muito nervosa.
Tinha algo de divertido e calmo estudar com Peter, apesar de Poções ser a única matéria que ela realmente podia ajudá-lo (Graças a todas as aulas avançadas com Snape) e Peter estar extremamente nervoso com todos seus exames, ele sempre dava um jeito de ajudá-la.
— Eu não consigo, é impossível, É IMPOSSÍVEL! – Dizia Alicia, entrando mais uma vez em pânico, na biblioteca, fazendo com que a bibliotecária fosse pedir silêncio para o grupo.
— Não é impossível, Alicia, você podr conseguir. – Disse Hydra, tentando animar a amiga.
— Olha, até o Fred e o Jorge estão estudando. – Disse Angelina, apontando para os meninos que estavam na ponta da mesa da biblioteca, junto com Lino Jordan, os três com os narizes enfiados em grossos livros.
— Eu disse que uma hora eles provavelmente iriam cair na real e levar à sério os exames. – Disse Hydra.
No Sábado antes dos exames, Snape pegou particularmente pesado com os possíveis exames que cairiam no N.O.M.
— Eu não quero nada abaixo de ótimo para uma aluna que tem tido aulas particulares o ano inteiro, entendido. – Disse ele observando uma Poção revitalizante que ela acabara de preparar, com a mesma expressão de eterno nojo e desprezo que sempre tinha.
— Sim Senhor. — Hydra não ousou responder mais nada.
— Pelo menos a senhorita recuperou sua mão para poções nas últimas semanas, não vejo o porquê de não ir bem, apesar dos tipos com quem anda... – Ele fez uma pausa desgostosa – Se não deixar se levar por eles, espero vê-la nas minhas aulas de N.I.EM no ano que vem.
Hydra sorriu, apesar de tudo, gostava muito de Snape e ele ensinara mais para ela naquele ano do que jamais poderia imaginar, sabia que tinha sorte e se sentia muito confiante para fazer qualquer exame de Poções.
Infelizmente, o primeiro exame seria em dois dias e era de Feitiços, e não poção e ela estava ansiosa para sair e estudar. Finalmente depois de avaliar satisfatoriamente sua poção, Snape a liberou.
Hydra passou a madrugada a dentro estudando com Angelina, Jeniffer, Rita, Laura e Alicia teoria de feitiços, a pobre Alícia parecia que iria ter um colapso a qualquer momento (novamente).
— Isso é pior do que a final contra a Sonserina! – Disse Angelina nervosa.
Na noite de domingo, o jantar foi calmo e calado, ninguém parecia conseguir comer muito ou dizer qualquer coisa, Alícia recitava em voz alta feitiços, Peter fazia gestos com as mãos como se estivesse mexendo em um caldeirão e cochichava com Olívio sobre o exame de Poções (que estava perto, graças a recém pazes que ele fez com Peter), mesmo Fred, Jorge e Lino pareciam doentes e calados.
— São eles? São os examinadores? – Perguntou Angelina, com a voz nervosa, olhando para o saguão de entrada e todos viraram-se imediatamente.
Pelas portas que se abriam para o Saguão de Entrada, eles viram um pequeno grupo de bruxos e bruxas de aparência idosa.
— Eu acho que são sim, eu não acredito que já é amanhã! – Disse Hydra, que Peter notou, estar mais pálida do que nunca.
— Você é inteligente Hydra, sempre sabe as respostas, não sei do que está com medo – Disse Alicia.
— Eu sou esforçada, mas nunca se sabe... E você é inteligente também!
A noite na sala comunal, todos pareciam querer revisar suas matérias sem sucesso, Hydra decidiu então ir dormir, mas ficou rolando na cama até tarde da noite, precisava mais do que nunca se concentrar no dia seguinte.
Nenhum dos quintanistas conversou muito durante o café na manhã seguinte, tampouco:
Hydra tentava mentalmente lembrar de todos os feitiços que precisava e Peter, que iria prestar os N.I.E.M.s tinha um olhar enlouquecido.
