O Preço da Volta

4 Capítulo 4 - Lucy Quinn Fabray...


Notas iniciais
O hot agradou a todos. Ufa!! Fiquei mega feliz e já estou providenciando mais. =D Esse capítulo acabaria no momento em que Quinn parte para entregar a comida, todavia seria apenas pouco mais de mil palavras e basicamente um conteúdo apenas para conhecer mais da história, então juntei dois capítulos e se ficou muito grande, desculpem. Último capítulo de introdução. O próximo contará tudo da vida da loira e começará a mudança de vida. Boa leitura e desculpem os erros. =D

Os olhos castanhos abriram com uma dificuldade demasiada. Sentiu o corpo pesado pelo sono e agarrou-se à namorada abaixo de si. Ambas nuas, sentia o calor dos corpos misturando-se.

Levantou-se com delicadeza após alguns minutos e a loira adormecida apenas murmurou algo inaudível e virou-se de bruços, escondendo o rosto no travesseiro da morena.

Rachel observou as costas pálidas totalmente cobertas por longas trilhas vermelhas de suas unhas e soltou um gemido satisfatório quando olhou-se no espelho do quarto, vendo seu corpo marcado por chupões e mordidas desde o pescoço até a virilha e o interior das coxas.

Vestiu sua calcinha e fisgou a camisa da namorada do chão, observando que a mesma cobria-lhe até metade das coxas morenas. Terminou de abotoá-la e dirigiu-se até Quinn, vendo os cabelos curtos totalmente revoltos e um biquinho espontâneo em sua boca devido à face afundada pelo travesseiro. Sorriu com amor e beijou-lhe a nuca, fazendo a namorada remexer-se.

— Humm...— Grunhiu manhosa. — Bom dia. — Curvou a boca em um sorriso preguiçoso, sem abrir os olhos.

— Perfeito dia. — Sorriu marota, beijando-lhe a bochecha. — Fique deitada. Vou preparar algo para comermos e volto para chamar você. — Falou carinhosa, beijando as costas pálidas com amor.

— Não vou contestar. — Riu fraco. — Eu te amo.

— Eu te amo. — Beijou-lhe os lábios finos e rosados. — Volto já.

— Já sinto saudades. — Sorriu.

— Eu sinto mais. — Outro selinho.

Quinn virou o rosto e o afundou novamente no travesseiro, enquanto Rachel levantava e recolhia os preservativos fechados e cheios pelo sêmen da loira, saindo do quarto em seguida. Seria loucura dizer que mesmo depois de uma amizade de seis anos e um namoro de dois o amor tornava-se imensuravelmente maior a cada dia.

Bem...Rachel era a mais louca de todos os seres, então!

Dirigiu-se ao banheiro, jogando o látex no lixo e lavando as mãos. Quando chegou à cozinha, deparou-se com a amiga cantando uma música enquanto trajava shorts e regata. O cabelo em coque no alto da cabeça, deixando à mostra o pescoço alvo e as marcas recentes no mesmo.

— Bom dia, Britt. — Desejou a mais baixa sorrindo maliciosamente.

— Oh! — Virou-se para olhar a morena. — Bom dia, Rach. — Sorriu animada.

— Teve uma noite boa, presumo. — Falou marota.

— San e eu não conseguíamos dormir ouvindo você e a Q aos gemidos e decidimos aproveitar também. — Respondeu voltando a prestar atenção ao que fazia.

— Quer ajuda? — Aproximou-se ainda mais, vendo a loirinha observar seu pescoço e rir logo após. — O quê? — Perguntou confusa.

— A Q realmente é uma vampira. — Apontou ainda rindo para o pescoço e colo da morena, que estava à mostra pela camisa abotoada até a metade.

— Cale a boca. — Riu dando um tapinha no ombro da maior. — Para a sua informação a Quinnie está pior. — Completou.

— Com a cor dela até um cutucar de dedo fica marcado. — Respondeu risonha.

— Olha quem fala! — Cruzou os braços. — Parece que brigou na rua com esses chupões.

— Exatamente. — Assentiu zombeteira. — Falo por experiência própria. — Voltou a mexer nos ovos da frigideira. — Mas respondendo a sua pergunta: asse os pães. Teremos torrada com ovos mexidos, e sim, Rach...— Cortou a morena que já ia abrir a boca. — Consegui comprar geleia de amora e pasta de amendoim. Ambas veganas, já que você não come ovos porque são...— Fez uma voz fina. — Pintinhos indefesos. — Riu negando com a cabeça.

