O Preço da Volta - 2ª Fase
22 Capítulo 22 - Flashback: Corpo e alma...
Notas iniciais
Rachel estava pronta. Quinn estava à beira de uma síncope.
Há dias a morena estava se sentindo decidida. Os amassos quentes se tornaram flamejantes. Havia toques, descobertas e sensações avassaladoras, e quando a baixinha disse pela primeira vez que desejava ir adiante, Quinn congelou e não soube o que fazer.
Doeria. Doeria em Rachel. A loira sabia disso através de Puck. O garoto de dezesseis anos contou para ela nos mínimos detalhes o que aconteceria, como aconteceria e o que Quinn tinha de fazer para não passar vergonha. Deu-lhe até mesmo alguns pacotes de camisinha, o que a fez corar furiosamente.
É claro que a teoria é mais fácil do que a prática. Ela sabia disso enquanto observava o local onde estava com Rachel naquela manhã. Sair do Strawberry Field era uma tarefa simples. Com a falta de seguranças e apenas um portão de ferro separando o orfanato do mundo lá fora, o que ambas tiveram de fazer foi apenas acordar antes de todos e sair silenciosamente.
Rachel não fazia ideia de onde estava sendo levada, mas Quinn sabia. Se a namorada desejava ir adiante, a loira faria de tudo para ser o mais especial possível, e isso incluía ter roubado um cartão magnético de uma camareira dias atrás. Foi fácil e rápido. Um choque do seu corpo com o da mulher de meia-idade e todo o carrinho de comida foi ao chão, até mesmo o objeto almejado. Enquanto prestava ajuda para recolher tudo, o cartão fora parar em seu bolso.
O hotel na beira da estrada era pequeno. Quinn o tinha escolhido justamente por isso. O interior era bem decorado e diferente da aparência exterior, havia conforto no ambiente. Mas o motivo principal pela escolha era a falta de câmeras e o recepcionista.
O homem baixinho e calvo passava a maior parte do tempo dormindo pelo movimento calmo do lugar, evitando assim uma mentira que Quinn teria de contar para explicar o porquê de duas órfãs de dezesseis anos estarem ali com um cartão magnético do hotel.
A loira jogou a mochila que trazia consigo no chão e analisou melhor o quarto após fechar a porta. A cama de casal estava perfeitamente forrada com a coberta branca e dois travesseiros estavam postos um de cada lado. A televisão era pequena, e havia um pequeno frigobar ao lado da mesa de cabeceira.
No entanto, não teve tempo de olhar na direção do banheiro quando os lábios quentes e macios de Rachel atacaram os seus. As mãos pálidas foram para a cintura coberta pelo vestido rosa e apertou o local quando sentiu sua língua deslizar dentro da boca da namorada.
O beijo não continha pudores. Próprio para se dar em locais privados em razão da avidez. Quinn sentia seu membro endurecer sempre que beijava Rachel, por isso evitava beijá-la em locais públicos ou com um de seus amigos por perto.
Santana e Puck já tinham um estoque enorme de piadas.
Quinn quebrou o beijo antes que a situação se tornasse constrangedora na sua calça. Deveria evitar ao máximo uma ejaculação precoce antes mesmo de iniciarem o que estava planejado para aquele dia.
— Esse lugar é incrível. — Rachel comentou, dando-lhe um selinho.
— Você gostou mesmo? Não é ruim? — Indagou.
— Claro que não, Q. E eu já disse que qualquer lugar onde você estiver é o melhor do mundo. — Sorriu, iniciando uma sessão de beijos no pescoço pálido.
A mais alta sentiu o corpo arrepiar por inteiro, e fechou os olhos com força enquanto a morena maltratava a sua pele. Rachel era ousada. Não era tímida ou retraída. Para a morena aquilo era totalmente correto. Ambas namoravam, então os desejos deveriam ser saciados entre ambas. Não havia nada de errado em ir adiante com a pessoa que amava e que confiava plenamente.
E ela estava certa.
Entretanto, para Quinn, aquilo se tornava difícil quando não conseguia segurar por muito tempo.
''Com o tempo você consegue durar muito mais. Basta praticar.''
As palavras de Puck rondavam sua cabeça. Embora fosse normal, não deixava de ser vergonhoso.
Quinn só voltou a si quando sentiu a mão pequena da namorada cobrindo o volume já presente na sua calça, e o aperto suave por cima do tecido a fez a soltar um gemido rouco.
— Vo...você quer comer algo? — Segurou a mão da morena, levando-a até os lábios e plantando um beijo delicado. — Eu trouxe algumas coisas na mochila. — Sorriu, as bochechas vermelhas e os lábios inchados.
