O Preço da Volta
37 Capítulo 37 - Pesadelo...
Notas iniciais
Rachel se vestia automaticamente. Sua cabeça não estava naquele quarto, tampouco naquela mansão. A morena apenas pensava na namorada e vários e se passavam-se pela sua mente.
E se machucassem Quinn ainda mais?
E se Quinn tentasse algo e eles fizessem alguma coisa de grave com ela?
E a pior hipótese.
E se Quinn fosse morta?
A morena balançou a cabeça espantando as circunstâncias ruins e concentrou-se apenas em calçar o par de tênis antes que Shelby finalizasse seu banho e entrasse em seu quarto.
Vestiu a jaqueta sobre a blusa de algodão branca e saiu do closet, quase esbarrando com a figura de braços cruzados e o semblante sério.
— Santana? — Indagou surpresa. — O que está fazendo aqui?
— Você acha que me engana, Hobbit? — Arqueou as sobrancelhas. — Ontem todos passaram horas tentando convencer você de que deveria ir com a polícia disfarçada e quando você concordou sem muito protestar alguma coisa estava errada.
— Eu não posso ir com a polícia, Santana. — Respondeu. — É a vida da Quinn que está em risco. Você não entende a dimensão disso tudo? Eu estou assustada e quero fazer o que foi ordenado naquela carta.
— Eu entendo a dimensão disso, Rachel, e estou pensando com sensatez, assim como todos aqui, exceto você. — Retorquiu, descruzando os braços. — Eu estou assustada também e não paro de pensar na Q mas se você for, os riscos dobrarão. Eles não vão deixar que vocês saiam.
— Eles querem a mim, Santana. Eu não sei o que vai acontecer. Eu não sei se vou morrer ou continuar viva. Eu só sei que quero acabar com tudo isso. Quero ter a Q comigo. — A voz saiu quebrada. — E finalmente quero ter paz. — Engoliu o choro que ameaçava escapar.
A latina suavizou a expressão e aproximou-se, abraçando a menor fortemente. Rachel deixou um soluço escapar e apertou-se contra a amiga.
— Vai ficar tudo bem, Rach. — Santana murmurou. — A Q vai ficar bem. Todos iremos ficar bem. — Beijou o topo da sua cabeça.
— Eu quero muito acreditar nisso. — Respondeu em um tom de voz baixo, separando-se do abraço e enxugando as lágrimas que desceram com as costas das mãos. — Vai me deixar ir ou vai me impedir?
— Eu não conseguiria impedir você. — Suspirou. — E mesmo se eu o fizesse, ao meio-dia você deveria estar lá, caso contrário a Q não ficará bem. — Migrou seus olhos até encontrar o relógio sobre a mesa de cabeceira. — Você tem vinte minutos.
— Eu preciso ir logo! — O tom de voz saiu apressado, mas antes de se mover, a latina segurou-lhe pelo braço.
— Antes arrume esse cabelo. — Soltou um riso nasal.
— Eu não estou indo passear, Santana. Isso é sério. — Ralhou.
A latina revirou os olhos e caminhou até o closet, voltando segundos depois com a escova de cabelos em mãos.
— Eu sei que isso é sério, mas você está parecendo uma louca descabelada. — Parou atrás da amiga, penteando os cabelos escuros calmamente.
Rachel apenas bufou impaciente enquanto batia o pé no chão de madeira.
A latina logo terminou o que fazia e retirou o prendedor do seu próprio cabelo, pondo-o no de Rachel e formando um rabo de cavalo.
— Assim está melhor. — Deu a volta até encarar o rosto da baixinha.
— Ótimo. Agora eu preciso ir ir. — Caminhou até a porta do quarto, saindo em seguida.
A morena caminhou silenciosamente até descer os degraus da escada e sair da mansão rapidamente. Ela podia sentir Santana caminhando atrás de si. Seu rosto demonstrou puro espanto quando observou Puck encostado no carro preto enquanto conferia as horas no relógio de pulso.
