Notas iniciais
Olá meninas, como vão, espero que todas estejam bem, aqui vai mais um capítulo, espero que gostem, comentem sobre o que acharam dele, bjs.

Estes são os personagens:

Jake:

Gina: http://www.istoegente.com.br/wp-content/uploads/2011/04/sheron-menezes.jpg

Suzannah: https://lh4.googleusercontent.com/-LulWZ62jK_k/TYvJKjxiEdI/AAAAAAAAAM4/jyN5MU7fdnE/s1600/bebe%252520negro.jpg

Gina se levantou agitada, e tentou controlar sua febril excitação, enquanto Jake avançava para ela. Era alta para ser mulher, media um metro setenta, mas ele que superava o metro e oitenta e cinco, parecia dominá-la como uma torre.

De repente, ela começou a tremer; ao levantar o olhar para o rosto lindo, a força de seus sentimentos por ele a desestabilizou de tudo.

Depois de tanto tempo, tinha tido a esperança de não ver mais que um homem que tinha conhecido e amado no passado, alguém sem importância; tinha rezado para que fosse assim. Mas não, seu instinto seguia clamando que aquele homem era a outra metade de seu ser, quem a completava e convertia em um todo.

— Agora que ficou claro que não necessita dos óculos, poderia tirá-los — sugeriu ele. — É uma pena esconder olhos tão belos — acrescentou secamente, como se suas palavras fossem algo menos que um elogio. Incapaz de pensar em uma razão para negar-se, Gina os tirou e os guardou na bolsa sem olhá-lo, tentando ocultar seus sentimentos.

Ele abriu a porta, pôs uma mão na cintura dela e a guiou brandamente para a sala de estar.

Vê-lo a tinha impressionado profundamente e o contato de sua mão, embora ligeiro e impessoal, resultou em algo devastador; ficou sem respirar e acelerou o pulso.

O apartamento de Jake, apesar de sua amplitude e elegância, tinha um ar caseiro e acolhedor. Havia vários brinquedos atirados sobre o tapete e diante da janela se via um cavalinho de madeira, montado por uma boneca de pano com tranças amarelas.

— O quarto de brinquedos e o dormitório da menina estão por aqui — disse, conduzindo-a através de um arco a outro vestíbulo. — E, se aceitar o trabalho, esta será suas habitações — completou, empurrando uma porta.

A luxuosa suíte, composta de salinha, dormitório, banheiro e uma mini cozinha, estava mobiliada com um gosto excelente e contava com todos os equipamentos modernos. Ela teria aceitado o trabalho embora lhe tivessem oferecido um porão infestado de ratos. Agora tudo dependia de Suzannah e Gina se sentiu desesperançada. Como podia esperar que uma menina tão pequena de quase dois anos, que já tinha passado por uma babá que não gostava, aceitasse a uma desconhecida?

— Agora, se quer conhecer Suzannah...

Jake se dirigiu para a cozinha, grande e arejada, onde a senhora Morgan vigiava à menina enquanto preparava café.

A pequena, vestida com um pequeno macacãozinho de algodão de manga longa e um babador de cores vivas, estava deitando uma boneca em um carrinho. Quando entraram, levantou a cabeça abriu um imenso sorriso bangela e correu com suas perninhas roliças para abraçar-se às pernas de Jake.

— Papi.

— Diga olá à senhorita Kurt — pediu ele, lhe revolvendo os cabelos escuros e encaracolados.

Suzannah se soltou e se voltou para olhar com solenidade a recém-chegada. Gina ficou de cócoras e sorriu radiante para à menina, com o coração a ponto de estalar. Era uma criatura preciosa, com a pele em um tom um pouco mais claro que o seu, mas macia como um pêssego, cabelos com grandes cachos que desciam pelas costas, covinhas nas bochechas e bonitos olhos castanhos, emoldurados por longas pestanas. Durante um segundo, olharam-se sem falar.

— Oi — Suzannah perguntou timidamente.

— Tudo bem com você? — Gina sentia que o seu coração iria sair pela boca de tanta ansiedade.

Suzannah assentiu e voltou a olha para Jake. Ele por sua vez deu um sorriso de encorajamento para a menina.

— Querida, se formos agradáveis com ela, provavelmente vai viver aqui, para cuidar de você — explicou, com voz de conspiração.

— Vai cuidar de mim? — perguntou Suzannah com sua aguda voz infantil.

— Certamente que sim. Eu estive cuidando de duas meninas que terão que ir viver em outro lugar e eu adoraria ter outra menina a quem cuidar — conseguiu responder Gina, com voz rouca.

Suzannah considerou a resposta por alguns segundos, partiu correndo e voltou em seguida com uma galinha pintadinha de pelúcia azul de expressão feliz.

— Cocó — disse, pondo a galinha nos braços de Gina.

— Olá, Cocó.

— É menina.

— Uma galinha com muito caráter. Ela se incomodará se lhe der um abraço?

— Abraço gostoso — confiou Suzannah, apoiando-se no joelho de Gina.

— Também gosta de tirar a sesta no meio da amanhã — sugeriu Jake, olhando para a governanta.

— Vamos lindinhas — disse a senhora Morgan levantando a menina e a galinha nos braços. — É hora de tirar uma sonequinha.

Quando o trio partiu, Jake pôs uma mão sob o cotovelo de Gina e a ajudou a levantar-se.

— Obrigado — disse ela. — Queria ficar com Suzannah um momento mais — acrescentou, tentando ocultar sua decepção.

— Terá tempo de sobra no futuro.

— Quer dizer que...? — perguntou ela, sem dar crédito a seus ouvidos.

— Quero dizer que Suzannah gostou de você.

— Como sabe?

Durante um instante, os olhos azuis se suavizaram com um olhar risonho.

— Só as pessoas de quem gosta de verdade chegam a conhecer Cocó. Aceita o trabalho?

— Sim... claro que sim — exclamou ela com alegria.

— Então, tomaremos um café e a levarei para casa dos Amesbury para que recolha suas coisas. Assim poderá instalar-se esta tarde e começar a trabalhar amanhã.