— Nós podemos comer depois. — Rachel adentrou a mão que estava livre na blusa jeans de botões e raspou as unhas nas costas pálidas, sentindo o corpo da loira se arrepiar. A morena adorava as sensações que causava na namorada nervosa à sua frente. — Vamos ficar cansadas e acho que precisaremos da comida para repor as energias. — Sorriu provocativa.
Santo Deus! Por que Rachel tinha de ser tão maliciosa? Os olhos castanhos brilhavam e o lábio inferior estava preso entre os dentes enquanto a mão deslizava, arranhando de leve desde a omoplata até o quadril de Quinn.
— Você tem certeza disso, Rach? — A loira questionou entre um suspiro e outro. — Vai doer. Eu não quero te machucar.
Rachel sorriu e beijou o queixo da namorada, mordendo-o levemente.
— Eu confio em você, Quinnie. — Sussurrou sobre os lábios finos. — Eu me sinto pronta e sei que vai doer, mas depois disso poderemos fazer quantas vezes quisermos sem que tenha dor. — Explicou. — Você não quer?
— É claro que eu quero. — Respondeu rapidamente.
Rachel sorriu. Lá estava aquele sorriso outra vez. Aquele que iluminava e contagiava qualquer pessoa. Quinn sentia o coração bater mais rápido sempre que a morena sorria daquela forma e sabia que aquele sorriso era direcionado somente para si.
— Ótimo. — A mais baixa retirou a mão das costas de Quinn e espalmou as duas no peito da mais alta. — Vamos fazer isso, Q. — Empurrou a namorada levemente.
Quinn se deixou levar por ela, até que suas pernas colidiram com a cama, fazendo-a sentar no colchão macio.
Rachel, no entanto, permaneceu em pé sob o olhar curioso da namorada.
A morena sorriu e retirou as botas sem salto com os próprios pés, logo movendo as mãos para os botões frontais do vestido, abrindo-os um por um e deixando o tecido escorregar por seus ombros até parar na sua cintura, logo sendo removido por completo.
Quinn sentia o rosto queimar. Na verdade, todo o seu corpo estava quente. A loira não sabia se era a vergonha de ver a namorada se despindo ou o efeito da excitação que transferia todo o seu sangue para dentro da sua calça.
De qualquer forma, os olhos verdes com as pupilas dilatadas fitavam a baixinha com adoração e nem sequer pestanejavam. Rachel adorava a sensação de ser desejada pela garota na sua frente. Era maravilhoso, intenso e ela realmente queria se exibir para a namorada.
Do mesmo modo que o vestido fora descartado, o sutiã sumiu do corpo moreno em segundos, expondo os seios médios em formação com os mamilos rígidos.
Quinn resfolegou.
Não havia visto os seios da namorada. Apenas os tinha tocado sob as roupas quando ambas estavam em sessões quentes de amassos no quarto do orfanato. Mas tudo tinha de ser rápido pelo fato dos horários das atividades e as amigas também dormiam no local. Não seria justo com elas.
E quando Rachel retirou a última peça que cobria seu corpo, Quinn tinha certeza de que sua calça havia encolhido alguns números pelo aperto doloroso que sentia. Sua cueca já estava molhada pelo pré-gozo que vazava de seu membro e temia não aguentar por tanto tempo.
No entanto, não evitou fitar a intimidade da namorada.
Havia visto apenas quando tocou Rachel e se deixou ser tocada há meses no orfanato. E ainda assim não durou muito tempo. Mas agora, naquele hotel, ambas poderiam desfrutar da calma, porque o tempo não era um problema para elas.
Rachel sentia o próprio corpo pegar fogo com o olhar de Quinn sobre si. E mordeu o lábio inferior quando viu o volume visível na frente da calça da maior.
A morena caminhou lentamente até ela.
— Roupas demais, Q. — Se inclinou para abrir os botões da blusa da loira.
Quinn assentiu ainda inerte, vidrada nos seios da morena tão próximos de si, mas voltou à realidade quando sentiu seu pênis sensível sendo cada vez mais apertado contra o tecido.
O par de tênis fora retirado rapidamente e a calça jeans escura teve o mesmo destino. Rachel jogou a blusa da namorada no chão e partiu para o sutiã preto, livrando a peça do corpo alvo.
A loira soltou um suspiro de alívio quando a cueca foi arremessada para longe. Sentir seu membro ereto sem qualquer roupa apertando-o era libertador. A morena não perdeu tempo e se acomodou no colo da namorada. O gemido de ambas fora inevitável. Sentiam o pênis raspando contra a intimidade molhada. Eram sensações prazerosa para as duas
Rachel soltou uma risadinha quando os olhos agora verde-escuros foram novamente atraídos para os seios convidativos.
