O Primo perdido
17 Grifinória X Corvinal
O resto das férias foi desagradável e tediosa, mas finalmente, o dia de voltar para Hogwarts chegou e Hydra embarcou com Draco no expresso de Hogwarts. Draco se despediu e procurou um vagão com seus amigos e Hydra seguiu procurando Fred, Jorge e Peter.
— Hydra! Sente aqui! – Disse Angelina, que estava em um vagão com Alicia. Hydra se sentou e colocou suas coisas no compartimento de cima.
— Como foram as férias? – Perguntou Alicia animada, Hydra se sentou ao lado de Angelina e em frente a Alicia antes de responder.
— Estranhamente boas, consegui estudar bastante e eu visitei o Peter e também o Fred e o Jorge.
— Ouvi meu lindo nome? – Disse Jorge, entrando no vagão com Fred e se sentando ao lado de Hydra enquanto Fred se sentou ao lado de Alicia.
— Como foram o resto das férias, meninos? – Perguntou Hydra.
— Divertidas, eu e Jorge trabalhamos em algumas invenções novas. – Sorriu Fred com o olhar de quem aprontara algo.
— E mamãe e papai falaram muito de você, papai finalmente encontrou alguém para falar sobre coisas de trouxa... — Brincou Jorge e Hydra sorriu, realmente o Sr. Weasley era uma das pessoas mais divertidas e legais que conhecera.
Logo, Peter chegou no vagão (Jorge cedeu o lugar ao lado de Hydra para ele e se sentou ao lado de Fred), por último, Lino apareceu e o expresso de Hogwarts começou a se movimentar e tomar velocidade.
— Meus pais gostaram muito de você, disseram que nunca imaginaram que você fosse tão bonita e agradável assim. – Sorriu Peter falando baixo com Hydra enquanto os gêmeos e Lino jogavam Snaps explosivos.
— Eu também gostei muito deles, são pessoas muito gentis e parecem ser maravilhosas. – Sorriu Hydra.
O resto da viagem foi longa e divertida, Hydra se juntou para algumas partidas de Snaps explosivos, assim como Peter, Angelina e Alicia e os gêmeos mostraram algumas de suas novas invenções.
— Um doce que faz você vomitar lama verde, algum voluntário para uma demonstração? – Todos recuaram e faziam não com a cabeça, enquanto Jorge mostrava um docinho verde com listras brancas.
A visão de Hogwarts na carruagem de volta para o castelo foi como uma brisa em um verão quente, o coração de Hydra se encheu de alegria.
No dia seguinte, as aulas recomeçaram, era uma manhã fria de Janeiro quando Hydra desceu para o café.
— Transfiguração, aposto que a professora McGonagall vai nos encher de dever de casa! – Reclamava Fred comendo um pedaço de ovo frito.
— Os N.O.M.s estão chegando, é mais do que esperado... – Respondeu Angelina.
— Mas mesmo assim, ainda faltam meses!
— Faltam só cinco meses Jorge, isso passa voando! – Disse Hydra, se servindo de um pedaço de panqueca doce.
— Olá time, tiveram boas férias? – Olívio apareceu, se sentando ao lado de Angelina, seu olhar para Hydra era mais alegrre do que o que tinha no trem no começo das férias.
— Sim, animados. – Respondeu Alicia.
— Ótimo, precisamos treinar muito, treinar duro. – Seu velho olhar de grande fascínio sempre aparecia quando falava de quadribol.
— Sim senhor! – Zombaram Fred e Jorge
— Não se preocupe Olívio, vamos estar prontos quando o próximo jogo chegar. – Sorriu Angelina.
— Excelente! Bom, é melhor eu ir indo, vejo vocês depois. – Olívio se levantou e foi para fora do salão.
— Acho que ele superou o barraco que vocês duas fizeram no trem... – Disse Jorge, Hydra e Angelina coraram na hora.
