O Preço do Amor
28 Reunião em Família
Notas iniciais
Um sorriso inconsciente havia se estabelecido nos meus lábios, sem permissão. A falta que sentia dele era realmente grande, maior do que tinha previsto durante todo esse tempo. A julgar pelo sorriso besta que estava estampado no rosto dele, a reciproca era verdadeira. Obviamente eu sabia que meus sentimentos eram completamente diferentes dos dele, entretanto, mesmo sabendo que ele não me amava como eu o amava, sentia-me incrivelmente feliz ao constatar que ele realmente sentirá minha falta.
Minha respiração já havia se normalizado a algum tempo, e eu tentava inutilmente arrumar os meus cabelos pós-foda. Sorri envergonhada, sabendo que atrás daquela porta havia pelo menos quatro seguranças particular dele. Rolei os olhos pelo escritório, encontrando Klaus desajeitado no sofá, ele terminava de abotoar sua camisa, quando ouvimos uma leve batida na porta. Ele lançou-me um olhar rápido, como se pra conferir que eu estava vestida e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa sua voz soou alta, despertando-me dos meus devaneios.
"Esta aberta!" Bradou, enquanto levantava-se rapidamente só sofá e caminhava de volta para sua mesa. Uma Esther sorridente adentrou o local, analisando friamente cada centímetro dele. Sorri abertamente quando seus olhos focaram-se em mim e direcionou um olhar sugestivo para o filho.
"Oi mãe." Ele resmungou, enquanto tomava de volta seu lugar. "A que devo a honra da sua visita?" Ele perguntou distraidamente, enquanto rolava os olhos por alguns papeis espalhados pela sua mesa.
"Na verdade, não vim por sua causa!" Ela respondeu rapidamente, aproximando-se de mim. Senti-me momentaneamente envergonhada pelo olhar inquisitivo que ela lançou em minha direção. Klaus voltou sua atenção para sua mãe, rapidamente. "Soube que Caroline estava de volta e resolvi vir fazer aquela proposta que conversamos, a ela!" Esther esclareceu rapidamente. Olhei-a fixamente, tentando processar sua informação, quando Klaus suspirou pesadamente chamando minha atenção. Ele não parecia nenhum pouco satisfeito com o rumo que aquela conversa estava tomando, entretanto, manteve-se em silencio absoluto.
"Você já almoçou querida?" Esther perguntou sorridente, ao meu lado.
"Não." Respondi rapidamente, dando-me conta do quanto estava faminta. Ela soltou um sorriso animado.
"Ótimo. Vamos almoçar juntas então, para que possamos conversar." Esther sorriu.
"Tudo bem." Respondi incerta e curiosa. Ela sorriu abertamente, enquanto caminhava em direção a porta novamente. Eu continue parada no lugar enquanto divagava mentalmente no que Esther exatamente estava falando.
"Te vejo no jantar, filho." Ela sorriu animada, enquanto esperava-me pacientemente na porta.
"Caroline." A voz rouca de Klaus soou despertando-me rapidamente. Eu o olhei atenta, esperando qualquer recomendação expressa para recusar qualquer coisa, quando ele relaxou os ombros e sorriu. "Você tem autonomia para aceitar ou deixar de aceitar o que quiser." Falou calmamente enquanto analisava minuciosamente minhas reações.
Eu assenti rapidamente, e caminhei até Esther. Ela sorriu acolhedoramente enquanto caminhávamos pelo corredor.
"Se quiser alguns minutos para se arrumar..." Ela sugeriu sorridente. Revirei os olhos, negando rapidamente.
"Estou bem, Esther." Dei de ombros, enquanto pegávamos o elevador.
"Fiquei feliz por estar de volta, Caroline." Ela falou sinceramente, quando saímos para o carro, onde seu motorista esperava pacientemente.
O caminho até o centro de Nova Orleans fora tranquilo e sem nenhuma conversa reveladora. Assim que chegamos em frente ao restaurante que ela escolhera, fomos recepcionada por uma sorridente garota. Ela nos encaminhou para uma mesa reservada, enquanto minha curiosidade aumentava gradativamente.
