O Príncipe e A Plebéia
19 Capítulo 19
Acordei como se estivesse voando. Suspirei na minha cama e toquei meus lábios, lembrando o beijo.
- Então não foi sonho. — Sussurrei para mim mesma. Levantando da minha cama para tomar café, vi meu celular vibrando. Peguei e vi e alguém tinha me mandado uma mensagem.
Bom dia linda! Espero que tenha acordado feliz.
Eu sorri, e vi que ele tinha mandado uma mensagem anterior a aquela:
Boa noite meu anjo, sonhe comigo hein?! Porque eu vou sonhar com você com certeza. Beijo
— AAAAAAAAAAHHH — Gritei. Lola subiu as escadas correndo e entrou no quarto como furacão.
- O que houve amiga? — Lola perguntou preocupada. Eu sorri e mostrei as mensagens.
- O que houve ontem? Fiquei acordada te esperando pra você me contar...
- Quando eu cheguei você já estava dormindo. — Disse passeando pelo quarto.
- Nossa, então a noite foi boa!
- Foi sim. — Suspirei. Lola sorriu maliciosamente e me puxou para a cama.
- Conta. Agora!
- Calma, eu vou contar.
- Então conta logo!
- Tá bom. — Respirei fundo e amarrei meu cabelo para trás com o próprio cabelo.
- Ele me levou para a Ponte de Londres.
- Hum, que romântico! — Disse sorrindo.
- E ele me beijou. — Eu disse e Lola soltou um gritinho finíssimo e me abraçou.
— Olha aí amiga, ele gosta de você! — Disse ela com entusiasmo.
- Acho que sim. — Disse timidamente. — Pelo menos foi o que ele disse.
- Opa! Espera um instante, ele disse...
- Não exatamente. — Disse cortando-a. — Ele só disse que gosta de mim, muito.
- Ui! — Disse com aquele sotaque latino. Ah, como eu sinto falta da minha cidade. Eu ri e ela me abraçou novamente. Nós descemos juntas até a cozinha, e notei que minha mãe já tinha saído.
- Vamos tomar café e vamos procurar uma faculdade.
- Sim comandante. — Disse ela batendo continência. Eu ri e preparamos umas torradas com manteiga, suco de laranja natural. Terminando de tomar café, tomei banho e vesti uma calça jeans e blusão roxo. Lola também vestiu um jeans, mas com casaco lilás.
Saímos de casa com nossas bolsas e celulares. Se minha mãe tivesse saído com o Frederick, teríamos como procurar uma faculdade.
- Já sei! — Gritou Lola, como sempre.
- Ai Lola, não grita. — Repreendi. Ela fez beicinho e eu ri.
- Enfim, como eu iria dizer, Vamos pegar aquele ônibus de dois andares. — Disse ela com entusiasmo. Eu sorri e resolvemos pegar o "tal" ônibus. No ponto de ônibus, ouvi meu celular tocando.
- Alô?
- Oi minha linda. — Reconheci sua voz e sorri. Era o Nate.
- Olá m... – Hesitei. — Tudo bom? — Eu não queria chamá-lo de meu amor, não queria ser rápida demais. Mas a palavra quase saiu da minha boca.
- É ele? — Lola perguntou fazendo sinal para o ônibus que vinha em seguida. Eu apenas balancei a cabeça positivamente e continuei a falar com ele.
- Estou bem melhor agora. - Disse ele com a voz mais doce do mundo. Eu senti os cabelos do meu braço se arrepiarem. Eu sorri.
- Que bom.
- E você? Pelo barulho que estou ouvindo nota-se que você não está em casa.
- Sim, eu não estou em casa. — Disse entrando no ônibus.
- Posso saber onde está andando mocinha? — Disse ele num tom de sarcasmo
- Hum, porque quer saber? — Eu disse, retribuindo o tom.
— Ah, só quero saber se você está perto pra poder te encontrar. — Ele disse, e eu senti meu corpo se arrepiar todinho.
- Bom, neste momento estamos no ônibus.
- Hum, então não está sozinha. — Disse ele naquele tom de voz tímido e apaixonante.
