O Preço do Amor
38 Volte Pra Mim
Notas iniciais
Aquele era o meu verdadeiro inferno pessoal. Se Bill tinha a intenção de me enlouquecer, de fato ele conseguira. Tudo a minha volta estava ruindo lentamente, e eu me via incapaz de fazer qualquer coisa para mudar.
Elaijah estava se desdobrando em ter que colocar todos os assuntos atrasados da Mafia em ordem, enquanto tinha que dar atenção a Hayley e Hope. Eu sabia que ele estava sobrecarregado mais me negava a me concentrar em outra coisa a não ser a maldita dor que ela estava me causando.
Caroline continuava em coma. Simples assim. Um mês, um maldito e interminável mês havia se passado e simplesmente ela não havia voltado pra mim.
Amar pode ferir as vezes...
Amar pode ferir...
Como se não fosse suficiente ter minha família em cima de mim, constamente havia também Elena, que havia se mudado para cá desde que fui obrigado a lhe contar tudo que havia acontecido. Os primeiros dias foram infernais, Elena fazia de tudo para me culpar o tempo todo sobre o que havia acontecido a Caroline. Como se eu já não fizesse isto, constamente. Com o passar das semanas ela fora tornando-se mais branda e compreensiva. Tentava de uma forma singular me confortar por tudo que acontecerá. No entanto, nada conseguia me tranquilizar.
A situação de Caroline era critica. O bebe continuava bem, no entanto, os médicos não sabiam dizer por quanto tempo ele estaria seguro naquelas condições. Era uma situação completamente atípica até mesmo para eles.
Mas a unica coisa que sei...E quando fica difícil...
Você sabe que pode ficar difícil, as vezes.
É a unica coisa que nos faz sentir vivos...
Aquilo me fazia temer. Por tudo, por ela, por ele...Por mim. Eu sabia que não merecia Caroline, que não merecia redenção! Que não merecia ser feliz, ter a oportunidade de construir uma família com ela. Caroline não me merecia. Ela merecia muito mais...Merecia ter uma vida tranquila, ao lado de alguém que fosse lhe proteger e não coloca-la ainda mais em perigo.
Suspirei. Eu estava cansado de esperar...Eu queria ouvir sua voz, sentir seu perfume se espalhar pelo quarto e ouvi-la reclamar sobre mim. Eu daria minha vida para tê-la aqui.
Caminhei pelo quarto, enquanto bebericava minha garrafa de Whisky, sabendo que aquilo havia se tornando inútil. Nada era capaz de aplacar aquela dor latente que pulsava constantemente dentro de mim.
Nos mantemos esse amor em uma fotografia
Nos fizemos essas memorias para nos mesmos
Onde nossos olhos nunca estão se fechando
Corações nunca são quebrados
E o tempo esta congelado para sempre
Bati a porta do quarto, tentando me livrar daquela raiva descomunal que me atingia o tempo inteiro. Entrei no quarto ao lado do nosso, enquanto rolava os olhos pelas caixas que estavam espalhadas pelo chão. Sentei-me no meio delas, enquanto tentava colocar meus sentimentos em ordem, trabalhava veemente em montar algo que eu nunca havia montado na vida: um berço. Definitivamente eu nunca pensei que seria capaz de desejar tanto um filho, quanto eu desejava agora.
Esfreguei meus olhos freneticamente, tentando dissipar as lagrimas, enquanto tentava de alguma forma amenizar aquela dor. Enquanto eu montava aquele berço, sentia meu coração se despedaçar em milhares de pedaços. Provavelmente aquele seria o meu fim. Chorar pelo sonho de viver uma vida feliz ao lado da mulher que fora capaz de despertar amor dentro de mim. Chorar pela vida que eu poderia ter tido com ela. Chorar por ter sido fraco demais para protege-la, para ama-la enquanto podia.
Então você pode me manter dentro do bolso dos seus jeans rasgados
Me segurando mais perto até que nossos olhos se encontrem
Você nunca vai estar sozinha
Espero por mim para voltar para casa
Caroline havia me curado. Me despertado para a vida novamente. Eu não me sentia mais morto, inerte a qualquer sentimento humano. Ela com aquela sua determinação me fez mostrar-me um homem melhor. Um homem capaz de perdoar...De amar. Ela trouxera a vida de volta pra mim.
Amar pode curar
Amar pode remendar sua alma
E é a unica coisa que eu sei (sei)
Eu juro que vai ficar mais fácil
Lembre-se disso em cada pedaço seu
E é a unica coisa que levamos conosco quando morremos
*** (POVC) ***
Meu peito doía. Minha voz não saia e meus olhos estavam embaçados demais para conseguir localizar onde eu estava. Minhas estavam tremulas e eu sabia que aquele era o momento do fim. Eu havia chegado ao meu limite, não aguentava mais aquela dor latente. Não conseguia mais suportar.
Eu fechava os olhos e o rosto dele surgia em minha frente...Como um fantasma me assombrando. Ele estava disperso, longe demais...Seus olhos estavam completamente sem foco e não havia nenhum sinal de sorriso em seus lábios.