"Caroline." Ela chamou-me calmamente, enquanto rolava os olhos pelo cardápio refinado em sua mão. "Sorria querida, tem fotógrafos por toda parte! Você é a sensação do momento." Ela abriu um sorriso de canto de lábios, enquanto repousava delicadamente o cardápio na mesa e me fitava. Bufei irritada, soltando um sorriso falso. Havia me esquecido completamente desse tipo de coisa.
"Como você já sabe viemos aqui porque tenho uma proposta para lhe fazer." Assenti rapidamente, enquanto ajustava-me confortavelmente na cadeira. "Na verdade uma depende da outra!" Ela disse calma, enquanto dava de ombros, despreocupada.
"O que você acha de ter um trabalho?" Ela perguntou. Olhei-a atentamente, agora. Eu vivia enfiada na enorme mansão ao qual morava com Klaus e por algum tempo perguntei-me internamente se ele permitiria que eu exercesse qualquer tipo de profissão, algum dia. Estreitei os olhos, sabendo que havia um jogo claro de interesse ali. Klaus era um homem inteligente o suficiente e Esther era tão perspicaz quanto ele. Eles estavam me oferecendo algo que claramente sabiam que eu aceitaria, obviamente que irão pedir algo em troca.
"Depende." Respondi cuidadosamente, enquanto Esther me olhava em um misto de surpresa e curiosidade. "Do que terei que dar em troca para isso!" Me fiz clara, enquanto, bebericava um pouco do vinho que restava em minha taça.
"Esperta." Ela resmungou rapidamente. "Por isso que dentro todas minhas noras, você sempre foi minha preferida." Soltou graciosamente, enquanto me olhava. "Garanto que não e nada que você não possa fazer." Ela sorriu.
"E o que seria?" Perguntei curiosamente, tentando controlar a animação muda que se enraizava lentamente dentro de mim.
"Você precisa mudar um pouco seu comportamento." Disse cautelosamente. "Veja bem, Caroline! Você é mulher de um dos homens mais importantes de Nova Orleans... E a decisão súbita de Klaus se casar com você sem anunciar um noivado e apresentar formalmente você para elite de Nova Orleans fez com que você se tornasse interessante para mídia! E de certa forma, nós precisamos deles...Precisamos que o povo nos conheçam...Precisamos estar acima de qualquer um, aqui, querida." Ela discursou calmamente não se abalando em nenhum momento. "E você tem se comportado de maneira bem desleixada em relação a isso! Evita claramente todos os fotógrafos, recusa toda e qualquer convite para entrevistas...Você simplesmente tem se mantendo reclusa deste mundo, onde você obviamente faz parte agora." Ela apontou.
"Esther..." Chamei sua atenção. "Vá direto ao ponto, por favor." Respondi seca, enquanto fixava meus olhos sob a mulher elegante em minha frente.
"Sei que você sempre teve uma habilidade impressionante para promover eventos em Mistic Falls. Você sempre fora responsável por varias eventos importantes lá, inclusive o de Mis Mistic Falls, que em minha opinião, fora um dos melhores." Ela sorriu, dando de ombros. "Quero lhe oferecer a oportunidade de estar a frente de todos os eventos da família Mikaelson. Você terá autonomia para organizar tudo da forma como desejar... Sei que é boa em tudo que faz! E em troca, preciso que você aceite me ajuda para reformular sua conduta e a maneira desleixada como se veste.
"Não me viso desleixadamente, Esther." Resmunguei contrariada. Ela sorriu abertamente.
"Obviamente que não, tendo em vista que antes você era uma simples garota comum de cidade pequena! Entretanto, agora você é mulher do homem mais respeitado de Nova Orleans! Precisa se portar como tal, Caroline! Você e praticamente rainha deste lugar, apresente-se como tal. Você precisa entender que nós precisamos ter uma imagem boa refletida na mídia, Caroline. Nos precisamos estar sempre em foco, de maneira positiva e claro! E tenho certeza que você deve saber que existe alguns desalentos em algumas notas sobre você." Suspirei, irritada.
