O Preço do Amor

22 Verdades Não Ditas


Notas iniciais
Ei, como estão? Acabei nem escrevendo notas no ultimo capitulo porque estava meia sem tempo e animo, rs. Ando cansada demais ultimamente e estava irritada com meu marido, rs. Fiquei feliz com cada comentário que recebi, como sempre! Fiquei meia assustada por ter ficado tão grande, sei lá, vocês tem algo contra capítulos grandes? Me digam nos comentários, porque se for um problema eu tento dividi-los melhor. Enfim, não sei se vocês perceberam mais um mistério envolve todo o relacionamento de Klaus e Caroline! Obviamente, as coisas começaram a serem esclarecidas aos poucos a partir de agora! E finalmente estamos chegando a um estopim! A historia vai entrar para os trilhos e consequentemente muitas emoções vão surgiu ao longo dos capítulos...No ultimo capitulo vocês viram o quanto nossa querida Caroline estava esgotada psicologicamente! E isso ainda vai seguir durante algum tempo, então preparem-se e aqueçam seus corações, porque o drama de novela mexicana finalmente vai começar, kkkk

Tudo estava na mais perfeita calmaria como sempre deveria estar. Haviam se passado três dias desde que todo aquele pesadelo aconteceu, Elena e Damon foram para casa no dia seguinte ao resgate de Ian e ficou a promessa que viriam em breve me visitar novamente.

Entendia perfeitamente o fato deles precisarem de um tempo para colocar as coisas no lugar e finalmente deixar as angustias que viveram completamente de lado. Até mesmo eu estava ainda chocada e completamente cansada daquela sensação de horror e desconfiança que sentia quase o tempo inteiro. Como precaução fiz com que Klaus colocasse alguns de seus seguranças para garantirem a proteção deles. Obviamente eles nem desconfiavam que eu havia feito isso, entretanto, não sentia culpa de estar engando-os já que claramente era para protege-los.

Klaus de certa forma ainda era um completo desconhecido pra mim. A sensação que eu tinha era que os anos iriam passar e eu nunca iria realmente conhece-lo. Na noite em que eu finalmente disse a verdade em relação ao que vinha sentindo, ele fora extremamente cauteloso e de uma forma singular e dele, carinhoso. No entanto, depois disso ele havia se fechado de uma forma completamente decepcionante, mau ficava em casa e quando estava trancafiava-se em seu escritório com a desculpa de que tinha muita coisa para ser feita. Pela madrugada voltava para o quarto cheirando a álcool e deitava o mais distante possível sem me falar nada.

E por mais impressionante que isso possa parecer eu estava realmente agradecida. Sinceramente a ultima coisa que eu esperaria de um homem como Klaus e que fosse afetuoso e compreensível com o fato de eu estar apaixonada por ele. Simplesmente seria mais fácil manter-me em uma distancia emocional saudável para minha sanidade.

Ouvi um batida rápida na porta do quarto, me despertando completamente dos meus pensamentos e suspirei, enquanto me levantava da cama para abrir a porta.

Deparei-me com um sorriso sincero nos lábios de Esther. Eu não tinha a visto desde o dia do casamento. Aliais eu quase não tinha contanto com a família Mikaelson. No começo pensei que aquela mansão fosse o lugar onde toda a família vivia, mais enganei-me. Aquela era somente a casa de Klaus e por mais que toda família tivesse um lugar reservado na mansão, a unica que realmente frequentava assiduamente era Rebekah. O que de certa forma me fazia pensar no que levou Esther a me fazer uma visita.

Abrir um sorriso sincera, pronta para complementar-la. Entretanto, Esther era tão direta quanto seu filho e se fez entender rapidamente.

"Eu gostaria de algum tempo seu, precisamos conversar." Ela sorriu friamente enquanto me observava com atenção. Soltei o ar exasperada e cansada e dei espaço para que ela entrasse no quarto.

Indiquei o divã próximo a cama para que ela sentasse e prontamente ela o fez, enquanto voltei-me a poltrona em frente a ela e sentei, esperando pacientemente pelo que viria a seguir.