Apesar das férias terem tirado um pouco do peso da briga e o melhor, Percy parece ter esquecido de notificar a professora Minerva, então não teve detenção, era milagroso! Mas é claro que algumas pessoas ainda passavam por elas comentando sobre isso.
Durante a aula de Transfiguração, eles praticaram feitiços de Desaparição e Minverva lembrou a todos sobre os N.O.M.s
— Apenas cinco meses separam vocês do exame que vai mudar suas vidas, espero que estejam estudando de acordo com a gravidade da situação! – Disse com seu habitual tom sério.
A Corvinal jogou contra Sonserina uma semana depois do início do semestre. Sonserina ganhou, mas foi uma vitória apertada. Segundo Olívio, isto era uma boa notícia para Grifinória, que tiraria o segundo lugar se também batesse Corvinal. Portanto, o capitão aumentou o número de treinos para cinco por semana, ele ainda insistia que Hydra participasse para ajudar, mas ela limitou sua ajuda para apenas duas vezes por semana já que realmente estava preocupada com os N.O.M.s e suas aulas com o Prof. Snape estavam cada vez mais difíceis, ele disse que deveriam dar uma pausa nas pesquisas para uma nova poção e se concentrar no preparo de poções avançadas para os N.O.M.s e N.I.E.M.s, a primeira que testaram era realmente extremamente avançada e levou horas para ficar apenas na metade.
— Deixaremos descansar por uma semana e continuamos na próxima aula. – Disse Snape, em uma das aulas.
— Quanto tempo demora para a poção ficar pronta? – Perguntou Hydra.
— Um mês e meio, mais ou menos. – Respondeu Snape, meio como se fosse um absurdo ela não saber disso.
Os encontros com Peter continuavam sendo diários, algumas vezes em salas vazias aonde os dois podiam ficar relaxados e algumas vezes na biblioteca, aonde os dois estudavam para os seus exames no final do semestre.
No final de Janeiro, Hydra estava na sua tediosa aula de história da magia, se sentindo muito cansada, já que tinha ajudado Olívio no treino anterior.
— Vamos falar sobre o Merlin mais famoso, o qual foi aluno da nossa escola. – Disse o Professor Binns, o único Professor fantasma que Hydra tinha – Abram na página 253 do seus livros.
— É impressionante como até um tema interessante como esse, provavelmente vai ser tedioso nessa aula. – Comentou Hydra com Angelina, que estava com o rosto apoiado na mão, sentada ao seu lado e de Alícia.
Hydra tentou prestar atenção na aula, mas realmente a leitura do Professor a deixava com um sono incontrolável.
— Depois do nascimento de Arthur, Merlin se tornou o tutor do jovem menino, enquanto ele crescia com o seu pai adotivo...
Hydra sem nem perceber, pegou no sono.
Em seu sonho, ela se encontrava no quarto da mansão dos Malfoy, mas não estava sozinha, Olívio estava em um canto, sendo ameaçado por Lúcio, que tinha a varinha apontada para o seu rosto.
— Pai, deixa ele em paz! – Gritou Hydra.
— Não, não, esse meio-sangue maldito manchou nossa família...
— Pai...
Absolutamente do nada, Olívio se tornou Peter, ainda sob a ameaça de Lúcio.
— Pai, larga ele, pelo amor de Deus, larga! — Gritava Hydra, que por algum motivo, não conseguia levantar da cama.
Lúcio deu uma risada sinistra e uma luz verde saiu de sua varinha, atingindo Peter em cheio.
— NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOO! – Gritou Hydra, chorando desesperadamente.
— Hydra, Hydra, acorda, o que houve? – Perguntou Angelina, sacudindo a menina, que agora voltava a se perceber na sala de aula. O Prof. Binns parecia não ter percebido absolutamente nada de errado que acontecia, apenas continuava a sua leitura.
— O que houve? – Perguntou Hydra.
— Você estava dormindo e começou a gemer um pouco, parecia assustada – Disse Alícia.
