Notas iniciais
Desculpem-me!
Cometi um engano em postar o 10ºcap e troquei com o próximo.

Fora da enfermaria, os dois estavam ajustando as malas, passaram mais cinco dias insuportáveis com Flame recebendo inúmeras visitas e reclamando na maior parte do tempo.

_ Está pronto? – Yui balançou a cabeça positivamente enquanto arrastava uma mala de rodinhas que parecia prestes a ceder ao peso.

_ Então vamos, estamos em cima da hora para pegar o trem que vai até Kyto.

Eles se apressaram e quando chegaram a porta de saída, um carro os aguardava, com Iron na porta.

_ Não sabia que vinha com a gente! — falou Allan sarcástico.

Ele sorriu.

_ Não pretendo ir com você, mas estou aqui por ordens DELA! – e entregou um pacote pequeno e leve para Allan – Acredito que seja para sua irmã!

O rapaz olhou o embrulho e o guardou entre suas coisas na mala.

_ Era só isso? — Iron apenas abriu a porta e fez um gesto para que os dois entrassem.

Já na estação, depois de uma longa viagem de carro, Allan se esticava um pouco enquanto Yui o imitava como um espelho, não conseguindo esconder o desconforto em meio à multidão.

Já dentro do trem, o som de calçados começou a desaparecer, e o apito seguido das maquinas cessou com o desconforto do rapaz, que se acomodou definitivamente no acento da cabine particular.

Longos minutos se passaram enquanto Allan lia um livro e Yui apenas admirava a capa, já cansado da mesma paisagem. Como o trem passava por áreas desoladas, o cenário das janelas era holográfico e se repetia com grande frequência.

_ Fica muito longe? – tentando se distrair, ele fez uma pergunta distraidamente.

_ Pelo menos mais umas duas horas, porque? – Allan até entendia a impaciência do jovem, mas não podia fazer nada quanto aquilo,

Mais alguns minutos de silencio e Yui falou:

_ Vou ao vagão de lanches! – e saiu pela porta, sem nem ao menos receber um olhar de Allan.

No entanto, após longos 80 minutos, o garoto ainda não retornara, deixando o outro inquieto.

Allan levantou-se finalmente fechando o livro e saindo para o corredor vermelho do trem, onde molduras douradas deixavam o ambiente mais pomposo. Ele se dirigiu ao salão, onde presenciou Yui em uma situação estranha, aonde o garoto estava apenas de calção com um baralho de cartas nas mãos, rodeado de mais três pessoas. Iron sentado à esquerda de Yui gargalhava da careta que Allan fez, enquanto outros dois rostos se viravam para encara-lo.

_ Acredito que limpamos o guri! – disse Iron já meio bêbado, enquanto virava mais uma dose de uísque.

Allan se aproximou respirando fundo, tentando manter a calma.

_ Iiii... a mamãe chegou! – falou maldosamente a loira que estava a direita de Yui.

Allan parou por um momento com aquelas palavras e ao olhar o garoto da cabeça aos pés colocou a mão na testa e balançou a cabeça negativamente, dando as costas aos quatro.

_ Acho que ele está com medo de perder! – uma mulher morena, de cabelos cacheados encarou ele com um sorriso malicioso.

Allan cerrou os punhos e voltou a mesa, puxando uma cadeira e sentando.

Não se passou muito tempo e Yui já estava vestido novamente, enquanto Iron e as duas mulheres se contorciam pra se cobrir com o que restara de seus uniformes.

_ Assim não é justo! – falou Iron completamente alterado.

Allan sorriu cinicamente e foi levanto Yui até a porta do vagão, para voltarem a sua cabine.

_ Não reclame, ainda lhe deixei as cuecas! – e saiu levando o garoto pelo braço.

O trem não tardou a parar em sua estação e ambos desceram.

A cidade onde pararam nada parecia com a que eles moravam, mais parecia um campo cercado de florestas, com casas pequenas e propriedades imensas.

Eles foram caminhando por entre estradas de chão, passando por inúmeras pontes e plantações de arroz, parando finalmente a frente de uma porteira que dava a uma casa amarela e pequena, rodeada de flores.

Ficaram ali por algum tempo, até que uma mulher de cabelos compridos veio correndo na direção de ambos e os fez cair no chão em um abraço violento.

_ Sabia que vocês viriam! – não demonstrava em lagrimas, mas em sua voz era evidente que estava prestes a chorar. – Bem vindo de volta, irmão!

_ Estou em casa! – respondeu ele como em um velho costume.