Quando terminaram, os alunos de quinto e sétimo anos se deixaram ficar pelo Saguão de Entrada enquanto os outros estudantes foram para as aulas; então, às nove e meia, eles foram chamados, turma por turma, a reentrar no Salão Principal, que tinha sido rearrumado para as provas; as mesas das quatro Casas tinham sido retiradas e substituídas por muitas mesas individuais, de frente para a mesa dos professores no fundo do salão, à qual estava a Prof a McGonagall, por sua vez, de frente para as mesas dos alunos. Depois que todos se sentaram e sossegaram, ela disse:
— Podem começar. – E virou uma enorme ampulheta na mesa ao lado, sobre a qual havia ainda penas, tinteiros e rolos de pergaminho de reserva.
O coração de Hydra parecia que ia explodir, baixou os olhos para ler a primeira pergunta:
a) cite o encantamento e b) descreva o movimento da varinha exigido para fazer os objetos voarem. Respirou fundo e começou a escrever.
— Como você foi? – Perguntou Hydra para Peter no sagão de entrada, duas horas mais tarde.
— Eu acho que fui bem, sua ajuda foi maravilhosa, muitas coisas que treinamos caiu no exame – Sorriu ele e abraçou.
— E ai gênios, como foi o exame? – Disse Fred que chegava com Jorge e Lino.
— Eu acho que fui muito bem e vocês? – Respondeu Hydra.
— Não sei e não me importa – Disse Jorge.
— Você não tomam jeito mesmo! – Sorriu Hydra dando um soquinho no ombro de Jorge.
Os quintanistas almoçaram com o restante da escola (as mesas das quatro Casas reapareceram na hora do almoço), depois marcharam para uma pequena sala ao lado do Salão Principal, onde deviam esperar a chamada para o exame prático. À medida que pequenos grupos de alunos eram chamados, os que ficavam murmuravam encantamentos e praticavam movimentos com a varinha, ocasionalmente espetando o colega nas costas ou no olho, por engano.
Chamaram Angelina e Lino que foram tremendo com alguns outros alunos. Os estudantes que eram testados não voltavam à sala, o que causava uma tensão entre os amigos que ficavam esperando ansiosos.
— Vamos lá... – Sorriu Alicia.
O Prof. Flitwick chamou depois de um tempo:
— Macmillan, Jeniffer... Maccoy, Brendon.... Malfoy, Hydra... Matense, Lena...
— Boa prova! – Desejaram Fred, Jorge e Alicia.
— Obrigada gente, para vocês também... – Sorriu Hydra nervosamente para eles.
— O Prof. Tofty está livre, Malfoy – esganiçou-se o Prof. Flitwick, que estava em pé à porta. E orientou Hydra para um bruxo que parecia o examinador mais velho e mais careca, sentado a uma mesinha no canto mais distante, a uma pequena distância da Prof a Marchbanks, que, por sua vez, já estava na metade do exame de um aluno da Lufa-Lufa.
— Hydra Malfoy? – perguntou o Prof. Tofty, consultando suas anotações e espiando por cima do pincenê à aproximação de Hydra.
— Isso – Disse Hydra tremendo.
— Vamos senhorita não precisa ficar nervosa. Agora, gostaria de pedir que você pegasse esse porta-ovo e o fizesse dar saltos mortais para mim.
Hydra sentiu que foi muitíssimo bem no exame e saiu confiante e sorrindo.
No jantar, todos comentavam sobre os exames
— Eu me atrapalhei um pouco com o feitiço de mudança de cor. – Disse Angelina chateada. – Mas no geral acho que fui bem.
— Nem adianta perguntar de vocês, não é? – Riu Hydra para Fred e Jorge que confirmaram
— Os N.I.E.M.s não são mole gente, não mesmo! – Disse Peter nervoso, parecendo meio trêmulo, sentando ao lado deles.
— Você disse que foi bem. – Disse Hydra.
— Eu acho que sim, mas, realmente são exaustivos...
— Acho que por isso o nome "Incrivelmente Exaustivos", eles vão estavam de brincadeira quando colocaram esse nome pelo visto – Disse Jorge, se referindo ao I e E das siglas N.I.E.M
Não houve tempo para relaxar naquela noite, Hydra seguiu para a sala comunal já que não podia mais ajudar Peter e sabia que ele precisava se concentar, todos seus amigos do quinto ano mergulharam em uma revisão de Transfiguração.