"Gostaria de lhe contar uma historia, Caroline." Ela começou lentamente, perdida em seus pensamentos como se analisasse friamente o que deveria me falar. "A muito tempo atrás meu pai informou-me que eu iria me casar...Eu não gostei nada disso, fiquei realmente chateada com o que ele estava me obrigando a fazer, entretanto, eu havia sido preparado a vida inteira para isso...Ela um voto perpetuo que existia entre duas facções criminosas dentro de Nova Orleans, para que elas se tornassem apenas uma, deveria ser sacramentado por uma união civil." Ela sorria sinceramente desta vez, como se lembrasse de algo realmente importante. "Eu não aceitava o fato de não poder me casar com o homem ao qual eu julgava amar. Era jovem demais e mau sabia o que amar realmente, significava. Por fim não houve como fugir da minha obrigação e me vi presa ao Mikael por toda uma vida...Acredite no começo eu me negava a aceitar o fato de estar com um homem tão frio e cruel! Ficava ainda mais apavorada com o fato de um dia ter que dar filhos a ele, para que pudesse treina-los para herdar tudo o que vê hoje..." Ela pausou lentamente, dando me um pouco de tempo para assimilar suas informações. "Ao passar os meses eu me vi perdidamente apaixonada por aquele homem cruel e sem coração ao qual eu julgava culpado pela minha infelicidade...Estava realmente envolvida e sem ao menos perceber havia me tornando outra pessoa completamente diferente! Eu deixei com que a influencia de Mikael me mudasse, e não me arrependo nem se quer por um minuto, querida. Eu era uma moça muito ingenua e sempre me via sendo pisada por todos a minha volta que estavam acostumados com uma realidade monstruoso e assustadora para mim. Mikael me ensinou que eu deveria aprender a fingir para as pessoas, ensinou-me que para sobreviver no mundo ao qual somos envolvidos, precisávamos colocar uma mascara e enfrentar tudo de cabeça erguida, sem demonstrar nenhum tipo de sentimento para ninguém. E assim eu acabei descobrindo que aquele homem que eu julgava frio e maldoso, tinha um coração assombrado e complicado. Entendi que para ele demonstrar amor e compaixão era difícil...Por vários fatores! E acabei a perceber que de uma singular e unica ele correspondia ao sentimento que cada dia crescia dentro de mim. O tempo passou e acabamos criando uma intimidade unica e nossa. Tínhamos filhos para cuidar e uma Máfia para controlar... Mesmo Mikael amando intensamente e loucamente seus filhos nunca conseguiu baixar a guarda em relação a eles. Por mais doloroso que seja para mim assumir isso, ele sempre foi muito severo com as crianças! Especialmente com Niklaus. Tenho em vista a criação que ele havia recebido de seu pai, era compreensivo. Porém, como eu disse antes, Klaus era um acaso a parte nessa historia. Mesmo Mikael nunca tendo admitido nem mesmo para mim, eu sei que Klaus, sempre fora o mais parecido com ele. E assim como seu pai fizera um dia, ele sufocava o garoto com sua crenças. Klaus era um garotinho adorável, adorava artes, desenhar, pintar e esculpir, e Mikael odiava saber que Klaus poderia significar uma fraqueza para ele. O que resultou em um relacionamento difícil entre eles. Mikael sempre fora mais uro com ele, cobrava muito mais e lhe dava lições difícil. E no fim, Klaus desistiu de ir contra tudo que seu pai desesperadamente tentava enfiar em sua cabeça e aprendeu que para sobreviver teria que colocar uma mascara todos os dias e nunca, jamais deixa-la transparecer." Ela sorriu amarga nesse momento e soltou um suspiro cansado. "Entenda, ele tornou-se outra pessoa completamente diferente...E se mostrou o único capaz de domar a loucura que a Máfia estava passando na época, o que acabou tornando-o o herdeiro no lugar de seu pai, mesmo não sendo o mais velho. Ele tinha conquistado seu lugar ali, e ninguém poderia impedi-lo de ter o que ele merecia. Acontece que Mikael tardiamente enxergou que havia criado um monstro. Ele viu o quanto o filho perdeu sua essência e se viu miseravelmente culpado... Era muito tarde para traze-lo de volta. Klaus já havia ultrapassado todos os limites, então, a unica coisa que foi possível fazer era rezar para que algum dia alguém fosse capaz de fazer com que Klaus tornar-se a ser aquele garotinho que vimos crescer um dia." Ela sorriu docemente. "Escute querida eu sei que você não quer saber de todo o acordo que envolve seu casamento com meu filho. Mais veja bem, a dois dias atrás meu garotinho me procurou desesperado me dizendo que havia estragado a sua vida. Ele estava aterrorizado, querida. Você sabe a verdade, eu sei que sim. Dentro de sua cabeça todo quebra cabeça já esta montando...Você precisa apenas encarar a realidade! E tradição na Máfia escolhermos as noivas de nossos filhos, visando, um futuro para a Organização. E seu pai, embora, tenha se afastado da Máfia depois de sua mãe ter decidido sair da vida dele, ele nos assegurou que o acordo seria cumprido! Entendo completamente a sua revolta! Entretanto, você realmente precisa reagir, querida. Eu sinceramente não sei o que você conseguiu provocar em Klaus! Mais algo mudou nele, então como mãe eu peço desesperadamente para que você reaja! Se existe alguém no mundo hoje que pode extrair coisas boas de Klaus, esse alguém e você querida! Sei que e um baque entender que toda sua vida foi controlada e que e triste entender que ão tinha nenhum jeito de disso mudar, mais por favor, faça alguma coisa! Saia desse quarto e volte a ser aquela mulher espirituosa que chegou aqui, você emana poder Caroline e se usar do seu poder da maneira certa, extrairá muito mais do que imagina do homem que ama."

