O Preço da Volta

38 Capítulo 38 - Paz.


Notas iniciais
Foi em uma sexta-feira que eu iniciei esta fase da fanfic e é em uma sexta que eu irei concluí-la. Contudo, fico feliz em saber que consegui plot suficiente para uma segunda fase, que será maior. Leiam as notas finais. Desculpem-me qualquer erro e boa leitura. =D

Quando Santana adentrou a mansão juntamente com Puck, a primeira coisa que viu foi um vulto loiro vindo em sua direção ao lado de Shelby.

— E então? Ela desconfiou de alguma coisa? — Frannie indagou nervosa.

— Não. — A latina menou a cabeça. — Ela estava apressada demais para notar algo naquele objeto minúsculo.

A Fabray soltou um suspiro de alívio. Shelby não estava diferente. Sua atenção fora tomada quando Cassandra adentrou o hall ao lado de Brittany e Kate.

— Mamãe! — A pequenina correu em sua direção e Frannie logo a ergueu em seus braços.

— Oi, meu amor. Como foi na escola? — Questionou após encher o rostinho da filha de beijos.

Kate soltou uma gargalhada e segurou o rosto da mãe entre suas mãos pequenas.

— Foi legal. Nós podemos colorir hoje mamãe? — Pendeu a cabeça para o lado com os olhos pidões.

Frannie sentiu o coração aquecer e beijou a bochecha da filha.

— Eu prometo que vamos colorir amanhã meu anjo, mas hoje a mamãe precisa sair. — Comprimiu os lábios.

Kate estava pronta para argumentar quando Cassandra aproximou-se e tomou-a nos braços delicadamente.

— A senhorita vai tomar banho e depois almoçar. Olívia vai levar você para o quarto e eu já já estarei lá, tudo bem? — Sorriu.

A pequena apenas assentiu resignada e logo sentiu os lábios de Frannie em sua testa.

— Eu amo você. — A mãe sussurrou.

— Eu também te amo, mamãe. — Sorriu e desceu do colo de Cassandra, logo subindo as escadas com Olívia atrás de si.

— Como assim sair? Nós combinamos que você iria esperar aqui enquanto os policiais agiriam. — Cassandra perguntou assim que Kate sumiu de sua vista.

Frannie olhou para os lados, vendo que Brittany e Santana estavam em uma conversa. E pelo olhar preocupado da loirinha tal diálogo parecia se igualar com a que estava prestes a ter com a esposa. Puck estava concentrado demais trocando palavras com o agente da policia responsável pelo caso e com Shelby ao seu lado, que o enchia de perguntas.

Seus olhos encararam o rosto da esposa novamente.

— Eu sei que combinamos mas eu não aguentaria ficar aqui esperando por notícias. Eu preciso ir e ver com meus próprios olhos. Preciso saber que Lucy e Rachel estão bem. — Respondeu suspirando. — Eu vou ficar no carro, está bem? Eu prometo que ficarei dentro do carro e não irei sair. — Completou rapidamente.

Cassandra mordeu levemente o lábio inferior, tentando segurar as lágrimas, mas ao contrário dela, Brittany já chorava e os soluços eram audíveis no hall da mansão.

Frannie observou a latina abraçar a namorada enquanto sussurrava palavras em seu ouvido.

— Eu me sinto tão egoísta. — Cassandra falou por fim, atraindo novamente a atenção da esposa. — Me sinto mal em não querer que você vá, mesmo sabendo que Lucy e Rachel estão correndo perigo. — Deixou uma lágrima escapar. — Eu só...não quero que você vá. Eu estou com medo. — Confessou.

Frannie fechou o espaço que separava-lhes e envolveu os braços na cintura da esposa, sentindo a mesma abraçá-la pelos ombros e esconder o rosto na curva de seu pescoço. Odiava ver Cassandra fraquejar. Isso lhe quebrava o coração.

A esposa passou por todas as turbulências sendo forte. Sempre cuidando veemente de Kate e não deixando que a pequena sentisse o clima apático da mansão por várias vezes. E sempre fora assim. Mesmo antes da chegada de Quinn, Rachel e os amigos em Ohio. Cassandra nunca se deixou abalar pelas palavras duras de Judy e nunca deixou que a filha fosse influenciada pela tristeza quando Frannie e ela brigavam. Cassandra era uma mulher forte.

E isso fazia Frannie amá-la incondicionalmente.

