O Preço do Amor
35 Reagente
Notas iniciais
As lagrimas fluíam com facilidade pelo meu rosto. Por mais que fosse difícil ter que lhe dar com toda tensão que havia se estabelecido, decidi por um fim naquela situação. Cessei o choro rapidamente, levantei-me e limpei os últimos resquícios de lagrimas que estava em meu rosto. Atravessei o quarto rapidamente e me refugiei no banheiro por algum tempo. Despi-me rapidamente, entrando na banheira já cheia com agua quente. Mergulhei fechando os olhos, tentando esvaziar minha mente e controlar minhas emoções, segundos depois emergir em busca de ar, deixando a agua quente relaxar meus músculos contraídos e tensos.
Não sei quanto tempo fiquei ali, talvez uma ou duas horas, entretanto, quando sai me sentia bem melhor. Meus olhos ainda estavam vermelhos e delatavam o quanto havia chorado, embora, meu semblante estivesse cansado me sentia elétrica. Seria humanamente impossível dormi enquanto o mundo a minha volta ruía lentamente, então, decidi que tentaria resolver o máximo de problemas possíveis naquela noite.
Solicitei a presença de Elaijah no escritório de Klaus e Marcel viera junto pronto para colocarmos o plano arquitetado mais cedo, em pratica. Contatei Roger para lhe informar sobre o suposto atentado que aconteceria em dois dias e Mistic Falls e, tentei organizar o máximo dos documentos que havia sobre a mesa de Klaus.
Estando por dentro, completamente dos assuntos da Máfia, conseguia entender com mais facilidade como aquilo tudo funcionava. Devo admitir que era surpreendente a organização que se tinha aquela organização criminosa. Era engraçado como tudo era tão metodicamente organizado que mais parecia uma empresa multi bilionária comum. Havia planilhas, funcionários, salários, contratos, produtos, carregamentos e milhares de outras burocracias que existiam em uma empresa licita.
Podia entender com mais facilidade a obsessão que Klaus sentia em manter tudo sob controle o tempo inteiro. Era frustrante não dar conta de todo aquele trabalho. Porque embora, eu tivesse passado toda minha noite organizando e contabilizando planilhas, havia uma pasta inteira incompleta e pronta para tomar boa parte da minha manhã.
No entanto, eu precisava ir até a Central da Máfia para verificar como estava o funcionamento de tudo ali. Por isto, subi até o quarto, escolhi um vestido de tecido leve e claro e um sapato de salto mediano. Conferi minha imagem no espelho, sentindo-me orgulhosa por ter absorvida perfeitamente tudo que Esther tentara me ensinar. A família Mikaelson tinha um nove a zelar e uma imagem que precisava ser mantida diante da sociedade de Nova Orleans e, neste momento o portão principal da minha casa, havia milhares de jornalista amontoados esperando pela minha saída.
A cidade toda estava agitada com o fato de dois Mikaelson terem sofridos atentados recentemente. E isto, me lembrava o fato da reunião que teria com o Prefeito de Nova Orleans em duas horas.
Suspirei cansada, antes mesmo do dia realmente começar e sai do quarto determinada a passar por este dia mantendo-me neutra e sensata em todos os momentos.
Avistei Elaijah me esperando na porta da sala de jantar. Ele soltou um leve sorriu assim que me deu passagem e sentou-se segundos depois a minha frente na mesa. Enchi minha xicara com café e olhei-o atentamente.
"Você tem algo pra me dizer, Elaijah?" Perguntei calma, enquanto sorvia um pouco da bebida fumegante. O liquido queimou em minha garganta e revirou automaticamente meu estomago. Senti um súbito enjoo subir pela minha garganta e fixar-se em minha boca. Tudo em minha volta girou rapidamente e senti meu corpo amolecer e, antes mesmo que eu tivesse tempo para respirar, Elaijah estava ao meu lado pronto a me socorrer.
"Você esta bem?" Perguntou preocupado enquanto tocava meu ombro cauteloso.
"Sim." Assenti rapidamente, puxando o ar com força para os meus pulmões. "Estou bem...Apenas um..."
"Enjoo." Completou rapidamente, com um sorriso brincando em meu rosto. Olhei-o confusa. Ele sorriu.