Um silencio desconfortável caiu sobre o quarto durante algum tempo. Eu ainda processa as informações lentamente, enquanto sentia meu mundo ruir sobre meus ombros. Ouvir de Esther que todas minhas desconfianças eram verdades absolutas, doíam.

"Eu não o amo, Esther." Me vi dizer automaticamente, enquanto segurava as lagrimas que ameaçavam cair a todo instante. "Paixão e amor são coisas completamente, distintas." Continuei cegamente, enquanto minhas mãos suavam excessivamente. "Não me peça algo que certamente não seria capaz de fazer. Klaus certamente nunca mudaria por minha culpa. E eu jamais seria capaz de ama-lo sabendo disso..."

Esther sorriu amigavelmente.

"Querida, se você quer saber eu acredito que paixão pode ser ainda mais forte que amor. Preste atenção, Caroline. Olhe para você e veja se você realmente se reconhece? Você vai realmente permitir que Klaus lhe corrompa? Ou você vai agir e faze-lo ver o quanto você e capaz de faze-lo ser quem era antes."

"Você não entende...Não tem como fugir disso, Esther! Eu torturei um homem que fez parte da minha vida durante anos e nem se quer me dei ao desfrute de me sentir mau por isso! Acho que e tarde demais para isso."

"Você não entendeu o que eu estou lhe dizendo querida. Você esta certa por isso, precisa aprender a ser fote e determinada. Precisa aprender a usar as mascaras que lhe falei! A questão e que aqui entre quatro paredes você pode ser mostrar para ele...Pode fazer com que o coração dele se aqueça com você. Meu filho é infeliz, Caroline! E você pode mudar isso, por favor. Você já parou pra pensar quando você tiverem seus filhos? Deus do céu, eu realmente preciso que seja diferente com meus netos! Eu sei que Klaus pode ser uma pessoa maravilhosa, mesmo tendo que controlar a Máfia, querida. Eu sei que nessa historia, todos somos vilões e que certamente nunca temos o nosso final feliz. Mais veja, você surgiu com sua bondade e pode fazer com que as coisas sejam pelo menos aceitáveis. Pense nisso, Caroline. Pense no quão bem você pode fazer para nossa família, você pode nos salvar, querida!"

Engoli em seco ao perceber o quanto era doloroso para aquela mulher ver sua família ser tão disfuncional. Dei de ombros, engolindo o choro e sorri sinceramente.

"Eu vou tentar, Esther! Eu não posso lhe prometer nada, mais irei realmente tentar." Falei calmamente, enquanto vi um enorme sorriso feliz estampar nos lábios dela. Ela levantou-se prontamente e suspirou aliviada.

"Bom, vou parar de tomar seu tempo." Levantei-me para acompanha-la até a porta. "E o faça sair daquele escritório e descansar...Ele está um caco, querida." Ela sorriu calma, enquanto se distancia de mim.