"Não fique irritada, querida. E um sacrifício que todas temos que fazer! Veja bem, você terá um trabalho ao qual ocupara sua mente, enquanto será invejada ainda mais pela população feminina de Nova Orleans." Ela sorriu abertamente. "E Klaus está sendo muito generoso com você, já que claramente, nenhuma outra tivera a oportunidade de escolher por essa mudança. Na verdade todas as outras noivas, passam por essa transformação antes mesmo de se casarem com um Mikaelson."
"Eu tenho alguma escolha, Esther?" Perguntei desgostosa, enquanto suspirava.
"Na verdade tem." Ela crispou os lábios, mostrando o desafeto desta informação. "Você ouviu o que seu marido lhe disse? Você tem o poder da escolha, querida. Klaus não aceitou que eu lhe obrigasse a isso, já que ele nutre algum tipo de divertimento com sua rebeldia." Soltei um sorriso, enquanto a via me fulminar com os olhos.
"Certo. Tudo bem, eu aceito." Dei de ombros, despreocupada, enquanto a via olhar-me surpresa. "Esther eu sei que não sou nenhuma lady e já havia percebido como você se porta na sociedade. Não sou burra, como você deve saber! Sei que esta é a decisão mais sensata a se tomar neste momento e obviamente que o trabalho influenciou em minha decisão já que vai ser realmente bom ter algo para me ocupar, só que também devo no mínimo um pouco de gratidão a você! Já que vem me tratando muito bem, desde que cheguei aqui. E certamente entendo que isto, de maneira indireta, lhe afeta, também. Já que Mikael deve de alguma maneira estar envolvido nisso." Sorri sinceramente, enquanto ela processava as informações.
***
Eu estava farta de toda aquela futilidade. Esther estava realmente se empenhando em me tornar uma mulher completamente diferente da qual eu realmente era. Uma semana cheia de futilidades e compras se passou, desde, que havia retornado de Nova Orleans. Infelizmente mau tive tempo para falar com Elena e nem mesmo com Klaus. Sempre chegara extremamente cansada de bater perna pelo centro e dos ensinamentos de Esther que acabava dormindo antes que ele tivesse voltado e, quando eu levantava ele ainda dormia. Minha querida sofra ignorava todas minhas reclamações constantes, lembrando-me constantemente que eu havia dado minha palavra.
Estava farta de toda aquela situação, meu único alivio era que hoje não precisaríamos sair de casa, já que Esther pessoalmente virá aqui, para inspecionar meus closet. Pela primeira vez na semana, sentei-me confortavelmente para o café, mais cedo que o habitual, por conta da visita dela e mantive-me distraída o suficiente para não notar a presença de Klaus na sala de jantar. Meus olhos corriam atentos pela nota no jornal Oficial de Nova Orleans, quando ele pigarreou alto, chamando minha atenção.
Olhei-o surpresa, enquanto dobrava o mesmo e repousava sob a mesa.
"Uma semana de aulas e minha mão ainda não lhe disse o quão deselegante e ler durante as refeições?" Sua voz soara divertida e calma, enquanto ele servia-se de café. Revirei os olhos rapidamente, dando de ombros.
"E quem se importa?" Resmunguei. Ele ergueu os olhos em minha direção ainda sorrindo.
"Minha mãe e noventa por cento da população feminina, sweet." Ele sorriu, enquanto me analisava calmamente. "Obviamente que você não faz parte disto!" Ele apontou.
"Obviamente." Dei de ombros, conformada.
"E porque aceitou? Lhe dei autonomia para escolher o que achasse melhor!?" Olhei-o atentamente.
"E importante pra sua mãe, Klaus." Esclareci rapidamente. "Não gostaria que ela arrumasse desentendimentos com seu pai por minha causa! Já que claramente ele confia a tarefa de treinar "as noras" para serem verdadeiras damas." Dei de ombros, afastando meu prato.
"Hm." Ele resmungou, tornando-se serio rapidamente.
"Klaus?" Chamei baixo. Ele me olhou atento. "O que há entre você e seu pai realmente?" Perguntei cautelosamente. Ele me olhou incerto por alguns segundos, ajustou a postura e deu de ombros deseixado.