- Não. Eu não estou sozinha. — Disse, ele ficou em silêncio. — Estou com a Lola.
- Ah, claro. — Disse ele rindo do outro lado da linha.
- Lola vamos soltar aqui. — Sussurrei pra ela que assentiu e deu o sinal para o motorista para nós descermos. Começamos a andar pela cidade, sem rumo nenhum. Nate e eu continuamos a nos falar. Até ver algumas pessoas nos seguindo, depois que eu vi que eram fotógrafos.
- Droga. — Sussurrei para mim mesma.
- O que houve? — Nate perguntou do outro lado da linha e Lola fez a mesma pergunta do meu lado.
- Ah, Nate, tem como eu te ligar depois?
- Claro. Liga quando quiser. Estou as suas ordens. — Disse ele, e eu sorri.
- Ok. Então, até depois. — Disse desligando o telefone.
- Fala amiga, o que houve? Você ainda não me respondeu.
- E ainda pergunta? — Disse a ela olhando discretamente para o outro lado da rua, e entramos em uma loja mais próxima.
Ela olhou para o lado de fora da loja, e alguns paparazzi estavam nos fotografando.
- Nossa, eles descobriram rápido. — Disse fingindo escolher uma roupa. Lola fez cara de culpada e entrou na minha frente.
- Eles estão atrás de mim. — Disse sussurrando.
- O quê?
- É. Eles querem me fotografar. — Disse ela fazendo ênfase no me.
- Lola? Como assim? Quando que eles viram vocês? — Eu estava confusa.
- Lembra no dia que eu e eles saímos juntos, no mesmo dia que você e o Nate se encontraram?
- Ah droga! — Suspirei. — Foi nesse dia. — Ela não disse nada apenas balançou a cabeça positivamente. Tinha me vindo à memória que, naquele dia os paparazzi também tinham tirado fotos de mim e do Nate no dia que nos encontramos no set. O mesmo dia do nosso primeiro beijo. Eu suspirei.
- Droga. — Sussurrei.
- O que foi amiga?
- Eles também nos viram. Estávamos no set. — Disse de cabeça baixa. Lola deu uma risadinha sarcástica. Eu bufei e saí da loja, deixando ela para trás.
- Espera amiga! — Disse ela segurando o meu braço.
- O quê? Vai ficar debochando de mim agora?
— Calma amiga, eu estava brincando.
- É mesmo? Pois eu não achei graça. — Disse séria.
- Ai amiga, desculpa. — Disse ela fazendo biquinho e me abraçando. Eu ri.
Nós andamos até o ponto de ônibus. Lola pegou seu celular e ficou mexendo. De repente senti um vulto do meu lado, "arrastando" a Lola. Logo notei que era o Brendan, abraçando a Lola e beijando seu pescoço loucamente, como se ela fosse ir embora.
- Nossa! – Eu disse aos risos. Ele olhou para mim e sorriu, fazendo um sinal para olhar para trás. Eu sorri, não queria olhar. Mas senti dois braços fortes enormes envolvendo minha cintura. Senti uma pressão na minha barriga e meus pés saindo do chão. Ele me rodopiou até eu implorar que ele parasse.
— Oi pra você também. — Disse cambaleando para o lado. Ele sorriu e beijou minha testa.
- E aí, vão onde? — Ele perguntou.
- Procurando uma faculdade que nos interessa. — Lola disse.
- Bom, acho que vocês não vão encontrar vagas agora. — Brendan disse.
- Por que? — Disse confusa.
- Alex. — Nate disse. — Estamos na última semana de novembro. As inscrições só vão iniciar no início do ano que vem. — Eu fiquei boquiaberta, eu não tinha me dado conta que novembro estava acabando. Lola sorriu e abraçou Brendan.
- Bom. Então, vamos dá uma volta? — Lola disse com empolgação. Eu também não consegui conter a alegria de me despreocupar com a faculdade pelo menos durante um mês. E eu estava com a minha melhor amiga, o meu novo amigo e... Um possível amor, eu acho.
Eles nos levaram para casa no carro do Brendan. Ele e Lola ficaram dentro do carro enquanto eu e Nate ficamos sentados em frente à porta da minha casa.
