O Preço do Amor

19 Sequestro Relâmpago


Notas iniciais
Meninas!!!!!!!!!!!!! Que saudades... Me desculpem pela demora!! Tenho uma boa justificativa, primeiro que estava meia doente e segundo que eu estou na correria de começar a organizar a festa de 1 ano da Talía, eu sei, eu sei, vocês vão dizer "mais como se ela acabou de fazer 5 meses?" e que aqui, no Litoral tudo e extremamente caro!!! E eu vou ter que colocar a mão na massa e arrumar muita coisa, sério mesmo. Pra completar eu escolhi um tema fora do comum e nenhuma decoradora tem a decoração! RESULTADO? Uma mãe pirando tendo que montar toda decoração e lembrancinhas!!!! Ah, o tema vai ser Alice no Pais das Maravilhas, rs. Lindo né? E como eu adoro ler e tenho pra mim que todos deveriam presentear as crianças com livros para incentiva-las, assim como já faço com minha bebe lendo para ela desde recém nascida, eu vou dar de lembrancinhas livros de Alice legal né? Enfim, to falando demais vamos direto ao capitulo? Ok, vamos lá...

Estava me sentindo cada vez mais inconstante, se por um lado eu estava extremamente feliz por estar aqui conhecendo e explorando o lugar, sentia-me de alguma forma que estava traindo-me.

Um paradoxo, enquanto meu coração anisava loucamente por saber cada vez mais do mundo em que Klaus vivia, minha mente me mantinha fria e distante. E estava ficando cada vez mais complicado encontrar um meio termo nessa confusão dentro de mim.

A verdade e que todas as pessoas que eu tive o minimo contato que fazem parte da Máfia foram extremamente normais e amigáveis. E poxa, durante toda minha vida eu estudei maniacos e psicóticos e por mais que minha mente incansavelmente tentasse encontrar neles fatores indicativos que os enquadrasse nesses termos, não conseguia. De certa forma eu sabia que o fato de estar envolvida emocionalmente diretamente com eles influenciava minha eficiência.

Ao menos eu me mantinha firme em relação ao Klaus. Uma fato era certo: eu estava completamente atraída por ele, no entanto, eu sei o quão ruim ele poderia ser.

Além de saber que claramente qualquer sentimento que eu nutrisse por um homem como ele, seria definitivamente a minha morte.

Ao contrario da maioria das pessoas que tive contato, dentro todas elas, Klaus era o pior. Podia-se ver o brilho brutal em seus olhos ao entrar ali, aquele definitivamente era onde ele gostaria de estar. Klaus amava ser quem ele era e isso me deixava completamente tonta.

Saber que meu marido tem prazer em cometer crimes terríveis contra pessoas inocentes. Era frustante estar em conflito constantemente.

Suspirei irritada ao perceber que Rebekah estava parada em frente ao elevador m analisando minuciosamente. Estávamos no decimo sétimo andar, onde encontrava-se o escritório particular de Klaus.

Ela abriu um sorriso ao me ver suspirar.

"Terminou a batalha interna?" Ela perguntou tranquilamente, enquanto me dava espaço para sair do elevador. Caminhei ao seu lado com certa relutância em conversar sobre qualquer assunto naquele momento. Estava começando a me sentir realmente irritada com a facilidade que aquelas pessoas tinham para me lerem tão facilmente, enquanto eu me debatia internamente tentando entender o minimo possível deles.

"Como vocês fazem isso?" Perguntei rudemente, ela parou no mesmo instante e virou-se em minha frente me fitando fixamente com as sobrancelhas erguidas e um sorriso presunçoso no rosto.

"Saber o que se passa na sua cabeça e fácil, Caroline! Principalmente levando em conta a situação ao qual se encontra. Ha um mês atras era uma policial que trabalhava avidamente para lutar contra tudo isso... E agora estar aqui! Não vê? Completamente fácil entender o que esta acontecendo!" Ela deu de ombros e voltou a andar tranquilamente. Bufei irritada e voltei a lhe acompanhar. Rapidamente chegamos em frente a porta dele, enquanto, os seguranças abriam passagem rapidamente deixando-as entrar.

Rebekah fechou a cara rapidamente ao ver que seu irmão não estava ali. Sem me atentar a nenhum detalhe eu me sentei no sofá de couro preto que estava próximo a porta e sentei-me tranquilamente.

Sem sombra de duvidas Klaus tinha coisas muito mais importantes do que almoçar com sua mulher e irmã.

"Só pode ser brincadeira, viu." Ela resmungou irritada ao meu lado. Sentou-se ao meu lado enquanto teclava rapidamente em seu telefone celular. "Ele só pode fazer de proposito!"