— Eu tive um pesadelo, só isso...
Por dias, Hydra pensava em seu pesadelo e se realmente não seria um aviso, se Lúcio não seria um perigo para Peter, o pensamento a fez tremer.
Fevereiro chegou com o mesmo frio de Janeiro, Hydra ainda tentava se acostumar com o clima gelado.
— Já é meu segundo ano em Hogwarts e eu ainda acho que foi morrer congelada uma noite qualquer dessas. – Dizia ela para Peter que estava em pé na sua frente encostado em uma mesa de uma sala vazia.
— Mas você foi criada na Inglaterra, não era para ser acostumada com o frio? – Perguntou ele, a abraçando.
— Sim, mas os três anos na Beauxbatons me fizeram esquecer, eu acho. – Riu Hydra.
— Semana que vem é o dia dos namorados. – Sorriu Peter – Não estou sabendo de nenhuma visita marcada para Hogsmeade para podermos sair, pensei em fazermos um picnic no pátio no fim de semana, mas com esse frio seria impossível, então só nos resta comemorarmos por aqui mesmo, disse ele sorrindo...
— Eu não me incomodo nem um pouco. – Hydra beijou Peter. Ela tinha esquecido que o dia dos namorados se aproximava, lembranças do ano anterior invadiram sua mente e a deixaram com o estômago um pouco embrulhado.
— Eu já encomendei seu presente, espero que goste. – Peter sorriu o seu sorriso hipnotizante.
— Você está brincando? Duvido que tenha algo que você possa me dar que eu não goste.
Hydra se lembrou da pulseira de Olívio, que estava guardada em uma caixinha em seu malão, nunca mais quis usá-la, pensar em Olívio já não trazia aquele sentimento de nervoso e frio na barriga de antes, na verdade seus sentimentos por Peter ficavam cada vez mais fortes conforme o tempo passava e os com Olívio menores, mas não significava que estava completamente desaparecidos.
Desde o incidente no trem, Olívio também não demonstrou mais sentimentos por ela, voltou a se focar completamente no quadribol, mesmo nos treinos que ela participava, ele sempre a tratara como todos os outros membros do time, isso a incomodava um pouco, apesar de não querer admitir.
— Eu vou tentar achar algo que te deixe feliz. – Disse Hydra sem graça por não ter pensado nisso ainda e na verdade não fazia ideia do que poderia dar para Peter.
— Eu sei a coisa ideal... – Disse ele a puxando para perto de si e a beijando intensamente, fazendo todo seu mundo exterior desaparecer por um segundo.
No dia seguinte, Hydra estava em mais uma de suas aulas preferidas, a de Defesa contra as artes das trevas.
— Silêncio pessoal. – Disse o Professor Lupin sorrindo, apesar de sua aparência sempre doente, ele também tinha um ar muito simpático. Logo todos se calaram.
— Hoje vamos falar de criaturas muito interessantes, Veelas, alguém sabe o que são? – Alguns rapazes deram risadinhas e Brendon Lecorte, um rapaz de cabelos negros e olhos verdes levantou a mão.
— São humanóides semi-mágicos. – Disse ele sorrindo – Elas tem a forma de lindas mulheres (risadinhas masculinas surgiram) seus olhares e, especialmente, sua dança são magicamente sedutores para quase todos os seres do sexo masculino, o que os faz executar ações estranhas a fim de ficar mais perto delas.
Os meninos riam descontrolados e as meninas olhavam enojadas, Hydra já conhecera algumas descentes de Veelas na França e realmente mesmo sem ser 100% Veelas, elas tinham um grande poder de encanto com os homens, apesar de não querer admitir, Hydra não gostava dessa "competição".
