O Preço do Amor
16 Crise
Notas iniciais
Irritada. Definia o meu humor neste momento. Não eu que tenha me iludido ao ponto de imaginar que depois do que acontecerá na noite interior fosse fazer com que Klaus virasse o marido mais dedicado do mundo, eu não sou uma garotinha iludida. Sou uma mulher e já transei com caras do tipo dele, só que poxa eu realmente estava empolgada com a minha lua de mel. Porque era porra da minha lua de mel.
Porque ele tinha que estragar? Eu despertei com um Klaus andando de um lado para o outro trajando uma calça de moletom cinza e arrumando suas malas rapidamente. Suspirei lentamente e me sentei sobre a cama procurando minhas roupas. Ele me olhou por alguns segundos e antes que eu pudesse ao menos despertar devidamente me jogou a bomba:
"Arrume-se rápido. Estamos voltando para Nova Orleans." Por algum tempo eu o olhei bestificada e confusa com sua atitude.
"Você é surda ou se faz? Eu disse rápido, Caroline!" Sua voz grossa e extremamente fria causou-me arrepios. E durante todo o trajeto que fizemos até o aeroporto ele não me dirigiu a palavra. Digitava furiosamente em seu Iphone e mau prestava atenção no que acontecia em nossa volta. Primeira toda a situação me deixara decepcionada e depois irritada.
Muito irritada e agradeci mentalmente por Klaus continuar a me ignorar completamente, porque se ele se quer me dirigisse um olhar que fosse eu explodiria e jogaria em sua cara tudo que estava entalado em minha garganta.
Infelizmente como o dia havia começado terrivelmente mau a tendencia era piorar cada vez mais, porque infelizmente o tempo resolveu passar de forma lenta e torturante enquanto eu rezava insistentemente para que chegássemos logo em casa e não tivesse que aguentar a presença indigerível desse irritante homem.
Depois de matar Klaus de diversas maneiras diferentes em minha consciência, finalmente o avião pousou. Apos alguns minutos fora liberada a saída dos passageiros e desembarcamos rapidamente. Me encaminhei de forma tranquila ao portão de desembarque e o homem bufou a minha frente, esperou que eu lhe alcançarem e segurou firmemente em meu braço me puxando de forma bruta.
Ok, eu tenho que admitir. Definitivamente eu devo ter algum problema ou desvio de personalidade. Porque porra... Meu corpo inteiro vibrou ao sentir suas mão quente em contato com minha pele. A despeito de Klaus ele continuara irritado e apressado.
Quando estávamos finalmente fora da multidão de pessoas amontoadas andando de um lado para o outro, dentro do aeroporto. Pude ver Kol sorrindo abertamente em frente a um Volvo preto. Meu marido caminhou em direção ao seu irmão e antes que eu pudesse cumprimentar o homem ele soltou meu braço de forma bruta e me empurrou em direção ao garoto.
"Certifique-se que ela estará segura, Kol." Ele disse rapidamente, enquanto se afastava rapidamente e entrou na Mercedes preta que estava parada atrás do Volvo. Eu inalei lentamente o ar e suspirei derrotada.
"Relaxa, loira. Não tem nada haver com você...Hoje ele não teve noticias muito boas." Kol sorriu animadamente e abriu a porta do passageiro para mim. Entrei rapidamente e dei de ombros. "E ai você ainda e uma boa companhia para um Barmen ou meu irmão já sugou sua alma?"
Eu soltei uma risada tranquila enquanto ele bateu a porta rapidamente e caminhou para seu lugar.
"Acho que ainda tenho ela." Sorri animada e fitei-o com atenção. Eu estava realmente curiosa para saber o que foi que havia deixado Klaus tão irritado daquela forma. Eu sabia que ele jamais me falaria, só que talvez Kol pudesse dizer algo. "E então você vai me contar o que deixou tão irritado?" Perguntei tranquilamente como se não fosse tão importante sua informação e, ele soltou um sorriso alegre em minha direção.
"Você não acha que quer saber demais não? Eu posso ser mais simpático que o Klaus, Caroline... Mais ainda sim, não sou burro. Por mais que você claramente esteja caidinha pelo meu irmão, ainda existe uma luta interna sendo travada dentro de você e, até que você seja realmente fiel a ele da minha boca você não saberá de nada."
Eu o olhei bestificada e soltei um suspiro longo. Ele era mais esperto do que eu havia previsto. Me encolhi em meu banco e o resto do caminho me mantive calada. Não estava mais com nenhuma vontade de ficar próximo ao meu queridíssimo cunhado.
Depois de enfrentarmos um pouco de transito no caminho do centro da cidade, finalmente conseguimos chegar em nosso objetivo. Ao sair do carro respirei aliviada e sorrir ao estar de volta a Nova Orleans.
Em tão pouco tempo eu já havia realmente me acostumado com a agitação daquele lugar. A musica, os turistas, os artistas... Tudo me remetia calma e felicidade. Kol ao contrario de Klaus não tinha a ideia fixar de me controlar ou me obrigar a estar sempre por perto e, me deixou apreciando o lugar enquanto entrava no Bar.