Acenei lentamente em sua direção e fechei a porta deixando que as lagrimas molhassem meu rosto rapidamente. Puxei o ar com força, tentando dissipar o desespero que assolava meu peito e me encaminhei para o banheiro.

Passava das onze quando eu finalmente me dei por vencida e sai do quarto em busca de Klaus.

Eu tinha visto o desespero daquela mulher na minha frente e, se ela como mãe, acreditava que de alguma forma eu poderia ajudar seu filho, eu realmente tentaria. Não somente por ele, ou por mim, e sim pela família que teria que construir um dia com Klaus.

Me assustava o fato de imaginar Klaus sendo um carrasco com um filho nosso. E se eu pudesse molda-lo de alguma forma para ser um homem completamente diferente do que seu pai fora com ele, eu faria.

Entrei silenciosamente em seu escritório, me deparando com um Klaus abatido e cansado distilando ordens pelo telefone. Ele demorou algum tempo para perceber minha presença até que finalmente seus olhos se focaram sobre mim, e suas sobrancelhas ergueram-se em curiosidade.

Pouco segundos depois a conversa ao telefone fora finalizada e ele voltara a me observar com atenção.

"Algum problema?" Sua voz soou pelo ambiente me causando uma sensação gostosa. Fazia quatro dias que eu não o ouvia falar. E tinha que admitir que sentia saudades de suas provocações.

"Além do fato de você estar me evitando, não." Respondi tranquilamente, enquanto dei alguns passos em direção a cadeira em frente a mesa onde ele estava e sentei-me tranquilamente ali.

O silencio durou algum tempo considerável, enquanto eu via Klaus travar um batalha interna.

"Você finalmente decidiu saber a verdade sobre tudo?" Ele arriscou, enquanto me analisava minuciosamente.

"Não." Respondi prontamente.

"Então não ha o que conversamos, Caroline." Foi frio enquanto desviava seus olhos para um papel jogado sobre sua mesa. Bufei irritada.

"Klaus, não seja patético."

"Não me irrite, Caroline. Estou ocupado, então faça o favor de voltar para o quarto e me deixar em paz." Revirei os olhos irritada.

"O que quer me dizer, afinal Klaus? Que a vida que vivi foi uma completa mentira? Que meu pai não presta e nunca prestou? Que minha mãe de alguma forma tentou me proteger de uma realidade que iria me alcançar em algum momento da minha vida?" Falei calmamente, enquanto conseguia sua atenção de volta pra mim. "Eu já disse que não me importo e não quero me atentar aos detalhes de tudo isso." Suspirei.

"Deveria se importar." Ele disse calmamente, enquanto largava os papeis sobre a mesa novamente. "Tinha que se importar! A mulher que me enfrentou um dia depois da lua de mel, não e a mesma que enxergo agora em minha frente." Ele bradou em minha direção. "Se fosse aquela mulher aqui, nesse momento, estaria berrando loucamente comigo e me enchendo de perguntas irritantes e provavelmente depois de saber toda verdade me odiaria ainda mais e se trancaria em nosso quarto para chorar." Ele suspirou, irritado enquanto se levantava da cadeira e direcionava-se ao bar que havia ali próximo.

"E do que adiantaria te odiar e te culpar de tudo Klaus? Se de fato você não teve culpa desse acordo ridículo?" Perguntei calmamente, enquanto via seu olhar queimar sobre mim.

"Porque seria simplesmente mais fácil aceitar que você me odeia, do que me deparar com a probabilidade de que você não se importa com isso, porque me ama."

Inspirei lentamente, deixando com que os espasmos dentro de mim se acalmassem.

"E por isso que você esta me evitando? Porque eu disse que tenho sentimentos em relação a você? " Minha voz soou baixa e ressentida. Pude ver ele encolher os ombros acuando lentamente.

"Deus... O quão covarde você pode ser, Klaus?" Minha voz soou falha, enquanto arrastava lentamente a cadeira para trás e me levantava. Seus olhos queimavam sobre mim, acompanhando meus passos até a porta.

"Você não entende, Caroline." Ele sussurrou tranquilo.

"Me faça entender, Klaus." Respondi automaticamente, enquanto batia com toda força a porta do seu escritório.