"Hayley sempre reclamava pelas manhãs...Dizia que era o pior horário para gravidas. Mais durou apenas o primeiro trimestre, logo vai passar. Você já iniciou o pré natal? Sabe de quantas semanas esta?" Ele me bombardeou com informações e perguntas, enquanto meu corpo pouco a pouco voltava ao seu estado normal.
Forcei um sorriso largo em meus lábios e suspirei lentamente, enquanto afastava a xicara de café da minha frente, desistindo completamente de ingerir qualquer coisa.
"Ainda não." Respondi rapidamente, tentando não mostrar descontentamento em nenhum momento. "Vou marcar em breve! Na verdade nos podemos ir agora? Já me sinto bem e completamente sem apetite!" Soltei um sorriso, me levantando.
Ele olhou-me profundamente por alguns segundos, deixando-me um pouco desconfortável e assenti levemente. Antes de sairmos completamente da sala de jantar ele pegou um pêssego e me entregou.
"Frustas normalmente não causam enjoos e nem os piora! Deveria tentar se alimentar de três em três horas, isto, sem duvidas ajuda muito" Aconselhou-me calmamente.
Entrei no carro assim que a porta fora aberta e agradeci rapidamente pela informação.
"Então..." Comecei novamente e ele sorriu abertamente.
"Você e tão concentrada e decidida quanto seu marido, Caroline! Agora entendo porque Klaus tem tanta fascinação por você!" Ele soltou, mexendo-se confortavelmente no banco a minha frente. "Você o desafia...Assim como ele desafia-se a si mesmo todos os dias...E complexo, embora, fascinante."
"Elaijah, por favor...Vamos direto ao ponto!" Resmunguei chateada. Odiava quando as pessoas falavam do meu relacionamento com Klaus, enxergando além do que eu mesma conseguia.
Suspirei e ele deu de ombros.
"Bom...Stefan me ligou a pedido de Roger e o Esquadrão Anti Bombas estarão preparados!"
"Porque Roger não ligou pessoalmente? Pedi para que ele estivesse a frente de tudo!" Franzi o cenho confusa. Ele tornou a dar de ombros.
"Pelo que o Stefan disse ele teve um problema pessoal inadiável."
"Certo..." Balancei a cabeça afirmando, enquanto conferia a decima mensagem de Elena naquele dia.
"A reunião com o prefeito será as duas da tarde." Ele informou enquanto chegava algo em seu telefone celular. "Se quiser...Posso ir com você!" Acrescentou prestativo.
"Não. Tudo bem." Afirmei confiante. "Não se preocupe...Sei que estará ocupado com outras coisa, eu dou conta!" Afirmei confiantemente. E ele sorriu.
"Você vai vê-lo?" Elaijah tornou a falar alguns minutos mais tarde. Olhei-o atenta agora. Sabia que ele referia-se a Klaus.
"Sinceramente...Não sei." Respondi lentamente, pensando em todos os motivos que tinha para estar odiando Klaus naquele momento.
"Caroline." Ele começou brandamente. "Você deveria ir vê-lo!" Opinou. "Sei que esta chateada com o sequestro...Klaus é impulsivo a maioria das vezes, e sei que e difícil ter que aceitar e perdoar os erros que ele pode cometer no meio do percurso! Mais se ele fez o que fez...E porque se importa com você!" Olhei-o atentamente agora. Estreitei os olhos e suspirei.
"Que ótima maneira seu irmão tem de mostrar que se importar, Elaijah." Resmunguei irritada. Ele suspirou.
"Klaus não teve uma família amorosa, Caroline! Nos não tivemos uma mãe que nos amasse acima de qualquer coisa...Uma mãe que era capaz de abrir mão da própria felicidade em prol da vida de um filho! Tivemos que viver em um mundo completamente diferente do habitual. Fomos criados em uma família complicada, cheia de segredos e desconfianças... Fomos envolvido em algo alem da nossa compreensão! Em uma tradição de família atinga e sem muitos fundamentos concretos! Então não o julgue por ter um modo diferente de mostrar as pessoas que ama que ele se importa! Klaus nunca será diferente de quem ele tornou-se hoje Caroline, se você ainda esta aqui por espera que ele vá mudar, então lhe aconselho a voltar para a vida pacata e tranquila que tinha em Mistic Falls, ou viver eternamente em uma espera sem fim, porque ele não vai mudar."
