O Preço do Amor
11 Its future, my love
Notas iniciais
Embora Caroline estivesse extremamente irritada por estar sendo observada por dois sacos de músculos; era evidente a ansiedade da mulher a espera de Elena. Ela andava de um lado para o outro rapidamente, em frente ao portão de desembarque do aeroporto de Nova Orleans. Sua respiração rápida e descompassada era outro sinal claro de seu estado de espirito.
De certo não fazia tanto tempo em que a loira esteve com sua melhor amiga; no entanto, fora mais tempo do que já passara longe dela durante toda sua vida e, ainda tinha a questão de seu estado de nervo e ansiedade por conta de toda a situação que estava montada em sua vida. Portanto, era justificável tamanha ansiedade diante de tudo isso.
Depois de quarenta longos minutos de espera ela viu Elena surgiu em meio a multidão de pessoas. A morena arrastava uma pequena mala preta e estava com uma expressão confusa e perdida, assim como Caroline, ela não havia saído de Mistic Falls em toda sua vida e estar tão longe de casa em um lugar desconhecido era realmente assustador e exitante.
Assim que Elena viu a amiga do outro lado do local do desembarque sorriu aliviadamente e caminhou em direção da mesma. Ela sentira falta de Caroline e por mais que estivesse um tanto quanto decepcionada e tensa com tudo que estava acontecendo na vida dela, estava feliz por estar ali. Naquele momento ela sabia o quanto sua amiga necessitava do seu apoio e amor incondicional. Caroline não tinha ninguém com quem contar além dela e de sua família. Havia perdido a mãe aos dezessete e seu pai já havia se desligado de sua vida a tanto tempo que parecia que também já estava morto.
Assim que Elena alcançou a loira a envolveu em um abraço extremamente apertado e cheio de palavras não ditas. A loira relaxou instantaneamente e sorriu abertamente sentindo-se realmente feliz em dias.
– Senti sua falta. — Caroline sorriu enquanto se livrava dos braços apetados da amiga. — Muita mesmo.
– Eu também senti sua falta, Care. Nem sabe o quanto! Afinal todos sentimos... Nada em Mistic Falls e a mesma coisa sem você, você sabe. — Elena sorriu fraternalmente.
– Vem você deve estar com fome. Vamos almoçar. — Caroline puxou a amiga pelas mãos ansiosamente e a direcionou para o carro que as esperavam no estacionamento próximo ao aeroporto. O caminho até ele fora silencioso, Elena sabia que sua amiga estava extremamente nervosa e eufórico com tudo que estava acontecendo. Então preferiu continuar em total silencio até que tivesse certeza que ela estava pronta para falar.
Assim que chegaram em frente ao Audi preto Elena ergue as sobrancelhas especulativas. A loira soltou um sorriso nervoso dando de ombros.
– Ordem de Klaus. — Informou-a rapidamente, enquanto entravam para o carro e eram conduzidas pelo motorista. Os seguranças as seguiram em seu próprio carro afim de deixa-las confortáveis.
– Então onde estamos indo? — Elena perguntou tranquilamente, enquanto olhava as ruas movimentavas passando rapidamente pela janela do carro.
– Estamos indo em um restaurante almoçar. Rebekah que me indicou. — Caroline sorriu enquanto analisava a amiga ao seu lado.
– Quem e Rebekah, Care? — Elena ergueu as sobrancelhas curiosamente.
– Minha futura cunhada.
– Oh, sim. Claro. Isso é uma loucura sabe? Deus... Você vai se casar. — Elena suspirou cansadamente enquanto tentava aceitar aquela situação toda.
– De fato. Uma baita loucura... Entretanto, resolvi simplesmente ver o lado bom de tudo isso, Lena.
– Lado bom? — A morena perguntou curiosamente.
– É Lena... Poxa, eu vou me casar! Casar Elena, e certamente será meu único casamento já que nunca mais terei livre hartilábio na minha vida. Então eu simplesmente quero realmente viver esse momento. Quero organizar o casamento mais lindo que essa cidade já viu, quero ter o vestido mais perfeito...