— Eu vou voltar. Sã e salva junto das garotas. Vai dar tudo certo. — Segurou o rosto da esposa entre as mãos. — Eu te amo tanto, Cassie, e eu vou estar aqui por muitos anos para ver Kate crescer e conhecer meus futuros sobrinhos. — Beijou-lhe os lábios demoradamente.

Cassandra apenas assentiu e beijou a esposa novamente, até ouvir a voz do agente Isaac.

— Estão prontas? — Questionou.

Frannie olhou para Santana, que assentiu levemente enquanto mantinha Brittany em seus braços um tanto mais calma, e em seguida observou o homem.

— Estamos. — Respondeu.

...

Finn foi o primeiro a assimilar tudo, e antes que ele pudesse fazer algo, os sujeitos mascarados sacaram suas armas e os barulhos de tiros passaram a ecoar naquele galpão.

Rachel se mantinha estática. Sua mente girava e quando tudo se encaixou o medo a dominou com mais intensidade. A morena tentou sair do lugar, todavia, o aperto de Finn em seu braço a impediu de se movimentar.

Quinn observou apenas quatro indivíduos para quase vinte policiais e o rosto de Judy se contorceu em desespero. A loira então levantou e correu na direção de Finn, mas estancou no lugar quando o rapaz ergueu a arma presa no cós de sua calça em sua direção.

— Eu sempre quis fazer isso, sabia? Matar você. — Sorriu em deboche. — Eu acho que agora eu posso. — O barulho da arma sendo engatilhada ecoou nos ouvidos de ambas.

Rachel não ficou quieta. Ela nunca ficaria, afinal de contas. Ela fez o que queria ter feito. Puxou o braço bruscamente, largando-o do aperto de Finn e se virou, acertando-o entre suas pernas com toda a força que possuía.

O rapaz caiu no chão, entretanto, o tiro que saiu de sua arma quando fora pego de surpresa acertou Quinn.

A loira sentiu seu braço doer como o inferno e o sangue começava a manchar o seu moletom. Ela soltou um grunhido de dor e Rachel ofegou com as mãos sobre a boca. Os olhos castanhos assustados.

Mas Quinn não parou. O tiro fora de raspão. Queimava e latejava, mas isso não a pararia. Seu corpo se chocou contra o de Finn, que ainda se mantinha caído no chão segurando a arma e seu punho acertou em cheio o rosto do rapaz.

Um soco.

Mais um.

Outro.

Outro.

Outro.

Sua mão agia no automático e quando seus músculos cansaram, ela parou por um momento, migrando sua atenção para a arma e tentando pegá-la

Mas Finn não a soltou.

Ele girou seu corpo, pondo-o sobre o de Quinn e a arma se virou até estar apontada para o peito da loira.

Rachel soltou um grito surpresa, passando seus olhos pelo local por um segundo. Alguns policiais caídos no chão. Uns feridos e outros mortos. Os sujeitos mascarados agora estavam sendo levados. O rabino estava saindo do galpão acompanhado de um dos homens fardados. E Judy. Rachel não a encontrou em lugar algum. Isso a preocupou, todavia, a morena não passou muito tempo tentando assimilar algo. Ela precisava de ajuda.

Encarou novamente sua namorada e Finn rolando pelo chão. O rapaz estava fraco pelos socos. Seu rosto sangrava e algumas partes de sua face já estavam arroxeadas e inchadas, contudo, ainda era um homem e possuía mais força.

— Alguém me ajude! — Rachel gritou desesperada.

Seu pedido fora acatado quando um policial entrou correndo no galpão e então o tiro ecoou.

Quinn arregalou os olhos.

Rachel ofegou e o pânico tomou conta de cada célula do seu corpo.

O policial fez o seu caminho rapidamente até os dois.

O corpo de Finn saiu de cima da loira e o sangue jorrava sem parar.

O sangue de Finn.

O rapaz balbuciava coisas incoerentes enquanto o policial tentava fazer uma massagem cardíaca e pedia ajuda pelo rádio.

Os olhos de Finn não possuíam mais brilho e a pele do rapaz estava mais pálida do que deveria estar. Quando a cabeça pendeu para o lado e os olhos se mantiveram abertos, Rachel teve toda a certeza.

Finn estava morto.

Suas pernas moveram até seu corpo se chocar contra o de Quinn, que já estava de pé e suja de sangue.

Elas se abraçaram como se não houvesse amanhã. A Fabray nem mesmo sentia o braço doer. Só queria se mesclar à namorada, apertando-a e distribuindo beijos no seu rosto.

— Eu senti tanto medo. — A judia segurou o rosto pálido entre as mãos. — Tanto medo de não ver você de novo.