— Pare com isso! — Exclamou acertando outro tapa na amiga. — Já não me basta Santana me enchendo a paciência. — Fez cara de brava, mas em seguida beijou a bochecha da mais alta. — Obrigada por comprar. Sabe que nunca gostei de carnes e derivados. — Sorriu agradecida.

— Eu quem agradeço pela Q ter roubado uma garota rica. Finalmente vamos poder sair da zona do desespero. — Sorriu enquanto colocava os ovos nos pratoa.

Rachel também sorriu.

— E hoje começamos no trabalho que Santana nos arranjou. — Disse animada. — Vamos conseguir, Britt. — Sorriu esperançosa.

— Sempre juntas. — A loirinha sorriu docemente.

— Eu vou matar você! — A voz de Quinn ecoou pelo cômodo e Rachel olhou para Brittany assustada, enquanto assava os pães.

— Mas o que... — A morena ia perguntar, mas a risada alta de Santana ecoou no mesmo instante, e Rachel revirou os olhos.

— Eu vou ver o que houve. — A loirinha ia encaminhar-se até o quarto de Quinn e Rachel quando Santana apareceu massageando a orelha e com um biquinho nos lábios.

— Amor... — Murmurou manhosa, enquanto abraçava Brittany, que segurava o riso.

— O que você fez, San? — Perguntou olhando a orelha da namorada, que estava vermelha.

— Eu não fiz nada. — Respondeu emburrada.

— Fez sim. — Brittany e Rachel responderam em uníssono.

— Mas... — Afastou-se da namorada, cruzando os braços.

— Diga logo o que você fez. — Brittany puxou a latina, massageando a orelha da mesma com carinho.

— Ela me derrubou da cama. — Quinn apareceu vestindo sua calça de moletom e uma regata preta.

— E por que ela fez isso? — Rachel perguntou, colocando as torradas nos pratos e abraçando Quinn pelo pescoço.

— Porque ela não queria acordar para conversar comigo e eu tive que tomar uma atitude. — Santana respondeu sentando-se na cadeira da pequena mesa da cozinha.

— Então eu apertei e girei a orelha dela. — Quinn riu. — Eu amo fazer isso. — Completou sentando de frente para a latina com Rachel ao seu lado.

— Vocês fazem isso desde os onze anos. — Brittany acabou rindo e sentou-se ao lado de Santana.

— Vamos comer. Ainda precisamos arrumar a bagunça desse lugar e ir para o trabalho. — Rachel falou e todas concordaram.

...

O relógio do celular marcava dez horas da noite quando as garotas saltaram do ônibus, no bairro de Brixton Road. Todas as quatro vestiam grossos casacos, botas e luvas devido ao inverno e a neve que acumulava-se nas ruas.

O local não era grande, todavia não era minúsculo. A fachada possuía uma placa com letras vermelhas em neon indicando o Sushi Bar dos Chang, juntamente com o telefone do local para pedidos.

O lado de dentro era organizado e possuía um longo balcão para pessoas sozinhas e algumas mesas para os acompanhados.

Todos os garçons eram asiáticos e usavam camisa social branca e avental verde musgo.

— Duas loiras, uma latina e uma judia. — Quinn sussurrou. — Como fomos contratadas? — Indagou confusa.

— Digamos que eu tenha contado nossa atual situação e a senhora Chang ficou emocionada. — A latina sussurrou de volta.

— Bem-vindas. — Uma mulher baixinha apareceu, acompanhada de uma garota que aparentava possuír a mesma idade das garotas. — Meu nome é Lia Chang e essa é minha filha Tina. — Sorriu educada e a garota acenou e sorriu largamente para Quinn, o que a judia percebeu de imediato. O sotaque da mulher mais velha era mínimo e o inglês bem falado devido aos anos vivendo em Londres.

— Olá, senhora Chang. — Brittany saudou feliz. — Meu nome é Brittany. Essa...— Apontou para Rachel. — É Rachel, e essa...— Apontou para Quinn...— Se chama Quinn.