— Será que todo mundo previu que eu estava blefando quando concordei em levar a polícia comigo? — Questionou, olhando para a latina.
— Britt também soube, mas eu a convenci de ir buscar Kate na escola com Cassandra para que ela não chorasse e atraísse os outros dentro da mansão. Ela recusou muito mas no fim aceitou tudo. — Explicou calmamente.
— Frannie está conversando com os policiais no escritório e Kurt não está na mansão. Vamos antes que Shelby apareça aqui ou Britt volte com Cassandra. — Puck disse.
A baixinha apenas assentiu e caminhou até o carro, adentrando-o com Santana.
O caminho foi feito em silêncio. Cada qual naquele veículo preso em seus próprios pensamentos. Tentando imaginar o que aconteceria dali pra frente. Nenhum deles sabia. Era uma incógnita. A única certeza que possuíam era que nada de bom poderia ser.
Quando o carro parou na rodovia deserta, Rachel saltou para fora do veículo. Santana e Puck espelharam seu gesto.
O sol parecia querer rachar a sua cabeça ao meio. Nenhuma nuvem cobria o céu e o dia estava bonito. Típico para passeios. Rachel não enxergou aquela beleza. Ela só via um dia que ficaria marcado para sempre na sua memória.
Seu corpo fora apertado pelos braços de Puck. Rachel saiu de seu torpor momentâneo e abraçou o amigo, beijando-lhe a bochecha e afastando-se em seguida.
— Eu queria muito poder ir com você. — O rapaz murmurou.
— Eu também queria. — Assentiu. — Mas eu preciso ir sozinha.
— Não morra, ouviu bem? — Santana se pronunciou, abraçando-a também.
Rachel apenas aquiesceu, fazendo força para não cair em lágrimas.
— Eu amo vocês. — Sorriu fraco. — Digam para minha mãe que eu a amo e peçam desculpas a todos por mim.
Santana concordou.
— Nós também amamos você. — Puck tomou a frente. — E amamos a Q também.
— Ela sabe disso.
Os amigos não puderam ficar muito. E nem deveriam. Rachel os mandou ir embora após mais algumas trocas de palavras e quando o carro se afastou e sumiu no horizonte, a baixinha viu-se sozinha naquele local.
Os carros passavam esporadicamente, e sempre que um veículo aproximava-se, seu coração quase saía pela boca. A sensação era agonizante. Em poucos minutos estaria em um lugar desconhecido. Com pessoas desconhecidas. Tentando a todo custo ver a namorada.
Quando um carro preto com os vidros fumê erguidos aproximou-se e parou com a lateral na sua frente, Rachel engoliu a seco e observou a porta traseira se abrir.
O homem estava ali. O mesmo do dia anterior. Os mesmos olhos claros e o sorriso debochado estampado em sua face visíveis na máscara escura. Rachel gostaria de socá-lo até fazê-lo perder a paciência.
— A boneca veio. — O indivíduo soltou um riso contido. — Pode entrar na carruagem. — Bateu no banco ao seu lado.
Rachel tomou uma longa respiração e adentrou o carro, sentando o mais longe possível do sujeito. Seus olhos analisaram os outros dois homens nos bancos da frente. As mesmas máscaras cobriam seus rostos.
— Como a Quinn está? — Não pôde deixar de questionar.
— Viva. Por enquanto. — O motorista respondeu, arrancando uma risada dos demais.
Rachel engoliu o ódio e o desespero. Engoliu o choro, mesmo ele quase implorando para sair. Uma única lágrima, grossa e solitária escorreu de seu olho direito e a morena logo a enxugou.
— Vai ficar tudo bem. — Sussurrou apenas para ela mesma ouvir, tentando se convencer disso.
...
Quinn sentia seus braços sendo segurados e o capuz impedindo-a de enxergar deixavam-na com calor. O moletom que vestia também não ajudava. Parte da sua têmpora e seu olho esquerdo latejavam pelo soco levado no dia anterior. Sua respiração ofegante e o coração bombeando sangue mais rapidamente para o corpo denunciavam o medo que se apossava de si enquanto sentia o carro em movimento.