— Muito bem, silêncio rapazes, está correto senhor Lecorte, cinco pontos para a Grifinória. – Lupin era sempre calmo, mesmo pedindo atenção – No entanto, as Veelas nem sempre são belas e agradáveis, elas podem se tornar criaturas extremamente perigosas, quando Veelas estão com raiva, no entanto, eles se transformam em algo mais parecido com Harpias, seus rostos se transformar em cabeças de aves com bicos cruéis enquanto asas longas escamosas estouro de seus ombros, e elas podem lançar bolas de fogo de suas mãos.
O sorriso dos rapazes desapareceu, como se tivessem ouvido uma notícia ruim.
— É verdade que algumas Veelas se casam com Bruxos? – Perguntou Jennifer Macmillan.
— Sim, é verdade e as crianças dessas uniões são meio-Veelas, e elas herdarão as capacidades mágicas de seus pais e beleza e encanto de suas mães. Traços veela parecem persistir por pelo menos algumas gerações. Estes traços mostram-se apenas em mulheres, as filhas de sua prole.
— É assim que você surgiu Hydra? – Brincou Jorge deixando Hydra vermelha e fazendo a turma cair na risada mais uma vez.
— Silêncio pessoal...– Mais uma vez pediu Lupin.
— Eu conheci dessedentes de Veela de fato na Beauxbatons, elas são muito bonitas e parecem realmente enfeitiçar os homens. – Disse Hydra desgostosa.
— Mais uma curiosidade sobre as Veelas é que os fios de seus cabelos podem ser usados na fabricação de varinhas mágicas, apesar de histórias antigas afirmam que se um único fio de cabelo é arrancado da cabeça de ums Veela ela vai ou morrer ou se desfigurar, mas isso não posso confirmar...
Hydra achou curioso, já que uma das meio Veelas que conhecia, tinha como núcleo da varinha o fio de cabelo de sua avó, não sabia se isso era verdade então...
Ao final da aula, o professor Lupin pediu um exercício sobre as possíveis consequencias de se irritar uma Veela.
Uma noite, perto do grande jogo contra a Corvinal, Hydra estudava perto da lareira na sala comunal quando viu uma grande aglomeração de pessoas em volta de Harry Potter e decidiu ir com os gêmeos ver do que se tratava, chegando lá, viu que ele carregava nada menos que uma Firebolt, a vassoura mais rápida do mundo!
— Onde foi que você arranjou essa vassoura, Harry?
— Deixa eu dar uma voltinha?
— Você já andou nela, Harry?
— A Corvinal não vai ter a menor chance, o pessoal lá usa Cleansweep Sevens!
— Me deixa só segurá-la um pouquinho, Harry?
A vassoura passou de mão em mão e Hydra pode admirar a maravilha que ela era.
— Agora nós vamos ganhar com certeza! – Dizia Fred alegre.
Depois de passada a excitação, Hydra voltou ao seus estudos, quando um grito estrangulado ecoou pela escada do dormitório dos meninos um grito estrangulado ecoou pela escada do dormitório dos meninos. Todos na sala se calaram e olharam petrificados para a subida. Então ouviram os passos apressados de Rony, cada vez mais fortes... e em seguida ele apareceu, arrastando um lençol.
— OLHA! – berrou ele, se dirigindo à mesa de Hermione. – OLHA! – berrou de novo, sacudindo o lençol na cara da garota. –
— Rony, que...?
— PEREBAS! OLHE! PEREBAS! Hermione procurava afastar o corpo, com uma expressão de total perplexidade. Hydra olhou para o lençol que Rony segurava. Havia alguma coisa vermelha nele. Alguma coisa que se parecia horrivelmente com...
— SANGUE! – bradou Rony no silêncio de atordoamento que invadiu a sala.
— ELE DESAPARECEU! E SABE O QUE TINHA NO CHÃO? – N... não – respondeu Hermione com a voz trêmula.
Rony atirou uma coisa em cima da tradução de runas de Hermione. Ela e Harry se curvaram para ver. Em cima das estranhas formas pontiagudas havia vários pelos de felino, compridos e amarelo-avermelhados.