- Acho que tem mais alguém além da minha mãe. — Disse suspeitando de que fosse o Frederick.
- Sim, o Fred está lá. — Disse ele.
Eu sabia, desde que minha mãe veio pra cá, ela e Fred ficaram muito "próximos" um do outro. Tudo bem que eles estão trabalhando juntos em um filme, mas, eles estão mais próximos do que eu imaginava. Eu espiava pela janela com cautela para que eles não me vissem. Eles conversavam e riam como... Ah, vocês sabem.
- E então... — Tentei puxar assunto com Nate. — Quando que vocês vão para o Texas?
- Eu não esperava esse tipo de assunto. — Disse ele se aproximando de mim lentamente. Eu sorri.
- Desculpe a minha curiosidade. — Disse tímida, ele não faz ideia do efeito que ele causa sobre mim.
- Tudo bem. — Disse ele colocando uma mexa do meu cabelo para trás da minha orelha e acariciando meu rosto, me deixando corada.
- Se você quer mesmo saber, não vamos mais para o Texas.
- Não? Por quê? — Fiquei apreensiva. O que será que aconteceu?
— Mudança de planos. Não se preocupe — Disse ele.
- Ah, então tá. — Disse tímida novamente. Ele sorriu.
- Você leu os jornais de hoje?
- Não. — Disse. Ele sorriu.
- Lola e Brendan são o casal do momento. — Disse olhando para dentro do carro, onde Ela e Brendan estavam se beijando. Nossa! Eu sorri por causa dos meus pensamentos maliciosos em relação a minha melhor amiga e o "namorado" dela. Ele envolveu seus braços no meu miúdo corpo e pressionou seu corpo robusto no meu. Senti-me culpada por causa dos meus pensamentos. Ele tocou seus lábios quentes no meu pescoço e subiu para minha bochecha. Senti todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.
- Você sabe que ficando comigo vai ter preço, né? — Disse ele sussurrando no meu ouvido.
- O que? — Disse como se tivesse despertando. — Como assim?
- Você sabe. Sem privacidade, eles vão ficar atrás de você o tempo todo. Você não vai mais passar despercebida na rua...
- Por que você está falando essas coisas? — Eu estava confusa, ficando assustada pra falar a verdade. Ele ficou corado com a minha pergunta e me soltou, segurou a minha mão e respirou fundo.
- Eu quero ser seu namorado, Alex. — Disse ele.
Eu fiquei literalmente em estado de choque. Como assim? Nate L. Smith, um dos melhores atores da nova geração de Hollywood, quer namorar comigo? NAMORAR Comigo? Eu, uma garota comum, baixinha, naniquinha. Eu fiquei boquiaberta, não conseguia falar nada.
- Alex? — Nate me chamou atenção.
- Fala, estou te ouvindo. — Disse hipnotizada.
- Eu já falei. — Disse sorrindo.
- Falou o que? — Disse sem querer, ele riu e colocou sua mão na minha nuca.
- Eu disse... — Ele chegou seu rosto mais perto de mim — Quero ser seu namorado.
- Sério? — Só conseguiu sair isso da minha boca. Ele sorriu, esperando uma resposta minha. Eu não conseguia dizer nada, apenas encarava aqueles olhos verdes.
- E aí, sim ou não? — Perguntou ele apreensivo. Eu sorri e o abracei com tanta força e ele bambeou para frente, quase caindo em cima de mim. Eu o beijei feroz, como se ele fosse embora naquele instante. Entre um roçar dos nossos lábios, ele sorriu, escapando de mim para recompor o fôlego.
- Acho que isso é um sim, né?
- É. — Disse antes de voltar a beijá-lo. Seus lábios vermelhos e carnudos, agora eram meus. Não me importei com os assobios da Lola e do Brendan, que estavam nos assistindo de dentro do carro. Eu estava nas nuvens, podia sentir meus pés flutuando, mas era ele que tinha me pegado no colo e me rodopiada como uma menininha brincando com seu pai no parque. Eu estava feliz, porque alguém nesse mundo, pelo menos, de alguma forma, me achava especial.
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