— É um prazer conhecê-las, Brittany, Rachel e Quinn. — Sorriu novamente, fazendo as covinhas aparecerem e os olhos puxados e pequenos encolherem. — Santana me falou sobre vocês. Você e Rachel ficam comigo. Vou mostrar a cozinha e o local depois de vestirem os uniformes. E Tina irá levar vocês... — Apontou para a latina e a loira mais baixa. — Para o depósito buscar as motos porque já temos dois pedidos. Mas antes venham comigo.

As quatro seguiram a mulher mais velha e a garota asiática para os fundos e Rachel e Brittany trajaram a calça social, acompanhada de um sapato de salto baixo e a camisa social branca de mangas longas com o nome do local em verde e puseram o avental de mesma cor, prendendo o cabelo em um rabo de cavalo firme em seguida.

Quinn e Santana apenas retiraram as blusas e vestiram uma pólo preta com o nome do Sushi Bar em amarelo.

— Nos vemos mais tarde então. — Quinn murmurou olhando a namorada.

— Eu te amo. — Segurou firme a nuca da maior e a puxou para um beijo rápido. — Cuidado na rua e eu estou de olho, mesmo de longe. — Alertou firme.

— De olho em quê? — Perguntou confusa.

— Nessa asiática com sorrisos largos. — Murmurou com raiva.

— Pare com esse ciúme! — Falou risonha. — Asiáticas não fazem o meu tipo. — Deu de ombros.

— E qual o seu tipo? — A morena arqueou a sobrancelha, mania herdada da namorada.

— Meu tipo é aquela garota que roubei. — Deu um sorriso malicioso.

— Idiota! — Acertou tapas no peito de Quinn, que ria. — Vá logo antes que eu jogue a bandeja dos pedidos na sua cabeça. — Ralhou.

— Respeitem o lugar e vamos logo! — A voz da latina soou da porta dos fundos.

— Eu te amo. — Riu e selou rápido os lábios nos da morena. — Até mais tarde.

— Eu te amo mais. — Ajeitou a gola da camisa de Quinn e a beijou novamente.

Quinn saiu rapidamente para fora do local segurando seu grosso casaco e um cachecol, colocando-os logo em seguida ao sentir o frio da noite.

Observou as duas motos pretas e um compartimento de isopor na parte de trás preso bem fixamente.

— Aqui. — Tina entregou-lhes os capacetes abertos que também continham o logo na altura da testa. — Os pedidos e seus respectivos endereços estão aqui. — Estendeu os blocos grossos de notas. — Quando voltarem, vão para a cozinha e esperem os outros ficarem prontos. — Ambas assentiram. — Bom trabalho. — Sorriu e apertou o ombro de Quinn, entrando em seguida.

— Espero que a Rach não saiba disso. — Cantarolou marota.

— Disso o quê? — Franziu o cenho.

— Dessa asiática querendo flertar com você. — Falou zombeteira.

— Ela não flertar comigo. Seja mais educada. — Bronqueou, subindo na moto. — Ela só quer ser simpática. — Deu de ombros.

— Esqueci que só teve uma namorada a vida toda e não sabe nada sobre flertes. — A latina acomodou-se no veículo ao lado de Quinn.

— E você teve alguém além da Britt? — Indagou com uma carranca.

— Não, mas não sou uma lesma que não compreende as coisas. — Deu de ombros e fez uma voz fina em seguida. — Bom trabalho. — Apertou o ombro de Quinn no mesmo lugar onde Tina apertou anteriormente, rindo em seguida.

— Vá se ferrar. — Ralhou batendo no braço da amiga. — Vamos logo. — Pôs o capacete. — Bom trabalho.

— Bom trabalho. — A latina desejou, ligando a moto.

Ambas partiram para lados opostos para entregar os pedidos na noite fria de Londres.

...

As garotas entraram no apartamento às seis e meia da manhã. A noite foi tranquila e Quinn e Santana não enfrentaram nenhuma dificuldade, assim como Rachel e Brittany, que apenas atenderam algumas poucas mesas pelo movimento calmo do local durante a madrugada.

— Não consigo sentir minha bunda. — Murmurou a latina retirando o casaco. — Fiquei sentada a madrugada toda naquela moto.

— Nem me fale. — Quinn grunhiu e retirou as luvas.

— Parem com esse drama gratuito. — Rachel dirigiu-se à cozinha.