Foi uma grande gritaria, Rony e Hermione estavam enfurecidos, Hydra desistiu de se concentrar nos estudos e decidiu subir para a cama, estava realmente um clima muito ruim naquele lugar.
No treino antes do jogo da Corvinal, Hydra participou, a pedido de Olívio.
Madame Hooch, que continuava a supervisionar os treinos da Grifinória para vigiar Harry, ficou tão impressionada com a Firebolt quanto todo mundo que a vira. A professora pegou a vassoura antes da decolagem e expôs aos jogadores sua opinião profissional.
— Olhem só o equilíbrio deste modelo! Se a série Nimbus tem algum defeito, é uma ligeira queda para a cauda, observa-se que depois de alguns anos isto se transforma num arrasto. Atualizaram o cabo também, mais fino do que as Cleansweeps, lembra as antigas Silver Arrows, uma pena que tenham parado de fabricá-las. Foi nelas que aprendi a voar, e também eram excelentes vassouras...
E a professora continuou nessa disposição por algum tempo até que Olívio a interrompeu:
— Hum... Madame Hooch? Será que a senhora podia devolver a vassoura a Harry? Temos que treinar...
— Ah, certo... tome aqui, Potter – disse ela. – Vou me sentar ali adiante com Weasley...
Ela e Rony deixaram o campo e foram se sentar na arquibancada, e o time da Grifinória se agrupou em torno de Olívio para ouvir as últimas instruções para o jogo do dia seguinte.
— Harry, acabei de descobrir quem vai jogar como apanhador na Corvinal. É a Cho Chang: uma garota do quarto ano e muito boa... Para ser sincero eu tinha esperanças de que ela não tivesse voltado à forma, ela teve alguns problemas com contusões... – Olívio fez cara feia para assinalar seu desagrado pela plena recuperação de Cho Chang, depois continuou: – Por outro lado ela monta uma Comet 260, que vai parecer uma piada ao lado da Firebolt. – Olívio lançou um olhar de fervorosa admiração à vassoura de Harry, depois disse: – Muito bem, pessoal, vamos...
Hydra ajudou ficando no gol rival e não conseguia deixar de ficar "babando" com a performasse da Firebolt de Harry, com dez segundos depois de Olívio soltar o pomo ele já havia pegado o mesmo e todo time aplaudiu enlouquecidos. Logo depois pegou mais uma vez. Foi o melhor treino que ele já fizera; os jogadores, inspirados pela presença da Firebolt na equipe, realizavam movimentos impecáveis, e, no momento em que voltaram ao chão, Olívio não teve uma única crítica a fazer, o que, como Jorge Weasley enfatizou, era a primeiríssima vez que acontecia.
— Não vejo o que é que vai nos deter amanhã! – disse Olívio. – A não ser que... Harry, você resolveu o seu problema com o dementador, não resolveu?
— Resolvi.
— Os dementadores não vão aparecer outra vez, Olívio. Dumbledore explodiria – disse Fred, confiante.
— Bem, esperemos que não – disse Olívio. – Em todo o caso... bom trabalho, pessoal. Vamos voltar para a Torre... dormir cedo...
— Eu vou ficar mais um pouco; Rony quer dar uma volta na Firebolt – avisou Harry a Olívio
Hydra foi para os vestiários com os outros jogadores, todos ainda estavam muito animados com o treino e Hydra se sentia confiante que o time iria ganhar o jogo.
— Vou torcer muito por vocês. – Disse ela animada.
— Com essa vassoura de Harry? Nem precisa! – Brincou Fred.
No dia seguinte, Hydra acordou cedo e se junto aos amigos no café, quando Harry entrou, muitos viraram para admirar sua vassoura.
— Ponha ela aqui, Harry – sugeriu Olívio, ajeitando a vassoura no meio da mesa e girando-a cuidadosamente de modo a deixar a marca visível.