– Oh, Care. Eu sinto tanto. — Elena puxou a mesma para seus braços e Caroline aceitou de bom grado.
Elena era uma das poucas que conseguiam entender Caroline. E ela sabia que esta animação e vontade maluca de estar no controle da cerimonia de casamento era apenas uma forma maluca de não encarar a realidade. Ela precisava desviar seu foco do seu real problema e a unica forma de fazer isso era dedicando-se a algo que pudesse ocupar sua mente sem dar chance de pensar muito o que seria de sua vida a parti do momento em que dissesse "sim".
Depois de almoçarem e conversarem animadamente sobre tudo que aconteceu em Mistic Falls desde que ela havia se mudado, finalmente resolveram cumprir a agenda minuciosa que Caroline havia montado para ocupar-lhes o dia com os preparativos do casamento.
Ao entardecer Rebekah havia se juntando a elas na escolha do cardápio que seria servido na cerimonia. Já que a loira saberia dizer exatamente as preferencias do seu irmão. Depois de decidirem quais entradas seriam servidas, os pratos principais e os sabores do bolo do casamento foram degustar o leque de bebidas que combinavam com os pratos e que foram sugeridos pelo especialista do Buffet.
Caroline já sentia tonta depois de beber tantos tipos de bebidas em uma unica noite. Vinho, vodca, Whisky entre outras milhares de opções. Depois de finalmente terem cumprido com exito a agenda do dia, finalmente foram para casa.
Rebekah encarregou-se de instalar Elena adequadamente já que claramente Caroline havia passado um pouco do ponto na degustação da bebida e estava claramente sem condições físicas e mentais para tal tarefa.
Ela subiu diretamente para seu quarto e abriu a porta dando de cara com Klaus sentando confortavelmente na poltrona ao lado da cama. Ele estava com um copo de Whisky na mão e um sorriso irônico moldando seus lábios.
A mulher sentiu seu corpo esquentar rapidamente em resposta ao olhar intenso de Klaus em seu corpo. Ele estava claramente a secando, ela suspirou lentamente, fechou a porta atras de si e, caminhou calmamente até o closet e buscou algo confortável para dormi. Pegou um conjunto de baby dol de seda azul e saiu dela tentando evitar dirigir seu olhar para o corpo parcialmente desnudo de seu futuro marido.
Por alguns breves segundos ela deixou-se levar pela atração estranha que sentia pelo homem e fitou o peitoral dele exposto. Ele não era o tipo de homem cheio de músculos enormes e descabidos. Não, Klaus era estrutural. Tudo em seu corpo era convidativo para o pecado, seus músculos definidos e bem estruturados eram perfeitos para ela. Seu olhar sedutor e intenso causava sensações e inquietações em seu corpo de forma tortuosa. Seus lábios finos eram convidativos demais para ela.
Por alguns segundos ela se permitiu lembrar-se do gosto de seu beijo. Estremeceu ao perceber que Klaus lhe fitava da mesma forma especulativa que ela. Saiu de seu transe e se encaminhou para o banheiro afim de esquecer todos os pensamentos impróprios. Somente a bebida para fazer ela ter esse tipo de pensamento com um homem como ele.
Soltou o ar rapidamente quando percebera que durante todo esse tempo estivera prendendo e balançou a cabeça nervosamente. Estava enlouquecendo só pode. Ela deveria manter-se o mais distante possível dele.
Depois de alguns minutos a loira suspirou aliviada e encheu a banheira com água morna. Jogou sais de banho na mesma e esperou por alguns minutos para que ela enchesse, despiu-se rapidamente e mergulhou na água quente. Sentiu seus músculos relaxar instantaneamente. Suspirou aliviada e emergiu rapidamente da água recostando sua cabeça na borda da mesma.
Fechou os olhos relaxando seu corpo de todo o estresse que estivera sentindo durante todo esse tempo.