— Não foram vocês que ficaram andando nas ruas desertas e frias na madrugada. — Santana cruzou os braços.

— Pelo menos ganhamos de graça essas comidas deliciosas. — Brittany mostrou a embalagem do sushi bar sorrindo.

— Só irei comer o arroz e a salada. — Pontuou a morena. — Primeiro Quinnie e eu vamos tomar banho. Vocês podem ir comendo enquanto isso. — Completou olhando para Brittany, que assentiu.

— Vamos. — Rachel chamou e Quinn a seguiu para o banheiro.

...

— Finalmente! — Exclamou a loirinha assim que observou as amigas aparecerem na cozinha de banho tomado.

— Aposto que estavam transando. — Murmurou a latina com a boca cheia de sushi, arrancando uma risada de Brittany.

— Claro que não! Não fizemos nada hoje. Está muito frio. — Sentou-se na mesa com Quinn ao seu lado.

— Tenho que ir falar com Puck. — Quinn manifestou-se. — Precisamos nos livrar da bolsa da garota, junto com o celular. — Serviu-se com uma porção de arroz.

— Eu vou com você. — A morena beijou a bochecha da loira, vendo a mesma assentir.

— Vamos tomar banho, San. — Brittany levantou-se. — Voltem logo, tomem cuidado e mandem um oi para o Puck.

— Pode deixar, Britt. Obrigada. — Rachel sorriu docemente.

— Amo vocês. — A loirinha beijou a bochecha de Quinn e Rachel e dirigiu-se para o banheiro.

— Também amamos vocês! — Quinn gritou para a amiga ouvir.

— Não morram. — A latina sorriu antes de seguir a namorada para o banheiro.

Quinn e Rachel apenas soltaram uma risada com o jeito de Santana demonstrar seus cuidados.

...

O metrô logo veio e ambas já estavam sentadas dentro do vagão pouco cheio.

Rachel apoiou a cabeça coberta pela touca no ombro da namorada, enquanto mantinham as mãos juntas cobertas por luvas.

A morena fechou os olhos por um instante até sentir algo cutucando sua perna. Olhou para baixo e deparou-se com um filhote de beagle com uma coleira vermelha no pescoço esfregando o corpinho em sua perna. Sorriu imediatamente.

— Olhe, Quinnie! — Chamou a atenção da namorada, apontando para baixo.

— Ei, garoto! — A loira pegou o pequeno animal. — Onde está seu dono? — Perguntou para o filhote, afagando sua orelha esquerda, enquanto Rachel passava a mão em sua cabeça.

— Snoopy! — Um ser pequeno apareceu ofegante na frente das garotas. — Oh... — Pôs a mão no peito. — Achei que tivesse perdido você, garoto. — sorriu aliviada.

Rachel observou a pequena garotinha ruiva com longos cabelos trançados e um vestido rosa floral sob um casaco branco e botas cor-de-laranja. Sorriu a achando extremamente adorável.

Quinn afagou a orelha do animal uma última vez antes de entregar para a garotinha.

— Ele fugiu? — A loira questionou.

— Sim. — Assentiu. — A coleira soltou e ele saiu correndo. — Beijou o topo da cabeça do filhote.

— Taylor! — Uma mulher igualmente ruiva aproximou-se segurando uma mochila rosa com estampa de bichinhos. — Não corra mais desse jeito! — Ralhou preocupada.

— Desculpe, mamãe. — A garotinha que aparentava ter oito anos fez um biquinho nos lábios. — Snoopy soltou da coleira e saiu correndo. Eu tive que vir atrás. — Explicou apertando o filhote contra si. — Mas elas... — Apontou para Quinn e Rachel. — Acharam ele.

— Ele estava se esfregando na minha perna como um cachorro manhoso. — A morena explicou sorrindo.

— De qualquer forma, obrigada. — A mulher sorriu aliviada. — Meu nome é Julie e esta é Taylor. — Estendeu a mão.

— Meu nome é Quinn e essa é Rachel. — Quinn apertou a mão da mulher, seguida da morena. — Não se preocupe. Ele é adorável. — Sorriu.

O alto-falante do metrô soou com a voz eletrônica informando a estação de Redbridge e a mulher segurou na mão livre da filha.

— Nós já vamos. — Sorriu. — Foi um prazer conhecê-las.

