O Preço do Amor
1 Proposta Irrecusável
Notas iniciais
Carolaine tentava concentrar-se na papelada jogada sobre sua mesa a alguns minutos tentando veemente afastar toda frustração por algum tempo. Embora, muitos a considere bem sucedida e extremamente feliz, ela não é. Se alguém um pouco mais observadora a olhasse por algum tempo, perceberia que ela carregava um fardo enorme em suas costas e que seus olhos de iris extremamente verdes já tiverem muito mais brilho. Ela sempre estava tensa e com o pensamento vagando em sua própria mente. Nunca concentrada no que deveria, sempre distraída e distante demais para conseguir sentir-se feliz com o que fazia. Embora, sentisse orgulho de tudo que escolhera para si, não era satisfeita com o rumo que sua vida havia tomado.
Quando mais jovem Carolaine jurou que iria sair daquela pequena cidade assim que estivesse formada na escola. O tempo passou a garotinha cresceu e tornou-se responsável, concluiu a escola, entrou para a faculdade e teve que se desdobrar entre uma infinidade de trabalhos e estar sempre ajudando no tratamento de sua mãe que estava com câncer. Foi anos extremamente complicados para ela, quando ela deu-se conta sua mãe havia partido, tinha formado-se na faculdade e estava trabalhando na delegacia local.
Não havia muito o que fazer, estava tão cansada emocionalmente e fisicamente que deu-se por vencida e tentou ser feliz com a vida que se tornara sua. No fim ela acabou seguindo os passos de sua mãe — os mesmo que ela sempre recriminou — dedicava-se fielmente ao seu trabalho, não interessava por alguém do sexo oposto a algum tempo e quando tinha oportunidade encontrava-se com suas amigas de infância no barzinho da cidade para colocarem o papo em dia. A unica coisa que ela não havia abandonado era o cuidado que ela tinha consigo mesma. Mesmo sendo detetive de uma delegacia, fazia questão de estar sempre minimamente apresentável. Cabelos escovados, unhas pintadas e maquiagem impecável. Havia insistido com seu superior em não usar o ridículo uniforme e depois de tanta persuasão conseguiu o que queria. Embora o acordo consistisse em ela sempre estar vestida de preto e com roupas aceitáveis para o local de trabalho. No fim fora um bom acordo.
Depois de tanto decepcionar-se consigo mesma com a falta de concentração resolveu por fim, deixar a papelada para o dia seguinte e seguir para o bar onde havia marcado com Bonnie e Elena a uma hora. Como ela já imaginava que sairia tarde da delegacia como todos os dias ela viera preparada. Trouxera uma roupa extra, colocou uma calça jeans de lavagem escura, vestiu uma blusa salmão com decote em formato de coração e caprichou na maquiagem escura esfumaçando-a.
Ao menos Elena e Bonnie não poderiam recrimina-la por ter perdido o estilo. Isso elas não podiam.
Assim que saiu da delegacia sentiu o vento gelado em seu rosto e aspirou lentamente, um pequeno sorriso de canto escapou de seus lábios e ela fora caminhando em direção ao seu carro.
Seu telefone tocou estridente dentro do bolso de sua calça jeans, talvez fosse suas amigas irritada com o atraso.
Carolaine pegou o mesmo e observou que o numero era confidencial. Suas sobrancelhas se ergueram em curiosidade e ela atendeu depois do quarto toque.
– Carolaine Forbes. — Ela atendeu com a curiosidade se mostrando presente em sua voz.
– Olá Senhorita Carolaine, aqui é Fleya Mikealeson sou Agente Especial e estou entrando em contato porque temos uma proposta de emprego. — Ela pausou esperando uma resposta, entretanto, ela não veio. Carolaine estava tão descrente que simplesmente não conseguia esboçar uma reação. Fleya pigarreou e continuou entendendo o silencio da moça como um prossiga. — Você tem um ótimo curriculum por isso nosso superior estava interessando em uma entrevista na segunda-feira. — Houve um silencio por alguns segundos, entretanto, a loira voltou a si rapidamente e tratou de responder.
– Oh, sim. Estarei disponível, qual seria o local e horário?
– No departamento do RH da Delegacia de Nova Orleans. — Fleya respondeu prontamente.