Klaus estava claramente intrigado com a mulher. Ora ela lhe olhava com raiva e cheia de questionamentos outrora ele conseguia sentir o desejo nela. Era tão forte que chegava a ser palpável. Seu corpo de alguma forma sabia reconhecer quando a mulher estava lhe olhando de forma carnal. Porque um formigamento delicioso espalhava-se rapidamente sobre seu corpo lhe deixando em total alerta.
Entretanto, ela era muito mais confusa do que imaginava. Klaus estava travando uma luta interna contra seu desejo e sua consciência.
Depois de travar uma batalha interna com suas inquietações ele finalmente largou seu celular sobre a cama, deixou as papeladas de lado e seguiu silenciosamente para o banheiro.
A porta estava entreaberta como um convide mudo para que ele entrasse e, ele o fizera da forma mais silenciosa e tranquila que poderia.
Caroline estava tão relaxada e entorpecida em seus pensamentos que não notara sua presença.
Klaus sorriu divertidamente, enquanto livrava-se de sua calça jeans rapidamente. Sem que ela percebesse ele se aproximou e delicadamente entrou na banheira e acomodou-se atras de si sorrateiramente.
O corpo dela se arrepiou instantaneamente como resposta e ela fez menção de sair, porém, o homem fora rápido em prever sua intenção e enlaçou seus braços em volta de sua cintura fina e a puxou para si.
A respiração dela estava falha e entre cortada. O coração de Caroline batia freneticamente em seu peito.
– Será que você pode me soltar Klaus? — Sua voz sairá mais baixa e assustada que ela havia previsto. E de certa forma isso teve um efeito significativo no homem que afrouxou o aperto rapidamente.
– Porque você não relaxa um pouco amor? Hm? Eu sei que você claramente está atraída por mim e não vejo nenhum motivo para sentir medo.
Uma risada alta o suficiente surgiu pelo ambiente fazendo com que Klaus revirasse os olhos rapidamente.
– Você é muito prepotente, Niklaus. Eu não estou atraída por você... Nunca estive.
Klaus balançou a cabeça negativamente enquanto um sorriso malicioso desenhou-se em seus lábios. Suas mãos ágeis e grandes subiram pelos seus braços arrastando-se lentamente pela sua pele deixando um rastro de fogo por onde passará.
A pele pálida de Caroline se arrepiou rapidamente com o movimento do homem e ela sentia-se tensa com qual seria seu próximo passo.
Klaus sorriu satisfeito e guiou suas mãos para os seios despidos dela. Eles estavam rijos e duros. Caroline claramente estava exitada. Ela poderia culpar o excesso de álcool em seu organismo e poderia usar essa desculpa para engana-lo, entretanto, ela não poderia mentir para ela mesma.
Mesmo indo contra todo seu discurso moral ela estava claramente atraída pelo homem. Sempre estivera.
E por mais que tentasse negar veemente para ela mesma a verdade e, que provavelmente ela agiu por impulso em todo esse tempo envolvida e impulsionada por esse desejo descabido que sentia por ele. Toda essa confusão que ela havia se metido pelo simples fato de estar interessada sexualmente por Klaus.
Um suspiro baixo e culpado escapou de seus lábios e inundou o local. Klaus sorriu satisfeito e puxou a loira para seu colo em movimento rápido. Caroline soltou um gemido em surpresa e ele passou a massagear os seios dela lento e sensualmente.
Ele estava claramente exitado com a mulher. Ele a queria de uma forma selvagem e maluca. Caroline conseguia despertar sentimentos que ele nunca havia sentido antes e de certa forma isso o enlouquecia e entorpecia.
Ela rebolou lentamente e sensualmente em seu colo, fazendo com que ele suspirasse rapidamente. Klaus estava tão duro que chegava a ser doloroso. Entretanto, não era sua intenção te-la naquela noite como sua.
A loira o surpreendeu quando virou-se para ele e capturou seus lábios em um beijo rápido. Ele deixou-se embalar rapidamente pelos caprichos da mulher lhe correspondendo com o mesmo entusiamos e desejo que ela demonstravam.