— O prazer foi nosso. — Rachel sorriu e olhou para a pequenina. — Tchau, Taylor. — Sorriu mais largamente.

— Tchau, Rachel. — Sorriu. — Tchau, Quinn.

— Tchau, Taylor. — A loira sorriu. — Tchau, Snoopy.

A garotinha balançou a mão que segurava o filhote e saiu com a mãe do metrô. Rachel ainda mantinha o sorriso doce e os olhos castanhos brilhando.

— Certo. — Falou receosa. — Por que este sorriso? — Indagou arqueando a sobrancelha.

— Só estava pensando em como seria a nossa filha. — Virou o rosto encarando a loira.

— Rach... — Quinn grunhiu triste.

— Pare com isso. — Pediu séria. — Pare de achar que não será uma boa mãe. Seus pais foram estúpidos assim como os meus em nos deixar, mas eu sei que você será uma mãe espetacular. — Deu-lhe um selinho amoroso. — Será ciumenta e não deixará que nenhum garoto aproxime-se dela.

— Santana também não vai deixar. Puck muito menos. — Soltou uma risada e suspirou. — Você vai mimar ela de uma proporção que nem quero imaginar.

Rachel riu com o pensamento de uma garotinha pequenina causando dor de cabeça nas mães e tios quando anunciar seu primeiro namoradinho. Suspirou. Ela seria linda e com certeza deveria ter os olhos de Quinn. Sorriu bobamente e voltou à posição que estava antes de Snoopy aparecer.

— Acha que um dia iremos sair de East End e moraremos em um bairro melhor? Em uma casa melhor? — A loira questionou pensativa.

— Tenho certeza que sim. Não vamos perder as esperanças. — Beijou os lábios da namorada enquanto esperava o metrô chegar ao destino de ambas.

...

As garotas andavam de mãos dadas enquanto saíam da estação. Woodford Green era considerado um dos bairros mais perigosos de Londres, e era ali que o melhor amigo delas morava e fazia seus negócios nas noites da cidade.

O pequeno edifício de três andares possuía a pintura velha e desgastada, assim como os demais daquele lugar. Entraram e acenaram para o porteiro que já as conhecia.

Subiram os lances de escada até o último andar e caminharam até a porta de número onze, onde a loira bateu levemente, enquanto aguardava.

Minutos passaram-se e o garoto não abriu a porta. Rachel já estava sem paciência, e bateu algumas vezes com certa força.

— Vá com calma, Mulher-Maravilha! — Zombou com uma risada.

— Quero voltar para casa e dormir. — Cruzou os braços impaciente.

— Eu também quero, mas não vamos quebrar a porta de alguém. — Sorriu.

Rachel ia retrucar, mas a porta foi aberta por um Noah Puckerman trajando uma samba canção, meias e uma regata branca. A carranca conhecida do amigo fez Quinn saber imediatamente que estava de ressaca.

— Sabem que horas são? — Indagou coçando os olhos. — Tinha acabado de pegar no sono.

— Não podíamos esperar. Perdemos uma manhã de sono para vir aqui, agora nos deixe entrar. — A morena batia o pé incessantemente.

— Desculpe, princesa Leia. — Fez uma reverência atrapalhada. — A senhorita e Luke podem entrar. — Afastou-se da porta.

— Você sabe que eles eram irmãos gêmeos, não sabe? — A loira cruzou os braços após entrar no apartamento bagunçado com garrafas de cerveja e restos de comida pelo local.

— Foram vocês que passaram dois meses comentando sobre Star Wars. Os nomes são apropriados. — Zombou sentando-se no sofá.

— Era a primeira vez que víamos passar na TV e realmente são geniais. — A loira falava já animada. — Os stormtroopers são incríveis e o Darth Vader é como um deus pra mim. — Sorria encantada.

— Vocês com certeza seriam humilhadas no colégio se houvessem estudado em um e não fossem sido educadas pelas freiras. — Continuou com o tom de zombaria.

— Cale a boca. — Rachel ralhou. — Vamos ao que interessa. — Puxou a namorada para sentarem na mesa de centro em frente ao amigo.

Quinn retirou a bolsa vermelha de dentro do casaco grosso e passou para o rapaz, que abriu o objeto, fisgando o celular.