— Eu estou aqui e estamos bem. — Assegurou, beijando suas mãos.

— Você está machucada. — Analisou o braço da namorada com a expressão preocupada.

— Vamos sair daqui. — Quinn pediu, recebendo um aceno como resposta.

Elas se prepararam para deixar o local, quando uma mão segurou as madeixas de Rachel por trás.

— Vocês não vão a lugar algum. — A voz de Judy ecoou e a morena sentiu o cano gélido da arma em sua têmpora.

Os olhos da mulher fitaram o corpo sem vida de Finn e ela se permitiu sentir as lágrimas escorrendo pela sua face.

— Suas desgraçadas! Finn está morto! Vocês vão pagar caro! — Apertou a mão contra o couro cabeludo da morena.

Quinn encarava o rosto da mulher em total desespero. Os olhos azuis estavam marejados e a expressão de Judy era perturbada. Ela estava fora de si.

— Judy. — A mais nova começou. — Não faça nada que vá se arrepender depois. Pense um pouco. — Suplicou.

— Pensar? — Riu. — Eu já perdi tudo, não é? — O tom saiu em total gracejo. — Eu não tenho mais dinheiro, nem família e muito menos meu filho. E foi você quem me tirou isso. — Apontou a arma para Quinn, logo em seguida colocando-a de novo ao lado da cabeça de Rachel. — Você me tirou tudo. E eu vou tirar o que você mais ama. Sua doce e amável Rachel. — Sorriu largamente. — Vamos! Ande! — Ordenou, saindo do galpão com a morena na sua frente.

Todos os policiais estancaram quando observaram a mulher segurando Rachel pelos cabelos e com a arma apontada para sua cabeça. Frannie sentiu o sangue gelar, assim como Santana e Puck. Tudo parecia em câmara lenta.

Todos saltaram para fora dos carros e observaram quando Quinn saiu logo atrás com a expressão de puro horror. A roupa totalmente suja de sangue seco.

— Eu quero um dos carros. — Comunicou ao policial que tomava frente dos demais. — Agora! — Gritou descontrolada. — Deixe-o ligado e com as portas abertas.

O homem apenas assentiu, pensando internamente em algo que pudesse fazer. Quando tudo fora acatado, Judy empurrou Rachel para o banco do carona e em seguida apontou a arma para Quinn quando a mesma ameaçou avançar em sua direção.

— Entre no carro, Lucy Quinn. — Ordenou.

A mais nova tomou uma respiração longa e andou até o veículo, acomodando-se no banco de trás. A mãe se sentou no banco do motorista e deu partida no automóvel com uma mão, enquanto a outra mantinha sempre a arma apontada na direção de Rachel, que se encontrava no banco do carona.

A morena migrou seus olhos para o espelho retrovisor. Chorava em silêncio e quando seus olhos encontraram os de Quinn através do objeto, a loira moveu os lábios, falando consigo sem emitir som.

Vai ficar tudo bem.

Rachel maneou a cabeça em negação lentamente.

Não iria ficar tudo bem.

O trânsito estava calmo e o sol ainda era forte no céu sem nuvens. Quando o carro parou após quase vinte minutos, Quinn franziu o cenho ao se encontrar em frente ao enorme edifício das joalherias Fabray.

— Saiam. — Demandou.

Quando todos observaram a mulher adentrando o interior do lugar com uma arma apontada para a cabeça de Rachel e Quinn ao seu lado o pânico tomou conta dos funcionários. Alguns não assimilavam a imagem de Judy Fabray com aquela mulher de expressão transtornada. Outros ligavam para a polícia, sem saber, de fato, que a ajuda que precisavam já estava vindo.

O elevador fora usado e enquanto este subia para o último andar, Quinn sorrateiramente segurou a mão de Rachel, que tremia levemente ao seu lado.

Judy observou tudo pelo espelho.

— Vocês são patéticas. — Comentou. — Ainda bem que isso logo terá um fim.

O elevador abriu e as três caminharam até a última porta do último corredor. Quinn e Rachel sempre na frente.

— Sabe qual a vantagem de ter sido uma Fabray? — Indagou após passarem pela porta e chegarem no terraço, observando o helicóptero com o sobrenome na sua lateral. — Eu sempre soube os horários dos funcionários desse lugar. — Apontou com o queixo para o piloto, que conversava com o responsável pela manutenção do veículo.

— Então foi tudo planejado? — Quinn questionou com a voz mais rouca que o normal. Seu braço doía consideravelmente.