No dia seguinte, Hydra sentiu que foi muito bem no seu exame teórico e melhor ainda no prático, onde conseguiu fazer uma iguana desaparecer completamente, Jeniffer que estava na mesa ao seu lado deixou metade da iguana aparecendo no começo, antes de conseguir fazer o bicho sumir por completo depois.
Os alunos fizeram o exame de Herbologia na quarta-feira, essa era uma das especialidades de Hydra, então ela não sentiu absolutamente nenhuma dificuldade. Peter teve seu exame de Feitiços no mesmo dia e estava muito mais satisfeito do que o de Poções.
Depois, na quinta-feira, tiveram Defesa Contra as Artes das Trevas. Hydra teve pequenas dificuldades na parte escrita, mas graças as maravilhosas aulas do Professor Lupin, conseguiu ir bem e realizar todos as contra-azarações e feitiços defensivos que foram o foco das aulas no segundo período do semestre.
Na sexta-feira, Hydra prestou o exame de Runas antigas, sentiu que não foi o seu melhor desempenho, mas ainda assim foi satisfatório. Peter parecia cada dia mais pálido depois dos exames.
Durante o fim de semana, ela tentou fazer com que Peter relaxasse um pouco, afinal só faltavam mais dois exames para ele, Defesa-Contra-As-Artes-Das-trevas e Herbologia.
— Eu posso te ajuda em Herbologia se você quiser. – Disse ela sorrindo abraçada a ele em uma sala vazia.
— Eu até que estou despreocupado com esses dois últimos exames, para mim o pior já passou, eu não entendo porque você está puxando tanta matéria esse ano Hydra, ainda faltam muitos para você! – Disse ele preocupado.
— Ano que vem eu quero diminuir essa carga horária, pode ter certeza. – Sorriu ela.
— Eu nem acredito que o ano já está acabando... – Disse Peter triste.
— E eu não quero pensar sobre o que isso significa, não agora, por favor... – Disse Hydra o beijando.
No Sábado a noite, Snape passou uma revisão maravilhosa de poções para o seu exame de segunda o que fez com que Hydra passasse o domingo ajudando os amigos (e alguns outros alunos que estavam na biblioteca) a fazer revisões finais, quando se deu conta, tinha pelo menos trinta alunos ao seu redor enquanto ela explicava a Poção Polissuco, de todas as casas, até da Sonserina!
O exame escrito de Poção foi o mais fácil que Hydra já tiverá na vida e a mesma coisa aconteceu de tarde, ela tinha a inabalável certeza de que tiraria a nota máxima, já que não sentiu absolutamente nenhuma dificuldade com elas. Quando o professor disse:
"Afastem-se dos seus caldeirões, por favor, o exame terminou" Hydra saiu contente e se sentindo satisfeita.
— Como foi o exame? – Perguntou ela encontrando Angelina no corredor.
— Não tão bom, provavelmente nada que vá me garantir uma vaga na turma do Snape ano que vem. – Respondeu ela desanimada.
— Não tenha certeza disso, além disso, mesmo que seja verdade, o que eu não acho que seja, você meio que nem queria mesmo, né? – Perguntou Hydra.
— Não mesmo, pra mim vai ser um alívio não ter aula com ele.
No jantar, todos pareciam desanimados, era vez de Hydra se sentar com os amigos de Peter, que pareciam exaustos.
— Herbologia não foi difícil – Comentou Peter –, mas todos os nossos exames são extremamente cansativos, espera até você chegar lá... – Disse Peter com olheiras nos olhos.
— Eu estou tendo já o gostinho dos N.O.M.s, apesar dos de hoje terem sido ótimos, amanhã eu tenho Trato das Criaturas Mágicas e sinceramente, o Hagrid não me ensinou muito esse ano para que eu me sinta confiante em passar, a maioria eu estudei sozinha nos livros.
— Eu te entendo. – Disse Marilee – Fiz a mesma coisa, Hagrid não é exatamente um bom professor.
Hydra se sentiu dividida, realmente concordava com Marilee, mas gostava de Hagrid, preferiu não falar mais nada sobre o assunto.
— Vocês já decidiram como vão fazer ano que vem? – Perguntou Jenono entre uma garfada de bife a parmegiana e outra.
— Sobre o que? – Perguntou Peter
— Vocês não vão mais estar juntos todos os dias... – Hydra e Peter ficaram vermelhos, na verdade já era bem desconfortável ter que falar sobre esse assunto a todo momento.