Olhei-o chocada por alguns instantes. Fechei os olhos tentando dissipar a vontade que tinha de chorar.
Chorar tudo que podia. Tudo que devia. Embora, fosse doloroso admitir ele tinha razão. Em tudo. Completamente em tudo. Eu ainda guardava resquícios de esperanças de mudanças que jamais viriam dele. Klaus não era o tipo de homem que se mostraria diferente em prol de alguém que ama. Na verdade ele era mais o tipo, que esperava que todos a sua volta mudasse para manter-se ao seu lado.
Era aceitar. Ou conviver com a falta que ele faria em minha vida. Ou conviver com a frustração de fracassar.
Suspirei. Assenti lentamente. E tentei abrir um sorriso.
"Eu sei que tem razão Elaijah...Só não acho que a essa altura do campeonato eu tenha tempo para voltar atras...Sabe? Klaus não permitiria." Resmunguei, e ele pela primeira vez desde que o conheci soltou um sorriso malicioso em minha direção.
"Você sabe que tem liberdade para fazer o que bem entender quando tudo isto acabar, Caroline!" Ele abaixou o tom lentamente.
"Gerando um herdeiro? Um herdeiro da Mafia?! Não tenho nenhuma chance, Elaijah." Respondi áspera e ele revirou os olhos. Debruçou-se sob suas pernas e inclinou-se em minha direção.
"Eu e vocês sabemos a verdade, Caroline! Sou mais esperto do que você pensa e conheço muito bem as táticas que meu irmão usa!" Ele sussurrou. Um tremor percorreu meu corpo rapidamente. Endireitei-me no banco e soltei o ar com calma.
"Não sei do que esta falando..."
"Caroline...Você pode confiar em mim!" Ele sussurrou um pouco mais alto. Engoli em seco assentindo.
"Como descobriu?" Perguntei preocupada. Se Elaijah havia percebido, todos os outros poderiam saber.
"Conheço Klaus, Caroline! E você tem estado muito indiferente para uma mulher que esta gravida pela primeira vez...Passei por esta experiencia a pouco tempo e sei o quão intenso esses sentimentos são...E você notoriamente não parece uma mulher que esta gravida pela primeira vez!" Torci os lábios, irritada.
"Ótimo. Todos devem saber a verdade! Que infernos, isso muda completamente tudo, Elaijah." Resmunguei exasperada. Ele endireitou-se sorrindo.
"Não se preocupe, siga com o plano. Você esta segura! Nem que tenha que colocar toda a Máfia como sua escolta! Sei que Klaus não me perdoaria se algo acontecesse com você! Não se preocupe sou seu aliado!" Assenti.
***
Embora eu ainda estivesse chateada e irritada com Klaus, pela situação ao qual ele me colocou me sequestrando e me deixando a beira de um colapso nervoso, tive que ir ao hospital visita-lo.
Primeiro porque Klaus era meu marido e eu tinha obrigações diante da sociedade que estava seguindo todos nossos passos. Segundo porque Klaus precisava saber que não tínhamos tempo algum para traçar os caminhos que havíamos definidos. Ele precisava saber que nem tudo estava como havíamos planejado.
Meu plano inicial era somente contar-lhe tudo que precisava e sair o mais rápido possível daquele lugar. Odiava hospitais. Odiava lembrar de todas as vezes que tive que visitar minha mãe em um leito daquele. De como ela sorria morbidamente e tentava mostra-se forte e feliz.
Suspirei. A imagem que tive de Klaus fora oposto do que esperava ver. Ele era um homem forte, indestrutível e muito inteligente e, embora eu soubesse que ainda sim era humano; era estranho vê-lo em um leito completamente imobilizado.
Ele estava pálido, não havia nenhum resquício do sorriso malicioso que ele sempre trazia consigo. Suas olheiras roxas se sobressaiam em seu rosto pálido, os lábios estavam rachados e um pouco feridos e o seu ombro esquerdo completamente imobilizado.
Suspirei, quando seus olhos abriram-se subitamente como se havia sentindo minha presença e ele esboçou um leve sorriso. Lutei contra as lagrimas que vinham com força.
"Hei." Falei baixo tentando manter a voz firme.