Quando o veículo estacionou, a loira pôde ouvir as portas sendo abertas e segundos depois seu corpo fora puxado para fora do automóvel, novamente tendo os braços segurados com uma certa força. E então o capuz fora retirado.
Os olhos verdes se fecharam fortemente pela luz repentina que adentrou suas orbes e em seguida abriram lentamente, piscando várias vezes para se acostumar com os raios de sol estridentes do início daquela tarde.
Estavam em uma área deserta. Não havia edifícios, muito menos casas. A estrada era de terra e a única coisa que podia ser vista era um galpão na sua frente. Os homens não perderam tempo e passaram a caminhar, quase arrastando-a para dentro do local.
Assim que pisou dentro do lugar espaçoso, seus olhos fitaram a figura que não via há mais de um mês.
Os cabelos presos em um coque. O vestido lilás sem mangas. O salto pequeno, mas elegante. O rosto de nariz delicado e maxilar marcado. Os lábios finos.
Talvez a única coisa que diferenciasse ambas fisicamente fossem os olhos. A mulher os tinha em uma cor azul cristalino e Quinn possuía os verdes com pontas douradas.
Fora essas diferenças físicas, as diferenças de caráter eram incontáveis.
Apenas a definição de bem e mal resumia tudo. Judy era a representação da maldade e escuridão. Uma pessoa que carrega a crueldade em seu interior e que a alimenta dia após dia do sofrimento alheio. Que manipula e que não possui pena, porque é fria demais para senti-la. E Quinn...
Quinn era a definição do bem, da luz, da benevolência. Era uma pessoa rara. Daquelas que nasce apenas uma em cada século. Que se preocupa com o próximo mais do que com a si mesma. Que ajuda, que aconselha, que seria capaz de dar sua vida para quem ama. Daquelas que o mundo lamentaria se perdesse. De como o céu se fecharia e de como a lua perderia parte do seu brilho se Quinn não vivesse mais.
Quinn era o bem e Judy era o mal. O resumo de dois espíritos contrários, mas que ainda possuíam o mesmo sangue. O sangue maternal. Mãe e filha.
Esse parentesco de nada importava mais. Para nenhuma delas.
— Chegaram na hora certa. — A voz masculina ecoou pelo ambiente e Quinn encarou Finn parado ao lado de Judy.
Seus olhos vagaram analisando cada canto daquele lugar e seu cenho franziu quando observou um homem de meia-idade segurando um Torá e com trajes judaicos atrás de um pequeno púlpito.
Quinn estava pronta para abrir a boca quando o barulho de portas fechando chamou sua atenção. O homem que a segurava virou, levando-a com ele até estarem voltados para a porta do galpão e a loira viu o mundo parar por um momento quando seus olhos encararam o rosto moreno novamente.
Rachel não perdeu tempo e suas pernas moveram automaticamente, correndo em direção à loira. Os homens atrás de si não conseguiram segurá-la.
Seu corpo chocou-se contra o de Quinn segundos depois, enlaçando os braços em volta do pescoço pálido.
— Oh, meu Deus! — Sussurrou, afastando-se e passando a ponta dos dedos sobre o local machucado na pele marmórea.
— Eu estou bem. — Quinn sorriu fraco. — Eu amo você.
— Eu também amo você. — Rachel respondeu de imediato. — Eu amo tanto, tanto você.
— Parem com isso! — A voz irritadiça assustou ambas as garotas, e a morena foi tirada de perto da namorada.
Não eram os braços de nenhum dos sujeitos mascarados que rodearam a cintura de Rachel para afastá-la e sim os de Finn. Isso fez uma onda de ódio subir pelo corpo de Quinn e uma sensação de nojo apossar-se de Rachel.