Rebekah havia me contanto que ali era um Ponto de Encontro de praticamente todos os Mafiosos de Nova Orleans. Não havia de fato nenhum tipo de negociação naquele lugar aquilo era mais para eles relaxar e poder colocar todos os seus colegas atualizados de tudo que estava acontecendo na cidade.
Quando eu me meti nessa loucura toda, foi em um impulso e não havia me dado conta do quanto aquele homem poderia ser perigoso. E ele era. Porque o idiota tinha informante em cada lugar daquela cidade, tanto publico quanto privado, ele sabia de tudo. Nada passava despercebido para ele.
Tinha controle sobre cada estabelecimento e cada ponto de drogas daquele lugar. Tinha controle sobre cada assassinato e sequestro que ocasionalmente ocorreria. Literalmente ele era o "Rei" daquela cidade. Tinha tudo na palma de suas mãos e o poder da decisão. E, eu fui uma maluca ao cogitar a possibilidade de enganar alguém como ele.
Varias pessoas tentaram antes de mim e todos falharam. Todos. Klaus simplesmente os matava sem nenhum tipo de piedade. Ele odiava ser superestimado ou desafiado. Ele era o dono do poder ali. Suspirei exasperada e senti um pouco do meu mau humor se dissipar.
Eu ainda me perguntava constantemente porque o meu fim não fora igual a todos os outros. Se bem que se eu parasse para analisar toda a situação certamente eu preferia morrer de uma vez por todas a ter que passar a vida sendo obrigada a conviver com ele.
Bufei e balancei a cabeça negativamente. Klaus arrumara um jeito perfeito de me torturar até o fim dos meus dias. Entrei rapidamente no bar e sentei-me na banqueta que costumava ficar a espera dele. Kol sorriu abertamente, e colocou um copo sobre o balcão o enchendo de Vodca.
Sorvei rapidamente a bebida, sentindo minha garganta queimar rapidamente. Se eu tinha que acatar suas ordem, que ao menos, eu pudesse me divertir quando ele não estivesse por perto.
***
Tudo bem eu acho que levei a historia de diversão longe demais. Estava realmente descontrolada. Todo meu corpo estava entorpecido por conta do alto teor de álcool em meu organismo. O dia lá fora já havia dado lugar a noite e o local estava realmente movimentando. A musica alta tocava ao fundo e meu corpo movimentava-se habilmente junto com a batida. Eu sabia que metade dos caras que estavam ali eram "parceiros" de Klaus no crime e estava adorando o fato deles estarem realmente me comendo com os olhos.
Já que ele não soubera aproveitar a lua de mel ao lado de sua esposa, seus colegas aproveitariam. Sorri divertida tomando outro gole do Whisky que havia pego da adega escondida de Kol. Rebolei lentamente enquanto um homem alto e de olhos incrivelmente azuis me fitava intensamente. Dei uma piscadela em para ele e o mesmo ergueu seu copo em minha direção em um brinde mudo.
Uma sensação familiar e aconchegante entorpeceu meu corpo lentamente. Um formigamento gostoso se espalhou lentamente por cada pedaço da minha pele e eu soube que Klaus estava ali. Esses últimos dias essa sensação estranha e ao mesmo tempo entorpecente vem me envolvido toda vez que seus olhos estão sobre mim. Rolei os olhos procurando por ele e estremeci quando o encontrei.
Seus olhos estavam enegrecidos de ódio. Ele caminhava duramente em minha direção. Não havia sorriso em seus lábios e nem se quer um sinal de bom humor. O homem era o demônio me pessoa neste momento. Todos que estavam em volta da mesa onde eu estava dançando divertidamente abriram caminho para ele. Antes que eu pudesse fugir. Sim eu estava realmente cogitando a possibilidade de fugir, suas mãos agarraram minhas pernas e jogaram-me em seus ombros como um maldito homem das cavernas. Dominador e possessivo.
Eu bufei irritada e chacoalhei meu corpo esperneando.
"Me solta, Klaus" Gritei irritada. Enquanto observava as pessoas as novas voltas soltar sorrisinhos maliciosos.
"Se eu fosse você calaria a boca e não falaria nunca mais. Para o seu próprio bem, Caroline" Sua voz soou tão fria e cortante que todo meu corpo se retesou e automaticamente eu me aquietei. Quando chegamos próximo ao balcão ele me colocou no chão e suas mãos agarraram meu braço rudemente me causando um pouco de desconforto.
"Você." Ele apontou rispidamente em direção ao seu irmão. O mesmo deu de ombros e sorriu tranquilamente. O olhar irado de Klaus em sua direção não lhe intimidava. "E dessa maneira que você a protege? Deixando um monte de trogloditas perto dela?"
"Fala serio, Klaus. Você ta parecendo um maniaco... A garota só estava se divertindo..."
O homem ao meu lado tremeu irritadamente e suspirou derrotado.