"Nada que você tenha que se preocupar, Caroline! Aliais nosso desentendimento já foi resolvido a bastante tempo." Ele sorriu e voltou sua atenção para sua xicara de café. Ponderei por alguns segundos, e suspirei. "E porque tenho a impressão de que você não o suporta, Klaus?" Arrisquei em perguntar. Ele bufou contrariado e olhou-me fixamente.
"Uma das principais regras de etiqueta e que devemos fazer as refeições em silencio, Caroline!" Ele soltou um sorriso malicioso. Sorri também, revirando os olhos.
"Vai fugir do assunto, Klaus?" Insisti. "Você e meu marido e sabe mais coisas sobre mim do que poderia imaginar...Você ao menos poderia me colocar a par de sua vida." Resmunguei. Ele me olhou calado por algum tempo antes de suspirar pesadamente.
"Meu pai não foi o melhor pai do mundo, Caroline! Tivemos algumas desavenças durante minha adolescência! Nada anormal, querida." Ele sorriu falsamente, tentando me convencer. "Você também teve sua fase rebelde, sweet."
"Que você acompanhou de perto! Então não precisávamos nos atentar a esse fato!" Argumentei, sorrindo. Klaus revirou os olhos, deixando que um sorriso se estampasse em seus lábios.
"Eu queria coisas diferentes da qual meu pai gostaria para mim, Caroline. E portanto, tornou-me dele um dos seus projetos fracassados! Simples assim!" Ele deu de ombros.
"Certo. Acho que isso tem mais haver com o fato de você querer seguir carreira como pinto e ele claramente não suportar a ideia." Apontei rapidamente, vendo-o crispar os lábios.
"Se você já sabia porque perguntou, Caroline? Que inferno!" Ele bradou, levantando-se irritado. Levantei-me rapidamente, revirando os olhos e impedindo-o de sair da sala de jantar. Ele olhou-me irritado, enquanto suspirava.
"O que você quer?" Ele resmungou.
"Quero que você torne a se sentar para que podemos terminar nosso café, por favor?" Pedi brandamente. Ele me olhou ainda irritado e afastou rapidamente tomando seu lugar novamente. Sorri satisfeita, enquanto voltava a me sentar em sua frente.
"Posso ao menos lhe dar uma opinião pessoal?" Perguntei tranquilamente, recebendo um olhar mortal em minha direção. Sorri dando de ombros e me calei. Ele suspirou e assentiu sem desviar seus olhos dos meus. "E acho que você está sendo muito duro com seu pai." Pausei rapidamente, pensando em recuar mediante ao olhar incriminador que ele lançou em minha direção.
"Em base no que você diz isso, Caroline?" Ele perguntou rispidamente.
"Em base na falta que sinto da minha mãe, Klaus." Resmunguei irritada. Ele me olhou demoradamente, enquanto esperava que continuasse. "Eu sempre a julguei muito! Assim como faz com seu pai..." Dei de ombros, tomando folego e bloqueando as lagrimas que se acumulavam nos meus olhos. "Você já parou pra pensar que em algum momento você terá que fazer o mesmo que ele lhe fez, quando tiver um filho?"
Ele me olhou demoradamente, balançando a cabeça negativamente.
"Eu nunca condenaria um filho meu a infelicidade, Caroline." Ele resmungou irritado. "Eu não sou o monstro que você pinta!"
"Você esta querendo dizer que... Que se um filho seu não queira fazer parte da Mafia, você o deixaria fazer o que quisesse?" Arrisquei perguntar.
"Se isso o fizesse feliz, sim, Caroline. " Ele resmungou. Eu encostei-me surpresa no acento da cadeira, processando a informação. Ele me olhou demoradamente, abrindo um sorriso de escarnio.
"Pensei que você gostasse do poder que tem, Klaus."
"E gosto! Mais isso não obriga necessariamente a um suposto filho gostar também. Se ele não quiser, pode ter outro que queira ou então terá algum sobrinho que esteja realmente disposto a assumir o negocio da família, Caroline." Ele disse confiantemente e convicto, como se já houvesse pensando sobre isso muitas vezes.