Suspirei. Ele parecia realmente abalado. Olhei em volta e percebi que estávamos na sala de estar de uma casa que não me era estranha. Caminhei a passos lentos pelo local, tentando buscar informações guardadas em minha mente. Parei subitamente quando vi uma fotografia antiga ali. Ele estava em minha antiga casa. Suspirei, quando ele parou em frente ao porta retrato e pegou o mesmo em suas mãos.
Seu rosto estava contorcido em uma careta de dor...Olhei-o atentamente. Klaus estava chorando. Deus, isso era tão irreal...Queria toca-lo, conforta-lo de alguma forma, mais eu sabia que aquilo era em vão. Era apenas mais um sonho. Suspirei cansada, quando eu finalmente iria acordar daquilo?
"Poderia ser nosso filho, querida...Poderia, se você tivesse voltado pra mim." Ele murmurou cansado, enquanto soltava o porta retrato de volta na instante de carvalho da minha mãe. Ele caminhou em direção a varanda, enquanto se livrava do paleto.
Olhei em volta, enquanto me decidia se seguia Klaus ou se esperava a escuridão voltar a me abraçar. Suspirei, dando passos inseguros seguindo pelo mesmo caminho que ele havia seguido e, antes que eu chegasse lá ouvir um barulho descomunal. Tremi involuntariamente, quando distinguir que era barulho de um tiro. Por um minuto finquei meus pês no chão e me neguei a sair dali, foi então que me lembrei de Klaus...Corri o mais depressa possível, ignorando a dor latente que sentia em meu baixo ventre, quando cheguei finalmente a antiga varanda, parando subitamente quando conseguir visualizar a cena que se desenrolava em minha frente.
Cai de joelhos em frente a porta, enquanto a mancha de sangue vermelho se espalhava pelo chão. Abafei um grito de dor quando vi seus olhos tão intensos e significativos opacos e sem vida. Me arrastei para perto do seu corpo inerte e tentei toca-lo com minhas mãos tremulas.
"Por favor...Oh, Deus...Por favor, Klaus volte pra mim, por favor." Curvei-me em direção ao seu corpo tocando o local onde ele havia atirado. Klaus estava morto, ele mesmo havia atirado em seu coração.
Deixei um grito angustiado escapar quando me vi incapaz de aceitar aquilo, de repente aquela dor aguda me puxou de volta, fazendo-me notar pela primeira vez em todo esse tempo que algo estava mudado em meu corpo. Olhei uma pequena ondulação em meu baixo ventre, enquanto a dor aumentava gradativamente e, antes que eu pudesse assimilar o turbilhão de emoções que estavam aflorando dentro de mim, senti algo escorrer em minhas pernas e a escuridão me alcançar novamente.
Nos manteremos esse amor em uma fotografia
Nos fizemos essas memorias para nos mesmo
Onde nossos olhos nunca estão se fechando
Corações nunca são quebrados
E o tempo esta congelado para sempre
Então pela primeira vez desde que aqueles sonhos haviam começados, eu lutei contra. Lutei contra aquela força que me levava de volta para um estado de semi consciência. Lutei contra aquela dor que latejava em meu peito e contra as lagrimas que me sufocavam. Eu não poderia desistir. Não enquanto sabia que um pedaço da vida de Klaus crescia dentro de mim e dependia completamente da minha força para sobreviver.
Me debati sobressaltada, enquanto controlava o grito de horror que ainda estava preso em minha garganta. Sentia as lagrimas correrem livres pelo meu rosto, enquanto tentava focalizar em que ambiente eu estava. Tudo era pateticamente opaco, branco. Dei-me conta então que estava em um hospital...Senti minha respiração falhar assim que as lembranças de um Klaus morto invadiram minhas memorais, minhas mãos imediatamente focalizar minha barriga e de uma forma completamente irreal eu sentia algo emanar força dentro de mim.
Então você pode manter dentro dos seus bolsos dos seus jeans rasgados
Me segurando mais perto até que nossos olhos se encontrem
Você nunca vai estar sozinha
E se você se machucar, tudo bem querida
Apenas palavras sangram
Dentro destas paginas, apenas me abrace
E eu nunca vou deixar você ir
Espere por mim para voltar para casa
Espere por mim para voltar para casa
Espero por mim para voltar para casa
*** (POVK) ***
Senti meu coração acelerar dentro do meu peito quando o telefone da casa tocou. Minhas mãos suavam excessivamente, enquanto meus pês corriam acelerados pela escadaria, quando me deparei com Elena com o mesmo em suas mãos. Sua expressão era um misto de preocupação e alivio.
Você pode me colocar dentro do colar que você conseguiu
Quando tinha 16
Ao lado do seu coração onde eu deveria estar
Mantenha isso no fundo da sua alma
E se você se machucar, tudo bem querida
Apenas palavras sangram
Dentro dessas paginas, apenas me abrace
E eu nunca vou deixar você ir
Quando eu estiver longe
Eu vou me lembrar de como você me beijou
Embaixo do poste de luz da 6º rua
Ouvindo você sussurrar pelo telefone
Espero por mim para voltar para casa
"Ela acordou."
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