"Depois conversamos, Kol. Isso não vai ficar assim" E antes que eu pudesse sussurrar um pedido de desculpas em sua direção, Klaus me puxou rudemente para a saída. O aperto de sua mão em meu braço estava começando a arde.
"Klaus..." Eu chamei calmamente tentando obter sua atenção. Bufei irritada por não ter nenhuma resposta. "Klaus... Porra, Klaus você esta me machucando" Gritei exasperada e ele parou brutalmente e me puxou para perto do seu corpo.
Seus olhos escurecidos me fitaram irritadamente. Eu senti o medo se espalhar lentamente pelo meu interior e suspirei derrotada.
"Eu estou te machucando, querida? Oh, você ainda não viu nada, amor." Sua voz soou tão controlada que eu temi pela minha vida.
A despeito de suas atitudes sua voz estava incrivelmente controlada. E, isso era assustador demais. Todo meu corpo ficou em alerta.
Ele voltou a me puxar rudemente em direção ao carro, abriu a porta e me jogou brutalmente lá dentro. Minha respiração falhou e meus olhos encheram-se de lagrimas rapidamente.
O álcool em meu organismo estava me deixando zonza e destabilizada. Engoli em seco e encolhi-me no canto do banco quando Klaus entrou do outro lado. O motorista rapidamente deu partida e mesmo estando completamente bêbada consegui perceber que hoje ele estava andando rápido demais pelas ruas. Ou talvez fosse meus sentidos que estavam terrivelmente alterados.
Quando finalmente chegamos a mansão Klaus me arrastou por toda a escadaria de forma bruta e nem mesmo Rebekah que surgiu preocupada no corredor, fora capaz de aplacar a ira dele.
"Não se meta nisso, Rebekah." Ele avisou.
"Klaus, por favor" Ela tentou argumentar, entretanto, Klaus já havia aberto a porta do quarto e fechado antes mesmo que ela pudesse persuadi-lo.
Klaus jogou-me na cama e eu cai sentada. Estava tão atônica com tudo que estava acontecendo que não conseguia pensar direito. Meu pulsos estavam extremamente vermelhos. Minhas lagrimas caiam incessantemente e o medo estava me deixando extremamente enjoada.
Ele retirou o paleto que vestia e se livrou de sua gravata, desabotou alguns botões de sua camisa social e arrastou a poltrona para perto da cama. Antes de sentar-se nela retirou sua arma de seu coldre em sua cintura e sorriu abertamente. Engoli em seco e senti meu corpo se encolher sobre o colchão.
"Sabe Caroline eu acho que devo estar sendo muita gentil com você... Pra você achar que pode fazer o que quiser, sem ser punida por isso." Sua voz assustadoramente calma havia voltado. Seus olhos faiscavam ódio e eu estava apavorada a essa altura.
"Você acha que pode vir pra minha cidade, me enganar como um estupido retardado e depois de ter aceito casar-se comigo para poupar sua vida e de seus queridos amigos, simplesmente se embebedar na porra do meu bar e dançar sensualmente para os meus fornecedores?" Sua mão segurava firmemente sua arma, enquanto seus pés batiam nervosamente no chão.
Eu realmente gostaria de ter forças suficiente para enfrenta-lo. Entretanto, nesse momento todo meu corpo estava mole e o álcool em meu organismo não estava ajudando em nada. Minha voz realmente havia sumido e Klaus me fitava irritadamente esperando que eu disse algo. Abri a boca debilmente tentando colocar meus pensamentos no lugar.
"Eu ainda estou esperando uma resposta." Ele bradou irritadamente, enquanto lentamente deslizou com sua pistola em meu rosto. Eu tremi involuntariamente.
Eu vou morrer. Oh, Deus me ajude!
Era tudo que eu conseguia pensar. Eu estava morta. Fodidamente morta. Puxei o ar com força para meus pulmões e em um impeto de coragem que surgiu eu respondi irritadamente:
"Você acha que pode me controlar Klaus? Um fato pra você eu sou uma garota mal criada. Muito mimada. Ninguém me controla. Você acha mesmo que depois que eu estivesse casada com você conseguiria colocar uma coleira em mim? Novidade pra você, eu não tenho medo de você. Se você realmente fez sua lição de casa direitinho quando mandou seus capangas pesquisarem sobre a minha vida, então deve saber que eu nunca fui e nunca serei de abaixar a cabeça para ninguém." Tomei um ar com força. Dei de ombros. Se eu tivesse que morrer ao menos morreria com dignidade. "Se você vai fazer a porra do favor de me matar, torturando ou com um a porra de um tiro certeiro, então, faça logo! Se não me deixe em paz para tomar um banho, porque eu estou realmente, realmente cansada e extremamente irritada. Afinal era pra mim estar curtindo a porra da minha lua de mel e não estou aqui discutindo com um maluco sanguinário com um olhar doentio e um porra de uma arma na mão. Decida-se querido, não tenho a noite inteira."
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