O Preço do Amor

14 Uma noite para ser lembrada


Notas iniciais
Cara, vocês não sabem a dificuldade que foi escrever esse capitulo, serio. Primeiro porque a Talía está super enjoada com os dentinhos que estão começando a nascer e, depois porque esse capitulo e muito importante...Então, eu escrevi e reescrevi mais de cinco vezes, então acabei por decidir que esse capitulo seria narrado em primeira pessoa então espero que gostem e me desculpem a demora. Ah, a parti do próximo capitulo OPA terá uma Beta.

CPOV

Medo. Foi isso que senti se espalhar lentamente pelo meu corpo quando vi o sorriso malicioso que desenhou-se nos lábios finos de Klaus. Eu sabia que isso iria acontecer em algum momento eu só esperava estar realmente preparada para isso. Entretanto; eu não estava. Quando as mãos quentes e grandes de Klaus passaram a descer meu zíper de forma lenta e tortuosa, eu senti que todas as barreiras haviam se esvaído rapidamente. Na verdade isso já havia acontecido a dias!, durante toda essa semana eu passava boa parte do tempo me peguntado porque eu simplesmente havia cedido tão fácil assim? Por que eu não fiz algo pra me proteger? E a resposta era bem clara para mim. Eu havia me apaixonado por ele. Isso no começo me aterrorizou de uma forma intensa então, simplesmente deixei de pensar com sensatez e passei a agir com meu coração.

Quando descobrir que aquele homem que fora gentil e extremamente galanteador na verdade era alguém horrível e cruel eu me frustrei. Então de alguma forma estranha eu deixei meu coração me mover e arquitetei um plano insano e inconsequente. O que resultara em um Klaus furioso com uma arma na mão e um proposta maluca.

E foi então que eu soube que algo dentro dela pulsava por mim. Ele era a porra de um mafioso sanguinário que matava por diversão e, ao invés de aniquilar a mulher que ousara achar que poderia engana-lo ele simplesmente me aparecia com uma proposta tentadora. Não era de seu feitio. Eu tinha opções? Eu poderia recusar? Talvez sim. Talvez não. Só que a verdade e que eu mesmo horrorizada e apavorada havia aceitado prontamente. Eu seria dele se ele quisesse.

Os lábios frios de Klaus em meu ombro me despertaram do meu transe e senti meu corpo reagi rapidamente em resposta. Ele sorriu debilmente enxergando o desejo no fundo das meus olhos e delicadamente puxou o vestido em direção ao chão. O tecido macio e suave arrastou-se, lentamente, pelo meu corpo provocando uma sensação gostosa em minha pele e, quanto finalmente eu estava livre dele e minhas roupas intimas era tudo o que restara, os olhos do Klaus rolaram observando e memorizando cada centímetro da minha pele exposta. Vi um sorriso malicioso brotar no canto de seus lábios quando seu olhar demorou-se um pouco mais na cinta liga azul que eu usava. Suas mãos rapidamente subiram para minha cintura e, eu praguejei internamente quando ouvi uma batida fraca em nossa porta.

Uma raiva instantânea ondulou lentamente pelo meu corpo e pudi ver a frustração cintilar em seus olhos quando ele se afastou rapidamente. Mesmo a contra sua vontade ele abriu um pouco a porta e pude ouvi a voz animada de sua mãe. Eles trocaram algumas palavras e pude ver Klaus suspirar pesadamente e sair do quarto sem me dar nenhum tipo de explicação.

Bufei irritada e me encaminhei para o banheiro. Um banho gelado serviria para acalmar meus ânimos. Parece que os familiares de Klaus tem tendencia a atrapalhar momentos íntimos. Depois de conseguir sentir meu corpo acalmar um pouco sai do box e me enrolei em uma toalha fofa. Fitei minha imagem no espelho e suspirei de forma tensa.

Aquela Caroline que estava refletida ali, era diferente de algumas semanas atras, eu não conseguia saber ao certo quando foi que algo havia mudado dentro de mim e, não consegui saber. No entanto, uma coisa era certa eu estava realmente, realmente diferente.

A alguns meses atrás só a menção de ter qualquer tipo de contato intimo com um homem do tipo do Klaus me dava arrepios e náuseas e, agora eu me sentia estranhamente atraída. O que havia mudado? Onde foi que deixei meu caráter? Será que se minha mãe estivesse viva estaria feliz com esse casamento? Certamente estaria horrorizada.