— Eu posso...tocar? — Perguntou, se sentindo envergonhada demais para encarar a namorada.
A baixinha segurou o rosto pálido entre as mãos e o ergueu, achando tão adorável o quanto as bochechas de Quinn ganharam um tom avermelhado.
— Você pode fazer o que quiser, Quinnie. — Sussurrou. — Eu sou completamente sua. — Umedeceu os lábios.
A mais alta sorriu timidamente e a beijou, chupando o seu lábio inferior lentamente para dentro da boca. Rachel gemeu entre o beijo quando a mão fria da namorada entrou em contato com seu seio esquerdo.
Ambas quebraram o afeto e a morena pôde gemer com mais vontade, sentindo a outra mão da namorada cobrir o seio direito. Os dois eram apertados com volúpia. Quinn vez ou outra prendia o mamilo rijo entre os dedos, apertando-os levemente. Rachel sentia sua intimidade latejar e soltar seu líquido transparente.
Ela soltou um gemido mais alto ao sentir a boca da namorada em um dos seus seios, e isso enviou uma onda de excitação por todo o seu corpo, principalmente em seu ventre.
A confiança de Quinn aumentou gradativamente enquanto sua língua rodeava o mamilo rijo e a morena se contorcia sobre si.
— Isso é...oh, droga! — Rachel soltava gemidos manhosos e puxava os fios loiros do cabelo da namorada com força.
A garota mais alta continuava suas ministrações, concentrada em ambos os seios. Alternava entre eles dando a devida atenção. Mas sua situação piorou quando a morena começou a se remexer contra seu pênis, tentando aliviar a sensação de sua intimidade encharcada.
A loira segurou na cintura fina de Rachel e as virou, jogando-a na cama. A morena grunhiu em surpresa, mas logo sentiu o corpo quente de Quinn acima do seu, e automaticamente abriu as pernas para acomodá-la.
— Pegue as camisinhas, Q. — Disse, gemendo ao sentir a glande do membro encostando na sua entrada.
Quinn assentiu e deu-lhe um selinho, levantando da cama para pegar sua calça e retirar os pacotes prateados do bolso traseiro. Rachel observava tudo e sorriu sapeca ao apertar a bunda da namorada, fazendo-a se virar com o susto.
— A sua mão é muito ousada, sabia? — Sorriu, depositando os pacotes sobre a mesinha de cabeceira.
— Ela não consegue ficar longe de você. — Retrucou, envolvendo os braços no pescoço pálido e suspirando quando sentiu novamente o corpo da namorada sobre o seu.
— E nem eu de você. — Sussurrou, beijando os lábios grossos suavemente.
Rachel sentiu o peito aquecer enquanto beijava a namorada. Ela sempre era pega de surpresa com as atitudes carinhosas da loira. Isso a fazia amá-la ainda mais.
O beijo ganhou velocidade e as línguas se acariciavam com luxúria. Os suspiros eram constantes e quando o contato fora quebrado pela falta de ar, a loira fisgou um pacote do preservativo em meio aos outros e se pôs de joelhos.
O objeto de borracha fora rapidamente enrolado no membro ereto, e Rachel não perdeu nenhum movimento da namorada.
Contudo, quando Quinn voltou para a posição anterior, seu subconsciente lembrou-a de que a morena iria sentir dor e ela estancou no lugar.
— Você tem certeza, Rach? — Fitou a mais baixa. — Podemos apenas continuar nos beijando e não fazermos isso hoje.
A morena alisou o rosto pálido e bicou os lábios finos.
— Eu quero, Q. Eu quero muito. — Respondeu convicta.
Quinn assentiu e puxou ar para os seus pulmões antes de segurar na base do seu pênis e direcioná-lo até a entrada da namorada, adentrando aos poucos.
À medida que o membro era introduzido, Rachel franzia as sobrancelhas, até contorcer o rosto em uma careta de dor quando a glande do pênis atingiu a barreira que o impedia de prosseguir. E o gemido de dor escapou pelos lábios fartos quando a barreira foi quebrada.
Doía. Rachel sentia como se estivesse sendo rasgada, mas era apenas suas paredes vaginais se esticando pela primeira vez para acomodar o membro dentro de si. Ela sabia que era perfeitamente normal. Havia conversado com Santana e Brittany. Ambas tinham perdido a virgindade dias atrás.
Todavia, estar sendo penetrada por um pênis era diferente. Ainda assim, aquilo era normal. Depois da primeira vez não doeria tanto e elas poderiam sempre se unir daquela forma. De corpo e alma.