Antes que eu pudesse externar minha felicidade e orgulho por isso, Esther adentrou nossa sala de jantar, sorridente.
"Bom dia querido." Ela beijou a cabeça dele carinhosamente. Ele sorriu e beijou a mão de sua mãe e antes que eu pudesse impedi-lo, despediu-se rapidamente e saiu da sala de jantar.
"Você esta bem, Caroline? Esta pálida?" Esther perguntou calmamente.
"Estou perfeitamente bem, Esther." Resmunguei, preparando-me mentalmente para o exaustivo dia.
"Se não terminou seu café ainda, posso lhe esperar na sala de visitas!" Ela sorriu docemente.
"Não. Eu já havia terminado, Esther. Apenas estava conversando com seu filho." Sorri, levantando-me novamente. Ela revirou os olhos e sorriu dando de ombros.
Direcionei Esther pelos corredores que ela conhecia muito bem e entramos finalmente no meu quarto. Ela soltou um gracejo e sorriu cultamente.
"Preciso ver seu closet." Informou-me rapidamente. Assenti, abrindo a porta para que ela pudesse entrar. Ela correu os olhos pelo local e entrou cautelosamente. Ergueu as sobrancelhas enquanto corria os dedos pelos botões dos armários, fazendo com que as prateleiras se abrisse e viessem para frente passando lentamente os cabides, organizados por cores.
"Isto é bastante modesto, Caroline." Ela crispou os lábios, percorrendo os olhos sobre os vestidos de festas escolhidos por Rebekah. "Certo, preste atenção porque não gosto de repetir as coisas, Caroline" Revirei os olhos e dei de ombros. "Primeiro que Rebekah não poderá escolher suas roupas para sempre. Você terá que aprender a se vestir de maneira adequada, sozinha! E nunca, jamais, em hipótese alguma, você deve se mostrar confortável demais! Deve estar sempre maquiada e com os cabelos perfeitamente alinhados. Nada de exageros, maquiagem natural sempre é a melhor escolha. Você é uma mulher bonita naturalmente, use isso ao seu favor, sempre!" Esther tirou alguns vestidos do cabide, jogando-os sob o banco que havia ali. "Escolha roupas com decotes mais arredondados e quadrados. Use decote em "V" apenas para festas, apresentações, jantares e saídas importantes." Ela me estendeu um vestido e eu o peguei rapidamente. "Use roupas com esse fechamento envelope, eles combinam com seu biótipo. Cuidado com modelos rodados, eles podem te fazer parecer uma menina ingênua. Precisa aprender a mostrar as curvas do seu corpo de maneira discreta e chamar atenção com acessórios. Tem um corpo bonito e então abuse de vestidos muito colados e decotados demais. Sempre use o bom senso! E decotes que deixem os homens imaginarem e não se deleitarem com a visão ao vivo. Onde estão suas joias, Caroline?" Ela perguntou rapidamente, enquanto rolava os olhos pela minha coleção de maquiagem. Indiquei a estante de vidro, abrindo a primeira gaveta e analisando as peças, calmamente.
"Klaus lhe deu alguma dessas?" Ela perguntou curiosamente.
"Ele pagou por todas essas, Esther." Respondi desgostosa.
"Você entendeu minha pergunta, Caroline." Ela apontou rapidamente. Bufei e dei de ombros.
"Tudo que você esta vendo ai, foi Rebekah que comprou antes de me mudar para cá." Ela me olhou atentamente agora.
"Então deveria pedir mais algumas a ele! Sua coleção e muito limitada." Sorriu abertamente. Revirei os olhos, negando-me a pedir qualquer coisa dele.
"Faremos compras mais tarde, infelizmente agora eu preciso ir." Ela informou-me depois de escolher um par de brinco que constraste com o vestido que havia me entregado. Pegou um sapato vermelho que destacaria o vestido bege.