Aspirei lentamente sentindo a dor e a decepção embrulhar-me o estomago e caminhei rapidamente para o closet, vesti uma camisola qualquer e, deitei-me na cama deixando que todo cansaço mental e físico me dominasse e me embalasse rapidamente no mundo dos sonhos.

***

Durante todo trajeto da enorme e pomposa mansão de Klaus até o Aeroporto eu simplesmente me limitei a fitar as paisagens borradas que passavam rapidamente pelos meus olhos.

Desde ontem a noite Klaus não fizera menção de me dirigir a palavra ou simplesmente um simples olhar e, de certa forma eu estava agradecida por isso. Eu havia acordado com uma dor exorbitante em minha cabeça e em um conflito interno com meus princípios e meus desejos carnais. O homem a contrapartida parecia realmente irritado, eu tinha a sensação de que, algo o havia lhe deixado extremamente irritado ontem a noite.

Por algum tempo cheguei a cogitar a possibilidade de ter sido por conta de outra interrupção, porém; algo me dizia que precisava de muito mais para deixar Klaus daquele jeito.

Depois de finalmente termos embarcado em nosso voo Klaus pareceu deixar seus problemas de lado e passou a me analisar, minuciosamente. Eu sentia meu corpo tensionar sobe seu olhar examinador, mais relaxei pouco tempo depois quando ele finalmente voltou a me ignorar como estivera fazendo durante toda manhã.

Embora uma parte pequena dentro de mim estivesse irritada e decepcionada por ele ter estado me ignorando em contra partida a outra agradecia felizmente. Em algum momento eu fui embalada em minha inconsciência e me assustei quando senti as mãos firmes de Klaus me sacolejar.

Abri lentamente os olhos e pisquei algumas vezes atordoada e entorpecida pelo sono. Klaus sorriu calmamente enquanto falava de forma lenta e explicatória, como se eu fosse uma garotinha de cinco anos:

"Chegamos, amor." Sua voz suave causou uma sensação gostosa em meu corpo e me remexi rapidamente sobre a poltrona do avião. Segundos depois me levantei e me conduzir a porta aberta do avião.

Desci do avião e senti Klaus caminhar bem atrás checando seu telefone celular. Quando finalmente saímos da pista de decolagem e entraramos no desembarque, Klaus voltou a caminhar ao seu lado.

"Você poderia me dizer agora onde nos estamos? Já que claramente sua irmã se negou a dizer?" Perguntei curiosamente, enquanto Klaus soltava um sorriso relaxado e direcionava-se em direção a um carro fora do Aeroporto que nos esperava.

"Olhe em volta, amor." Sugeriu tranquilamente, enquanto eu revirei os olhos chateada e passei a observar o local. Klaus provavelmente decidiu-se por não esperar minha analise e finalmente falou:

"Ásia, Caroline, estamos na Ásia."

"Oh" foi tudo que pude dizer tamanha minha surpresa. Convenhamos que era apropriado a minha falta de reação, afinal, em menos de um mês eu havia me mudado para uma cidade totalmente desconhecida e logo depois estava viajando para outro lugar totalmente novo e desconhecido. Eu passei vinte e quatro anos presa a um único lugar e em tão pouco tempo estava explorando duas cidades incrivelmente bonitas e afrodisíacas.

"Não se anime demais, não vamos ficar propriamente aqui." Ele avisou solicito e abriu a porta para que eu pudesse entrar no carro. Ponderei rapidamente e entrei, logo em seguida ele bateu a porta e deu a volta no carro e adentrou no mesmo.

"Então onde afinal iremos ficar, Klaus?" Perguntei curiosa, deixando a pontada de decepção transparecer em minha voz. Ele arqueou levemente suas sobrancelhas e soltou um sorriso galanteador.

"Você não acha minha irmã previsível, sweet?" Ele perguntou tranquilamente, enquanto eu sentia um arrepio percorrer meu corpo rapidamente em resultado a forma rouca e lenta com que ele havia pronunciado aquele apelido irritante.

"Não sei...Como poderia, mau a conheço." Respondi malcriada, recebendo um olhar repreensivo dele. Bufei e cruzei os braços batendo o pé. "Você vai me dizer ou não?"