Suas línguas movimentavam-se em uma sincronia perfeitamente assombrosa. Era como se estivessem juntos a vida inteira. As mãos tremulas e incertas dela seguiram para os cabelos louros dele. Ela puxou lentamente os fios e movimentou-se lentamente sobre a ereção evidente dele.
Klaus suspirou entre o beijo e rapidamente separou seus lábios do dela. Seus planos de sair e deixar a mulher irritada e desejosa por ele foram por água abaixo quando fitou seus olhos.
Ela estava entregue para ele. De corpo e alma. Havia tanto sentimentos escondidos dentro daquele olhar hipnotizante, que ele sentiu-se incapaz de magoa-la daquela forma. Por algum tempo eles se olharam sem dizer ou fazer nada até que Klaus sentiu-se necessitado do seus lábios sobre o dela e então a beijou intensamente disputando o controle.
As mãos firmes de Klaus seguravam a cintura dela de forma possessiva, enquanto ela roçava suas intimidades lentamente fazendo com que ambos ofegassem.
– Niklaus seja lá o que estiver fazendo pare afora e desça. Temos algumas coisas importantes para resolvermos. — Elaijah gritou sorridente do lado de fora do banheiro sabendo o que possivelmente estava atrapalhando.
Em súbito Caroline afastou dele rapidamente, porém, Klaus continuou beijando seu pescoço de forma lenta. Elaijah tornou a chama-lo divertidamente e Klaus bufou irritado.
– Que inferno, Elaijah. Desapareça. — Ele gritou, fazendo a loira se encolher sobre seu corpo no mesmo instante.
– Temo que não sera possível, irmão. Marcel está lhe esperando para tratarmos de negócios importantes do seu interesse. Vista-se e desça. — Ele falou alto o suficiente para que eles escutassem no banheiro e arrastou-se para fora do quarto batendo a porta.
Klaus suspirou irritado e Caroline afastou rapidamente dele sem lhe olha-lo. Ela estava perdida em seus pensamentos. Não sabia se sentia agradecida a Elaijah por tê-la lhe dado algum tempo a mais para se preparar para isso ou se o odiava por ele ter atrapalhado eles.
De qualquer forma o homem saiu rapidamente do banheiro sem que ela pudesse ter oportunidade para ao menos persuadi-lo a ficar.
Ela estava claramente frustrada. Por mais que quisesse não poderia negar para ela mesma que ela queria estar nos braços de Klaus nesse momento. Ela queria estar com ele.
Suspirou derrotada e saiu da banheira enrolando-se ao roupão que havia ali. Secou seu corpo lentamente. Fitou-se no espelho sem de fato reconhecer sua imagem refletida ali. Quem ela era? O que ela estava fazendo de sua vida? Como podia se sentir exitada e atraída por um homem que estava lhe obrigando a se casar com ele? Ela não conseguia entender.
Suspirou derrotada depois de vestir seu pijama e sair do quarto encontrando Klaus terminado de colocar uma camiseta preta de flanela. Ele analisou a mulher por um curto tempo e sorriu ao ver a frustração implícita em seu olhar.
Caroline passou por Klaus sem lhe dirigir a palavra e sentou-se na cama chegando seu aparelho de celular.
– Porque você já esta vestida para dormi, sweet? — A voz rouca de Klaus ondulou pelo quarto silencioso, fazendo com quem o corpo dela se arrepiasse no mesmo instante.
– Talvez porque eu vá dormi? — Ela perguntou ironicamente com os olhos fixos em seus aparelho. O homem bufou irritado.
– Você ainda não jantou, Caroline. — Ele apontou.
– Eu passei o dia inteiro degustando os pratos sugeridos pela sua irmã para servi no casamento... E claramente estou sem fome. — Deu de ombros olhando em seus olhos pela primeira vez desde que estivera na banheira em seus braços.
– Hm... Certo! Não me espere acordada, estarei no escritório, entretanto, terei assunto importantes e exaustivos para resolver.
A loira deu de ombros e suspirou profundamente sentindo o vazio preencher o quarto quando ele batera a porta.
Continua...
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