Os alunos das mesas da Corvinal e da Lufa-Lufa não demoraram a ir olhá-la de perto. Cedrico Diggory se aproximou para cumprimentar Harry por ter adquirido uma substituta tão esplêndida para sua Nimbus e a namorada de Percy, Penelope Clearwater, da Corvinal, chegou a perguntar se podia segurar a Firebolt.
— Ora, ora, Penelope, nada de sabotagem! – disse Percy cordialmente, enquanto ela mirava a Firebolt. – Penelope e eu fizemos uma aposta – contou ele ao time. – Dez galeões no vencedor da partida! A garota tornou a pousar a vassoura, agradeceu a Harry e voltou à sua mesa. – Harry,
— Não deixe de ganhar – recomendou Percy, num sussurro urgente. – Eu não tenho dez galeões. Estou indo, Penny! – E correu para comer uma torrada com a garota.
— Tem certeza que você sabe montar nessa vassoura, Potter? – disse uma voz arrastada e fria. Draco chegara para dar uma espiada, seguido de perto por Crabbe e Goyle.
— Acho que sim – disse Harry, descontraído.
— Tem muitas características especiais, não é? – disse Malfoy, os olhos brilhando de malícia. – Pena que não venha com um paraquedas, para o caso de você chegar muito perto de um dementador. Crabbe e Goyle deram risadinhas.
— Draco, chega! – Gritou Hydra com raiva, mas Harry respondeu maravilhosamente bem a ofensa dele.
— Pena que você não possa acrescentar braços na sua, Draco – retrucou Harry. – Assim ela poderia apanhar o pomo para você.
Os jogadores da Grifinória deram grandes gargalhadas. Os olhos claros de Draco se estreitaram e ele se afastou. Hydra tentou segurar o riso, não queria magoar o irmão apesar de tudo.
— Muito bem Harry! – Disse ela, depois que o irmão se afastou.
— Ele com certeza vai pedir para o papai comprar uma para ele. – Disse Rony irônico.
— Não se preocupe com isso, eu acho que o papai nunca vai querer comprar uma vassoura tão cara, nem para satisfazer os caprichos do Draco, ele tem seus limites, acredite. – Sorriu Hydra.
Peter veio para o lado de Hydra que observou que Olívio já não parecia se incomodar com a situação, que já estava corriqueira.
— Boa sorte para vocês hoje! – Disse ele simpático.
— Não vai tentar nos sabotar? – Brincou Fred.
— Não, que o melhor time ganhe.
— Então o nosso, com o Harry aqui? O nosso ta com tudo... – Disse Olívio, em um tom de brincadeira, fazendo Peter sorrir sem graça antes de se afastar. Não era comum Olívio ser tão "convencido" assim com relação ao time, mesmo de brincadeira.
Às quinze para as onze, o time da Grifinória saiu em direção ao vestiário e como sempre, Hydra foi com eles, pedindo para Peter guardar um lugar para ela na arquibancada. O tempo não poderia estar mais diferente do que o do dia da partida com Lufa-Lufa. Fazia um dia claro e frio com uma levíssima brisa; desta vez não haveria problemas de visibilidade.
— Vocês sabem o que temos de fazer – disse Olívio quando o time se preparava para deixar o vestiário. – Se perdermos esta partida, estaremos fora do campeonato. Vocês só têm que voar como fizeram no treino de ontem, e vamos nos dar bem!
— Vocês vão arrasar gente, estarei torcendo por vocês! – Disse Hydra saindo para as arquibancadas, não sem antes abraçar cada um do time e desejar boa sorte.
Hydra achou um lugar ao lado de Peter, em uma arquibancada "neutra" junto com os alunos da Lufa-Lufa.
— Seremos rivais hoje então... – Sorriu ele.
— Parece que sim. – Disse Hydra também sorrindo.
— Eu falei sério, que o melhor time ganhe.