"Estamos indo para Ilha Maldivas, conhecida popularmente por ser um cenário único e romântico." Ele deu de ombros e soltou um suspiro cansado.

Eu me calei. Nunca havia saído de Mistic Falls e não sabia muito sobre aquele lugar ao qual ele falará. Pra mim toda essa experiencia estava sendo nova e totalmente exitante, no entanto, Klaus parecia entendiado. Quando finalmente minutos depois chegamos ao nosso destino eu senti minha boca despencar.

Nunca em toda a minha existência eu pude ver um lugar tão perfeito e espetacular em minha frente. Aquele era o verdadeiro paraíso, eufórica abrir a porta sem me dar ao trabalho de esperar que Klaus as abrisse como um cavalheiro — o que não condiz com sua real personalidade — e saltei de dentro do carro animada.

Estávamos em frente a Bagalôs construído sobre os atóis de coral. A paisagem era simplesmente espetacular. As águas cristalinas e azuis cintilavam sobre os últimos raios de sol que brilhavam, o aroma suave e tranquilizante do mar era forte e inconfundível e tudo era silencioso e tranquilo. Klaus enroscou suas mãos em minha cintura e me puxou delicadamente em direção ao Bagalô que nos acomodaria. Eles eram como pequenas cabanas chiques e simples. Assim que ele conseguiu abrir a porta de madeira e me puxou para dentro pude me surpreender com o clima romântico que ele tinha. Era espaçoso e muito bem decorado. Havia uma enorme cama no centro dele, um sofá ao lado e um armário de tamanho médio, um frigobar e uma enorme janela de vidro que nos dava a visão mais espetacular do mundo.

Assim que o funcionário do resort surgiu com nossa malas e sorriu agradecido quando Klaus lhe deu uma gorjeta generosa e saiu, Klaus caminhou em direção a porta no canto esquerdo que até então eu não havia percebido e entrou sem trocar nenhuma palavra comigo. Conclui que ali seria o banheiro e suspirei exasperada enquanto arrastava minha mala de rodinhas para perto do sofá e abri a mesma a procura de algo leve para vestir.

Havíamos passado praticamente todo o dia em um avião e depois algum tempo em um carro, então, era comum eu estar me sentido terrivelmente cansada e, mesmo estando ansiosa para sair e explorar todo o lugar eu decidi que por essa noite iria apenas ficar e dormi. Teríamos três dias para visitar e explorar cada pequeno lugar desta Ilha maravilhosa.

Acabei me cansando de esperar Klaus sair do seu banho e, me deitei, afim de aliviar um pouco o meu cansaço. Não sei por quanto tempo estive embalada em um sono calmo e reconfortante, e tenho certeza que só despertei porque o corpo másculo e quente de Klaus colado ao meu. Sua respiração era suave e compassada e eu percebi que ele dormia. Apesar de eu não conseguir enxergar muita coisa, conclui que ainda era noite. Ou talvez madrugada. Lentamente me virei em direção ao seu corpo e soltei um suspiro baixo ao vê-lo com uma expressão tão relaxada e feliz.

Um sorriso suave estava fixado em seus lábios e sua respiração era calma e compassada, instintivamente ergui as mãos e deslizei as pontas dos meus dedos pelo seu rosto e senti todo meu corpo arrepiar com o pequeno contato de nossas peles. Meus dedos delicadamente desceram pelo seu queixo e pescoço e roçarem em seu peitoral definido. Uma mão firme e pesada segurou a minha e eu saltei em um susto, ele abriu um sorriso divertido nós lábios e eu senti meu coração palpitar dentro do peito. Klaus delicadamente acariciou meu pulso e me puxou para si de forma possessiva.

Antes que eu pudesse processar qualquer coisa os lábios famintos de Klaus estavam sobre os meus. Entreabri meus lábios lhe dando o espaço que ele queria e um beijo intenso inciou.

Eu sabia que aquela seria minha perdição, porque putaqueopariu o homem conseguia me deixar molhada e extremamente ansiosa somente com sua linguá sugando ferozmente a minha.

Notas finais
Ok, não me matem! O capitulo esta grandinho e como não quero que seja cansativo vou dividir ok? E como sou uma pessoa do mau parei na melhor parte, kkk Prometo que escreverei e atualizarei hoje mesmo ok? Em comemoração ao dia dos Namorados. Aliais, Feliiiiiz Dia dos Namorados meus amores.