Quinn fitava o rosto da namorada com extrema preocupação. Sentia o interior de Rachel apertando seu membro de uma forma deliciosa e quente, mas ignorou tal sensação para se concentrar nas feições dela.
— Rach? Está doendo muito? — Indagou nervosa. — Eu...eu vou tirar.
— Não. — A morena cravou as unhas nas costas da mais alta. — Não tire. Só...só espere um pouco. — Pediu.
Quinn assentiu ainda preocupada e se manteve parada dentro da morena, passando a distribuir beijos na sua testa, descendo pelo nariz e indo até as bochechas em uma tentativa de distraí-la.
E funcionou.
Rachel sorria pelo carinho dos gestos de Quinn em seu rosto. A loira não parava com os beijos suaves. Chegava ao queixo e ia em direção ao pescoço, aspirando a pele cheirosa. A dor lentamente foi esvaindo até sobrar somente um pequeno desconforto. Rachel passou a alisar as costas levemente suadas da namorada
— Você pode ir agora, amor. — Disse finalmente.
Quinn assentiu e a beijou brevemente, apoiando o corpo em seus cotovelos sobre a cama e iniciando movimentos lentos. O pênis saía quase por completo, mantendo apenas a glande, e em seguida era deslizado para o interior de Rachel novamente.
O corpo moreno começou a esquentar outra vez. As unhas tornaram a arranhar as costas alvas em um sinal do prazer que estava começando a sentir. Gemidos começaram a sair depois de alguns segundos. O desconforto ficando em segundo plano. Se sentia preenchida pela namorada. De todas as maneiras.
Quinn não ficou atrás e gemia roucamente no ouvido da mais baixa. Sentia o coração martelando no peito. A sensação de dar prazer à morena aumentava a sua satisfação. E não sabia que poderia sentir tanto prazer assim.
Os corpos estavam suando cada vez mais, e a loira não cessava os movimentos. Cada vez mais ganhando confiança e estocando firme dentro de Rachel, fazendo-a gemer cada vez mais alto. Aquilo soava como a mais linda melodia nos seus ouvidos.
A morena circulou as pernas nos quadris da namorada, fazendo-a ir mais fundo e aumentando o seu prazer. Os olhos estavam fechados e os braços firmemente presos nas costas da loira. Estava em deleite. Sentia o corpo inteiro vibrando. O quarto exalava o cheiro de sexo e a temperatura subia cada vez mais.
Quinn se sentia na borda. Sabia que não aguentaria muito tempo, mas estava feliz por ter conseguido chegar ali sem uma ejaculação precoce e por ter proporcionado prazer para Rachel.
— Rach, eu...eu vou... — A frase morreu em sua garganta quando o gemido escapou sem permissão.
— Tudo bem, Q. — Beijou o pescoço pálido. — Eu também estou quase lá. — Sorriu em meio a gemidos.
Quinn ergueu o seu corpo apenas com um braço, e adentrou a mão livre entre os corpos, achando o clitóris inchado de Rachel e passando a massageá-lo.
Aquilo foi o estopim para a morena, que soltou um gritinho extasiada. Os movimentos fortes da namorada juntamente com seus dedos estimulando-a levaram-na até o ápice. A loira sentia as paredes de Rachel apertando-a mais do que o normal, e sabia que ela estava prestes a ter um orgasmo, não diferente de si mesma.
O gemido longo e rouco rasgou sua garganta junto ao nome de Rachel, e os jatos de sêmen encheram a camisinha em segundos. A morena não demorou mais do que dez segundos quando sentiu o membro da loira inchar dentro de si e sentiu a sensação do ápice que a fazia se contorcer de prazer, chamando pelo nome de Quinn enquanto se desmanchava.
Ambos os corpos tinham espasmos. A sensação era avassaladora e intensa.
A morena alisava as costas da namorada docemente, enquanto tentava normalizar a respiração, soltando um gemido baixo quando o membro fora retirado do seu interior.
Quando Quinn voltou do banheiro após descartar a camisinha no vaso sanitário e dar descarga, ela deitou na cama, recebendo o corpo de Rachel junto ao seu.
— Você gostou? — Inquiriu.
— Foi melhor do que qualquer coisa que eu poderia imaginar. — Deu-lhe um selinho. — Eu te amo tanto.
— Eu te amo mais, Rach. — Beijou-lhe a testa. — Para sempre.
— Para sempre. — A morena sorriu largamente e deitou a cabeça no peito da namorada.
Ambas permaneceram juntas. As mãos se tocando. As respirações se misturando. Se sentiam leves e felizes. Não precisavam de mais nada naquele momento.
Elas já tinham uma a outra. Era isso o que importava.
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