— Que o melhor time ganhe.– Concordou Hydra apertando a sua mão como se fizessem um acordo.
O time da Corvinal saiu dos vestiários sob muitos aplausos, inclusive de Peter, que gritava entusiasmado e logo depois, os jogadores da Grifinória saíram do vestiário para o campo debaixo de tumultuosos aplausos, Hydra levantou e pulou, aplaudindo com mais estardalhaço que o normal. O time da Corvinal, vestido de azul, já estava parado no meio do campo.
Os capitães dos times deram as mãos e a Madame Hooch apitou, logo todos estavam no ar, Harry voando mais rápido que todos os outros.
"Foi dado início à partida, e a grande novidade é a Firebolt que Harry Potter está montando pelo time da Grifinória. Segundo a Qual vassoura, a Firebolt será a montaria escolhida pelos times nacionais para o Campeonato Mundial deste ano..." – Narrava Lino Jordan.
— Jordan, você se importa de nos dizer o que está acontecendo no campo? – interrompeu-o a voz da Prof a McGonagall.
— Certo, professora, eu só estava situando os ouvintes... "A Firebolt, aliás, tem um freio automático e..."
— Jordan!
"OK, OK, Grifinória tem a posse da goles, Katie Bell da Grifinória está voando em direção à baliza..."
Harry voava veloz e Hydra tinha dificuldade para acompanhá-lo, finalmente viu que Harry estugou a Firebolt quando contornaram as balizas da Corvinal, e Cho ficou para trás. No momento exato em que Katie conseguia marcar o primeiro gol da partida e o lado do campo da Grifinória enlouquecia de entusiasmo, Harry viu... o pomo estava perto do chão, esvoaçando próximo à barreira.
Hydra notou que depos Harry mergulhou; Cho percebeu o seu movimento e disparou atrás dele. O garoto foi aumentando a velocidade... Então um balaço, arremessado por um dos batedores da Corvinal, saiu a toda, Harry mudou de rumo, evitando o petardo por um dedo, e, naqueles segundos cruciais, o pomo sumiu.
Houve um grande "ooooooh" de desapontamento da torcida da Grifinória, mas muitos aplausos da Corvinal para o seu batedor.
— Isso não é certo! – Gritou Hydra.
— Ela só está jogando! – Retrucou Peter, deixando Hydra com a "cara amarrada"
Jorge Weasley deu vazão ao que sentia lançando um segundo balaço diretamente contra o autor do arremesso, que, por sua vez, foi forçado a dar uma cambalhota em pleno ar para evitar a colisão
— Não! – Gritou Peter.
— Ele só está jogando! – Disse Hydra irônica.
"Grifinória lidera por oitenta pontos a zero, e olhe só o desempenho daquela Firebolt! Potter agora está realmente mostrando o que ela é capaz de fazer, vejam como muda de direção – a Comet de Chang simplesmente não é páreo para ela, o balanceamento preciso da Firebolt é visível nesses longos..."
— JORDAN! VOCÊ ESTÁ GANHANDO PARA ANUNCIAR FIREBOLTS? VOLTE A IRRADIAR O JOGO!
Corvinal começou a jogar na retranca; já tinha marcado três gols, o que deixava Grifinória apenas cinquenta pontos à frente, Hydra estava começando a ficar nervosa e desejando que Harry pegasse logo o pomo, já Peter parecia radiante.
Harry tinha ido em disparou atrás de algo seguido por Cho, Hydra esperava ansiosa, então, notou algo que a fez gritar, três dementadores, três dementadores altos, negros estavam no campoa baixo de Harry.
— Ai não, de novo não! – Disse ela preocupada, porém sem deixar de notar que não sentia o frio e desespero de quando os dementadores normalmente apareciam.
Hydra notou que Harry puxou a varinha e uma coisa branco-prateada, uma coisa enorme, irrompeu de sua varinha. Ele percebeu que apontara diretamente para os dementadores, Hydra viu então que caído no chão estava seu irmão Draco com seus amigos patéticos e não um dementador, não teve tempo de pensar sobre, logo viu que Harry pegou o pomo e a Grifinória ganhou o jogo.