Carolaine sentiu seu coração vacilar dentro do peito. Ela não havia se dado conta que teria uma chance de sair definitivamente de Mistic Falls e finalmente realizar o seu sonho.
– Oh, sim. Claro.
– Estarei enviando o endereço e todas as informações necessária para o seu e-mail pessoal. Tomamos o cuidado de lhe reserva
uma passagem para Domingo de manhã para a senhorita. Tudo estará em seu e-mail hoje mesmo.
– Certo. -Era tudo que ela conseguira responder, Fleya despediu-se cordialmente e assim como havia dito lhe enviara todas as informações por e-mail.
A loira voltou sua atenção para seu atraso e acelerou o carro a caminho do Mistic Grill. Uma hora e meia de atraso. Elena e Bonnie estavam em seu terceiro drinque quando avistaram a amiga adentrar pela porta.
Elas sorriram aliviadas e animaram-se assim que a moça juntou-se a elas na bebedeira.
Elena, Bonnie e Carolaine era um trio. Amigas desde pequenas. E verdade que a vida as afastaram um pouco, mais sempre que se viam tudo voltava a ser como antes. A intimidade e amizade que tinham era bonita de se ver.
Embora Carolaine levasse uma vida totalmente difente delas, não sentia-se descolada quanto estavam juntas.
Elena havia se casado com seu cunhado Damon depois de finalmente decidir-se pelo irmão mais velho. Hoje eles tinham um filho de dois anos que era copia fiel do pai. Bonnie também não ficara atrás casou com Jeremy irmão de Elena, superando o preconceito de algumas pessoas da cidade por ela ser mais velha que ele e estavam construindo uma família juntos. Planejavam ter um filho no próximo ano. Carolaine no entanto, continuara a mesma, estacionada no mesmo estagio da vida. Solteira, e dedicada somente ao trabalho. Como foi ela que ela tornara-se exatamente como a mãe ao qual ela sempre julgava?
Era isso que ela perguntava-se todos os dias. Depois de algumas bebidas, muitas reclamações e algumas fofocas a loira finalmente decidiu compartilhar o que fizera se atrasar ainda mais para a noite da meninas. Bonnie e Elena ficaram felizes, embora, não escondessem a tristeza de ver Carolaine partir para longe delas.
A noite de sexta feira finalmente acabou e todas seguiram seus caminhos para casa. Mais tarde naquela noite, Carolaine dormiu sonhando com uma nova perceptiva de vida.
Uma vida essa que tomaria caminho tão desalinhados que ela nunca imaginara.
O sol surgiu no horizonte, iluminado cada pedaço da casa de Carolaine. Ela suspirou assim que sentiu a claridade lhe incomodar e arrastou-se pela cama lentamente. Levantou-se e prendeu os fios loiros desgrenhados em um coque mal feito enquanto encaminhava-se para cozinha afim de preparar um café.
Enquanto a cafeteira fazia o trabalho ela pegou o notebook abrindo seu e-mail e verificando todas as informações necessária para sua breve viagem. Por mais que estivesse animada tinha que se atentar ao fato de que nada estava garantindo ainda, era apenas uma entrevista de trabalho.
Assim que anotou tudo que precisava, encheu sua xícara de café e sentou-se na velha poltrona de sua mãe e ligou a TV em um canal qualquer.
O sábado passou rápido demais. Como todos os sábados fora almoçar na casa de Elena e havia curtido um pouco o seu afilhado. Quando voltou para casa dedicou sua atenção para organizar uma mala pequena como tudo que poderia precisar. Organizou seus documentos e tudo que era necessária para embarcar pela manhã.
E então a o dia amanheceu tão rápido que ela nem conseguira dormi tamanha ansiedade.
Assim que chegou ao aeroporto da cidade vizinha, sentiu um frio na barriga. Aquela era a primeira vez que saia de Mistic Falls para outro lugar. Ela desejava secretamente que fosse definitivamente de vez. Não queria voltar para Mistic Falls, ao menos, não para morar. Somente para vir ver as amigas e só. Nada mais lhe prendia aquela cidade. E fora com esses pensamentos que ela pegara no sono sonhando com o diversas possibilidade que seriam apresentada a sua vida fora de Mistic Falls.
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