— Nós vamos continuar namorando, eu vou poder ver a Hydra nos fins de semana de Hogsmeade e nos feriados. – Disse Peter com um tom de quem encerra um assunto. Jenono parece ter entendido já que não perguntou mais nada.
— Como foi para vocês esperar o resultado dos N.O.M.s? – Perguntou Hydra tentando mudar de assunto. – Eu não consigo nem imaginar esperar seis semanas para saber se passei ou não, é muito nervoso.
— Calma. – Riu Marilee – Passa rápido, quando você perceber já estão chegando por coruja na sua casa, dali pra frente é só planejar os últimos dois anos de Hogwarts, estudar para os N.I.E.M.s e ser feliz.
Hydra teve prova prática de Trato das Criaturas Mágicas pela manhã e a prática de tarde. O exame prático foi realizado no gramado em frente à Floresta Proibida, onde os examinadores pediram aos estudantes para identificar corretamente o ouriço escondido no meio de uma dúzia de porcos-espinhos (o truque era oferecer leite a cada um individualmente; os ouriços, bichos extremamente desconfiados, cujas cerdas têm propriedades mágicas, geralmente ficavam furiosos diante do que imaginavam ser uma tentativa de envenená-los); depois pediram para demonstrar como se apresentar corretamente a um Hipogrifo e logo depois, tentar identificar uma Briba e um Cava-Charco.
O exame teórico de Astronomia na quarta-feira de manhã correu bem. Tiveram de esperar até a noite para fazer o exame prático, Hydra teve então de tarde sua prova de estudos os trouxas, que achou que foi muito bem.
Onze da noite, Hydra e seus amigos foram até a torre de Astronomia para o exame prático, a noite estava calma, Cada aluno montou o próprio telescópio e, quando a professora deu a ordem, começaram a preencher as cartas estelares em branco que haviam recebido. Apesar de não ser a matéria preferida de Hydra, ela achou que seu exame foi satisfatório o suficiente para passar, logo depois que acabou, foi para a torre da Grifinória e desabou na cama de cansaço, no dia seguinte teria seu último exame, História da Magia.
— Hoje tenho Defesa-Contra-As-Artes-Das-Trevas e é isso, acabou, se eu passar, sem mais exames em Hogwarts, nunca mais! – Disse Peter com mais temor que felicidade em sua voz sentado ao seu lado no café – Eu ainda não acredito que já se passaram sete anos desde que estive aqui a primeira vez.
— Nem me fala, sinto a mesma coisa... – Disse Olívio que estava sentado perto na mesa – Bom, pelo menos consegui terminar meus estudos com a taça de quadribol nas mãos, isso já foi mais do que eu poderia desejar. – Sorriu ele, com um brilho no olhar.
— Você vai continuar com o quadribol? – Perguntou Peter.
— Sim, já tenho testes marcados para algumas equipes profissionais e você?
— Quero ser curandeiro, já consegui uma vaga no St. Mungo's. – Disse ele, orgulhoso.
Depois do café, Peter e Olívio continuaram para seus exames teóricos e Hydra subiu para a torre da Grifinória, O exame final de História da Magia não deveria se realizar até a tarde.
— Sem o Peter e o Olívio aqui ano que vem, quem vai brigar no corredor por sua causa? – Brincou Jorge enquanto Hydra revisava suas anotações sentada na sala comunal – Isso aqui vai ficar muito chato!
— Sempre pode surgir novas brigas, não se preocupe, Angelina vai continuar aqui, não se esqueça, essas duas sempre podem inventar uma confusão para arrumar. – Brincou Fred.
— Eu não acredito que vocês tem prova daqui a pouco e estão ai brincando. – Disse Hydra zangada, mas os gêmeos fizeram uma expressão de desdém e continuaram conversando.
Os quintanistas entraram no Salão Principal às duas horas e se sentaram em seus lugares diante do exame virado para baixo.
— Desvirem o exame – disse a Profa à frente do salão, invertendo a gigantesca ampulheta. – Podem começar.
O exame foi exatamente como as aulas de História de magia, longo, chato e cansativo, mas finalmente acabara, finalmente estava livre dos N.O.Ms, agora era só esperar seis semanas para saber como se saiu.
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