— AI MEU DEUS, NÓS GANHAMOS! – Gritava ela abraçando Peter que parecia chateado.
— É, meus parabéns... – Disse ele desanimado, mas Hydra nem respondeu, saiu em disparada para o gramado.
— Aí, garoto! – Olívio não parava de berrar.
Em completa desordem, o time conseguiu voltar ao campo. Os torcedores da Grifinória saltavam para dentro do campo, Rony à frente e Hydra logo depois. Harry, fora engolfado pela turma que gritava aplaudindo-o.
— Sim! – gritava Rony, puxando com força o braço de Harry e erguendo-o no ar. – Sim! Sim!
— Grande partida, Harry! – disse Percy, feliz. – Dez galeões para mim! Preciso procurar Penelope, com licença...
— Parabéns Harry, foi maravilhoso – Disse Hydra dando um beijo em sua bochecha .– Parabéns Olívio — Disse ela abraçando forte Olívio que ainda estava muito alegre e emocionado, mas quando se separaram, os dois se olharam sem graça.
— Você deu um grande susto no Sr. Malfoy – disse a voz do professor Lupin e ao ouvir isso, Hydra olhou e viu que amontoados no chão estavam Malfoy, Crabbe, Goyle e Marcos Flint, o capitão do time da Sonserina, lutando para se despir das vestes negras e longas com capuzes. Pelo jeito Malfoy estivera em pé nos ombros de Goyle. Parada ao lado deles, com uma expressão de fúria no rosto, estava a Prof a Minerva.
— Um truque indigno! – bradava ela. – Uma tentativa baixa e covarde de sabotar o apanhador da Grifinória! Detenção para todos e menos cinquenta pontos para Sonserina! Vou falar com o Prof. Dumbledore, não se iludam! Ah, aí vem ele agora!
— Que patético! – Disse Hydra se aproximando, totalmente enfurecida.
— Eu irei lidar com isso senhorita Malfoy, obrigada – Disse a professora Minerva e Hydra decidiu voltar para a comemoração.
— Festa! Sala comunal da Grifinória, vamos Hydra? – Disse Fred.
— Com certeza!
Hydra estava tão animada que só no meio do caminho lembrou de falar com Peter e voltou para procurá-lo. O achou em um dos corredores.
— Desculpe. – Disse ela ainda animada – Tem uma festa na sala comunal.
— Tudo bem meu amor, vá comemorar, amanhã nós nos falamos. – Disse ele a beijando.
— Eu sinto muito de verdade pelo seu time. – Disse Hydra tentando esconder a alegria.
— Eu acredito... – Peter sorriu e saiu em direção a sua sala comunal.
A sensação era de que já tinham ganhado a Taça de Quadribol; a festa durou o dia inteiro e se prolongou até tarde da noite. Fred e Jorge Weasley desapareceram algumas horas e voltaram com braçadas de garrafinhas de cerveja amanteigada, abóbora espumante e vários sacos de doces da Dedosdemel.
— Como foi que você fez isso?! – gritou Angelina Johnson quando Jorge começou a atirar sapos de menta nos colegas.
Hydra comemorou com muito alegria, seus colegas estavam muito animados, Hydra pegou o seu artefato trouxa de tocar música do quarto e colocou algumas músicas, trouxas e bruxas para animar o pessoal.
— Se chama Nirvana essa banda, são sensacionais – Disse ela para Fred e Jorge quando perguntaram de quem era uma das músicas que estava tocando.
A festa da Grifinória só terminou quando a Prof a Minerva apareceu vestida com o seu robe de tecido escocês e os cabelos presos numa rede, à uma hora da manhã, para insistir que todos fossem se deitar e Hydra subiu com as meninas ainda muito felizes.
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