A morena logo fez menção de se separar, mas o rapaz era mais forte e permaneceu com os braços no mesmo lugar.
— Eu acho melhor ficar calminha, meu amor. — Sorriu. — Daqui a alguns minutos teremos nosso casamento. Não é ótimo?
Rachel estancou assim que ouviu a palavra casamento, e Quinn sentiu o corpo fervendo.
Não! Mil vezes não!
Quinn repetia isso em sua própria mente, tentando se livrar do aperto do armário que a segurava, todavia, era inútil.
— Vamos ao que interessa. — Judy disse. — Isso está parecendo uma novela e estou entediada. Tragam Lucy Quinn aqui. — Ordenou.
O pedido fora prontamente acatado e a loira em poucos segundos viu-se sentada em uma cadeira. Seus braços foram libertados mas o homem permanecia ao seu lado.
Rachel continuava tentando se debater nos braços de Finn, enquanto este a segurava por trás, mantendo-a no mesmo lugar.
— Me solta, seu nojento babaca! — Cuspiu as palavras em puro ódio.
— Pare de me chamar assim! — Segurou o rosto da morena, que logo afastou-o da mão do rapaz. — Eu mato aquela aberração agora mesmo se você não ficar quieta, entendeu?
Rachel respirou fundo sentindo algumas lágrimas escorrerem por sua face, e parou de mexer as pernas e braços, permanecendo estática.
— Boa garota. — Beijou o ombro da menor, que esquivou-se bruscamente. — Estou louco para casar com você. — Sorriu e caminhou até Judy, levando-a consigo.
— Vocês sabem o que é emancipação? — A loira mais velha indagou enquanto levantava dois papéis em mãos. — São esses dois documentos aqui. — Os pôs de volta sobre a pequena mesa que estava na frente de Quinn. — Hiram e Leroy assinaram este documento muito antes de desatar nossa aliança.
— Eles desataram? — Rachel perguntou.
— São uns inúteis assim como Kurt. Eles não eram mais necessários, mas voltando ao assunto. — Limpou a garganta. — Ambos assinaram este documento emancipando Rachel e a deixando legalmente maior de idade, assim sendo dentro da lei seu casamento com Finn sem uma autorização judicial. — Sorriu.
A morena sentiu seu estômago embrulhar e as lágrimas já desciam sem controle. Aquilo era um pesadelo. Deveria ser um pesadelo. Como aqueles em que você sente tudo, até mesmo as dores físicas, mas que de repente é acordada e vê que não se passa de algo utópico. Rachel desejava que isso estivesse acontecendo. Mas ela sabia que não estava.
— E esse outro aqui. — Judy continuou. — É a emancipação que eu assinei quando soube que Lucy Quinn estava viva e voltando para Ohio. Como eu sou uma pessoa prevenida, eu logo tratei de registrar em cartório quando Finn fez aquela estupidez. Então de acordo com esses papéis, vocês duas são maiores de idade. E como uma pessoa que já pode fazer tudo, eu acho que você não vai se importar em transferir todo o patrimônio líquido em sua conta para a da sua mãe, não é? — Sorriu para Quinn.
— Vá para o inferno. — A mais nova rosnou com lágrimas nos olhos.
Judy soltou uma risada e sua mão se chocou contra a face de Quinn, fazendo o estalo ecoar por todo o ambiente.
Rachel abriu a boca em surpresa e tentou avançar na mulher, mas Finn a segurou firmemente.
— Sua nojenta! — A morena gritou a plenos pulmões.
— Controle ela, Finn, ou vai pagar caro. — Judy ordenou.
— Rachel, fique quieta. — Não fora o rapaz quem proferiu e sim Quinn. — Vai ficar tudo bem, mas não faça nada. — Suplicou, fitando os olhos chorosos da namorada.