— Não a parte da morte da sua namoradinha e nem a morte do...do Finn. Vamos andando.

O piloto arregalou os olhos quando Judy ordenou que este desse partida no helicóptero. O homem nada podia fazer e logo as hélices começaram a ganhar força e o vento fazia-se presente no calor daquela tarde.

Judy virou-se, se pondo de frente para ambas as garotas. Quinn e Rachel lado a lado. A morena segurou com força a mão da namorada, desejando sentir pela última vez o calor de Quinn contra sua pele, por mínimo que fosse.

— Sabe por que eu trouxe Lucy Quinn aqui? — Indagou para a baixinha, sem esperar uma resposta. — Para ela ver o seu corpo sem vida caindo no chão. — Sorriu. — Chegou a hora, minhas queridas. Sem despedidas melosas, por favor. — Engatilhou a arma.

Quinn viu-se sem esperança. Tudo havia esvaído do seu corpo. A felicidade já não existia. Nada mais existia.

Sua mente projetou a situação e só havia uma coisa que pudesse fazer.

E ela o fez.

Seus braços envolveram Rachel e a loira se pôs de frente ao corpo pequeno. A morena fora pega em completa surpresa e Quinn esperou o disparo. Esperou a queimação intensa na pele, mas isso não veio.

A porta do terraço fora aberta e isso atraiu a atenção de Judy.

Hiram correu até as garotas e seu corpo envolveu ambas em seus braços, pondo-se na frente delas. Leroy correu para tentar tirar a arma da mão da mulher, mas Judy fora mais rápida e o disparo que deveria acertar Rachel queimou em seu peito.

A mulher riu em deboche e engatilhou a arma novamente, ignorando o homem de joelhos na sua frente e mirando nas costas de Hiram, que ainda envolvia as garotas fortemente, protegendo-as.

Ela apertou o gatilho.

A arma não disparou.

O sorriso da mulher morreu no mesmo segundo.

Hiram ouviu o som da arma sem munição e se virou, observando a Fabray procurar munição no bolso do seu vestido. Rachel chorava copiosamente e Quinn apertava-a contra seu corpo. A esperança voltou. Vívida.

A porta do terraço abriu-se novamente e de lá saíram diversos policiais. Todos apontando suas armas na direção de Judy. Por último, Frannie adentrou o local com Santana e Puck.

Os três correram até as garotas enquanto Hiram amparava o marido, pondo a cabeça de Leroy em seu colo.

Judy se viu sem escapatória. O helicóptero foi desligado.

A mulher não iria para a cadeia. Não! Ela se recusava a passar por isso.

Ela então moveu seu corpo até estar na borda do edifício. Seus olhos observaram a movimentação de carros abaixo de si e seus ouvidos captaram a ordem dos policiais exigindo que ela se afastasse dali.

Ela não obedeceu.

Virou-se de costas e observou novamente todos ali.

Frannie chorava. Ela não queria ver o que viria a seguir. Seu rosto fora escondido contra o ombro de Puck. Rachel mantinha-se abraçada com Quinn, que era apertada contra o corpo de Santana.

Judy enfim se jogou sem pestanejar daquele edifício. O tempo parecia ter congelado. Todos os funcionários da empresa estavam aglomerados na rua e observaram quando um corpo caiu daquela altura imensurável. Ela se sentia flutuando, e o impacto que sofreu quando seu corpo atingiu o concreto do chão fora indolor. O som de todos os seus ossos se quebrando foi ouvido e seus olhos se fecharam pela última vez.

A poça de sangue rapidamente eclodiu ao redor de si e todos começaram a se desesperar com aquela cena horrenda.

Judith Harper-Fabray havia morrido da pior forma possível.

Como uma alma sem redenção.

...

Rachel adentrou o quarto de número cinquenta e dois e observou o homem deitado na cama levemente inclinada enquanto recebia soro em sua veia e uma bandagem cobria o lado direito de seu peito.

— Rach! — Exclamou quando fitou a morena com Quinn logo atrás de si.

A loira possuía parte do braço coberto por um curativo e mantinha um sorriso calmo no rosto.

— Como está? — Rachel indagou timidamente.

— Eu estarei melhor se você puder se aproximar. — Respondeu rapidamente.

A morena caminhou lentamente até parar ao lado do pai sob o olhar atencioso de Hiram, que estava acomodado em uma poltrona do outro lado da cama.

— Eu queria agradecer a vocês. — Quinn tomou a frente, aproximando-se também. — O ato de nos proteger foi muito lindo. Da parte de ambos.

