Acredito que se ele deixa-se essa cara amarrada ele seria mais bonito, imagino ele sem aquele sorrisinho cínico e um pouco mais amável... Ai, ai... nem posso imaginar que já fico toda vermelha!

...

Fear estava sentada no campo de treinamento, inquieta admirando Allan que se concentrava em lançar rajadas curtas de fogo pelas palmas, quase que dançando. Ela então se aproximou dele e o fez ter um sobressalto ao puxar algo negro que estava contrastando com seu cabelo branco leite.

Ela sabia o que significava aquela folha, mais uma vez ele fora ao cemitério dos condenados. O lugar onde tudo começou.

Entrou com passos apressados naquele salão Yui que recebera esse nome na noite anterior, como um batismo a sua chegada aquele lugar, ele carregava apressado uma toalha e quase tropeçou quando viu Allan lançando mais uma sequência de chamas.

_ Ele é incrível! – Constatou ele parando a meu lado. Aquele menino que chegara a apenas um dia já perdia gradativamente as feições infantis, revelando um pouco mais sobre sua idade do que antes. Fear apenas concordou com a cabeça.

_ Serei capaz de fazer isso? – Ela o olhou e viu um brilho crescente naqueles olhos vermelho claro.

_ Não lhe garanto que seja como ele, mas você será capaz de grandes coisas! – sorriu ela com convicção.

Ele abriu um sorriso e correu para Allan, entregando-lhe a toalha enquanto ela olhava impressionada e com dúvidas sobre o leve vermelho que vira brotar no rosto de Allan quando o viu tão próximo.

Ela foi se aproximando ouvindo em partes a conversa que os dois tinham, até chegar próximo o bastante para conseguir distinguir as palavras.

_ Tempos vivíamos em qualquer lugar, tínhamos uma cidade normal, composta por pessoas que não tinham nem necessitavam de poderes, ..., Ganância, ..., a morte de uma mulher foi o início de tudo, ..., o amor de um homem. Sem temer, ..., Vendeu sua alma e abriu as portas do, ..., inicio, ..., fim.

_ Então, estamos, ..., juntos para, ..., destruir?

Ela não compreendera toda a história, mas sabia que se tratava do início dessa guerra e o início do sofrimento das pessoas.

_ Acredito que não tenha problemas em deixar aqueles dois sozinhos?! – uma voz próxima ao ouvido fez Fear voltar as suas atenções para a amiga que estava ao seu lado, mascando outro chiclete como sempre.

Ela olhou pro chão um pouco pensativa – Se ELA disse que pode, quem somos nós para dizer outra coisa?

Ambas se calaram e os olhares ficaram a observar aqueles dois que magicamente começavam a se entender.

Notas finais
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