"Hei." Sua voz embora fraca, continuava forte e melodiosa. Soltei um leve sorriso e me aproximei um pouco. "Estou esperando pelo momento que você grita o quanto eu sou insensível e não me preocupo com seus sentimentos, amor." Ele sorriu ironicamente enquanto forçava seu corpo, tomando impulso para sentar-se na cama.
Rolei os olhos rapidamente e ele riu.
"Do que adiantaria?" Resmunguei. "Você provavelmente me ignoraria ou provaria o quanto sua decisão fora a melhor escolha para o momento!" Torci levemente os lábios.
"Hm...Sei!" Ele sussurrou. "Você não costuma ser tão boazinha...Eu estou deplorável ao ponto de você sentir pena, Caroline?" Ele murmurou olhando-me fixamente.
"Klaus...O plano falhou." Falei rapidamente, indo direto ao ponto. Ele me olhou fixamente em minha direção, estreitando os lábios.
"Como?!"
"Elaijah descobriu e provavelmente toda sua família também desconfia. Se não conseguir engana-los, obviamente que Bill não fora também." Ele assentiu.
"Obviamente!" Ele resmungou.
"Sinto muito!" Pedi sinceramente. "A culpa foi minha!" Ele negou rapidamente, suspirando.
"Não se culpe por não conseguir ser como eu, Caroline." Ele murmurou. "Preciso que você se mantenha dentro de casa! Quero que fique em casa com o máximo de seguranças possíveis! Não saia. Não atenta telefone, não faça nada estupido, Caroline!" Bufei contrariada.
"Não." Afirmei convicta. "Não vou me esconder dele, Klaus!" Ele me fuzilou com os olhos.
"Não me desafie." Ele suspirou cansado.
"Não...Você não me subestime! Estou cansada de receber ordens...De ficar trancada dentro daquela casa esperando que você resolva tudo! Não sou nenhuma donzela indefesa, não sou uma mulher manipulável e não vou de maneira alguma me acovardar dentro de casa, escoltada por seguranças!"
"Você quer me enlouquecer..." Ele resmungou. "Não tenho como te proteger assim, Caroline! Que porra!"
"Não estou pedindo proteção e nem muito menos permissão. Apenas estou te informando um fato concentro. Eu não sou o tipo de mulher que aceita a submissão calada!" Suspirei cansada, saindo do quarto sem deixar que ele pudesse dizer mais alguma coisa.
POVKLAUS
Bufei completamente irritado. Maldita Caroline. Aquela mulher tinha um pacto com o diabo para me tirar do serio.
Arrastei-me descontável pela cama e me levantei decidido a sair daquele hospital. Antes que eu pudesse ter chance de trocar de roupa o medico adentrou pelo quarto.
Ele arregalou os olhos quando me viu de pé e suspirou.
"Deixe-me adivinhar...Você exige que eu te de alta?" Ele murmurou raivoso. Soltei um sorriso de escarnio. "Você sabe que passou por um procedimento cirúrgico e precisa ficar de repouso não sabe?" Ele insistiu.
"Não tenho tempo pra isso. Minha mulher e impulsiva ao ponto de cometer uma loucura...Tenho que estar por perto!" Ele me olhou fixo por alguns segundos confirmando.
"Bom...Não há muito o que fazer Senhor Mikaelson...Você e adulto e responsável por sua vida! Só espero que vocês tenham mais cuidado diante do estado da Senhora Mikaelson." Olhei-o confusamente. Ele deu um leve sorriso.
"Bom...Deveria entregar isto a ela, mais como a mesma passou por mim como um furacão terei que entrega-lo para você!" Ele estendeu-me um envelope branco. "E um exame de sangue de rotina que fizemos quando sua esposa teve um colapso nervoso! Bom...Parabéns! Vocês serão pais!" Ele jogou aquela informação em cima de mim.
Cai sentado em cima da cama e olhei o envelope em minhas mãos. Abri o mesmo rapidamente, rolando os olhos pelas informações contidas ali e a única coisa que consegui me atentar era ao "REAGENTE" escrito em negrito, confirmando uma suposta gravidez.
Engoli em seco sentindo o medo invadir-me rapidamente. Se antes eu me sentia constantemente apavorado com a segurança dela, agora eu sutaria se algo viesse acontecer com ela.
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