"Vista-se!" Ela mandou. "Iremos almoçar todos juntos hoje! E aniversario de Mikael e precisamos mostrar que somos uma familia unida e forte! E Hayley em breve terá que se submeter a cuidados já que minha neta nascera. Estive pensando se você não poderia ajuda-la com isso? Já que irei viajar essa semana com meu marido para resolvermos alguns problemas. Você faria isso?" Ela perguntou atentamente.
"Hayley? Eu nem a conheço ainda." Apontei rapidamente. Ela sorriu dando de ombros. "N "Não sabia que Elaijah seria pai!"
"Isso e porque tentando lhe manter distante ate que estivesse confortável com a situação, querida. Já que claramente estamos bem agora, você tem que interagir com a família toda." Assenti rapidamente.
"Posso ajuda-la se ela quiser, Esther. Cuidei de Elena durante os estágios finais da gravidez dela, seria fácil." Informei.
"Sim. Eu sei. Só que a gravidez dela e de risco, querida. Por isso requer cuidados acentuados, acha que da conta?" Ela insistiu.
"Claro que sim!" Respondi rapidamente.
"Ótimo! Klaus estará aqui as onze para busca-la. Nos encontraremos todos no mesmo restaurante que almoçamos outro dia." Ela sorriu, enquanto saia do quarto, deixando-me sozinha.
Sentei-me ajustando a postura e olhando-me no espelho da penteadeira. Tratei de colocar em pratica as indicações de Esther e fiz uma maquiagem leve e quase imperceptível. Klaus entrou no closet um pouco apressado, rolou os olhos em minha direção e sorriu ao constatar que estava praticamente pronta.
"Desculpe. Eu me esqueci completamente de avisar. Você desviou minha atenção durante o café da manhã. Ele disse, enquanto passava os olhos pelos seus ternos. Dei de ombros, indiferente. Calcei os sapatos escolhidos por Esther e levantei-me olhando no espelho. Conferi o cabelo, maquiagem, roupa e joias. Suspirei aliviada, e vi Klaus se colocar atrás de mim e sorrir abertamente.
"Você está perfeita, Caroline. Embora esteja parecendo estar cansada!" Ele apontou, enquanto afastava delicadamente os meus cabelos para o lado e depositou um beijo em meu pescoço. Arrepie-me instantaneamente constando a falta que sentia do seu toque.
"Sua mãe e bem exigente, Klaus." Apontei rapidamente, tentando escapar do seu toque. Ele me olhou atentamente, enquanto puxava-me pela cintura de volta para perto. "Estamos atrasados, Klaus." Resmunguei, sentindo suas mãos se moverem calmamente pelo meu corpo.
"Ainda temos algum tempo." Ele resmungou. Sorri abertamente, negando com a cabeça e me afastando bruscamente dele.
"Não temos não." Sorri irônica, enquanto ele revirava os olhos. "Não quero ficar mais uma semana nesse monologo, Klaus. Se me sair bem hoje, ela me deixará em paz, então, descomplique." Ele deu de ombros, enquanto voltava sua atenção para gravata. Sorri, com sua dificuldade de fazer o nó perfeitamente e aproximei-me lhe ajudando.
"Você tem certeza que esta confortável para isso, Caroline? Sabe que se não quiser não precisa ir...Não sabe?" Ele me olhou. Dei de ombros, sorrindo e finalizei sua gravata.
"Na verdade eu faço parte disto, não faço? Acho que não será de todo mal conhecer o resto da família!" Sorri. "Veja, já estou aqui a quanto tempo mesmo?" Perguntei confusamente. Ele me olhou sorrindo.
"Três meses, Caroline." Ele respondeu prontamente.
"Deus já estamos casados a três meses? Onde estive todo esse tempo?" Perguntei confusamente.
"Se lamentando!" Ele riu divertido, enquanto revirava os olhos. "Não me olhe assim, e uma verdade." Ele apontou.
"Pois bem..." Ignorei. "Estamos casados a três meses e nem ao menos sabia que teria um sobrinho." Ele sorriu, enquanto terminava de ajustar seu terno.
"Na verdade e uma sobrinha, querida. Hope."
"Hope. Lindo nome." Dei de ombros, enquanto pegava uma bolsa.
"Tudo bem então, Caroline! Vamos a reunião de familia!"
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