Abrir a porta e dar de cara com Bryan e seu pequeno foi um momento difícil para Ohana, nunca pensou que o encontraria assim do nada, de repente e dessa forma, o homem não sabia o que fazer, a todo instante ele pensava que ela estava morta, mas ela estava ali na sua frente. Rúbia pegou o bebê no colo de seu primo e ele foi acudir Ohana, essa que já havia sido levada para o quarto. Othon cumprimentou o homem e pediu para ele conversar com ela, deixá-la explicar e ele também falar tudo o que sabe, fazendo-o prometer que poderia confiar em Bryan.

— Quantos anos mesmo que não nos vemos? Acho que 1 ano né, que fecharam o hospital proibindo a minha entrada, fazendo-me acreditar que havia morrido por causa de uma bactéria que tomou o seu corpo, por sorte nosso pequeno já estava em meus braços, desde então me dediquei somente a ele, lamento por nunca tê-lo visto, mais posso te confessar uma coisa, ele tem os seus olhos, sim, os teus olhos, na verdade ele tem tudo da sua família, veja só que interessante, Deus o fez semelhante a você para que eu possa sempre lembrar nos momentos mais felizes da minha vida. — Ele dizia tudo bem baixinho, segurando na mão da moça.

Arianna entra no quarto com o bebê no colo e o coloca nos braços do pai, logo em seguida sai deixando-os a sós, Ohana desperta e seus olhos se encontram com os de seu marido, radiante o mesmo sorri e beija a testa dela, como forma de carinho, ela sorri fraco e seus olhos começam a lacrimejar quando vê pequenino no colo do homem, ele percebe e coloca o filho no colo dela, esse que se aconchega perfeitamente, até melhor que com Bryan e olha para sua mãe, os olhares entre mãe e filho se encontram, a troca de amor é intensa, pois mais que ambos tenham ficado um tempo longe um do outro, nem sequer tiveram o contato logo que ele nasceu, o menino não estranhou aquele colo, ao contrário amou.

— Isso se chama colo de mãe, veja só. — Diz Bryan Emocionado.

— Como é o nome dele? — Pergunta Ohana.

— Um nome que você sonhava. — Ele dá uma dica.

— Matteo?! — Ela fala com incerteza.

— Esse mesmo... Matteo Fernandez Ortiz. — Diz ele com orgulho.

— Ficou lindo. — Ohana já estava emocionada.

— Ele está com 8 meses de idade. — Ressalta o homem.

— Sim, você não sabe o que eu passei nesses um ano e meio, tentando descobrir o que havia acontecido com vocês. — Ela relembrava com lágrima nos olhos.

— Eu sofri sem você, eu pensava que... — Ele não conseguiu terminar de falar, começou a chorar intensamente.

— Era de se desconfiar, já que minha mãe fez a mesma coisa com a Sirena. — Ohana relembra com uma certa raiva.

Bryan se deita ao lado dos dois e se mantém em silêncio, até que começa a pensar e então pede para ela contar tudo o que aconteceu desde o nascimento de Matteo, a mulher respira fundo e se aconchega na cama, assim ele passa as mãos por sua cintura, ela arruma o filho na cama de um modo que ele possa ficar em segurança, o homem disposto a ouvi-la, volta toda a sua atenção para a moça que começa a contar tudo, em mínimos detalhes, de vez em quando ouve-se soluços de lembranças tristes, momentos de dor e raiva, ela revelou que começou a fazer tudo o que sua mãe mandava para tentar descobrir algo, pedindo perdão, Ohana também não escondeu que falou coisas para Rúbia, essas coisas que não era verdade, mas sua mãe a manipulava para pensar ao contrário, sem forças para continuar ela calou a sua voz.

— Relaxa, não precisa terminar, eu entendi, eu sei o que você passou, agora eu estou aqui com você. — Ele a tranquiliza.

— Como assim, comigo? — Ela pergunta curiosa.

— Ué meu amor, você acha mesmo que eu vou voltar para o Canadá sabendo que você está aqui. — Ele a abraça e a beija.

— Com licença família, como estamos? — Pergunta Rúbia, entrando no quarto.

Ohana e Bryan se olham e se beijam, a loira bate palma e assovia, fazendo o casal rir, ambos levantam da cama e descem para a outra parte da casa, a morena está com o filho nos braços, esse que não continha felicidade e balançava os bracinhos e as mãozinhas rindo e gritando, todos riam dele e brincavam com ele, o dia foi terminando e quem cada um foi para sua casa, assim poder se arrumar e voltar para a festa que nem começara ainda.