— Quinn furtou de uma garota e não vemos utilidade com ela e com esse celular caro demais. — Rachel começou. — Achei que pudesse nos dar algum dinheiro significativo por eles.

— Cara! — Puck sorria mexendo no aparelho. — Ela é muito gostosa. Já viu a galeria? Olhe essas garotas. — Puxou a loira para sentar ao seu lado, que ria da expressão do amigo.

— Pare de mostrar isso para a minha namorada! — Rachel quase rugiu.

— A bolsa e o celular são realmente caros. — Guardou o aparelho. — Conheço pessoas que pagariam por essas coisinhas, então posso dar trezentas libras. — Sorriu.

— Esse valor está ótimo. — Sorriram animadas. — Vai ajudar muito mais.

— Certo. — O amigo sorriu carinhoso e levantou-se, indo até o quarto e voltando alguns minutos mais tarde, estendendo-lhes um pequeno envelope pardo.

A judia pegou o pacote e guardou em seu casaco, abraçando o amigo em seguida, sendo retribuída.

— Obrigada, Noah. — Sorriu agradecida, afastando-se em seguida.

— Estarei aqui por vocês sempre que precisarem. — Declarou abraçando a loira fortemente.

— Se cuide. — Quinn apertou o amigo, soltando-o em seguida e indo com a namorada até a porta.

— Juízo. — A morena alertou, vendo o amigo assentir.

Saíram do edifício de mãos dadas enfrentando novamente o frio de Londres.

— Podemos passar no mercado e comprar algumas comidas veganas? — Pediu com os olhos castanhos suplicantes, fazendo Quinn suspirar.

— Sim, nós podemos. — Sorriu amorosamente para a namorada, que bateu palminhas animada e deu-lhe um selinho demorado.

Quinn amava o jeito doce de Rachel. Os olhos manhosos e o biquinho suplicante. Quinn amava Rachel e sentia-se feliz só por ter a honra de ser sua namorada.

...

As garotas riam da piada extremamente idiota que Quinn havia acabado de contar, enquanto seguravam as sacolas do mercado.

Subiram os degraus estreitos e entraram no apartamento pequeno, dando de cara com as amigas sentadas observando um homem de terno cinza escuro e cabelos encaracolados segurando uma maleta marrom de frente para elas.

— Vocês demoraram. — A loirinha levantou-se, pegando a sacola das mãos das amigas e indo até a cozinha.

— Melhor sentarem. Principalmente você, Q. — A latina falava um pouco nervosa.

— O que está acontecendo? — Quinn arqueou a sobrancelha.

— Deixem que eu me apresente. — O homem levantou-se e sorriu educado. — Meu nome é William Schuester e sou advogado. — Estendeu a mão.

— Eu sou Quinn e essa é Rachel. — Apertou com firmeza a mão do homem, seguida da namorada. — O que o senhor deseja?

— A senhorita possui isso? — Abriu a maleta e retirou uma fotografia retangular, entregando para a loira.

As garotas observaram a foto de alta resolução do colar com o brasão dourado e a letra cravada no objeto.

Quinn engoliu em seco e assentiu lentamente.

— Posso ver? — O homem questionou.

— Só um minuto. — Quinn dirigiu-se até o quarto e abriu o armário de roupas, fisgando uma pequena caixa de madeira onde guardavam os poucos acessórios e retirou o colar dourado e imponente.

— Aqui está. — Entregou para William após voltar para a sala. — Olha, se está pensando que roubei, não foi nada disso. Eu o tenho desde que nasci. — Garantiu firme.

— Não se preocupe. — O homem sorriu largamente. — É uma honra conhecê-la, Lucy Quinn Fabray.

— Desculpe, não entendi. — A loira franziu as sobrancelhas.

— Seu primeiro nome e sobrenome. — Explicou atencioso. — Lucy Quinn Fabray.

— E como o senhor pode saber disso? — Indagou desconfiada.

— Porque estou há dias procurando a herdeira de Russel Fabray. — Entregou-lhe o colar. — E a senhorita acaba de tornar-se uma garota milionária.

Notas finais
Então? O que acharam? Se ficou grande demais, me desculpem. Eu apenas quis adiantar dois capítulos juntos porque encheção de linguiça é muito ruim em uma fanfic e muitas emoções virão. Comentem, favoritem e exponham suas opiniões. =D @agronnatic