Eu relaxei enquanto observava o local com um pouco mais de atenção. A sala era ampla e completamente organizada. Havia milhares de livros sobre uma enorme instante atrás de sua mesa de carvalho, um sofá de couro ao qual eu estava sentada e uma vista completamente agradável de toda a cidade em sua parede de vidro.

Ouvi meu telefone tocar dentro do bolso da minha calça jeans e o peguei observando a tela piscando incontrolavelmente mostrando o nome de Elena.

"Oi Lena." Atendi rapidamente e sorri tranquila enquanto me afastava um pouco da Rebekah que continuava distraída digitando mensagem para alguém em seu telefone.

"Care..." A voz de Elena estava estridente e tremula.

"Elena, tudo bem? O que foi?" Perguntei rapidamente, sentindo todo meu corpo tensionar. Klaus entrou pela sala distraindo-me por alguns segundos quando eu ouvi minha amiga choramingar do outro lado do telefone.

"E o Ian, eu preciso da sua ajuda. Ele simplesmente sumiu e eu acho que ele foi...Foi sequestrado!" A essa altura eu já não conseguia me concentrar em mais nada. Todo meu corpo estremeceu e minhas mãos suavam excessivamente enquanto Klaus se aproximou rapidamente e pegou o telefone das minhas mãos enquanto me guiava de volta ao sofá.

Ele trocara algumas palavras com Elena, ao qual eu não me atentei. Minha respiração estava completamente desregular e minha mente estava entrando em colapso. Durante toda minha carreira eu tive que lhe dar com varias situações iguais a essa, entretanto, eu sempre temi ter alguém próximo a mim em uma situação como esta.

Puxei o ar com força tentando me focar em todos os treinamentos que eu recebi para me manter tranquila em momentos assim. Senti as lagrimas molharem meu rosto com agilidade.

Klaus estava a minha frente me olhando fixamente de forma preocupada.

"Não se preocupe! Nesse momento praticamente toda a Máfia esta trabalhando para trazer o garoto de volta." Ele me informou tranquilo.

Eu o olhei fixamente por algum tempo e suspirei percebendo o que estava claramente acontecendo.

"Você tem alguma coisa a ver com isso, Klaus?" Minha voz falhou e eu me xinguei mentalmente por estar deixando transparecer tanta fraqueza.

"Não diretamente... Eu tenho alguns inimigos, Caroline! Você esta protegida, entretanto, eles são uma ponta solta!" Ele tentou pegar minha mão e eu acuei rapidamente.

Levantei-me enquanto tentava organizar todos meus pensamentos.

"Estou indo para Mistic Falls, Klaus." O informei tranquilamente, enquanto saia do escritório.

Nada que ele fizesse nesse momento me impediria.

***

Eu havia bloqueado completamente todas minhas emoções. Não estava conseguindo analisar nada que estava sentindo e me recusava a ao menos tentar. Kol havia surgido em meu caminho enquanto eu tentava encontrar a saída daquele lugar e se ofereceu solidariamente para me levar de volta pra casa.

Assim que entrei dentro do quarto comecei a correr de um lado para o outro tentando organizar uma mala pequena. As lagrimas rolavam completamente livre pelo meu rosto enquanto minha consciência me culpava avidamente.

Eu havia envolvido aquela pobre criança nessa loucura. O coloquei em perigo com minhas atitudes impensadas. Puxei o ar com força tentando dissipar a dor intensa que me tirava o folego.

Senti alguém tocar suavemente em meu ombro e me preparei para xingar quem quer que fosse que ousasse me impedir, no entanto, ao me deparar com os olhos culpados e brilhantes de Klaus me fitando atentamente toda minha raiva se dissipou. Ele me puxou para seu peito com agilidade e me envolveu em um abraço apertado enquanto as lagrimas corriam soltas.

Quantas crueldades pode-se fazer a uma criança indefesa?

Toda vez que esse pensamento me ocorria as lagrimas triplicavam enquanto eu sentia a dor dilacerante me quebrar completamente. Klaus me apertou ainda mais em seus braços enquanto eu simplesmente me desconectava do mundo a minha volta e me atentava somente a culpa que sentia por ter colocado as pessoas que amava em perigo.

Eu poderia de diversas formas diferentes colocar toda a culpa nele, entretanto eu estaria simplesmente fugindo da minha própria responsabilidade.

Eu havia me colocado nessa situação. Com a minha inconsequência havia trazido Klaus para minha vida e consequentemente todos os problemas que viriam junto com ele.