— É melhor assim. — Judy sorriu quando Rachel não pronunciou mais nada. — Agora vamos para a melhor parte. — A mulher pegou um celular e discou alguns números. — Como vai, Tom? Eu estou bem, obrigada. — Alargou o sorriso. — Minha filha, Lucy Quinn, quer fazer uma transferência...só um minuto. — A mais velha afastou o celular da orelha e o estendeu na direção da mais nova. — Faça a transferência. — Ordenou em um tom baixo.
Quinn segurou o aparelho com a mão levemente trêmula e o pôs perto do ouvido. Seu olhar encontrou o de Rachel, que chorava em silêncio e soltava alguns soluços contidos.
— Aqui é Lucy Quinn Fabray. — Tentou manter a voz firme. — Sim, eu quero fazer a transferência.
Rachel maneava a cabeça em negação enquanto observava a namorada proferindo os números das contas e a sua senha pessoal. Deus! Rachel realmente desejava ter levado os policiais consigo, todavia, parando para pensar nos prós e contras, seria quase impossível que eles não fossem reconhecidos. Judy possuía muitos homens ao seu favor. Prontos para matar quando fossem mandados. A morena desejou novamente que tudo não passasse de um pesadelo. Mas outra vez, ela soube, que aquilo era real porque a dor que ela sentia era mais do que vívida dentro de si.
Quando Quinn devolveu o aparelho celular para Judy, a mulher trocou mais algumas palavras com o gerente do banco e em seguida desligou.
— Está tudo mais do que certo. — Sorriu. — Agora vamos para o casamento.
Finn sorriu largamente e praticamente arrastou Rachel até estar de frente para o rabino. O homem de meia-idade encarou a morena com os olhos desesperados.
— Eles me obrigaram. — Explicou rapidamente. — Quando a família Harper me convidou para um evento eu não sabia que seria aqui.
— Harper? — Rachel murmurou.
— Meu sobrenome de solteira. — Judy respondeu. — Funciona muito mais que Fabray. Meus pais possuem muitos contatos. Eles infelizmente não são ricos, porque levaram um golpe há algum tempo e não conseguiram se reerguer, todavia, os contatos permaneceram. E são eles quem fazem tudo o que nós pedimos. — Sorriu. — Agora, mocinha. — Virou-se para Quinn. — Vamos assistir ao casamento do Finn e da Rachel. — Puxou uma cadeira, sentando ao lado da mais nova.
Quinn não respondeu. Seu corpo estava anestesiado. Em torpor, apenas sentindo a dor rasgá-la aos poucos. Não havia nada que ela pudesse fazer. Tudo estava acabado. E ela não falava do dinheiro. Não! Longe disso. Ela falava de Rachel. Sua Rachel. Ela casaria com Finn e não havia outra opção.
E Quinn sabia, bem no fundo, que não sairia viva daquele galpão.
— Espera! — Finn interrompeu o rabino, que iria iniciar a leitura em seu Torá. Rachel, você pode tirar o prendedor? Eu amo seus cabelos soltos. — Sorriu.
A morena quis vomitar. Seu estômago revirou de repulsa e ela quis chutar Finn nas partes baixas e depois matá-lo com as próprias mãos. Ela nunca sentiu um ódio assim por alguém. E isso a assustava. O sentimento do ódio em seu interior. Isso não fazia bem. Ela apenas queria se vingar daquelas pessoas.
Pessoas que não faziam nada de bom para o mundo.
Rachel retirou o prendedor de seus cabelos lentamente e Finn o pegou em mãos para guardá-lo no bolso do paletó, entretanto, algo chamou sua atenção.
O objeto possuía uma luz. Uma luz vermelha que piscava sem parar. Era mínimo e quase imperceptível, mas vendo de perto era possível identificá-lo diferenciando-se da cor escarlate do prendedor.
— Não é possível. — Murmurou. — Isso parece um...
— Um rastreador! — Uma voz masculina ecoou e todos se viraram para observar o policial acompanhado de muitos outros. Todos eles com armas em punho na entrada do galpão. — Vocês todos estão presos e acho melhor cooperarem.
Rachel enfim havia acordado daquele pesadelo.
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