— Nós faríamos tudo de novo. Nós fomos na empresa saber sobre notícias com Frannie quando vimos a movimentação e então avistamos vocês com Judy e corremos até o terraço. — Hiram começou. — Eu levaria aquele tiro por vocês.

— E eu levaria mais um, ou cem se fosse necessário. — Leroy complementou. — Eu espero que nos perdoem por tudo. Não vai ser fácil conquistar a confiança de todos, mas queremos tentar. — Sentiu os olhos marejarem. — Apenas nos deem uma chance. A última. — Suplicou.

Rachel respirou fundo quando sentiu a mão de Leroy segurar a sua. Seus olhos encararam Quinn e a loira assentiu levemente.

— É preciso perdoar para seguir em frente e nós escolhemos seguir adiante e dar uma chance a vocês. — Suspirou. — Não será fácil, mas tenham paciência.

— Eu sou muito paciente. Nós faremos por merecer. — Hiram praticamente saltou da cadeira e envolveu Quinn em um abraço. — Muito obrigado.

Leroy abriu os braços e Rachel hesitou alguns segundos antes e inclinar-se e corresponder ao afeto. Logo mais a morena abraçou Hiram, enquanto a namorada repetia o gesto com Leroy.

Tudo estava bem novamente.

...

Quando Rachel enfim deitou a cabeça contra o peito de Quinn, ela pôde respirar em alívio. Ali, naquele quarto, naquela casa, ao lado da sua namorada a morena sentiu-se novamente completa.

Nada daquilo sairia da sua cabeça, tampouco da de Quinn nem de todos que residiam na mansão Fabray e fora dela, mas eles tentariam. Dia após dia. Fariam consultas esporádicas com psicólogos para superarem o trauma.

E superariam.

Eles possuíam uns aos outros, afinal. Possuíam amor, e isso era o que importava no final do dia.

Os braços de Quinn envolveram-na e Rachel suspirou em contentamento ao aconchegar-se mais ao corpo esguio enquanto sentia o cheiro do sabonete do banho recente da namorada.

— No que está pensando? — Quinn indagou.

— Em nós. — Respondeu de imediato.

— Nós?

— Nós quase deixamos de existir há dois dias. — Fechou os olhos.

— Ei! Olhe pra mim. — Pediu amorosa.

A morena abriu os olhos e ergueu a cabeça lentamente, perdendo-se nos olhos verdes com pontinhas douradas da namorada.

— Nós. — Apontou para si e para Rachel. — Nunca vamos deixar de existir. Uma sempre vai tratar de seguir a outra para qualquer lugar. Somos uma só, Rach. — Beijou-lhe os lábios demoradamente. — Nada e nem ninguém vai nos separar. Jamais. — Assegurou firme.

— Promete? — Perguntou. Os olhos marejados.

— Eu prometo, meu amor. — Sorriu. — Eu te amo. Para sempre, lembra?

Rachel sorriu amorosamente.

— Para sempre. — Deu-lhe um selinho. — Eu amo você, Quinnie. — Segurou o rosto pálido entre as mãos e beijou-lhe os lábios finos.

Beijou-lhe com amor, intensidade, saudade e alívio. Beijou-lhe como nunca havia beijado antes. Ambas desfrutavam o gosto de suas bocas com calma. Eram tantos sentimentos acumulados prontos para serem exteriorizados. Elas com certeza passariam a noite assim.

A paz finalmente havia voltado. E ela permaneceria por um longo tempo.

Notas finais
Obrigada. Obrigada a todos que comentaram, favoritaram, recomendaram e para quem acompanhou. Muito obrigada pelas opiniões e até críticas que recebi. Vocês construíram essa história junto comigo. Espero que tenham gostado do final dessa primeira fase. Tudo acabou bem. Eu disse para confiarem em mim. =D Lembrando que terá uma segunda fase e ela começará segunda-feira. Não irei fazê-la aqui. Vou criar outra fanfic como uma segunda temporada. Tudo certinho. Espero também que possam lê-la e favoritarem ela, assim como sempre expressar a opinião de vocês. A segunda fase será a minha favorita. Veremos muita coisa evoluindo. Comentem também este capítulo. Me digam se gostaram desse final. Expressem suas opiniões. Muito obrigada novamente. ♥ Bom final de semana. twitter.com/yasagron *Segunda fase disponível em: https://fanfiction.com.br/historia/657006/O_Preco_da_Volta_-_2_Fase/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!