Uma semana se passou desde que o mundo de Othon gira em torno do "Sequestro" de Arianna. Ryan estava nervoso com tudo isso, ele não tinha muito contato com a família, porém se colocou no lugar de pai, eles têm alguns contatos além dos detetives da cidade, devido aos seus estudos de Sistema da Informação, enquanto todos buscavam localizar o telefone, ele localizava o carro clonado, enfim encontrou e estava em uma casa próxima da divisa com outro estado. O homem liga para o delegado referente ao outro estado e avisa sobre o sequestro, assim fechando todas as fronteiras legais e ilegais, tudo pronto, é hora de salvar sua sobrinha. O homem sai de casa pela manhã e sem que ninguém os vejam, vai até o local combinado, o projeto está feito e as ideias estão descritas detalhadamente e é hora de agir, cercando a casa de maneira silenciosa todos se posicionam, um dos policiais que estava disfarçado entra na área da casa e aborda um dos capangas com uma faca e o mesmo desmaia, o mesmo acontece com mais dois desses caras, todos já estão em alerta e os revólveres se posicionam, porém como o planejado alguém aparece por trás e desmaia quatro desses, hora de entrar na casa, ali estava a menina desacordada, Ryan sorri ao encontrar a menina, os policiais seguem ali, como já era de se esperar os sequestradores chegam, o relógio na parede mostra que são 7:00 da manhã, quando chegam três pessoas na casa são surpreendidas pelo delegado anunciando a prisão delas, lá estava o pai de Olivia, a Madrasta e ... Alguém desconhecido, todos vão presos e o marido de Ohana leva a sobrinha para o hospital, os amigos e investigadores os seguem até o lugar, assim que entram, ele já liga para Othon e o avisa.

— Graças a Deus, deu certo. — O homem respirou aliviado.

— Cara, fomos demais. — O amigo de Ryan sorriu.

Ambos estavam ali e em poucos minutos apareceu a família e os amigos da menina, Othon abraçou ao cunhado agradecendo-o por isso, Ohana o beijou e também agradeceu, Olivia, Muniz e Paco também estavam ali e agradeceram, a menina estava mal por saber que seu pai estava no meio disso tudo, por isso estava de cabeça baixa.
— Psiu. — Othon a chamou.

— Oi. — Ela ainda estava com medo de olhar.

— Que carinha é essa? — Ele Perguntou enquanto estava ao seu lado.

— É vergonha, tio, olha o que meu pai fez com vocês, me sinto tão mal. — Ela estava triste.

— Você não tem culpa, não fique assim.

— Será que ela falará comigo?

— Claro que vai, não se preocupe.

— Sr. Othon, eu gostaria de fazer com você. — O delegado aparece.

— Sim, delegado.

— Você chegou a conhecer alguém da sua família paterna?

— Não.

— Então vai conhecer agora, este homem é seu tio. — Ele mostra a foto do pai de Olivia.

— COMO?

— Isso mesmo, ele fez tudo para se vingar, parece que é um bastardo abandonado. — O delegado conclui.

— Uau, eu nem sabia. — Othon diz e todos riem.

— Nossa, então Olivia é minha prima?

— Sim, vocês todos são uma família. — O delegado diz e sorri.

— Caramba, foram separados por que? — Muniz pergunta.

— Pelo dinheiro, talvez? — Ryan ressalta.

— Olivia então sou sua prima e te chamo de tio, que louco.

Todos riem e abraçam a menina, logo aprece uma mulher inteira machucada e delirando, ela está em uma maca e os médicos aplicam uma injeção nela, parecia estar envenenada ou drogada.

— Nossa... — Olivia parecia estar assustada.

— Eu conheço essa mulher.

— Sim conhece, ela é sua irmã. — Ryan revela.

— Minha mãe?

— Sim, também. — Ryan fala.

— Então ela não me abandonou?

— Não. — O delegado afirma.

A menina chorou abraçada ao tio, sua cabeça já estava zonza e dolorida, não sabia mais em que pensar, logo a escuridão tomou conta do lugar e de branco tudo virou escuro, ela desmaiou. Lá vai mais uma para o leito médico, agora são três internadas. Othon e Paco estavam preocupados por Arianna, enquanto Muniz estava preocupado por Olívia e sua irmã, os outros não sabiam o que fazer, quando finalmente conseguem salvar alguém, acontecem outras coisas, pelo menos Rúbia não está mais na cadeira de rodas.

— Amor, ela ficará bem. — A loira acaricia os cabelos de Othon.

— Eu espero.

O casal se beija e ele deita a cabeça no ombro dela, que acarícia seu rosto, em menos de um ano, aparecera tantas vezes nesse hospital, que parece até estranho, logo médico aparece dizendo que Olívia havia acordado e chamava por Muniz, o homem assentiu e foi até o quarto onde estava a sobrinha.